sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ROQUEIROS, ESQUEÇAM A RÁDIO CIDADE!!

EDIÇÃO DE IMAGEM COM O NOVO LOGOTIPO DA RÁDIO CIDADE - Historicamente, a emissora carioca está vinculada a nomes pop como Donna Summer, Bee Gees e Michael Jackson.

Daqui a uma semana, a Rádio Cidade volta a assumir seu nome nos 102,9 mhz do Rio de Janeiro, depois de oito anos. Nesse intervalo, a emissora se chamou OI FM, Jovem Pan 2 e apenas 102,9 FM. A emissora voltará com logotipo inédito e sem vínculo, ao menos profissional, com a 89 FM, como se imaginava antes que iria ocorrer.

Até agora, é um mistério o novo perfil da rádio. Mas seria muito melhor que o público roqueiro esquecesse de vez a Rádio Cidade e parasse de incluir a emissora em qualquer discussão de como o rock se revitalizará no rádio.

A cultura rock já está sendo abordada, com certa eficiência, pela Kiss FM, que anda equilibrando o repertório do rock contemporâneo com muitos clássicos antigos. E a programação roqueira voltou à Rádio Fluminense, desta vez sob a frequência 540 AM, esperando alguma frequência em FM para voltar.

Os tempos são outros. Quando a maioria dos internautas tinha uma mentalidade mais provinciana - devemos admitir, até boa parte de paulistas e cariocas sofrem de um certo bairrismo matuto - , a Rádio Cidade e a 89 FM eram as "maiorais" no segmento rock.

Enquanto grupos de rock clássico retomavam suas atividades ou eram apenas redescobertos por fãs mais jovens, lá no exterior, aqui produtores e ouvintes da Cidade e 89, de forma violenta e arrogante, preferiam acreditar que rock era sinônimo de Guns N'Roses, Offspring, Mamonas Assassinas e só um pouco além disso.

Tinha até um reacionário produtor da Cidade, que usou o codinome de Roger Strauss, que feito um Olavo de Carvalho roqueiro disse que as rádios de rock brasileiras não tinham a mesma responsabilidade que as rádios estrangeiras.

Pior: ele e seus asseclas acreditavam que radialista de rock não deveria gostar do gênero para ser "mais profissional". Atiraram nos próprios pés. Afinal, as mais comezinhas teorias ligadas ao mercado de trabalho sempre recomenda que um bom profissional é aquele que gosta daquilo que está fazendo, e não o contrário.

Em outras palavras, a competência não está no distanciamento da causa trabalhada, mas de sua maior proximidade. Daí que as rádios 89 e Cidade se queimaram, desmoralizadas pelo reacionarismo medieval de seus fanáticos defensores. Breganejos, sambregas e funqueiros estão muito felizes com gente tipo Roger Strauss.

A 89 FM voltou, mais como parceira da indústria de eventos internacionais liderada por Roberto Medina que como "rádio rock que fez história". Até porque o bom (mas não ótimo) desempenho de audiência da 89 se deve muito mais a não-roqueiros interessados em ouvir Guns N'Roses e Linkin Park do que de roqueiros que percebem que a 89 discrimina 99% do rock de verdade.

Até lá em São Paulo a Kiss FM dá um banho. E o roqueiro autêntico, bastante informado, não quer ouvir apenas o feijão-com-arroz de qualquer rádio e nem mesmo o pão-com-água da 89, porque ele não está aí para ouvir uns meros sucessinhos de pop-rock dez vezes ao dia nem para aceitar locutores que falam igualzinho os de qualquer rádio "poperó".

Daí que não faz sentido os roqueiros falarem em "volta da Rádio Cidade". Esqueçam a rádio. A rádio foi muito mais feliz quando abordava o rock. Nem todo mundo é competente para qualquer coisa, e a Cidade, como "rádio rock", foi um vergonhoso desastre, com locutores engraçadinhos e repertório musical bastante preconceituoso e caricato.

Quem conhece rock e radialismo rock é que sabe bem disso. Se a Cidade voltar como "roqueira", é só para atrair fãs de One Direction, Justin Bieber e Miley Cyrus. Eles é que, em São Paulo, estão botando a 89 em boa colocação no Ibope por ouvirem Linkin Park, Young Guns e CPM 22, que na essência não muito diferentes do pop dançante que rola nas FMs convencionais.

Portanto, vamos esquecer a Rádio Cidade. Acabou. Os 102,9 mhz não têm a menor serventia para a cultura rock. Vamos sepultar a Rádio Cidade de nossas mentes e partir para outra. Basta termos boa vontade, coragem e, acima de tudo, respeito com nós mesmos na busca de coisas melhores, sem submetermos ao que a grande mídia quer que a gente faça ou siga.

Sigamos nosso próprio caminho, desejando sempre o melhor para a cultura rock e riscando a Rádio Cidade de nossas mentes. Deixemos ela para lá.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PROTESTO COMPLICOU TRÂNSITO DA AV. FRANCISCO BICALHO, NO RJ, ESTA MANHÃ


Um protesto de vários manifestantes sem-teto, que havia invadido um edifício abandonado no entorno da Zona Portuária, no Rio de Janeiro, havia fechado parte da Av. Francisco Bicalho, próxima à Rodoviária Novo Rio, com barricadas, o que complicou o trânsito esta manhã.

A manifestação foi pacífica, e seu objetivo foi pedir moradias para os sem-teto que se alojaram no local. Mas o trânsito se complicou de tal maneira que as autoridades chegaram a definir a situação do tráfego como "gravíssima".

Reflexos do engarrafamento eram observados em vias como a do Túnel Santa Bárbara, Túnel Rebouças ou mesmo na Estrada Grajaú-Jacarepaguá. Os veículos foram obrigados a optar por outras vias, como a Linha Vermelha ou as avenidas que vão para São Cristóvão e Mangueira.

A pista foi liberada há poucos minutos, mas o trânsito ainda era caótico no momento da liberação.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ARGENTINA: CLARIN TERÁ QUE DESFAZER DE PARTE DE SEU PATRIMÔNIO


O governo argentino aprovou a proposta de divisão do patrimônio do grupo midiático Clarín, até agora o maior conglomerado de Comunicação daquele país. A proposta faz parte da chamada "Lei de Meios", que determina a redução do poder de grandes empresas midiáticas na Argentina.

"Com a adequação do Clarín à lei, não acaba seu direito de informar e opinar com liberdade. Acaba sua possibilidade de se impor como um gigante econômico e monopólico para manipular a opinião pública e condicionar a democracia", celebra Martín Sabbatella, diretor da Autoridade de Serviço de Comunicação Audiovisual, responsável pela aprovação.

Numa façanha considerada audaciosa, a medida abre precedentes para a luta contra a concentração de grandes grupos midiáticos no Brasil. Por isso mesmo, a reação da chamada grande imprensa foi de grande pesar, como se estivesse anunciando uma "tragédia".

Para os porta-vozes dos barões da grande mídia, seja nos EUA, na Europa e na América do Sul, principalmente no Brasil, a medida visa enfraquecer o que eles entendem como "liberdade de imprensa e de expressão" de um dos "mais expressivos grupos da mídia independente" argentina.

O Clarín terá que se dividir em seis empresas diferentes, se desfazendo de boa parte de seu patrimônio de rádios, TVs, portais de Internet, jornais, revistas etc. O prazo determinado é de seis meses. O grupo Clarín terá que vender 5/6 de seu patrimônio fatiado para novos acionistas.

O plano de fatiamento foi proposto pelos próprios executivos do Clarín, como forma de diminuir sua presença no mercado midiático, o que representava uma preocupante concentração de poder na sociedade argentina.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CAIO CASTRO: O "JUSTIN BIEBER" DA TELEDRAMATURGIA?


