segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

JODIE FOSTER PARECE ESTAR FALANDO PARA OS "BIG BROTHERS"


Um dos destaques do Globo de Ouro 2013 (Golden Globe Awards 2013) foi a atriz Jodie Foster, que fez um longo e emocionado discurso, no qual agradece a seus amigos, como a ex-companheira Cydney Bernard e à mãe de 84 anos, e descreve sobre vários aspectos de sua vida e carreira.

No seu discurso, o que chama a atenção é a crítica que ela faz à decadência da privacidade, sobretudo por conta do show business e das pressões que os atores têm em falar sobre suas vidas particulares. Isso numa época em que se multiplicam os reality shows de qualquer temática, inclusive nenhuma, como o tal Big Brother Brasil.

"Naqueles dias muito pitorescos, quando uma garota frágil escolhia se abrir com amigos confiáveis, e com a família, assim como com colegas de trabalho e depois, gradualmente, orgulhosamente, com todo mundo que a conhecia. Mas agora aparentemente se espera que toda celebridade dê detalhes de sua vida privada em entrevistas coletivas", disse a atriz.

Solteira e com dois filhos, Jodie, belíssima e jovial aos 50 anos, bastante simpática, sincera e com senso de humor, no entanto soou poética e saudosa dos tempos em que a vida particular era mais valorizada. "Privacidade. . Em algum dia no futuro as pessoas vão olhar para trás e se recordar de como isso era bonito".

A frase soa tão comovente que podemos reproduzi-la no texto original, em inglês: "Privacy. Maybe someday in the future, people will look back and remember how beautiful it once was".

Não se trata de rejeitar a fama ou a vida pública, mas evitar os excessos, tanto nos fotógrafos "papparazzi" que correm atrás de qualquer banalidade que um famoso faz no cotidiano, quanto de pessoas que não têm o que dizer mas que querem ficar famosas a todo custo.

IMAGEM PEJORATIVA DO OSTRACISMO

Sabendo dessa frase da bela Jodie Foster, dá para perceber o quanto é vergonhoso nesse Brasil provinciano ver ex-integrantes do Big Brother Brasil vivendo às custas de noitadas e outras aparições supérfluas, fazendo apelações para se manterem na fama.

Há, no Brasil, uma imagem pejorativa do que é ostracismo, visto como um misto de asilo prematuro com miséria e abandono. Trata-se de um grande engano. Não é ruim, em si, voltar a ser um anônimo, se a vida se levar com dignidade e proveito.

Isso é muito melhor do que cometer gafes em nome da fama e criar polêmica com nada. De que adianta Solange Gomes, Mayra Cardi e Geisy Arruda cometerem suas gafes e ainda agirem com arrogância, achando que isso "faz parte" e tentam se promover com falsas controvérsias, quando na verdade elas poderiam viver suas vidas discretamente, se não quisessem tanto a fama.

E olha que foi uma atriz mundialmente famosa que fez um comentário saudoso sobre a privacidade. Uma atriz que experimentou sua fama desde a infância em 1965. Ela comparou sua carreira a um reality show, por conta desses anos todos em que esteve à frente das câmeras.

Jodie não tem vergonha de ser famosa. Isso até lhe deu coisas boas, além da fama ter sido conquistada pelos méritos próprios da atriz e também cineasta. Mas a privacidade tem seu lado positivo, do respeito à intimidade, em vez das sub-celebridades de hoje transformarem a vida pública num grande banheiro, com direito a ex-BBBs colocando fotos no Instagram com eles sentados nas privadas.

Para os ex-BBBs, por sinal, "privada" é sinônimo de vaso sanitário, de tão preocupados eles estão com a fama a qualquer preço. E a doce frase de Jodie Foster soa como uma dura advertência para quem quer ser famoso sem mérito. Parabéns, Jodie, pela sua lucidez.

O NOIVADO DE OLIVIA WILDE E O MEDO DAS MUSAS "POPULARES"


Sempre há um homem para uma mulher que não é vulgar. Lá fora, embora sem a frequência quase absoluta do Brasil, as mulheres classudas, potencialmente, sempre têm algum pretendente. Recentemente, foi divulgada a notícia do noivado da belíssima atriz Olivia Wilde com o comediante do Saturday Night Live, Jason Sudeikis.

Há poucos meses, a encantadora atriz - cujo sobrenome artístico é em homenagem ao escritor Oscar Wilde, admirado por ela - havia sido modelo da grife Bourgeois Bohême, esbanjando seu charme e beleza. O que mostra o quanto Olivia é uma mulher fundamental.

Mulheres assim os homens são loucos para ter. De cafajestes pedantes a nerds caseiros, eles sempre querem ter uma mulher que seja mais do que um corpo atraente. Em compensação, nem todos os homens conseguem ter esse tipo de mulher, e os homens mais legais são os que mais sofrem.

No Brasilzinho provinciano de cada dia, o que se vê são as "musas populares" com medo de assumir relações amorosas. Enquanto a maioria das atrizes de televisão, por exemplo, são muito bem comprometidas, as chamadas "boazudas" acabam demonstrando ser muito frouxas quando o assunto é vida amorosa.

Oficialmente tidas como "as mais desejadas", as "boazudas" ou escondem relações amorosas, quando as têm, ou então jogam fora oportunidades de ouro, devido a muitas frescuras. Se o rapaz é empresário, elas quase não chegam perto. Se o rapaz é galã, igualmente. Recusam pretendentes como crianças que se recusam a tomar da sopa que nunca tomaram e nem conhecem o sabor.

O pior é que elas vêm com o mesmo papo de sempre. Quando estão sozinhas, falam que "sonham com um cara legal" e umas aceitam até namorar os fãs. Mas quando surge um pretendente, geralmente de boa pinta, elas arrumam desculpa para dizer que "não rolou": "Ele é tudo de bom, é maravilhoso, lindo e gentil, mas decidimos apenas ser grandes amigos".

O pior é que elas a cada dia provocam indignação, não somente para este blogue, mas para os milhares de internautas que mandam mensagens para os fóruns dos portais Ego, Terra Diversão e R7, reprovando até com certa raiva ou ironia agressiva as "musas" vulgares.

O país se transforma e cada vez mais a mulher que só vive para mostrar o corpo para a mídia está sendo passada para trás. E aí surgem pressões para elas formarem família, arrumarem marido etc, e várias delas ficam irritadas, ameaçando processar judicialmente quem só dá bons conselhos e pede para que elas pelo menos se envolvam com algum homem mais importante e poderoso para elas.

Elas preferem levar para a velhice suas gafes e sua sensualidade forçada e caricata a ter que se preparar para um futuro mais seguro. Têm medo do ostracismo, achando que ele é o mal. Não é. O mal é um ostracismo mal vivido, mal orientado, mas um ostracismo com dignidade é muito melhor do que a obsessão pela fama às custas dos piores procedimentos.

Pior é chegar aos 40 anos posando de falsa gostosa, como se fosse uma moleca grotescamente "sensualizada" de 18 anos e lucrar com a fama de grosseira e "encalhada" mesmo tendo filhos crescidos que acabam levando gozação na escola porque as mães deles só sabem mostrar os corpos siliconados e anabolizados na mídia. Será que as "musas populares" não têm "semancol"?

Enquanto isso, os homens de bem ficam a ver navios vendo mulheres que deveriam somar às suas vidas serem comprometidas com outros homens, sejam eles quem são. Isso dói, isso dói, isso dói.