terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ 2015 PARA TODOS!!!!!


Que possamos ter a paciência necessária e o jogo de cintura para enfrentarmos o ano confuso de 2014, principalmente no Brasil. E que possamos encarar bem esse ano para depositarmos as verdadeiras esperanças para o ano de 2015.

Boas Festas!!!

domingo, 29 de dezembro de 2013

SNIF! TRÊS DAS CASADAS MAIS QUENTES DE 2013 EM FOTO DE 2011.

Essa é para chorar. Três das mulheres mais quentes do mundo, as atrizes Kerry Washington, Zoe Saldaña e Kate Bosworth, estão juntas nessa foto de 2011. Mas, espere aí, por que chorar, se é muito bom ver três mulheres fascinantes juntas em um mesmo evento, no caso relacionado à grife Calvin Klein, em Nova York?

Simples, porque as três estão entre as casadonas mais quentes deste ano. Todas elas agora são senhoras bem casadas e realizaram núpcias neste ano. Kerry até está esperando filho, algo que não tardará a acontecer com as outras beldades.

Enquanto isso, choramos, choramos e choramos. Porque não dá para ver o "mercado" amoroso como um paraíso se existem poucas solteiras interessantes e a maior parte não varia muito entre fãs de "pagode romântico" e "musas" de UFC que, inexplicavelmente, parecem "receptivas" aos homens mais pacatos. Isso num universo ligado a homens truculentos e encrenqueiros...

Bom, vamos admirando as belezas das moças, na medida do possível, enquanto seguramos os lenços que secam nossas lágrimas. Homens também choram.




sábado, 28 de dezembro de 2013

CHUVAS E O LADO MELANCÓLICO DAS PERIFERIAS



No discurso difundido amplamente por uma intelectualidade cultural dominante, unida e coesa quase como numa unanimidade - ou talvez num acordo combinado em que todo mundo defende as mesmas coisas, seja no Esquenta da Rede Globo, seja no blogue Farofafá, seja em monografias e documentários festejados pela mídia - , a periferia aparece quase como um tipo de paraíso.

As favelas de puro sonho e fantasia, que esperam serem pintadas por algum artista plástico mais generoso, são consideradas "arquiteturas pós-modernas", como se as construções improvisadas em áreas caóticas ou de alto risco fossem o suprassumo da criatividade humana.

Já o povo pobre é visto pelo discurso intelectual como se fossem crianças inocentes nesse paraíso idealizado, com sua ignorância e sua miséria da qual não se pode mexer na sua essência, apenas se permitindo que o Estado e alguns entes privados financiem o recreio duvidoso da "garotada".

O lobby intelectual é tão grande que quem questionar essa visão mítica das periferias corre o risco de ser visto como "moralista" e "preconceituoso". Se for um blogueiro, perderá aquela visibilidade fácil garantida por todo aquele que acredita numa periferia de contos de fadas, numa espécie de Disneylândia dos subúrbios brasileiros. E poderá até perder seguidores.

Mas existe o outro lado, oposto à "dolce vita" das favelas sonhadas pela intelectualidade. Ela até dá um jeitinho para descrever, em separado, as duas periferias, a fantasiosa e a real, como se estivessem falando de assuntos diferentes.

Pouco importa se é uma mesma periferia da Baixada Fluminense, por exemplo, que num artigo bem animado é cenário de um festejado "baile funk" num discurso cheio de delírios pseudo-modernistas e pseudo-etnográficos, e, em outro, descreve o drama das pessoas que perderam bens e até entes queridos com as enchentes e deslizamentos que destruíram suas casas.

São dramas terríveis que as autoridades não se interessam em resolver. Em certos casos, como em Nova Friburgo ou mesmo em Santa Catarina, a corrupção impede que as vítimas recebam donativos ou obras de recuperação e prevenção. No caso da cidade fluminense, o dinheiro público foi desviado para interesses pessoais do prefeito. No Estado sulino, são os donativos extraviados para o usufruto de outrem.