Por Alexandre Figueiredo

É muito perigoso que alguém que pareça formador de opinião e modelo de personalidade a ser seguido pelos fãs demonstrar péssimos hábitos ou posturas lamentáveis. E Caio Castro, um dos astros em evidência da Rede Globo, é um exemplo mais típico dos tempos recentes.

Em uma entrevista reprisada no canal pago GNT, no programa de Marília Gabriela, Caio afirmou que não gosta de teatro nem de literatura. A declaração causou uma reação de indignação de atores diversos, como Laura Cardoso, Rosamaria Murtinho, Maitê Proença, Pedro Paulo Rangel, Miguel Falabella (que disse que ele era um "desinibido", não um ator), entre tantos outros.

Mesmo Beth Goulart - que atualmente está no teatro fazendo uma peça sobre Clarice Lispector na qual ela dirige, produz e é autora do texto, além de interpretar a própria escritora - , que afirmou que a liberdade é sem limites, sentiu estranheza ao ver um ator renegando o teatro e desprezando a literatura, já que as artes cênicas muitas vezes se inspiram em obras literárias.

Caio Castro virou o símbolo da estupidificação da juventude brasileira. Algo que os barões da grande mídia estavam tentando fazer junto à "inocente" indústria do entretenimento, como meio de enfraquecer o potencial de curiosidade e busca de informação das pessoas nascidas, na maioria, de 1978 em diante.

Sabe-se que os chefões da mídia e do entretenimento investiram pesado para que as gerações de adultos e jovens de hoje sejam seduzidas à mais escancarada mediocrização cultural, às custas do apego à noitadas e à curtição compulsiva e viciada (mas nada prazerosa), do desprezo à cultura autêntica e da supervalorização, em tom de fanatismo, de modismos e fenômenos comerciais.

Daí as pessoas que apreciam breguices. Daí as pessoas que vão para as noitadas com espírito mais para ressaca do que para a verdadeira alegria festiva. Daí as pessoas arrogantes que não aceitam que suas posturas duvidosas sejam contestadas por outrem. Daí as pessoas que odeiam livros, filmes e peças de teatro e se acham felizes com isso.

É uma mistura de niilismo com narcisismo, de baixa auto-estima com arrogância, de pessoas que tentam buscar a alegria que lhes foge, já que, quando contrariadas, essas pessoas reagem com ódio, esnobismo e ainda vão ridicularizar o discordante em algum sítio na Internet ou nas redes sociais.

E qual é o símbolo deles? Simplesmente aquele que simboliza o "sucesso do momento". E por que essas pessoas são "sucesso"? E por que são vistas como "ideal de vida e de personalidade"? Porque simplesmente são famosas e pronto. Antes, alguém ficava famoso porque era talentoso, hoje há quem seja visto como "talentoso" só porque conquistou a fama.

Caio Castro não parece um ator ruim. Mas como personalidade deixa muito a desejar. Muito superficial, chegou a faltar um importante evento social porque estava embriagado. Como desculpa, inventou que "não estava se sentindo bem de saúde".

Agora é a declaração que ele havia dado na época e que foi reprisada na TV paga. E os fãs de Caio Castro caem no delírio. Acham que ler livros é perda de tempo. Como se não bastasse a declaração da prepotente Ivete Sangalo, nos tempos em que ela era uma pretensa unanimidade aos olhos do poderio midiático então com hegemonia quase absoluta.

Isso faz lembrar Justin Bieber, o astro mirim que, em sua vinda ao Brasil, fez apresentações incompletas e caiu na farra e na curtição. Justin ainda posou de "garoto mau", aprontou umas, bebeu todas, exaltando todo o vazio de um entretenimento juvenil ruim em que a curtição torna-se um fim em si mesmo, sem qualquer serventia para a existência humana.

A turminha reaça do Orkut e Facebook, que adora o "sucesso" pelo sucesso e se sentem ofendidos quando se critica até as tosses de uma Britney Spears, sempre gosta desses exemplos que lhes são "tudo de bom, nota déis (sic) e show de bola".

Desde que Xuxa deseducou os corações e mentes infanto-juvenis nos anos 80, o emburrecimento contaminou uma boa parcela das pessoas. Há gente que foge desse caminho, sim, mas a maioria sucumbe à bregalização, à curtição viciada, à estupidificação que nem faculdade resolve, até porque, com tantas universidades privadas, o ensino superior, mesmo público, foi para a "privada".

E como serão as gerações futuras? Se já temos que aguentar uma intelectualidade "bacaninha" achando que ser cafona é o "máximo", eles que são as únicas referências possíveis de "mestres" para o chamado brasileiro médio, imagine então a juventude, ou mesmo os trintões de primeira viagem dos últimos cinco anos, que adoram se achar a "galera", usando e abusando dessa gíria tola?

Já sentimos hoje a glamourização de muito lixo brega de 25 anos atrás, tido hoje como "genial" só porque foi trilha sonora de namorico ali, de bebedeira acolá, ou porque serve de contraponto para artistas sofisticados que os intelectuais de hoje aprenderam a odiar.

Será que Caio Castro entrará na Academia Brasileira de Letras daqui a 50 anos, quando o critério até lá, se a mediocrização cultural ir adiante, será apenas "dar um alô pra galera" nas mídias sociais? Será que a burrice de hoje será a sabedoria de amanhã, e muito malandro receberá aplausos só porque "aprendeu a viver" na tal "escola das ruas"?

Isso é muito preocupante. E é bom que fiquemos atentos. Afinal, a verdadeira perda do preconceito não está na aceitação inverificada de tudo, mas no questionamento verdadeiro dos problemas, mesmo que seja para pôr em xeque modismos estabelecidos e bem sucedidos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PESSOAS DE IDADE ÀS VEZES NÃO RECONHECEM SEUS REAIS LIMITES


Quem tem mais de 45 anos, ou está perto disso, mais precisamente entre as pessoas nascidas entre 1950 e 1974, não sabem mesmo os limites verdadeiros para suas vidas. Às vezes, zelam demais pelas limitações de humor e energia física, quando não deve, mas em outras, ultrapassam as limitações quando não se é adequado ultrapassar.

Não falo daqueles "coroas" que procuram ser joviais, à sua maneira. Eles existem e não são poucos, mas são exceção à regra de uma fase em que o comportamento extremamente formal, um tanto desanimado e preguiçoso, chegam a atingir principalmente as pessoas consideradas privilegiadas.

Vejo os chamados "coroas" muitas vezes com muita má vontade de reassumir meios de diversão juvenis, mas mantém neuroses e tensões ou mesmo vícios dignos de pessoas imaturas, em muitos casos evitando aproveitar o melhor que tinham da juventude, enquanto não largem o pior que adquiriram nessa fase da vida.

Muitos "coroas" evitam o recreio relaxante de se distraírem com brincadeiras e jogos da forma como faziam quando tinham cerca de 22 anos de idade. Acham que estão muito exaustos e indispostos para assumir novamente tais recreações.

Em compensação, sobrecarregam suas mentes para conversas entre amigos durante o fim de semana, mesmo em festas de crianças, tentando provar que são inteligentes e têm bom caráter apenas pelo mero relato exaustivo de acontecimentos de seu cotidiano ou o que viram em telejornais ou na imprensa da semana em geral.

Mulheres já em torno dos 45 anos se sentem envergonhadas de serem beijadas na rua por seus companheiros, um ato que elas encarariam com naturalidade aos 15 anos, embora sejam atos nada obscenos, independente da faixa etária.

