domingo, 26 de janeiro de 2014

NÃO HUMILHE OS HOMENS "ENCALHADOS". VOCÊ PODERÁ SE TORNAR UM

 
Um dos hábitos da trolagem na Internet é que alguns homens valentões, vendo que outros internautas são solteiros de longa data e possuem dificuldade de conquistar as mulheres desejadas, partem para a humilhação gratuita e agressiva.

Com uma verdadeira demonstração de bullying digital, os internautas valentões, julgando-se triunfantes na sua violenta humilhação do outro, despejam adjetivos pejorativos como "virgem", "azarado", "medroso" e outras coisas terríveis.

O valentão acha que sairá bem sucedido nessa, porque ele é sempre o sortudo na vida amorosa, e que seu valentonismo não afetaria sua reputação de razoável conquistador de mulheres. No entanto, o valentão que pensa assim está completamente enganado.

Tais humilhações podem causar consequências graves para o próprio valentão, que de sortudo conquistador de mulheres, pode se transformar no mais terrível idiota para as mulheres de seu círculo social.

Se o internauta que humilha os "encalhados" é casado, pior ainda. Se a esposa ver que o marido usa a Internet para desmoralizar com ofensas aqueles que estão solteiros durante muito tempo, ela verá neste valentão um verdadeiro "babaca". E a esposa não se apressará em pedir o divórcio, no primeiro dia útil ela já estará acertando o processo com um advogado.

Sim, porque mulher nenhuma gosta que um homem faça gozação contra quem é solteiro por muito tempo. Às vezes, a longa solteirice se deve a motivos de força maior, muitas vezes profissionais, ou simplesmente porque os homens não encontraram as mulheres de suas afinidades.

O que os valentões querem? Que os outros peguem qualquer baranga que encontrar pela frente e ter uma relação amorosa infeliz e sem proveito, só para ter alguma namorada para mostrar para os outros? Ora, ninguém pega namorada para agradar os outros homens, embora infelizmente isso faça parte até do assédio moral de certos círculos sociais e profissionais.

O valentão que humilhar os solteiros, ao ver sua atitude sendo descoberta por alguma mulher, tão rapidamente terá a má fama entre o mulheril de sua região. "Olhem, garotas, o cara é um babaca, mesmo. Mala total. Ele fica perdendo tempo rindo da solteirice dos outros homens. É um cara intolerante, grosso, só quer saber de humilhar as pessoas", comentariam as mulheres.

Muitas vezes, o valentão, ao adotar essa atitude de ridicularizar a solteirice dos outros, tende a ser muito mais "encalhado" do que os solteiros que recebem seu comentário grosseiramente ofensivo. E não adianta o valentão dizer depois para as mulheres que "foi só uma brincadeira", porque elas não se convencerão de outra coisa senão que o valentão é um idiota total.

"Ah, então você é que é o bom conquistador, não é? Olha, seu idiota, nem a pau você irá conquistar qualquer uma de nós. E nem vou dizer para você ir transar com uma cadela porque as cadelas não iriam gostar de um idiota como você, vão lhe dar mordida, sabe como é. Mas pelo jeito você não sabe o que é uma dor e se uma Rottweiler morder você, talvez você ria, não é mesmo?", diria uma dessas mulheres.

Portanto, muito cuidado para humilhar homens solteiros de longa data. O valentão poderá ser mais um, com a diferença de que será muito mais "encalhado" e infeliz do que aqueles que humilhou com arrogância e escárnio.

(ESTE BLOGUE ENTRARÁ EM FÉRIAS DE DEZ DIAS E VOLTARÁ EM BREVE)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

KATE UPTON E ELLEN ROCCHE SÃO MAIS DO QUE CORPÕES SARADOS

 
Embora, aparentemente, as atrizes Kate Upton e Ellen Rocche possam se confundir com as "boazudas" - sobretudo diante da perspectiva brutal e ignorante de machistas tarados (os machistas-uia, porque quando são acusados de machistas, reagem sempre dizendo "Uia!") - elas no fundo são duas garotas bem legais.

Numa observação bem cautelosa, dá para perceber que as duas atrizes - que, atualmente, estão ambas solteiras - nem de longe chegam à chamada vulgaridade feminina, sendo o fato de serem "gostosonas" apenas um aspecto de suas personalidades simpáticas e divertidas.

As duas garotas, que haviam sido também modelos, hoje perseguem a carreira de atriz. Kate já rodou seu primeiro filme, ao lado da experiente Cameron Diaz. Já Ellen possui mais experiência e no momento se concentra em comédias, embora já esteja preparada para convites para papéis dramáticos.

As duas não têm vergonha de serem sensuais, mas procuram seduzir sem fazer apelação barata. Não são moças que "mostram demais" o tempo todo e, de vez em quando, nem se preocupam em usar roupas justas ou curtas, usando apenas quando a situação permite.

A grande diferença é que elas não veem a sensualidade como um fim em si mesmo, elas não vivem de mostrar o corpo. Sabem que possuem corpões volumosos, e por sinal bem naturais, sem os anabolizantes e os silicones que "turbinam" os corpos das musas "vulgares" que, em verdade, não passam de um bando de barangas ora esqueléticas, ora gorduchas.

Além disso, Kate Upton e Ellen Rocche querem aprender coisas novas. Elas querem se aperfeiçoar, são muito simpáticas em entrevistas e despretensiosas. Não têm a arrogância pedante das musas vulgares, e as duas sabem muito bem que não se faz feminismo "se mostrando demais".

