domingo, 30 de março de 2014

NA ALTA SOCIEDADE, CASAIS SEM AFINIDADE TÊM "JOGO DE CINTURA" PARA DURAR RELAÇÃO


Por que muitos casais sem afinidade, na alta sociedade ou mesmo entre boa parte dos famosos, conseguem ter uma relação duradoura, mesmo não significando uma relação de verdadeira cumplicidade e integração conjugal?

Enquanto é mais fácil ver casais que se unem com afinidade se separarem por este ou aquele detalhe - em muitos casos é a sobrecarga profissional, outros é o desgaste natural da paixão, outros é por alguma mudança por parte de um dos cônjuges - , é muito mais difícil ver casais sem afinidade se separarem, em que pesem suas profundas diferenças.

É aquela famosa atraente, de personalidade bastante moderna, que está casada com um empresário, executivo ou profissional liberal de personalidade mais antiquada, apegado a formalidades e pouco à vontade ao mesmo lazer que sua esposa vive com desenvoltura.

Por que isso ocorre? Seria muito ingênuo dizer que se trata de uma afinidade natural ou de uma grande cumplicidade, até porque, fora a formalidades ou alguns hábitos em comum - como tomar vinhos e frequentar os mesmos lugares chiques, pouco existe de afim por parte desse casal.

O que se percebe, aliás, é um "jogo de cintura" feito para manter a relação, muitas vezes frágil como um castelo de areia diante de um mar revolto. Isso porque o casal não fica o tempo todo junto e talvez quase nem fique, já que o maridão fica o tempo todo nos negócios profissionais e a esposa circula sozinha em boa parte dos eventos.

O que se observa é que a moça tem suas "horas de solteira", em tese para apreciar seus gostos pessoais ou conversar com as amigas. São muitas horas curtindo algo que o "elegante" maridão, que deixou de se interessar por "certas coisas" - na boa, ele hoje mais parece um "boneco" de terno e gravata que gosta de vinhos - e não curte as mesmas diversões da esposa.

Com isso, o casamento que não é lá grande coisa consegue se sustentar pelas férias conjugais de maridos e mulheres do gênero. Não se está aí levando em conta se há amantes ou não, isso é outra história. Aqui o que se leva em conta é que o casal mantém a relação pela capacidade dos cônjuges poderem viver constantemente longe um do outro.

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