Em compensação, são as mesmas mulheres que, se puderem, agrediriam e espancariam desafetas, mesmo em ruas de grande movimento, sem qualquer receio de causarem qualquer tipo de vergonha ou escândalo.

Homens deixam de tomar sucos de frutas, refrescos ou mesmo refrigerantes (ou só o tomam ao lado de filhos caçulas, só para agradá-los, ou na obrigação de almoços ou refeições em workwhops), achando que tais bebidas são "doces demais", engordam ou são apenas bebidinhas tolas de crianças imaturas.

No entanto, eles não acham imaturo, mesmo na faixa dos 55 a 60 anos, encher a cara de álcool em rodadas viciadas nos bares de seu meio. Se sentem incomodados quando têm que abrir mão da cerveja do fim de semana, ou do vinho e uísque nas horas românticas, porque acreditam que esse é o "único prazer da vida" que precisam manter.

E isso se fala sobretudo nas pessoas mais abastadas, que mantém completamente tais vícios. É constrangedor ver mulheres de 55, 60 anos que, franzinas aos 21 anos, tornam-se quase obesas na meia-idade. Para piorar, elas eram mais formosas e atraentes quando eram casadas, e, quando se tornam solteiras definitivas, estão "irremediavelmente" fora de forma!!

Homens e mulheres são traídos pela "racionalidade" profissional que os faz ao mesmo tempo preguiçosos e imprevidentes. Quantos homens e mulheres deixam de tomar um refresco, porque acham "coisa de infância", mas são capazes, na "tenra meia-idade", de sofrerem overdose no consumo de drogas!!

Quantos homens deixam de rir alto, de se animarem ruidosamente, mas são capazes de agredir alguém e gritar feito uns loucos ferozes quando há uma festa de jovens na vizinhança? Esses "coroas" se recusam a dançar músicas agitadas, porque "não têm força nem interesse para tal", mas quando é uma briga de trânsito, são capazes de partir para cima de um outro feito feras ensandecidas.

O adulto emburrece e até agora eu vejo na maioria dos "coroas" - desconto as honrosas e respeitáveis exceções - uma multidão de pessoas transtornadas, como se sobre seus cabelos grisalhos tivesse um ponto de interrogação flutuando em cima, sem se afastar dessas cabeças.

E eu fico percebendo que cabelos grisalhos não são garantia de sabedoria. Mesmo advogados, médicos, economistas, e outras pessoas dotadas de nível superior, na sua maioria esmagadora, não apresentam um só exemplo de vida senão seus razoáveis sucessos profissionais, obtidos na casa dos 30, 35 anos.

Até para justificarem sua reputação, se limitam às glórias passadas. Daí que essas pessoas "maduras" se tornam desesperadamente chatas e insuportáveis. Gente sem sensibilidade alguma, que vive de alguns sucessos profissionais do passado. Gente muito mais imatura que muito rapagão entrando nos 20 anos.

Daí que eu, a poucas semanas de completar 43 anos, não achei a "minha turma". As pessoas de minha idade não passam, em sua maioria, de "múmias" discutindo política com um copo de bebida alcoólica na mão, nos fins de semana. Onde estão aqueles caras legais que se divertiam nos tempos do segundo grau (atual ensino médio) e da faculdade? Quero ter aquelas pessoas legais de volta!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

1990 DESEDUCOU AS PESSOAS


Por Alexandre Figueiredo

A memória curta e a mania de relativismo da opinião pública atual, aliada a uma mistura de "cultura trash" com ideais "politicamente corretos" é a receita de uma mentalidade viciada que atinge até mesmo determinados especialistas culturais.

Tomados como "bússolas" tanto a intelectualidade cultural pró-brega quanto emissoras de rádio FM mofadas, mesmo os especialistas mais dedicados são tentados a ficarem presos no hit-parade, tão acostumados a trabalhar o agenda setting das pautas noticiosas.

Pois o hit-parade é o agenda setting musical. E o agenda setting é o hit-parade da notícia. Mas poucos percebem isso e o mais grave disso tudo é a mania de internautas pretensiosos fazem de soarem "alternativos" e "vanguardistas" apreciando apenas (ou prioritariamente, ao menos) as "referências de sucesso", como se fosse fácil bancar o diferenciado sendo óbvio e previsível.

Hoje ninguém garimpa mais novas informações, fontes raras etc. De repente eu consulto a Internet e vemos pessoas cada vez menos conectadas. Elas se prendem mais facilmente ao óbvio, e ainda falam mal de Justin Bieber, como se reprovassem tudo o que ele fez de fútil e frívolo na sua carreira.

Pois isso se expressa sobretudo pelo saudosismo da estranha década de 1990, uma década que não teve um fim declarado, mesmo com a junção de fim de década, fim de século e fim de milênio. A "década que não acabou" nem virou passado e virou alvo de muito saudosismo.

Pois foi na década de 1990 que os ideais duvidosos se consagraram. Nela se encerraram os últimos vestígios do idealismo e da criatividade da década de 1960, substituídas por um "pragmatismo" de consumo e diversão obsessivos que derrubou de vez qualquer busca por valores sócio-culturais autênticos.

O hit-parade dos anos 80, símbolo lúdico da "década perdida" dos EUA e Reino Unido - dominados por políticos conservadores como Ronald Reagan e Margareth Thatcher - , se prosseguiu na década de 90 e virou modelo para a supremacia brega-popularesca no Brasil.

Para piorar, porém, a "cultura da década perdida" nem de longe é devidamente criticada, muito pelo contrário. Quem se encoraja a criticar a mediocrização cultural brasileira é xingado de "elitista" por intelectuais " bacanas", fora o bullying virtual que recebe de internautas indignados.

Se fulano ficou 20 anos de carreira sem sofrer (em tese) graves arranhões, ele virou um "gênio". Pode ser um cantor medíocre, um músico ruim, um compositor sem um pingo de criatividade. Ou então é uma celebridade sem ter o que dizer, e que fica chateando o público com factoides e apelações cada vez mais repetitivos e sem graça, mas que empolgam a imprensa dita "popular".

De vez em quando aquele jornalista que parecia mais esclarecido fica elogiando algum nome medíocre dos anos 90, como se fosse "o maior gênio de todos os tempos" ou ao menos um "nome admirável a zelar". Se esquece que este nome havia simbolizado as baixarias dos anos 90 e era visto como ridículo até mesmo por pessoas mais flexíveis nas suas avaliações culturais.

Mas hoje o poser metal, o "rock de mariquinhas" dos anos 80 que emplacou nos anos 90, virou sinônimo de "rock clássico". Os mais risíveis nomes do "pagode romântico" e do "sertanejo" de 25 anos atrás são falsamente associados à "música brasileira de raiz". O lamentável "funk" de 1990 hoje é "genuína canção de protesto". E por aí vai.

E as garotas da Banheira do Gugu? Elas seriam também feministas? Ratinho seria um "mestre do jornalismo investigativo"? Vão reabilitar o É O Tchan e tratá-lo como se fosse um "complexo multimídia de vanguarda"? Tudo por causa dos "muitos anos de sucesso"?

Para piorar, surgem não só jornalistas "tarimbados" ou acadêmicos "dedicados" a exaltar tudo isso. Já e multiplica uma rede de ideólogos que terceiriza a pregação da intelectualidade do "bom" etnocentrismo. Tudo porque virou norma exaltar a mediocrização iniciada ou consagrada nos anos 90 como se fosse um "clássico".

E tudo isso sob diversos pretextos: "é mais divertido", "as velhas tradições são derrubadas", "lembram as coisas boas da vida", e tudo o mais. E por isso seus ideólogos, sobretudo intelectuais "conceituados", soam "mais bacanas", porque eles anunciam a "livre diversão", com seu discurso persuasivo e simpático.