Kate e Ellen podem surpreender depois, mostrando que são muito mais que corpões sarados. Por isso elas merecem nossa admiração. Além do mais, elas são duas coisinhas fofas, muito lindas e atraentes. Essas garotas têm futuro. Vale apostar nelas.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PINHEIRINHO LUTA PELA CONSTRUÇÃO DE CASAS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Embora o episódio da violenta expulsão. há dois anos atrás, dos moradores de Pinheirinho, antiga comunidade popular de São José dos Campos, ter significado a derrota eleitoral do PSDB e a aposentadoria desmoralizada do policial que ordenou a ação de despejo, seus antigos moradores continuam lutando na Justiça para que recebam as devidas indenizações pelo humilhante episódio e que tenham novas moradias dignas para suas necessidades vitais.

Pinheirinho luta pela construção das casas

Do Blogue Escrevinhador

Dois mil soldados do Batalhão de Choque, com carros blindados e helicópteros, fizeram dois anos atrás a operação policial para expulsar 1.800 famílias de trabalhadores da comunidade de Pinheirinho, em um domingo em 22 de janeiro de 2012, em São José dos Campos (97 km de SP).

Antônio Donizete Ferreira, advogado das famílias do Pinheirinho e liderança do movimento por moradia, concedeu uma entrevista, publicada na página do PSTU, sobre a conquista de um terreno e a luta pela construção das casas no local.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Andamento dos processos

“Vários processos ainda correm na Justiça, tanto criminal, para punição dos responsáveis, como cíveis. Os criminais pedem a condenação do governador, do comandante da polícia, da guarda municipal e do prefeito da época. Na esfera cível, pede a reparação dos danos tanto morais, quanto materiais. Ou seja, do sofrimento que essas pessoas passaram, do constrangimento, da violência e da perda de tudo. Dos móveis, da casa construída a duras penas, da caixinha de recordação que ainda repousa sobre os escombros… O coronel que comandou a tropa se aposentou um mês depois. O prefeito, do PSDB, perdeu a eleição. Existe também uma representação no CNJ e uma denuncia na OEA, que ainda seguem”.

Vida das famílias

“As famílias ainda sofrem muito, morando muito mal, pois o aluguel social de 500 reais é muito pouco. Os aluguéis são bem mais caros. A esperança ainda continua, mas a vida mudou muito. Ali no Pinheirinho a solidariedade era muito grande, era uma comunidade organizada. Hoje isto não existe mais. Principalmente para as crianças e adolescentes, a vida mudou muito. Tiveram que mudar de escolas, de amigos, muitos ainda não suportam ouvir barulho de helicópteros. Ficou o trauma”.

Mobilizações

“As famílias ainda se reúnem, duas vezes por mês, mas com muita dificuldade, pois moram espalhados pela cidade. As mobilizações são menores e mais espaçadas, mas continuam, como aconteceu no ano passado, quando entramos e saímos do antigo terreno, numa ocupação simbólica.”

Conquista do terreno

“O terreno está praticamente certo, mas efetivamente até agora nenhum tijolo foi assentado. Como no Pinheirinho também, estava tudo muito a favor de legalizar a ocupação, e acabou acontecendo o despejo. Como diz o ditado, “quem já se queimou com leite quente vê uma vaca e chora”. Continuamos mobilizados.”

Lições da resistência

“A luta do Pinheirinho, a resistência, questionando o monopólio da violência por parte do Estado, levou à mudança de postura em vários movimentos. Passou a se ter a visão da resistência como legítima. Pode parecer presunçoso, mas creio até que teve reflexo nas mobilizações de junho e julho. Quando a polícia bateu, houve reação da sociedade. O movimento cresce. Até ali, isso não acontecia. O mesmo se passou com os rolezinhos. Pensamos que o povo tem direito a se defender.”

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TURISMO TRANS1000 SAI DE CIRCULAÇÃO. RECUPERAÇÃO SERÁ DIFÍCIL


Na última quinta-feira, a Turismo Trans1000 sofreu intervenção do DETRO, órgão que controla as linhas intermunicipais no Estado do Rio de Janeiro, perdendo o direito de operar linhas com destino Nova Iguaçu e Mesquita.

É a segunda intervenção em um ano. A Transmil, como é conhecida, havia perdido, no ano passado, o direito de explorar as linhas do setor Nilópolis. Em 2009, ela havia perdido linhas de Queimados e Japeri, embora, nos últimos anos, a empresa tenha emplacado seus carros neste último município.

Conhecida por sua frota velha - os mais novos eram fabricados em 2006 - , pelos serviços irregulares e pelo não cumprimento de obrigações trabalhistas, a Transmil está completamente fora de circulação, depois de tanta pressão da sociedade contra os abusos da empresa, até pouco tempo atrás tolerado pelas autoridades.

No setor Nova Iguaçu, as linhas 133 Nova Iguaçu / Central (via Deodoro) e 479I Nova Iguaçu / Parada de Lucas, foram transferidas para outra empresa de Mesquita, a Viação Nossa Senhora da Penha, de perfil extremamente oposto ao da Transmil, e uma das que renovam mais rápido suas frotas na Baixada Fluminense.

Já o setor Mesquita foi passado para a Auto Viação Vera Cruz (RJ 112), de Belford Roxo, que irá comprar carros com ar condicionado. Por enquanto, ela reforçou suas frotas com carros semi-novos (comprados da Viação Pendotiba, de Niterói) ou pela redistribuição de carros novos da empresa, além de usar o estoque de carros que "descansa" nas garagens neste período.

A Transmil ainda tem um prazo de até janeiro próximo para se adaptar às determinações do Termo de Compromisso que assinou com o DETRO. Neste documento, existem exigências como renovação de frotas com carros 0 km, aumento dos carros em circulação e cumprimento rigoroso dos horários de serviço nas linhas.

Todavia, a Transmil acumula uma dívida gigantesca. Só em multas do DETRO, são cerca de R$ 4 milhões. Mas a empresa acumula também pendências trabalhistas imensas, de mais de cinco anos, o que pode superar um valor de R$ 15 milhões, incluindo salários atrasados, indenizações por acidentes e encargos.