Enquanto a intelectualidade fala numa periferia feliz, onde todos podem comprar e consumir, onde a prosperidade bate à porta de cada barraco, sobrado ou casa nas favelas, as periferias da vida real veem a perda de eletrodomésticos, alimentos, álbuns de famílias, utensílios diversos e outros objetos pessoais, adquiridos de forma tão trabalhosa e sofrida.

Isso quando não se perdem parentes, sejam mães, filhos, avós, tios, amigos de infância, e por aí vai, por causa de afogamentos ou de soterramentos. E tudo isso na tentativa de construir uma vida ao menos com algum conforto, dentro dos limites duros que as classes populares têm que aceitar.

Tudo vai embora. Desde os objetos de costuras, os livros de orações religiosas, os computadores, a televisão. Vai desde a reserva de alimentos aos CDs de "sucessos populares". Vai a televisão, vão-se muitas roupas, vão-se os remédios, os livros, o material de aula, as fotos de recordações de entes vivos ou os que já se foram.

Enquanto as elites e os políticos fingem que se preocupam com os problemas sociais, o povo pobre sofre, com suas sucessivas perdas, com sua insegurança anual de cada verão, com seu medo, com seus dilemas.

Eles não têm aonde ir, ficam nas áreas de risco porque é onde podem ficar. São desprezados pelo poder político, que lhes dá mais promessas que ajuda. E isso nada tem a ver com os pobres estereotipados da "cultura popular" alegre e feliz que deixa a intelectualidade, acomodada em seus apartamentos de luxo, bastante satisfeitas.

Daí que, fora da órbita do Brasilzinho brega, ainda reina sofrimento nas classes populares que não querem a bajulação barata da intelectualidade, mas soluções reais para a melhoria de vida e o fim definitivo de suas tragédias de todo ano.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"FUNK" E A FRAGILIDADE RAIVOSA DE SEUS CRÍTICOS


Parece divertido. Sítios e fóruns virtuais contrários ao "funk" e até mesmo espaços específicos nas redes sociais mostram pessoas despejando comentários irônicos e até divertidos sobre o "funk", criticando suas baixarias e sua falta de senso de ridículo.

Tudo bem. O "funk" faz para levar a cara a tapa, como diz o jargão popular. E muito de sua imagem de pretensa vítima social não resolve as coisas, exceto que os funqueiros hoje contam com um poderoso lobby entre as elites acadêmicas e os artífices da chamada indústria cultural.

No entanto, as reações contra o "funk" são muito precárias se comparadas com a blindagem intelectual que o ritmo recebe, e volta e meia aparecem textos defendendo o "funk" com alegações chorosas e até "românticas", mesmo sob o pretexto da objetividade jornalística ou do cientificismo acadêmico.

Mesmo quando a intelectualidade recorre ao surrealismo pseudo-historicista, recorrendo à sociedade de 1910 para explicar a rejeição que o "funk" recebe hoje, seu discurso é bastante sutil, elaborado, convincente apesar de confuso e cheio de contradições e equívocos teóricos.

A intelectualidade parece não se incomodar com isso. Ela manobra com as contradições com a sutileza que não é tanta assim, mas suficiente num país onde o senso de discernimento ainda é raro mesmo em mentes razoavelmente informadas. Podem cometer as gafes discursivas que forem, as "provocativas" elites intelectuais dominantes parecem manter a consciência tranquila.

JOGO ELETRÔNICO PARA "MATAR" MC DALESTE

O grande problema na maioria das pessoas que contestam o "funk" é que seu discurso é primário e raivoso, girando em torno de comentários que não vão muito além de dizer "funk é uma bosta",  "morte aos funqueiros" e "transporte de funqueiro é camburão".

Esse discurso muitas vezes é divertido e chama muita gente na Internet, mas é uma reação frágil diante do outro lado, com intelectuais lançando mão de documentários, monografias e reportagens que defendem o "funk" com a habilidade discursiva que parece sedutora, e de fato seduziu muita gente.

A intelectualidade dominante conhece esse discurso anti-funqueiro e não se intimida com ele. Esse discurso até estimula a choradeira intelectual em prol dos funqueiros. Se o anti-funqueiro exreve, num comentário de Internet, que "transporte de funqueiro é camburão" o intelectual rebate, com uma monografia, dizendo que o funqueiro é jogado em "novos navios negreiros".