Para piorar, esses intelectuais tentam adotar uma postura falsamente progressista. Como eles se autoproclamam "amigos do povo", muita gente acredita. Mas quase ninguém percebe que esses pretensos "profetas da diversidade cultural" são na verdade ideólogos de "livre mercado" com a habilidade de manipular seus discursos com muita esperteza.

Eles misturam suas pregações neoliberais com "chavões" do discurso modernista ou esquerdista, e com isso deixam de ser reconhecidos facilmente como ideólogos culturais do "livre mercado" e da "livre iniciativa". E, com isso, glorificam a mediocrização cultural e tentam ganhar tempo para cristalizar seu discurso de modo a dificultar qualquer questionamento.

Os anos 90, a "década perdida" do Brasil, deixaram essa herança. A cada ano o país torna-se ainda mais culturalmente medíocre e a complacência intelectual torna-se ainda maior. Se a coisa continuar assim, vamos achar até o MC Créu genial. De complacência em complacência, se fazem os idiotas que fazem a fortuna de reaças como o anti-brasileiro Olavo de Carvalho.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

GUITARRISTA DO DEVO, BOB CASALE MORRE AOS 61 ANOS POR PROBLEMA CARDÍACO



Triste notícia para os fãs de pós-punk, de tecnopop e muitos skatistas e nerds que curtem a banda Devo. Faleceu ontem, por problemas no coração, o guitarrista Robert Casale, conhecido como Bob Casale, do Devo, aos 61 anos.

Irmão do baixista e segundo vocalista do Devo, Gerald Casale, Bob era também chamado de Bob II porque o irmão do vocalista, guitarrista e tecladista do Devo, Mark Mothersbaugh, também se chama Robert e era conhecido como Bob I. Os quatro eram a formação chave do Devo, que já havia sofrido a morte de um ex-baterista, Alan Myers, no ano passado.

O Devo tem 40 anos de existência. Fazia um tecnopop com levada roqueira new wave e soa como uma resposta punk ao Kraftwerk. Originário de Ohio, o grupo foi formado quando seus membros eram universitários e a partir de seu nome eles apostavam numa tese que parece satírica, mas tem sua profunda seriedade.

Devo, para seus integrantes, se relaciona à "teoria da devolução", em que o progresso tecnológico desenfreado faz com que o ser humano regredisse e se tornasse mais primitivo. A princípio, eles levavam isso como uma piada satírica, mas numa vinda ao Brasil, nos anos 90, Mark Mothersbaugh se surpreendeu com a sociedade na época e viu que a "devolução" era coisa séria.


OS IRMÃOS CASALE (BOB À ESQUERDA), NUMA APRESENTAÇÃO EM ATLANTA, NA GEÓRGIA (EUA), EM 1978, ANO DA HILÁRIA VERSÃO DE "SATISFACTION", DOS ROLLING STONES.

O Devo é conhecido por versões hilárias de "Satisfaction", dos Rolling Stones - com aprovação do próprio Mick Jagger, que teria dançado alegremente ao ouvir a música pela primeira vez - e "Are You Experienced?", de Jimi Hendrix.

Mas também o grupo é conhecido por músicas como "Whip It", "Uncontrolable Urge", "Devo Corporate Anthem" (usada em vinheta da Fluminense FM), "Disco Dancer" (usada em comercial do programa de TV Realce), "Shout", "Here To Go" e "Time Out For Fun" (única música que as rádios comerciais "de rock" têm coragem de tocar).

O Devo segue em atividade, mesmo com a perda de Bob Casale, que também era engenheiro de som. Ficará a saudade das performances de Bob, mas com toda a certeza o irmão deste, Gerald, e Mark conduzirão a banda da melhor forma, até para homenagear o finado companheiro.

Desejamos boa sorte ao Devo nessa trajetória, e nos solidarizamos diante da triste perda, mas desejando muita paz a Bob, lá no mundo espiritual.

DEDICADA À MPB, RÁDIO INTERNA DA REDE HORTIFRUTI JÁ TOCA BREGA


Com tantas coisas legais para serem tocadas, sobretudo produzidas antes de 1967-1968 - o biênio considerado "marco" de uma concepção dominante de cultura brasileira defendido por intelectuais de hoje - , as rádios e outros espaços da MPB perdem tempo com a rendição ao brega.

Recentemente, a "reabilitação" de Michael Sullivan - o antigo chefão do brega que hoje posa de "coitadinho" e "vítima de preconceito" - tornou-se sintomática desse processo, embora ele chegue ao seu ponto extremo com o forte lobby em torno da defesa do "funk".

Ontem eu estava numa filial da rede de supermercados Hortifruti - especializada em alimentos, com ênfase em legumes e verduras - e estava tocando o hit brega "Mordida de Amor", do grupo Yahoo, um dos protegidos de Michael Sullivan. A música, por sua vez, é uma versão mais brega da intragável "Love Bites", dos farofeiros britânicos do Def Leppard.

Claro, eu não posso sentir estranheza porque, na visão da intelectualidade "bacaninha", eu seria "elitista", "moralista" e "preconceituoso" com os tais "sucessos populares". O grande problema, no entanto, é que esses "sucessos populares" se propagaram dentro de um contexto de manipulação midiática e politicagem grosseira nos meios de comunicação.

Sim, porque as pessoas se esquecem que Michael Sullivan era figurão das Organizações Globo, comandando o mercado de "sucessos musicais" com mão de ferro e feliz em servir a uma rede de televisão que ignorou a campanha das Diretas Já e se aliou às tramas políticas de gente como Antônio Carlos Magalhães, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Hoje ele é o "coitadinho" que "fazia coisas bonitas" e a choradeira promoveu Sullivan como um "gênio da MPB". Teve até tributo dotado de muita cosmética "emepebista" para embelezar os lixos produzidos pela dupla Sullivan & Massadas.

E tudo que for protegido seu agora "também é MPB". Yahoo, José Augusto ou mesmo canções duvidosas gravadas por gente da MPB, como a infame "Um Dia de Domingo", um dueto que encontrou Tim Maia e Gal Costa em fases menos inspiradas.

É lamentável que o brega, que já possui espaços demais na mídia e no circuito de apresentações ao vivo, queira obter mais e mais espaços. Sob o pretexto de "reconhecimento" e "conquista de seus próprios espaços", o brega toma os espaços dos outros e deixa a MPB privada de seus próprios espaços.

Que "ruptura de preconceito" é essa? Hoje o que se vê é mais preconceito contra a MPB, enquanto o brega sempre foi hegemônico, sempre foi establishment, do Oiapoque ao Chuí, e agora amplia suas reservas de mercado.

O maior temor é que as rádios de MPB, daqui a 20 anos, sejam meras reciclagens do que rádios como a 98 FM, Nativa FM, Band FM, O Dia FM e similares tocaram nos últimos 35 anos. Imagine ouvir até "Ilariê" nas rádios de MPB que se esqueceram de tantas coisas boas da nossa música?

Aí sim veremos quem é que sofre preconceito. O brega sempre se beneficiou com sua supremacia não-assumida, posando de falsa vítima para ampliar seus mercados. A MPB é que, escorraçada pela própria intelectualidade "bacaninha" (só ela ouvia as preciosidades emepebistas que o "povão" desconhece, e já começa a ficar cansada delas), sofrerá preconceitos cada vez piores.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

OFENSAS DIGITAIS PODEM CAUSAR ENCRENCA


Já enfrentei trolagens pesadas na Internet. Por duas vezes, houve gente que invadiu fóruns de Internet e criaram páginas ofensivas na Internet contra mim, achando que suas causas estavam ganhas e que eles tinham todo o direito de me ridicularizar.

