sábado, 7 de dezembro de 2013

PÃO DE MILHO, TIPO O FEITO NA BAHIA, AINDA INEXISTE NO MERCADO DO RJ



Há cerca de um ano publicamos um texto descrevendo a falta de um pão de milho, como se faz na Bahia, no mercado do Rio de Janeiro e de Niterói. Até agora, o problema continua, de forma inexplicável, sobretudo numa cidade de péssima logística como Niterói.

Os pães de milho produzidos no Grande Rio são de outro tipo, mais próximos de uma broa do que de um pão tipo brioche (que é o que é feito no mercado soteropolitano). Alguns até desnecessariamente fatiados, porque pães de milho não têm a mesma consistência que se vê nos pães-de-forma, por esfarelarem com mais facilidade.

Tanta coisa da Bahia é exportada para o Rio de Janeiro, e mesmo o que não devia, como é o caso de eu ter ouvido alguns automóveis tocarem o "pagodão" e o arrocha baianos, e no entanto não se vê o pão de milho baiano, ou melhor, o brioche de milho, tão delicioso e que combina bem com café, chá ou mesmo uma bebida láctea ou uma vitamina preparada em pó.

É certo que, em contrapartida, é raro encontrar bisnagas (pães franceses em tamanho alongado) em Salvador, mas elas já começam a rarear até mesmo em Niterói. Mesmo assim, parece ser mais fácil encontrar bisnagas em Salvador do que brioches de milho em Niterói.

Tem até uma padaria no bairro soteropolitano dos Barris que vendia um pão em bisnaga de qualidade. Pelo menos é o que eu via até 2008, quando vivi na capital baiana. Ela se situa na Rua General Labatut, do caminho da Rua do Salete para a Biblioteca dos Barris.

Mas também há casos em que, na terra do cacetinho (como é conhecido o pão francês em Salvador), uma rede como a Perini vende um "cacetete", uma bisnaga ruim por não ser macia por dentro nem crocante por fora, mas dura e queimada. E ainda dão saudades os pães franceses feitos pela extinta rede de supermercados Alimentare, com receita e sabor impecáveis.

Seria melhor os padeiros se mexerem, usarem a criatividade e não se contentarem em oferecer o "básico do básico" que, de básico demais, acaba ficando abaixo do básico, já que as necessidades humanas se ampliam.

Portanto, que voltem os pães franceses do padrão Alimentare em Salvador (e que possam vir para cá, no Grande Rio também), e que venham os brioches de milho para todas as padarias da região metropolitana do Rio de Janeiro. A freguesia agradece.

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