Além disso, a irregularidade da documentação em muitos ônibus da Transmil fez a empresa ficar desmoralizada no mercado. Há muito a empresa não é autorizada a comprar carros 0 km, sendo obrigada a comprar carros de terceira mão ou muito curtos. Daí que as chances de recuperação da empresa são muito difíceis, podendo até admitir que são praticamente impossíveis.

Outro aspecto a ressaltar é que os serviços de outras empresas passarão a habituar mais os passageiros, que nunca desejariam a volta da desmoralizada empresa. Portanto, é muito mais provável que a Transmil seja definitivamente extinta.

sábado, 18 de janeiro de 2014

"AEMÃO DE FM" TEVE PIOR DESEMPENHO EM 2013: COPA NÃO GARANTE RECUPERAÇÃO


Depois do anúncio da presidenta Dilma Rousseff e seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de futura extinção do rádio AM, atendendo a um lobby de empresários de telefonia celular (que só sintonizam rádio FM), o "Aemão de FM", todavia, teve o desempenho muito abaixo do esperado em 2013.

Apesar dos "100 mil ouvintes" oficialmente atribuídos a essas emissoras em FM - que transmitem conteúdo típico de rádio AM, como noticiários prolongados, "programas de locutor", humorismo popularesco e jornadas esportivas (incluindo transmissão de partidas) - , o desempenho real chega a estar entre 15% e 40% em relação aos dados oficialmente divulgados a cada mês.

Nem mesmo a "histórica rivalidade" entre as emissoras cariocas Globo e Tupi, AMs que agora possuem espectro em FM, vai além de uma propaganda enganosa celebrada por colunistas de rádios.

Até porque, na Frequência Modulada, as duas emissoras têm um desempenho comparável ao das emissoras com MENOS audiência no dial da Amplitude Modulada, hoje à beira do fim. O que se observa na realidade é que a Globo e a Tupi, no dial FM, possuem tão somente 17% da audiência declarada nos institutos de medição de audiência.

As transmissões esportivas mostram sobretudo o massacre que as FMs, na ironia de mal poderem comemorar sua supremacia sobre as AMs, recebem da televisão e da Internet. Consta-se que, para cada FM sintonizada durante uma transmissão esportiva por uma única pessoa, existem mais de 500 televisões sintonizadas por, no mínimo, duas pessoas, podendo ser até centenas.

O desempenho do "Aemão em FM" nos últimos anos foi tão ruim que a Bradesco Esportes FM, só para citar a emissora "mais moderna" do setor, demitiu vários profissionais prestigiados e até mesmo José Carlos Araújo teve que sair do Grupo Bandeirantes.

Em Salvador, a baixa audiência da Rádio Metrópole FM foi comprovada quando não conseguiu influenciar na eleição de seu dono, Mário Kertèsz. Mesmo a desculpa oficial de que os ouvintes "preferem" que ele "fique no rádio" não procede, seu fracasso eleitoral só prova que a emissora não é esse Ibope todo.

A situação é tão séria que mesmo a euforia surreal com os dados do Ibope já é questionada por internautas que veem um quadro melancólico para um rádio FM que derrotou o rádio AM mas que sofre derrotas piores diante da televisão e da Internet.

O rádio, além disso, até pelo reacionarismo de muitas emissoras e pela predominância de fórmulas e procedimentos ultrapassados, acompanha o declínio da televisão e da mídia impressa, situação que tentou ser desmentida por radiófilos, mas não conseguiu convencer.

Em ano de copa do mundo, apesar de todo o oba-oba esportivo, não há garantia que o "Aemão em FM" possa se recuperar nos pontos de audiência. A concorrência agressiva com a televisão e a Internet mostra que o rádio FM só se tornou o "novo rádio AM" em relação à agonia que a Amplitude Modulada andou sofrendo nas últimas décadas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

MORRISSEY ASSINA COM A CAPITOL / UNIVERSAL E LANÇA DISCO ESTE ANO


O cantor inglês Morrissey assinou contrato com o selo Capitol, que antes pertencia à EMI e agora faz parte do espólio da Universal Music, para a gravação do novo álbum, a ser lançado no segundo semestre deste ano.

Morrissey irá gravar o disco na França, sob a produção de Joe Chiccarelli, que, entre outros artistas, produziu Jazon Mraz e Strokes. O cantor inglês contará com a banda que o acompanha há anos, que inclui músicos como Martin "Boz" Boorer e Alain White.

O anúncio do novo disco se dá num ano em que se celebra os 30 anos de lançamento de dois álbuns dos Smiths, The Smiths, álbum de estúdio lançado no começo de 1984, mas gravado no final de 1983, e Hatful of Hollow, coletânea que inclui sessões da BBC, inclusive de programas do lendário John Peel (1939-2004), além de faixas dos primeiros compactos da banda.

Morrissey havia lançado, no ano passado, uma autobiografia, e noticiou também que está escrevendo um romance. Não foi dada informação sobre sua aposentadoria, hipótese lançada no ano passado depois de problemas de saúde enfrentados pelo cantor.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

89 FM AINDA NÃO LANÇOU BANDA DE ROCK DE PROJEÇÃO NACIONAL

BANDA POLLO - O máximo que temos de "rock nacional" é uma banda de pop-reggae que rola em rádios de pop dançante e até nas popularescas.

Passado um ano e apesar do "sucesso", a rádio "roqueira" 89 FM até hoje não lançou sequer uma banda de rock que tivesse potencial para se projetar em caráter nacional. E isso com todo o Rock In Rio que se deu em 2013, que poderia ser o primeiro evento de ponta de algum de seus criados.