Mas o problema é que, na inversão do ditado popular, há um dia do caçador e um dia da caça. Não exatamente porque a vítima irá degolar o caçador, mas é porque o caçador pode se tornar presa de algum outro predador que vier no caminho.

Há muitos troleiros violentos que acreditam na impunidade plena, que praticam bullying digital na certeza de serem vistos apenas como "saudáveis brincalhões". Confiantes em excesso de si mesmos, eles acreditam saberem selecionar seus amigos e inimigos e que nenhuma encrenca chegará a seu caminho.

Chegam até a rir de advertências dos outros. "Eu sei me virar, eu já sou crescido", diz, em tom jocoso. Se até Jesus chegasse a ele para lhe dar um aviso, ele esnobaria ou, em casos extremos, diria o surrado refrão reacionário "Vá se catar, seu m...".

Só que quem age por impulso nem sempre tem a situação sob controle. O encrenqueiro pode conseguir controlar sua situação por um ou dois anos, talvez um pouco mais. Mas, no meio do caminho, o valentão que achava que vence tudo, por uma outra discussão pequena ou algum outro incidente inesperado, é capaz de jogar sua fúria para seus próprios aliados.

Imagine um rapaz que comanda toda uma trolagem no Orkut, transformando a página de recados de um desafeto numa simulação de chat em que vários convidados para a "brincadeira" dizem mensagens irônicas e zombeteiras. Chega o momento em que este rapaz, animado com a "zoeira" de seus amigos, vai ameaçando o desafeto de uma forma ou de outra.

"Vem para a festa na boate tal, na Barra da Tijuca. O DJ tal vai tocar lá. A gente tem o maior prazer de te receber, miguxo. Huahuahuahuah!", escreve o troleiro, sem conseguir disfarçar que está atraindo seu adversário a uma emboscada, provavelmente para este levar uma surra do troleiro e seus amigos.

Passada a farra - evidentemente a vítima não se interessou em ir para a boate, sabendo o que iria acontecer - , o troleiro valentão, todo feliz da vida, mal sabe que seu melhor amigo está dando em cima da namorada do primeiro.

Verificando as mensagens do Facebook - o Orkut saiu de moda - , o troleiro descobre, nas mensagens de amor que sua namorada deu ao amigo, que está sendo traído pelos dois. Tomado de fúria, ele vai para a casa do seu ex-melhor amigo para tirar suas satisfações e encontra ele e a garota no quarto.

Depois de uma discussão, ele tenta agredir a namorada. O amigo não deixa e os dois se atracam. A violência é tamanha que os dois, tomados de fúria agressiva, se jogam contra o computador do outro cara - o amigo do líder troleiro - derrubando o vídeo, e com o impacto dos dois corpos em briga, derruba o gabinete, arranca os fios da tomada e, num curto circuito, o computador pifa e seu conteúdo é perdido.

Vamos para outro caso. Um outro valentão que anda com rancor contra um desafeto que discorda de seus pontos de vista, decide criar um blogue de ofensas e calúnias e vai copiando indevidamente os textos do adversário, inserindo em cada parágrafo comentários irônicos e ofensas violentas.

De repente, o adversário pede para o troleiro se moderar e este não gosta. Vai ao blogue ofensivo e copia mais um texto, inserindo as zombarias suas nos parágrafos. E, sabendo onde o adversário mora, vai para a cidade dele sob o pretexto de tirar fotos para o seu Instagram para intimidar. É como se ele dissesse, apenas por atos, que "estava na área" do seu adversário.

Só que o valentão é observado por um grupo de milicianos que fazem ponto em algum estacionamento vizinho. "Ei, esse cara é do Extra (jornal popularesco carioca) ou tá tirando tempo com a gente?", pergunta um miliciano a outro.

Evidentemente, o grupo não vai se dirigir ao valentão porque é um horário de muito movimento, pode ter muitas testemunhas, mas de repente, em outros dias, os milicianos veem que o valentão anda sempre com um grupo de amigos.

Aí, de repente, um miliciano encontra um outro amigo do valentão e, iniciando uma conversa sutil e falsamente amistosa, arranca informações do valentão, qual o seu sítio na Internet, sua conta no Facebook etc.

Aí, certo dia, o valentão, todo feliz da vida, faz sua consulta na Internet e recebe, no Facebook, o seguinte recado de um homem que usa pseudônimo e uma foto que não seja a deste sujeito: "E aí, cara, se tu tá querendo tomar nosso pedaço, tome cuidado, ou a gente vai ensinar o que é se meter nos negócios dos outros".

O valentão toma um susto, mas tenta escrever uma mensagem tranquila dizendo "Que negócio, cara? Eu sou da paz! Eu tô na minha! Nem sei do que você está falando", escreve ele, achando que isso irá resolver os problemas.

De repente o valentão tem outra polêmica com o desafeto de antes. E, irritado, vai até a cidade onde ele vive para tirar fotos e ameaçar com sua presença. Ele paquera uma moça que, por uma mera coincidência, espera seu ônibus próximo aonde estão os milicianos. O valentão olha com atenção para a garota mas os milicianos pensam que ele está realmente querendo tomar o negócio.

"Olha aí, o cara quer tomar mesmo a nossa área. Vê o olhar de atento nele. Ele tá ali mesmo para ganhar tempo e depois tomar nosso pedaço", diz um. "Eu ameacei o cara e ele disse que não sabe o que a gente tá fazendo. Mas eu sei onde ele mora, vi o Facebook do cara", diz outro. "Isso é onda. O cara tá de olho na gente. Vamos dar uma lição no cara".

Dias depois, numa saída do trabalho, o valentão, tranquilamente, se despede dos colegas. Segundos depois, uma dupla de motoqueiros dá uma disparada e o que está na garoupa dá dois tiros no valentão, que sai gravemente ferido. Sobrevive, mas só depois de um bom tempo descobre a burrada que cometeu.

Portanto, quem quiser fazer atividades ofensivas na Internet, tome muito cuidado. Uma coisa é criticar e apontar defeitos que realmente existem, e até fazer críticas enérgicas quando necessário. Outra coisa é investir em ofensas gratuitas pelo intuito de desqualificar sem perdão. Um dia o troleiro toma gosto demais na sua fúria e acaba sofrendo as duras consequências de seus atos.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

CAROL CASTRO SE CASOU DE NOVO


Este é o ano das casadas. Enquanto, depois de algumas boas notícias, o circuito das neo-solteiras "parou" na Ramona Singer - que não é fã dos Ramones nem é cantora, mas estrela de "riélite" - , o circuito das novas casadas está movimentadíssimo.

Depois de Giselle Itié e Fernanda Machado na semana passada, agora Carol Castro realiza seu segundo casamento, desta vez com o modelo Raphael Singer. A cerimônia foi realizada hoje à tarde e o casal se prepara para a habitual lua-de-mel.

Tudo bem que haja mulheres casadas. Tudo bem, mesmo. Mas o grande problema é que quase não há compensações. Solteiras legais existem, sim, mas são raras. A maioria das solteiras ainda deixa a desejar, embora a moda das solteiras bregas comece a dar lugar a das solteiras beatas, que só ficam mandando mensagens religiosas no Facebook.

Por isso seria melhor que as solteiras que sobraram não fiquem cometendo gafes como ter um péssimo gosto musical ou investir em fanatismo religioso. Agora, para as casadas legais, desejamos felicidades a elas, de toda forma. Não devemos ser egoístas, embora, evidentemente, para cada casamento assim é uma tristeza que toma conta da gente.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BIBLIOTECA AO AR LIVRE É OPÇÃO CULTURAL PARA NITEROIENSES

A BIBLIOTECA AO AR LIVRE, VISTA NO CAMPO DE SÃO BENTO, SOB O PONTO DE VISTA DE QUEM ENTRA PELA AV. ROBERTO SILVEIRA.

