terça-feira, 11 de março de 2014

NO PAÍS DAS CASADONAS, MITO DO "PAÍS DAS ENCALHADAS" CAUSA DESCONFIANÇA

CAROL CASTRO E FERNANDA MACHADO, DUAS DAS CASADONAS DE 2014.

2014 virou o ano das mulheres comprometidas, várias delas se casando de surpresa, que, pelo menos no caso do Brasil, o mito do "país das encalhadas" e das "musas" que "dão mole solteiras na pista" causa muita, muita desconfiança.

Isso pega tão mal nas "pobres mortais" que, nas badalações e festas da vida - do Carnaval à noitada numa boate - , recusam todo tipo de assédio masculino para depois posarem de "encalhadas" para a imprensa e para as mídias sociais, quanto às "musas" vulgares que arrogantemente se passam por solteiras geralmente escondendo o verdadeiro estado civil.

O jornal Extra, do Rio de Janeiro, recentemente falou de uma funqueira - uma "mulher-fruta" com "nome de carne" - que estava "solteira na pista". É a mesma que, pouco tempo atrás, trocava declarações apaixonadas para o marido, mas foi orientada pouco depois pelo seu empresário para "se separar dele", ao menos aos olhos da sociedade.

A relação, dizem, continua firme, do contrário de informações oficiais. A funqueira tem que trabalhar uma personagem "solteira", porque o marido foi preso por causa de uma encrenca e a relação prejudicaria a imagem publicitária da referida senhora.

É só um exemplo, para ver o que é o tendenciosismo das falsas solteiras. É pior do que o ditado popular da esmola ao santo. Folionas "encalhadas", "popozudas" supostamente "solteiras", tudo isso não passa de uma grande farsa, até mesmo o mito de que o Brasil terá "mais mulheres" e "cada vez mais solteiras", isso com uma crescente estatística de mulheres mortas por violência ou acidentes.

Quanto às pseudo-solteiras, nota-se até um comportamento estranhamente arrogante. Como uma mulher pode ficar feliz por ser "encalhada"? Como ela pode estar alegre porque "os homens fogem dela"?

É como uma pessoa que perdeu o trem e está feliz porque chegará atrasada ao trabalho. Simplesmente ridículo. E isso acaba pegando mal nas "boazudas" em geral, tanto que já existem paniquetes e "musas do Brasileirão" que foram liberadas namorarem. No país das casadonas, "boazuda" metida a "encalhada feliz" fica em baixa no "mercado" e o que encalha mesmo são as revistas com fotos "sensuais" dela.

KATHARINE MCPHEE E STACY KEIBLER.

Enquanto isso, a realidade mostra o contrário. Seja no Brasil e no exterior. No exterior, temos casos recentes como Stacy Keibler (esta ex-namorada de George Clooney), que se casou com um empresário de sobrenome esquisito - Jared Pobre - e Katharine McPhee, que engatou um casamento com um diretor que a fez separar de outro marido dela.

No Brasil das funqueiras que dão beijinho nos ombros dos fãs - porque na vida particular elas dão beijo na boca de seus maridos - as atrizes, modelos e jornalistas se casam com muita facilidade. Carol Castro e Fernanda Machado são alguns dos destaques deste ano, que teve também Giselle Itié e algumas outras.

Mesmo assim, também há a ressaca do atual casamento de Renata Vasconcellos, jornalista que atualmente apresenta o Fantástico da Rede Globo, ou da estabilização das relações de muitas casadas por aí, aqui e lá fora, incluindo Jessica Alba e Natalie Portman cujos estados civis atuais são de nos fazer chorar.

Portanto, é de desconfiar o mito do "país das encalhadas" atribuído ao Brasil. Primeiro, porque as famosas brasileiras seguem a tendência mundial das comprometidas. Segundo, porque o "mercado" no Brasil é muito mais fechado, mesmo.

Esse negócio de "muitas solteiras" e "muitas encalhadas", estranhamente felizes por estarem "sozinhas", não passa de armação publicitária para blocos carnavalescos, para o mercado hoteleiro e outras empresas que se alimentam das fantasias sensuais do turismo brasileiro.

Até o IBGE e seu método "Emílio Garrastazu Médici" de contar as pessoas - omitindo um cem número de homens "muito negros e muito pobres" e contabilizando mulheres que já morreram - segue esse mercado da ilusão que insiste em se impor à realidade. Até o momento em que a realidade, de tão cruel, não puder mais ser substituída pela fantasia.

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