A 89 FM, na verdade, não está com tanto sucesso assim, apesar de um documentário ter passado na semana passada no canal pago Warner Brasil celebrando a volta "definitiva" da dita "A Rádio Rock", mais pela associação da rádio ao lobby do empresário Roberto Medina do que por qualquer compromisso aparente com a cultura rock.

Os concertos de rock acontecem como sempre acontecem, e os fãs nem precisam da rádio para saberem se tal grupo vem ao Brasil ou não, até porque sabem das informações com mais antecedência pelos sítios oficiais das bandas na Internet.

O público de rock autêntico continua tratando o rádio como se nunca tivesse emissora especializada em rock, preferindo a livre seleção musical de seus aparelhos de MP3 ou de sua coleção de discos do que ouvir os mesmos hits repetidamente tocados pela 89 FM, mesclados com bandas e cantores de gosto bastante duvidoso, sejam Mamonas Assassinas ou Bon Jovi.

É só fazer uma análise comparativa. Em seis meses após o surgimento, a Fluminense FM, de Niterói, já por volta de setembro de 1982, já era responsável pela projeção nacional de nomes como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Kid Abelha (então acrescido da expressão "e os Abóboras Selvagens), nomes que representavam a nova cena roqueira da época.

Depois da volta "definitiva" de dezembro de 2012, a 89 FM não lançou uma banda sequer de expressão nacional, apesar de toda a ambição e de todo o oba-oba da mídia, incluindo uma TV Cultura que, contrapondo a 89 FM com uma webradio paulistana, rebaixou Elvis Presley - símbolo  maior do mainstream da cultura rock - a um "cantor alternativo" de menor projeção.

O que vemos no dito "cenário rock" brasileiro de projeção nacional é uma banda que nem foi lançada pela 89 FM, o grupo Pollo - que teve um vocalista que deu "um sumiço" por uns dias - , um sub-Natiruts que é tocado em rádios de pop dançante e até em parte do repertório não-brega das FMs popularescas.

Para piorar, a volta da 89 FM deu até azar, com dois integrantes de uma das bandas mais tocadas pela emissora, Charlie Brown Jr., falecidos, o vocalista Chorão e o baixista Champignon, que chegou a formar uma banda com os remanescentes, chamada A Banca. Agora os que ficaram estão estruturando uma outra banda, sem nome divulgado até agora.

LOCUTORES "PANACAS" E BESTEIROL ESPORTIVO

A 89 FM retomou a mesma mentalidade que derrubou a emissora em 2005, seja pela pressão da Internet estrangeira, que mostra um universo de rock mais vasto que aquele divulgado pela emissora, além de webradios roqueiras mais abrangentes, seja pelo reacionarismo intolerante de seus produtores e adeptos, que geraram brigas violentas nos fóruns sobre rádio na Internet.

Com locutores "engraçadinhos" - já chamados de "locutores panacas" pela analogia ao estilo adotado pela Jovem Pan 2 - , besteirol esportivo e outras coisas supérfluas que enfatizam mais as piadas do que qualquer atitude "roquenrol", a 89 FM nem de longe aproximou o público roqueiro de suas transmissões. Se até a boa Kiss FM encontra problemas em atrair os exigentes roqueiros...

Pelo contrário, boa parte dos ouvintes da 89 FM - bem abaixo dos "100 mil por minuto" oficialmente atribuídos pelo Ibope, num contexto radiofônico em que até José Carlos Araújo é linchado na audiência e o "ótimo desempenho" da Band News Fluminense se deve apenas a um pálido sucesso do programa de Ricardo Boechat - se deve ao mesmo público de pop dançante que quer "variar" ouvindo nomes como Charlie Brown Jr., Offspring e Guns N'Roses.

Daí que tudo ficou na mesma que 2005. Pior: com a grande mídia sendo questionada e com o reacionarismo midiático sendo mais denunciado do que há cerca de dez anos atrás, quando até a revista Veja, mesmo tomada de surtos obscurantistas, ainda gozava de alguma reputação e sucesso entre o público.

Se nomes do Rock Brasil ou da cultura jovem de hoje, como Lobão, Roger (Ultraje a Rigor), Soninha Francine e Marcelo Tas se alinham como reacionários ideológicos, quanto mais a abertamente reacionária 89 FM e seus adeptos que mais parecem versões juvenis de Reinaldo Azevedo? Enquanto isso, os roqueiros de São Paulo se mantém afastados do dial FM.

domingo, 12 de janeiro de 2014

É FEIO SER FREGUÊS NO BRASIL?



É feio ser freguês no Brasil? É horrível fazer parte de uma freguesia? A palavra "freguesia", que de tão bonita gerou dois bairros homônimos no Rio de Janeiro - um na Ilha do Governador, outro em Jacarepaguá - , de repente, caiu em desuso por força do poderio midiático que é capaz de manipular as gírias e ditar o vocabulário a ser usado pelo "senso comum".

Vide, por exemplo, o que Luciano Huck faz com a gíria "balada" e o que Fausto Silva faz com a gíria "galera". De repente, essas gírias se tornam "populares", não pela força do convívio entre amigos, mas por força do poder de quem difunde essas gírias. A ditadura midiática forja seus próprios colóquios e quase ninguém percebe essa armadilha.

A expressão "cliente", que agora corresponde a todo tipo de freguês, tornou-se outra coqueluche da ditadura midiática, substituindo a expressão "freguês", sob o pretexto de que o jargão esportivo - influência de Galvão Bueno ou, ao menos, Luciano do Valle ou Milton Neves? - deu um sentido pejorativo a tal palavra, dada a alguém que ficou para "pagar por um prejuízo".