Reportagem de Alexandre Figueiredo

Nos fins de semana, as pessoas em Niterói que passeiam pelo Campo de São Bento já estão acostumados com a grata surpresa. Uma modesta estante de livros e um grupo de caixas mostra vários títulos de livros e revistas disponíveis para consulta pública. Nele, há um aviso que pode estranhar a princípio: "Leve o que quiser. Traga quando puder".

Mas o aviso é esse mesmo e o leitor logo percebe a iniciativa. Trata-se de uma biblioteca ao ar livre, modesta mas interativa, já que as pessoas podem levar e trazer livros e movimentar esse modesto espaço cultural, que se realiza desde setembro de 2013, por iniciativa do artista plástico e estofador Marcos Vinícius, que conta sobre o surgimento do projeto.

MARCOS VINÍCIUS MANTÉM O PROJETO HÁ MAIS DE SEIS MESES.

"Alguns anos atrás, eu vi uma reportagem, em torno de uns doze anos atrás, de um açougue em São Paulo e o cara teve essa ideia,e deu tanto certo que não cabia mais no espaço que ele tinha e ele passou a espalhar nos pontos de ônibus. E, há uns oito anos atrás, eu tive a mesma ideia numa loja em Itaipu, onde se via 12 mil livros."

Terminando o comércio, Marcos Vinícius contou que decidiu aproveitar o que sobrou dos livros para criar um espaço no Campo de São Bento para que as pessoas pudessem levar os livros que quiserem. A ideia, a princípio, era de se livrar do material que tinha, mas, de repente, várias pessoas pediram para que pudessem também trazer os livros de seu acervo, e assim o espaço ganhou um novo significado.

A BIBLIOTECA, VISTA EM OUTRO ÂNGULO.

"As pessoas pediram e solicitaram para que pudessem trazer de volta. E com isso se tornou um ciclo, mesmo que trabalhoso, também é bem satisfatório, aonde as pessoas se encontram e encontram inclusive detalhes do que foi no passado e não tinham mais na memória. E com isso continuei mantendo e estou mantendo isso aqui para que as pessoas possam interagir entre elas", disse Marcos, acrescentando seu desejo de que a cultura se propague de maneira mais fácil e sem custo, bastando o carinho das pessoas em levar e trazer.

A tarefa de manter o projeto não é fácil. Além do trabalho que Marcos tem de trazer e levar seu acervo e de mantê-lo em um pequeno depósito, já houve pessoas que se sentiram incomodadas e queriam acabar com o projeto. Além disso, Marcos também encontrou dificuldades ao tentar obter o apoio da Prefeitura de Niterói.

"Durante essa época do comércio que fiz durante oito anos, eu tentei fazer do espaço que eu tinha, porque era onde estão os livros e peças de antiguidade também, fazer dele um espaço cultural que infelizmente a política não permitiu", disse, lamentando o desinteresse das autoridades em investir em projetos culturais como a biblioteca.

UMA SENHORA ACABOU DE DEIXAR A BÍBLIA SAGRADA NA OCASIÃO DA REPORTAGEM.

Marcos não costuma acompanhar rigorosamente o trânsito dos livros, mas dá sua estimativa a respeito das obras que mais aparecem no leva-e-traz da biblioteca. A maioria delas é relacionada a religião, filosofia e auto-ajuda. "Tudo que demanda uma terapia ocupacional anda rápido", explica Marcos.

Quanto aos clássicos, os livros que aparecem são obras de Jorge Amado, Machado de Assis e José Lins do Rego, entre outros. Na ocasião da entrevista, apareceram dois exemplares da Bíblia Sagrada. Foi encontrado também o livro Apocalípticos e Integrados, de Umberto Eco, importante livro para entender a cultura de massa no mundo, e também no Brasil. Eu não peguei esse exemplar porque já tinha uma cópia no meu acervo de livros.

O FAMOSO LIVRO DE UMBERTO ECO SOBRE A "CULTURA DE MASSA".

Já em relação aos livros raros e as novidades, Marcos Vinícius não costuma acompanhar o trânsito de obras desses tipos, embora afirme que isso acontece. No entanto, ele conta uma história curiosa sobre uma série de livros sobre a história da cidade de São Paulo, intitulados Cidade da Light. Os grandes volumes, que tornavam ainda mais penoso o já difícil trabalho de transportar o acervo da sua loja para o Campo de São Bento, eram por isso indesejados por Marcos, que curiosamente não guarda volumes sobre a história de Niterói.

Certa vez, quando ele expunha os livros, um senhor observou os três grandes volumes e comovido, chegou a chorar, vendo na capa de um deles a cabine onde ele havia trabalhado no passado. Pesquisando este volume, ele não viu o seu nome na lista de antigos funcionários, mas viu o de outros com os quais trabalhou naquele tempo.

Comovido, o senhor avisou a Marcos do seu interesse em levar os livros, saudoso de tantas recordações do seu tempo. E assim ele levou os grandes volumes para sua casa, prometendo trazer outros livros para a biblioteca ao ar livre. E foi aí que surgiu uma coincidência para Marcos.

MARCELO PEREIRA, DO BLOGUE PLANETA LARANJA, TAMBÉM CONFERIU O ACERVO.

Marcos havia pensado em adquirir o livro Mergulhos na Paz, de Hermógenes, para dar a uma filha adolescente. Ele nem havia pensado em pedir para alguém, mesmo para o senhor que levou os livros sobre São Paulo, para pegar um exemplar da obra procurada. Mas, um desses acasos, foi justamente um dos livros que recebeu da doação do leitor. Por uma saudável ironia, a desagradável tarefa de levar e trazer os livros sobre a história de São Paulo rendeu um duplo benefício.

Sua expectativa é poder cumprir a obrigação de propagar o que tem de bom na cultura literária, vendo que a iniciativa traz benefícios para as pessoas que querem não apenas levar mas trazer livros. Marcos sugere, portanto, que outras pessoas tenham a mesma iniciativa, para aproveitar livros usados que ele, em tom de lamentação, define como "resíduo sólido".

O ENTREVISTADO E O ENTREVISTADOR.

"Eu não tenho nenhum sonho de consumo com relação a isso, só poder continuar a fazer enquanto meu organismo aguentar, e que a Secretaria de Cultura ou a Cultura de um modo geral se empenhe em mais disso. Eu ganhei livros que foram jogados fora dentro da Biblioteca Municipal ou Estadual. Muitos deles serviram aqui. Por que deixar a Cultura, já que é um resíduo sólido? Isso aqui é um resíduo sólido, que é jogado fora, e não um lugar de que seja falado, que seja propagado, um lugar que reflita mesmo que seja para um descarte de forma ecológica, o resto do aproveitamento do material. Por que não incentivar a cultura do povo para esse ponto?", conclui.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TATUAGEM E MAU GOSTO MUSICAL NÃO DEIXAM A QUARENTONA MAIS JOVIAL


As mulheres da minha geração estão quase todas com problema. Umas mantém a aparência, mas deixam de ser graciosas e sensíveis. Muitas não assumem a idade, envergonhadas com os estigmas da meia-idade.

Há outras que são até bem bacanas, a não ser na condição conjugal, em que arrastam seus casamentos de comercial de margarina com maridões sem graça, só porque eles possuem alguma posição de liderança, de diretor de TV a CEO (Chief Executive Officer) de uma empresa.

