terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ARGENTINA: CLARIN TERÁ QUE DESFAZER DE PARTE DE SEU PATRIMÔNIO


O governo argentino aprovou a proposta de divisão do patrimônio do grupo midiático Clarín, até agora o maior conglomerado de Comunicação daquele país. A proposta faz parte da chamada "Lei de Meios", que determina a redução do poder de grandes empresas midiáticas na Argentina.

"Com a adequação do Clarín à lei, não acaba seu direito de informar e opinar com liberdade. Acaba sua possibilidade de se impor como um gigante econômico e monopólico para manipular a opinião pública e condicionar a democracia", celebra Martín Sabbatella, diretor da Autoridade de Serviço de Comunicação Audiovisual, responsável pela aprovação.

Numa façanha considerada audaciosa, a medida abre precedentes para a luta contra a concentração de grandes grupos midiáticos no Brasil. Por isso mesmo, a reação da chamada grande imprensa foi de grande pesar, como se estivesse anunciando uma "tragédia".

Para os porta-vozes dos barões da grande mídia, seja nos EUA, na Europa e na América do Sul, principalmente no Brasil, a medida visa enfraquecer o que eles entendem como "liberdade de imprensa e de expressão" de um dos "mais expressivos grupos da mídia independente" argentina.

O Clarín terá que se dividir em seis empresas diferentes, se desfazendo de boa parte de seu patrimônio de rádios, TVs, portais de Internet, jornais, revistas etc. O prazo determinado é de seis meses. O grupo Clarín terá que vender 5/6 de seu patrimônio fatiado para novos acionistas.

O plano de fatiamento foi proposto pelos próprios executivos do Clarín, como forma de diminuir sua presença no mercado midiático, o que representava uma preocupante concentração de poder na sociedade argentina.

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