Dias atrás, no Bom Dia Brasil, da TV Globo, houve mais um dos milhares de exemplos de substituição da palavra "freguês" pela palavra "cliente". Numa notícia sobre café da manhã em Salvador, feita pelo repórter Mauro Anchieta, da TV Bahia, ele mencionou a palavra "clientela", em vez de "freguesia", referente a uma lanchonete que oferece café da manhã na capital baiana.

Fica muito estranho, mas o uso da palavra "cliente" tornou-se "natural" por causa da rotineira difusão da grande mídia. Como a gíria "balada", privativa do vocabulário clubber - aquele dedicado a um público de pop dançante viciado em noitadas - , que se tornou falsamente "universal" e "atemporal" por causa da persuasão midiática.

A diferença entre freguesia e cliente é que esta última palavra é muito mais específica para serviços de consultório e escritório, não correspondendo a todo tipo de serviço. Mas se até mesmo borracharia de fundo de quintal já não tem mais fregueses e sim "clientes", algo está muiot errado.

Mas não é só a TV Globo que arma essa cilada. Os fregueses agora são "promovidos a clientes" por outros veículos como a TV Record, o SBT e a TV Bandeirantes. Os barões da grande mídia parecem não gostar mais da palavra freguês, parece até que virou um palavrão a ser evitado pelos chefes de redação e seus empregados.

Recentemente, o Jornal da Band, temporariamente sob o comando do reacionário Bóris Casoy, havia divulgado uma reportagem em que um entrevistado, um segurança de um centro comercial, provavelmente já influenciado pela ditadura midiática, cita a palavra "cliente" em vez de "freguês".

O premiado jornalista britânico Robert Fisk já havia alertado sobre o chamado "vocabulário do poder", palavras que a grande mídia difunde de forma que elas pareçam ser de uso comum da sociedade.

É certo que Fisk se referia aos jargões de natureza política e militar adotadas em assuntos de geopolítica internacional, mas sua análise se encaixa perfeitamente ao contexto das "inocentes" gírias "culturalmente" difundidas pelo jornalismo e pelos programas de entretenimento.

São apenas "sobremesas", mas que significam o quanto os barões da mídia usam simples expressões coloquiais para testar o inconsciente coletivo de seus espectadores, leitores e ouvintes. E mostra um grande perigo desse verdadeiro hipnotismo vocabular nas pessoas.

Pois se o garotão sarado é capaz de substituir expressões diversas como "festa", "jantar" e "agito" por "balada" e, em vez de dizer "família", "colegas", "turma" e "equipe", prefira agora falar "galera" disso ou daquilo, imagine então a legitimidade que esse pessoal é capaz de dar a um Olavo de Carvalho, se ele aparecer todo dia no horário nobre da televisão.

Daí esse perigo da ditadura midiática começar a manipular as pessoas com simples gírias ou jargões.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

HILARY DUFF ESTÁ SOLTEIRAAAAA!!!!! U-HUUUUUUU!!!!!!!


É certo que tais notícias são uma eventualidade, mas a primeira grande notícia do ano é a volta à solteirice da atriz, cantora e escritora Hilary Duff, uma das mulheres mais maravilhosas do mundo, tanto pela sua formosura quanto pela sua beleza deslumbrante.

Ela estava casada desde 2011 com o ex-jogador de hóquei Mike Comrie, e geraram o filho Luca, de quase dois anos. O casal se conheceu poucos anos antes e Mike chegou a comprar joias para presentear a então noiva.

Um representante do casal desfeito confirmou a informação da separação, que é amigável. A informação do divórcio já começa a se multiplicar na busca do Google.

Seja bem vinda à volta ao "mercado", Hilary!! E continue nos alegrando com sua beleza fascinante.

RENAN ABREU É O TÍPICO "DOUCHE BAG" DE QUE A IMPRENSA TANTO FALA


Sabe aquela expressão em inglês, douche bag, atribuída a certos maridos de mulheres famosas e interessantes, quase sempre sem alguma marca pessoal e que vivem praticamente à sombra de suas esposas?

Pois é. Recentemente, o ator Renan Abreu mostrou ser um típico douche bag - termo que significa "mala sem alça" - ou um lucky bastard (algo como um "felizardo sem mérito"), depois que, numa discussão com a esposa, a estonteante atriz Priscila Fantin, tentou enforcá-la diante de várias pessoas, em plena rua.

Renan não era bem visto pela família de Priscila. Mesmo assim, ela decidiu viver com ele, e criar o filho Romeo, de dois anos. Os dois estão juntos desde 2010. Renan tem muito menos destaque que Priscila na profissão de ator.

Daí o problema desses homens. Será que ter uma boa barba, um físico sarado, uma pretensa ambição pessoal, um bom papo ou - não é o caso de Renan - algum posto de "liderança", faz um homem realmente se tornar especial para conquistar uma mulher? Ou, no caso, de Renan, só porque é um bom parceiro de futevôlei para Priscila? Não seria melhor uma mudança de interesses por parte das próprias mulheres?

Depois dessa agressão, não se sabe se a relação irá adiante. Vide o caso Nigella Lawson e Charles Saatchi. Renan talvez irá pedir desculpas, até porque depende do sucesso de Priscila para se ascender na carreira. Se não for através dela, ele terá que "ralar mais" para obter mais destaque. Às vezes são os homens que dependem das mulheres para crescerem na vida.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NOÇÃO DE LEIGOS SOBRE O QUE É JORNALISMO


A julgar pelos exemplos vistos em determinadas famílias de classe média no Brasil, nota-se que a incompreensão da profissão de jornalista não envolve apenas o processo ideológico, mas mesmo nas caraterísticas específicas da profissão.