E lá estão eles, com seus ternos e gravatas de sempre, sua aparência insossa e seu pedantismo cultural, ao lado de suas esposas atraentes, nas rotinas que não têm graça e talvez não tenha muita serventia, mas mesmo assim se estabelecem firmemente numa aparente união estável.

Outras mulheres possuem uma aparência mais envelhecida, mas em compensação, são infantilizadas, como nesses contrastes comparáveis a de um refrigerador que, para ser congelado por dentro, precisa ser aquecido por fora. E são essas que, em maioria, sobram entre as solteiras acessíveis.

Mas, independente dessas mulheres serem fora de forma - quarentonas com "corpinho de 60" e "QI de 12" - ou não, quando há alguma aparência atraente mas algum aspecto desagradável por dentro da "boa embalagem", é este aspecto que ainda desagrada, sobretudo o mau gosto musical.

Essas mulheres acham que basta tatuar uma florzinha ou uma borboleta, geralmente no ombro ou na barriga, mas em qualquer outra parte do corpo (até nas partes íntimas), para parecer moderna e jovial, e muitas vezes isso soa extremamente o contrário, parecendo mais afetação do que modernidade.

Há também mulheres que, depois dos 40 anos, adquirem frescuras como o fanatismo religioso, o fanatismo esportivo, às vezes certos chiliques moralistas, que destoam das personalidades modernas e arrojadas que tinham na adolescência, e que as faziam muito, muito atraentes.

O pior aspecto, então, é o gosto musical. Imagine mulheres assim, que tiveram a oportunidade de conhecer U2 e Legião Urbana - só para dizer o trivial - e, de repente, "descobriram" Luan Santana, Exaltasamba e Bruno & Marrone, e assediam os rapazes desejados por elas (que possuem gosto musical mais apurado) ameaçando levá-los para apresentações de Psirico (argh!).

De repente, essas moças, que viveram plenamente a década de 80, só se lembram dela através das tolices recordadas pelo Ploc 80's, como Dr. Silvana & Cia, Absyntho / Silvinho Blau Blau, Dominó e Menudo, coisas que eram para quem era criança ou pré-adoelscente naqueles anos, não para pessoas que, com 15 anos, passavam a mergulhar fundo no Rock Brasil.

Será que ser jovial e moderno virou sinônimo de ser ridículo? Nos anos 80, eu, lendo a revista Bizz e ouvindo a Fluminense FM, sabia que havia uma MPB de qualidade e um rock de verdade, e hoje o pessoal acha até uma tolice tipo Mötley Crüe legal. Pode isso?

E aí nossas quarentonas seguem a onda, muito mal voltadas a uma jovialidade que é mais tola do que simpática e divertida. Antes fosse uma moça que curtisse Bossa Nova e jazz dos anos 50 e tivesse uma descontração da linha das "garotas do Alceu Penna", aquela seção de historietas que havia na revista O Cruzeiro.

Antes moças que prefiram ouvir uma cantora falecida há muito, muito tempo, como Silvinha Telles (1934-1966) do que uma Ivete Sangalo e seu repertório sem pé nem cabeça. Antes condenassem o "funk carioca" e preferissem músicas feitas por músicos, ou seja, que valorizassem os instrumentos musicais, os arranjos e melodias.

Seria muito bom encontrar moças da minha geração que, solteiras, disponíveis, receptivas e carinhosas, possam ao menos ter um gosto musical mais decente e curtam coisas interessantes, sem sucumbir a um beatismo religioso, a um fanatismo futebolístico ou outras frescuras e bobagens supérfluas.

Que sejam moças que leiam bons livros, vejam bons filmes, procurem cuidar de corpos e mentes, e que não se sintam desnorteadas pelos modismos de hoje. Que elas se lembrem de quando elas eram muito bacanas e apaixonantes quando eram adolescentes. Basta apenas atualizar e adaptar aos contextos atuais esse passado brilhante. Sem Ploc 80, rock farofa, brega, beatismo nem futebolices.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

LOCUTORES ESPORTIVOS ESTÃO FICANDO MAIS "MUSICAIS"


Diante da concorrência violenta da televisão, uma nova estratégia pode estar sendo adotada pelas emissoras FM que transmitem jornadas e partidas esportivas: a mudança de entonação dos locutores esportivos.

Aparentemente, a mudança é discreta, mas nota-se uma certa musicalidade que atinge as vozes dos locutores ultimamente. Até mesmo o veterano José Carlos Araújo entrou na onda e já começa a "cantar".

Não, não se trata de piada nem de ironia. A observação é verdadeira, séria e certeira. Os locutores esportivos já começam a mudar sua entonação, tornando-se mais "musicais", já que hoje eles se inserem num meio, o rádio FM, de um público bastante diferente.

Não é mais aquela entonação que os antigos comunicadores de AM tinham, porque não se trata somente de dramatizar e dar emoção na fala. A entonação agora é quase um canto, mesmo. É uma tendência que se observa em quase todas as rádios FM que transmitem futebol, da Rádio Globo à Transamérica.

O motivo disso tudo é que, por mais que os radiófilos tentem dizer o contrário, o rádio AM não pode se manter "puro" ao migrar para o FM. Isso já ocorre desde os anos 70 e ultimamente provocou queda de audiência em muitas emissoras, custando o emprego até de muito locutor antes considerado "rei do Ibope".

Sem ironia: daqui a pouco, os locutores esportivos vão ter que rimar e as transmissões de partidas terão que ter até bandas de apoio - tal como acontecem em talk shows televisivos - , uma vez que será preciso quebrar a mesmice reinante nesse tipo de transmissões.

A não-ironia se deve ao fato de que isso terá que ser feito para as jornadas esportivas se reinventarem, já que a concorrência da TV - que ganha do rádio por exibir imagens - é muito pesada. Para cada rádio FM sintonizada durante as transmissões esportivas, com audiência de uma só pessoa, existem mais de 100 TVs sintonizadas com um número de espectadores cem vezes maior em cada.

Daqui a pouco haverá até DJ - uma especialidade da Transamérica - acompanhando as equipes esportivas. Hoje pode parecer uma piada, mas daqui a pouco será uma tendência e, mais do que isso, uma questão de vida ou morte para as FMs.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

50 ANOS DA CHEGADA DOS BEATLES AOS EUA



Pois é, a chegada da Kiss FM no Rio de Janeiro se deu há dois dias, mas hoje outro acontecimento crucial para a cultura rock do mundo inteiro comemora 50 anos. É a chegada dos Beatles aos EUA, puxando a invasão britânica que virou de cabeça para baixo o ritmo criado pelos estadunidenses mas revigorado pelos ingleses.

Os Beatles, naquele 07 de fevereiro de 1964, não eram levados muito a sério. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr eram vistos por muitos como meros ídolos adolescentes sem importância, embora na verdade sempre foram excelentes músicos e suas canções sempre primaram pela qualidade e pelos excelentes arranjos.

É porque naquela época, os tempos eram outros. O mundo adulto era mais moralista e repressivo, embora esse argumento seja clichê demais e arriscado para os dias de hoje, tempos da grosseria brega-popularesca que desafiam os padrões éticos mais liberais, ora pela pieguice romântica mais chorosa, ora pelas baixarias em níveis quase trogloditas.

Mas naquela época a injustiça foi comprovada ao longo do tempo. Os Beatles desembarcaram em Nova York e excursionaram por duas semanas no país. Se apresentaram também em Miami e Washington. E, em Nova York, apareceram no programa do famoso apresentador de TV, Ed Sullivan, conhecido pelo seu perfil conservador. O programa teve recordes de audiência com os Beatles.

A imprensa norte-americana não viu positivamente o fenômeno Beatles. Em compensação, as fãs ficaram extasiadas com a apresentação dos quatro rapazes, com gritos que, mais tarde, fariam o quarteto mais famoso de Liverpool abandonar os palcos para se concentrarem em experimentações artísticas.

O fenômeno Beatles, devido ao sucesso da turnê norte-americana, estimulou a curiosidade de uma rica cena musical existente no Reino Unido desde que o falecido Lonnie Donegan lançava o skiffle, tradução britânica do rhythm and blues e fonte primária para o rock'n'roll da Grã-Bretanha.

A cena era bem movimentada muito antes da Beatlemania - até Richie Blackmore já mostrava seu vigor nas guitarras na banda The Outlaws, ativa antes mesmo do Brasil lançar a Jovem Guarda - e, com a turnê dos EUA, houve depois a "invasão britânica" de nomes como Rolling Stones, Who, Animals e muitos, muitos outros.

Daí que isso transformou decisivamente o rock mundial, com uma diversidade de bandas que fez o rock se popularizar no mundo inteiro e fazer muitos jovens correrem para as lojas de instrumentos musicais e combinar conjuntos musicais com os amigos.

Com isso, a cultura rock ganhou muito com o fenômeno Beatles. O rock, poucos anos depois, se transformou completamente - além dos próprios Beatles se reinventarem de 1965 a 1970 - e muita coisa foi feita, criando uma grande diversidade de bandas, músicos e cantores, de variações musicais diversas, que tornaram o rock mais dinâmico e bem mais aberto a aventuras criativas.

KELLY BROOK MOSTRA O QUE AS FUNQUEIRAS TENTAM ESCONDER


Com toda a certeza, não é a mulher certa para pegar um marombeiro desses. Mas, em todo caso, a modelo e atriz inglesa Kelly Brook agora namora o musculoso David McIntosh, o que, em tempos de muitas mulheres comprometidas, é  de se esperar. Espera-se de tudo, e que todos se preparem para ver até a Isis Valverde passar o fim de ano com um noivo, para não dizer marido.

Pois o caso é também para pensar. Afinal, Kelly Brook está exibindo o que funqueiras ditas "solteiríssimas" tentam a todo custo esconder. Afinal, na boa, aquelas funqueiras, sobretudo as mulheres-frutas com nomes de não-frutas, possuem namorados e maridões com pinta de durões, o que pega mal para a imagem de "sensual" que trabalham em suas carreiras.

As funqueiras tentam inventar que "estão encalhadas", que fazem sexo com vibrador, que levam cantada de afilhados, e até forçam a barra incluindo, em suas apresentações, sessões de tara sexual com prováveis roadies fazendo papel de fãs atrevidos.

O grande problema é que seus maridões e namorados são muito, muito ciumentos, e eles provavelmente são indenizados pelos empresários de suas mulheres, ganhando uma boa casa ou apartamento em alguma área nobre numa capital do Nordeste ou do Centro-Oeste, ou então ganhando brindes como motos importadas, relógios caríssimos, celular de última geração etc.

Mas isso é "segredinho" nosso, ele não pinta nas colunas de Léo Dias e Fabíola Reipert. Afinal, para quê eles ficarem preocupando com funqueiras pseudo-solteiras que são muito bem casadas se ambos estão ocupados com as atrizes de novelas que sofrem surtos de estrelismo em cerimônias de gala? E do jeito que o "funk" é muito bem tratado pela grande mídia...

Além disso, se vazar alguma coisa do tipo "funqueira tal inventou dengue para passar o Natal e Ano Novo com o marido em Maceió" vai cair como uma bomba para os fãs da funqueira. E sabe como são os fãs de "funk" quando sofrem decepção: correm em grupos para fazer arruaças nas ruas, saqueando e depredando supermercados, agredindo vendedores etc.

A culpa não é nossa. O show business brasileiro é que é assim, forçando muitas "boazudas" a se passarem por "solteironas". E no entanto fica para a graciosa Kelly Brook a sina de namorar abertamente um rapagão sarado dotado de músculos e virilidade.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FERNANDA MACHADO E GISELLE ITIÉ ESTÃO CASADAS. E MAIS UMA "REAL HOUSEWIVE" FICOU SOLTEIRA


O "mercado" se fecha e duas atrizes anunciaram que agora são mulheres casadas a se dedicarem aos respectivos maridos. Foi no último fim de semana mas a divulgação só se deu nos últimos dois dias.

No sábado, a atriz Giselle Itié se casou com o ator Emílio Dantas, que interpreta o cantor Cazuza numa peça de teatro. O casamento aconteceu em uma cerimônia íntima numa praia em Parati, no Sul fluminense.

Já no domingo, Fernanda Machado, que havia encerrado seus trabalhos para a novela Amor à Vida (Rede Globo), terminada na semana passada, se casou com o cozinheiro norte-americano Robert Riskin, na terra natal da atriz, a cidade paranaense de Maringá. Depois ela foi passar a lua-de-mel nos EUA.

Enquanto isso, depois de uma pequena leva de atrizes neo-solteiras, a mesmice voltou com as notícias de separações reduzidas à franquia The Real Housewives, o que faz muita gente perguntar que sentido tem a palavra wive ("esposa") para o riélite.

Desta vez foi a competidora da etapa Nova York do programa, Ramona Singer, de 57 anos, que não é cantora e nem parece ser fã dos Ramones, mas uma joalheira e estilista. Ela se separou do marido Mario Singer diante de rumores de traição do marido.

A exemplo de outra "housewive (?!)", Adrienne Maloof, Ramona - que no entanto é mais bonita que Adrienne, e parece mais nova que esta embora seja mais velha em idade - já começa a "monopolizar" as notícias mais recentes de separações, prometendo um "congelamento" de dois meses nas notícias sobre novas solteiras famosas (ou, neste caso, sub-famosas).

FUNQUEIRAS PSEUDO-SOLTEIRAS - Enquanto isso, fora do espectro midiático, muitas pessoas que, pelas ruas, fazem críticas ao "funk carioca" começam a desconfiar do lero-lero que três funqueiras, duas "mulheres-frutas" (apesar de uma usar "nome de carne") e uma cantora-ativista, passarem uma falsa imagem de solteiras.

Rapazes e moças ficam reclamando fora da Internet de que tais funqueiras insistam até na imagem de "encalhadas", quando escondem o jogo diante de relações com namorados e maridos. Uma mulher-fruta já teve que assumir que tem um namorado. Já a tal mulher-fruta com "nome de carne" trocava juras de amor eterno com o marido e, de repente, ficou "solteira". Orientação de seu empresário?

A funqueira-ativista, também simpatizante da causa LGBT, também comete atitudes muito estranhas que dão fortes indícios de que ela é uma mulher muito bem casada. Por exemplo, ela se recuperou duas vezes de uma dengue com uma rapidez muito esquisita para a doença.

A dengue teria sido na verdade uma "escapada" para a funqueira, que jura de pés juntos que "está solteiríssima", ver o marido, pai de seu filho, que mora em algum lugar ignorado. O marido teria sido também o beneficiário de uma moto importada que a funqueira havia ganhado depois de uma apresentação em que foi agarrada por um "fã". Maneira de aliviar os ciúmes do maridão?

Essa nem Léo Dias, Fabíola Reipert ou a coluna Retratos da Vida querem investigar. Para eles, interessa é falar dos "micos" de atores de novela ou algumas sub-celebridades mais atrevidas. Se fosse uma atriz da Globo que inventa dengue para passar um fim-de-semana ou feriadão com o marido, eles noticiam e botam na Internet. Mas como é uma funqueira em processo de ascensão na mídia, reina o silêncio.