Se uns acham que o jornalista é um "herói da opinião pública", quase um "guerrilheiro" de caneta, papel ou gravador (ou celular, conforme as tecnologias atuais) na mão, e outros acham que a profissão é uma espécie de tradução informal e socialmente "acessível" da função de juiz - superestimando, no caso, a função opinativa de muitos jornalistas - , a incompreensão vai ainda mais longe.

Há aqueles que acham que jornalista é aquele que tem a arte de escrever aquilo que não sabe, geralmente em última hora, que redige seu texto como uma redação escolar - sem que suas famílias saibam a diferença entre carta de leitores, reportagens e artigos, tudo virou "reportagem" - , e divulga o texto em última hora, pouco importa se o assunto "morreu" ao longo do dia.

São familiares que se aproveitam que um filho é jornalista e pedem para escrever sobre isso ou aquilo. A tia pede para ele escrever sobre as opiniões religiosas dela. É o pai querendo que o filho escreva sobre a privatização do ensino superior, que o filho discorda, é o tio querendo que o filho faça um belo texto sobre futebol, que seu sobrinho detesta, e por aí vai.

Mas o jovem, coitado, não pode sequer escrever as "pautas" de seus parentes em paz, porque de manhã é hora de faxina na casa, e digamos que o jornalista esteja desempregado. Ele não pode sequer ligar o computador de manhã, porque é "vadiagem", é "irresponsabilidade".

Se ele liga o computador para saber as notícias do dia na Internet, seus familiares não gostam, saem todos reclamando, os pais com aquela angústia que mais parece a dos "dárquis" do antigo Crepúsculo de Cubatão. Toda aquela choradeira, porque o filho jornalista não ajuda a família, está lá no seu "bem bom".

Não adianta o filho dizer que jornalista acompanha as notícias de manhã cedo. Ligar a Internet de manhã é um ato de "malandragem", primeiro é preciso "fazer as coisas de casa" e depois, à tarde, ver as notícias, com o dia já em movimento e os acontecimentos em curso, tal qual um trem que já está longe de seu ponto de partida.

Suponhamos que o jovem aceite as "dicas" dos seus entes. Para a família, o jovem só deve usar o computador à tarde, seguir a "pauta" dos parentes, como se fosse mais um porta-voz deles, um mero escrivão das vontades de seus familiares, do que um jornalista que exercita seu próprio pensamento.

Escreve-se uma redação, primariamente redigida, com seus "achismos" e seus "julgamentos" primários. Aliás, já que falamos de primário, a "reportagem" - na verdade, um artigo mediocremente escrita - é redigida independente do assunto ter sido esfriado pelo decorrer do cotidiano.

O pai, que não entende de jornalismo mas, por ser um assíduo consumidor de telejornais e jornais impressos, não quer saber. Ele até sugere para o filho mandar o texto "café frio" para o jornal.

- Manda esse texto para o jornal tal, rapaz! - diz ele.

- Ah, pai, mas esse texto é meio frio. Vou tentar mandar para a seção de leitores, através do endereço de e-mail, mas não há garantia de sucesso. - reage o filho.

- E qual a certeza de que não vai ter sucesso? Vai lá, escreve que eu pedi, e você vai ver se faz sucesso ou não.

- Tudo bem, pai. Mas não sei se vai dar certo.

- Você não tem que saber, tem que fazer.

Aí o rapaz escreve os tais textos. Redação escolar rotulada de "reportagem". Manda o texto no final da tarde, às 17h30 ou depois disso, e aí ele chega na redação uns poucos minutos, por conta do pequeno intervalo de "trânsito" entre a "reportagem" enviada e a chegada à redação.

Vale lembrar que o jornalista optou primeiro para mandar o texto sugerido pelo pai, que é a defesa da privatização das universidades públicas. O filho discorda, mas o pai, dado a repetir os argumentos "racionais" de jornalões e telejornalões que consome diariamente, bateu o pé e disse que o filho está "definformado"das coisas.

Aí o texto, já "requentado", sem algum contexto para seu envio, chega à redação - que já se prepara para produzir e verificar as notícias que refletirão no dia seguinte - e o responsável para receber as mensagens de e-mail nem dá bola para o texto "triunfantemente" enviado.

- O que é isso? Redação para jornal? Ah, o rapaz escreveu que gostaria de trabalhar conosco? Mas, assim? Isso é redação de primário, não é jornalismo! - disse o editor, assim que recebeu a mensagem impressa pelo responsável para receber as mensagens de e-mail.

A coisa fica como ficou. Em nada. A família se consola, já que o filho se desculpa de que eles, os jornalistas, estão verificando a mensagem recebida por eles e estão analisando o texto que ele lhes enviou.

Mas, na prática, o jovem jornalista fez um ato inútil. Ele não fez jornalismo. Foi mero garoto de recados de seu pai, escreveu uma redação digna de aluninho de oito anos, com um tema sem contexto e enviado para jornalistas que já pensam no dia seguinte.

Daí a compreensão torta sobre jornalismo: escrever sobre o que não sabe nem acredita, em última hora, no final do expediente, por meio de um texto rudimentar. Se trabalhasse num jornal, sendo este progressista ou conservador, esse jornalista já estaria na fila de futuros demitidos.

O mesmo "jornalismo" que enche de orgulho o pai do jovem jornalista envergonharia até mesmo os medíocres editores-chefes de nossa imprensa, já que como técnica jornalista - e mesmo para os parâmetros do pior jornalismo praticado hoje na grande mídia - torna-se um texto muito ruim para ser considerado um artigo, quanto mais uma reportagem.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

UMA SOLTEIRA E MUITAS CASADAS NESTE COMEÇO DE ANO


O começo deste ano começou com suas novas casadonas: Kaley Cuoco e Lacey Chabert, sendo esta última de forma misteriosa, sem que se saiba quem é realmente o marido dela.

Depois, veio o refresco. A estonteante Emma Watson voltou a ficar solteira, dando até uma grande alegria, tamanha a relevância que a atriz consagrada pela franquia Harry Potter tem como mulher e como personalidade.

Mas depois vem a notícia de que Alexa Vega se casou novamente. É o segundo casamento da atriz, que se junta à atriz de The Big Bang Theory e da ex-estrela de O Quinteto (Party of Five) no time das casadonas.

Descontando as muitas celebridades que engatam namoros ou noivados, e outras que se casaram antes de 2014 - sobretudo com Jessica Alba e Natalie Portman felizes com seus maridos - , o ano parece ser de "mercado" fechado, talvez com umas poucas solteiras de qualidade.

O grande consolo é que, entre as chamadas "boazudas", o "mercado" parece se fechar, e se antes havia muita "popozuda" posando de "encalhada", várias delas hoje já assumem novas relações ou arrumam o jeito para admitir relações há muito tempo escondidas.

Há, como muito se sabe, duas funqueiras, famosas pelos corpos siliconados, que passam uma falsa imagem de "solteiras" e que, na verdade, são duas senhoras casadas. A qualquer momento pode vazar tais informações, não se sabe de que forma, já que pelo menos uma delas, tida como "ativista", é protegida da imprensa popularesca. E não espere um pio desses vir de Fabíola Reipert e Léo Dias, a não ser que eles "remem" contra a maré.

Mas o "efeito Scheila Carvalho" - que escondeu os primeiros cinco anos de casada para manter a relação na privacidade e não afetar a imagem "sensual" que trabalhava nos seus tempos de dançarina do É O Tchan - se repete com as duas funqueiras, que "juram de pés juntos" que estão "separadas de seus maridos" e "estão até encalhadas".

É o mesmo papo que Scheila havia feito dez anos atrás. Mas hoje, os tempos até são outros e a blogosfera já questiona a "solidão" contratual dessas musas "calipígias" que se deram mal passando a contraditória e irreal imagem de "desejadas e encalhadas".

Em tempos de crise do Pânico na TV, do Big Brother Brasil, do UFC (sobretudo após o acidente com Anderson Silva), do "funk carioca" e da axé-music, que forneceu tantas sub-celebridades de corpos "avantajados", pelo menos várias dessas "musas", com a reputação em crise, terão que retirar do ostracismo e do semi-anonimato seus namorados e maridos.

Aí não haverá desculpa para a funqueirona "ativista" dar desculpas do porquê de não usar sua moto importada ou explicar por que se recupera tão facilmente da dengue de forma a manter sua agenda de apresentações praticamente intata. Ela, que mostra até filho adolescente para a mídia, um dia terá que mostrar seu maridão e admitir que os dois continuam muito bem juntos.

Pelo menos isso será um consolo para o "mercado" tão fechado. Se a maioria das melhores musas está comprometida, pelo menos as musas vulgares não estão tão "livres, leves e soltas" como se alardeia muito por aí.

domingo, 5 de janeiro de 2014

KELY CRISTINA E A NOVA VISÃO DAS PERIFERIAS



O maior pesadelo da intelectualidade cultural dominante é ver as periferias superando e rompendo com seus estigmas de cafonice, de grotesco e pieguice, sobretudo dentro dos estereótipos esperados por historiadores, antropólogos, jornalistas culturais e cineastas mais badalados.

No final do ano, a imprensa, mais precisamente a Revista do Globo, destacou a musicista niteroiense Kely Cristina, de uma orquestra de música clássica. Jovem, negra e de origem pobre, a garota busca um aprimoramento no aprendizado musical, sendo multiinstrumentista.

Kely destoa daquele perfil "ideal" sonhado pelos intelectuais mais festejados. Não curte "funk" nem "pagode romântico", aprecia rock, jazz, Bossa Nova e música erudita, e procura se aperfeiçoar no seu aprendizado musical. Se ela se tornar compositora, o que é uma questão de tempo, seu talento será completamente diferente ao da costumeira breguice que predomina nas rádios e TVs.

Kely tem apenas 15 anos e atua como violoncelista na Orquestra de Cordas da Grota, formada em 1994 pelo maestro Márcio Selles e integrado por músicos oriundos de comunidades carentes, a partir da própria Favela da Grota do Surucucu, onde nasceu Kely.

Ela tinha outros planos que destoavam da realidade de sua família. Não queria ser doméstica. Tem facilidade para aprender instrumentos musicais, sabendo tocar piano, flauta, violoncelo e violão. Evangélica, aprendeu ainda guitarra elétrica, teclado, bateria e contrabaixo elétrico na sua igreja.

No final do ano passado, ela se formou na primeira turma da Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica, depois de dois anos de curso. Ganhou elogio, por seu desempenho e dedicação, dos professores da Academia, incluindo um assistente do maestro Isaac Karabtschevsky.

Kely Cristina só não consegue se dedicar ao violoncelo, sua principal opção de instrumento, porque precisa cuidar de sua irmã, quando a mãe trabalha e a avó não está em casa. Ela pretende fazer bacharelado na Faculdade de Música, no que se refere a este instrumento.

A jovem já se apresenta em festas de casamento, visando um sustento para sua vida. Mas, quando se apresentou na rua, em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, fez pelo simples prazer de se divertir e tocar, conquistando a simpatia das pessoas em volta.

Ela reclama que precisa tocar com instrumentos emprestados. E lamenta também que há pessoas na favela que ainda têm preconceito com o fato de pobre querer ser instrumentista. Um sério preconceito, aliás, que observamos bem que é reforçado pela ideologia que a intelectualidade dominante prega sobretudo em relação ao "funk".

Os jovens das favelas só podem ser instrumentistas quando vão fazer "pagode romântico", aquela linha de montagem em que se adapta o pop romântico norte-americano com instrumentos de samba, quase nada tendo de samba, a não ser nas formas tendenciosas do "samba sério" que alguns nomes mais veteranos tentam, tardiamente, fazer.

Kely mostra que existe luz no fim do túnel. Nem todo mundo quer fazer papel de cafona, de brega. Há pessoas que querem se evoluir culturalmente, e a jovem Kely é uma amostra de uma nova perspectiva das periferias, uma nova visão cultural das classes populares.

Pena que ela é vista como "pobre de alma elitista" pelos preconceitos que a intelectualidade "sem preconceitos" expressa por aí. Mas até Kely ganhar destaque como musicista, daqui a alguns anos, talvez tenhamos uma outra intelectualidade a pensar numa verdadeira cultura popular, progressista e orgânica.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

BOMBA!! LACEY CHABERT SE CASOU!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!!


Essa ninguém esperava. A atriz do seriado O Quinteto (Party of Five) e do filme Meninas Malvadas (Mean Girls), Lacey Chabert, se casou com um namorado de longa data. É o segundo casamento envolvendo uma beldade, já nesse começo de 2014.

Lacey não dava o menor indício de que estava comprometida. Ela parecia estar solteiríssima, sem namorado e, de repente, dá-se a notícia de que ela se casou. Lacey havia sido uma das convidadas do casamento de sua amiga Kaley Cuoco, a Penny de The Big Bang Theory.

"Estou começando 2014 como uma senhora!! Durante os feriados, meu grande amigo e amor de minha vida... Nós nos tornamos marido e mulher! #taoabencoado #amor", escreveu Lacey no Twitter. O nome do marido não foi divulgado e ainda não há informação sobre o novo estado civil da atriz no Internet Movie Data Base.

Como se vê, 2014 vai ser mesmo o ano das casadonas. É hora de comprarmos adesivos curativos e mertiolate ou álcool iodado para cuidar de nossos cotovelos assim que eles sangrarem. Creio que é só isso que resta na vida.

SUPERMERCADOS EXTRA ICARAÍ, EM NITERÓI: NADA ACONTECEU


Mesmo depois das reformas realizadas no supermercado Império da Banha (IB), no Jardim Icaraí, em Niterói, até agora nada aconteceu com o concorrente, os Supermercados Extra, cuja filial localizada na Av. Sete de Setembro continua mais parecendo um mercadinho de subúrbio.

Uma pequenina e inexpressiva reforma só foi observada em alguns dias, mas parece que foi mais um jogo de cena. O assoalho continua velho, de mais de 25 anos atrás, e oferece sério risco à segurança dos idosos e doentes que circulam pelas imediações da filial. O chão apresenta rachaduras em diversos pontos do supermercado.

A péssima logística e a péssima organização fazem com que o mercado fique não apenas feio, mas pouco funcional e com produtos faltando. No Natal passado, por exemplo, faltou até pão para rabanada. Em outros tempos, o refrigerador dos laticínios chegou a estar vazio, sem estoques.

A higiene é terrível, a ponto do balcão de pães ter até baratinhas circulando. E isso próximo a um bueiro de esgoto que, meses atrás, havia vazado, inutilizando os produtos em volta, que incluem diversos tipos de pães, bolos e doces, além de produtos de panificação vindas de diversos distribuidores, comprometidos com a infecção por germes devido ao forte odor exalado.

A sessão de pães continua na mesma área, distante do forno de pães, sem alguma solução que pudesse recolocar a seção junto à do açougue. E caixas eletrônicos situados sob o vão da escadaria não foram substituídos por algum balcão para TV por assinatura ou algum estoque de produtos especiais.

O supermercado continua velho e há muito se passou a última, e inexpressiva, reforma. Está na hora de realizar uma grande mudança, até porque ele não está à altura de uma área valorizada como o Jardim Icaraí.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

"PENNY" SE CASOU NUM ANO QUE PROMETE SER O DAS CASADONAS


O ano começou com uma nova casada. A atriz Kaley Cuoco, a Penny do seriado nerd The Big Bang Theory, aproveitando a virada de ano e suas férias da sétima temporada da comédia, que é interrompida entre o Natal e Ano Novo, para se casar com Ryan Sweeting, jovem tenista de 26 anos, dois anos a menos que a atriz.

Com um ano que promete novas casadonas - passando por Alexa Vega, Jordin Sparks, Olivia Wilde, Mila Kunis, Débora Nascimento, Kat Graham, Leighton Meester, Carol Castro, Xuxa Meneghel, com previsões surpreendentes para Paula Fernandes e Demi Lovato, a situação será de "mercado" fechado, mesmo.

Consta-se que haverá até mesmo o desmascaramento da falsa solteirice de duas conhecidas funqueiras, uma "ativista" e outra com "sobrenome de carne", que se revelarão mulheres que na vida privada mantém relações estáveis com seus maridos. Alô Léo Dias e Fabíola Reipert!!

Nada indica quais as famosas que seguirão o caminho oposto, mas a tendência será o de aumento significativo de comprometidas dentro do âmbito brega-popularesco. Vai ser difícil encontrar uma musa "popular" que esteja realmente livre e solta por aí. 2013 já representou um aumento de mulheres comprometidas ligadas ao ramo de "subcelebridades" ou ídolos popularescos.

Quanto às atrizes e jornalistas em geral, sabe-se que o ano de 2013 foi marcado por muitas comprometidas. Mesmo antigas solteiríssimas como Nívea Stelman e Jennifer Love Hewitt hoje estão bem casadas. E Renata Vasconcellos foi o destaque ao se casar com um chefe de jornalismo.

Portanto, o ano de 2014 será o ano de "amarrar o nó", como é a expressão metafórica para casamento conhecida no exterior.