A intelectualidade rebate com cerca de 300 páginas de monografias ou livros (ou de monografias que viram livros) e com duas horas de documentários o que anti-funqueiros escrevem em menos de dez linhas. O poderio e a sofisticação do discurso pró-funqueiro torna inúteis quaisquer medidas de protesto contra a imbecilização cultural simbolizada pelo "funk".

Às vezes, a raiva anti-funqueira pega pesado demais. Existe um jogo eletrônico, disponível na Internet, para o jogador "matar" o funqueiro MC DaLeste, que havia sido assassinado no palco meses atrás. DaLeste havia sido um dos nomes da cena de "funk ostentação" de São Paulo.

O jogo simula um cenário de "baile funk" e exibe cartazes com o logotipo do PT e da Rede Globo de Televisão, além de mostrar figuras como Regina Casé e Tati Quebra-Barraco. Todos são assassinados no decorrer do jogo.

ARGUMENTOS DELIRANTEMENTE "ETNOGRÁFICOS"

A atitude, que poderia ser muito bem um desabafo contra o avanço da imbecilização cultural através do "funk", acabou sofrendo o peso da reação convicta da intelligentzia, que mais uma vez recorre à imagem de falsa vítima atribuída ao "funk", com direito a argumentos delirantemente "etnográficos", como os de Joseh Silva no sítio da Carta Capital:

"O vídeo revela o reflexo de uma sociedade reacionária, que reforça mais e mais a intolerância cultural. Um jovem índio (...) não é respeitado em uma escola caso ele chegue de cocar para assistir uma aula. O mesmo acontece com ciganos, hippies, negros, nordestinos, gays, povos tradicionais e de terreiros. Isto mostra que não somos capazes e conviver com as diferenças dentro da nossa própria espécie."

Claro, esse discurso sedutor, verossímil e choroso arranca palmas de muita gente. Imagine de plateias lotadas, com um número de cerca de 100 pessoas, superior aos 30 que respaldam comentários anti-funqueiros na comunidade "Unidos Contra o Funk", a maior comunidade anti-funqueira do Facebook.

Mesmo com o risco de expressar um sutil racismo, já que associar o "funk" à negritude seria submeter o povo negro aos estereótipos nem sempre positivos do gênero, os defensores do "funk" apelam para essa falsa etnografia, achando que o "funk" é tão rejeitado quanto sambistas, tribos indígenas e hippies que levam dura da polícia.

Só que esse discurso pseudo-etnográfico não tem outro objetivo senão o de fazer com que o "funk", às custas de apelações falsamente sociológicas, pretensamente "culturais" e "ativistas", amplie seus mercados para plateias mais abastadas.

O discurso intelectual em prol do "funk", se dermos uma observação bem cautelosa, é confuso, hipócrita, oportunista e revela um paternalismo intelectual que contagia até mesmo alguns porta-vozes das periferias. Mesmo figuras "tarimbadas" como Hermano Vianna e Pedro Alexandre Sanches apresentam falhas de análise, o mesmo ocorrendo com cineastas documentaristas.

Daí que o mal é a estagnação do discurso anti-funqueiro, que acaba sendo visto como mera dor-de-cotovelo de roqueiros frustrados ou bossa-novistas nostálgicos. Quase não existe um discurso anti-funqueiro que faça frente à confusa mas sofisticada retórica dada por jornalistas, cientistas sociais e cineastas em favor do gênero.

Por isso, os anti-funqueiros terão que provar, em seus argumentos, muito mais do que simplesmente dizer que "funk é uma bosta".

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ARACAJU A UM PASSO DE ENCERRAR A PINTURA PADRONIZADA NOS ÔNIBUS


O sistema de ônibus de Aracaju, na contramão dos modismos tecnocratas das capitais brasileiras, está a um passo de dar fim à pintura padronizada, medida remanescente da ditadura militar que, através da franquia do arquiteto Jaime Lerner - que havia sido prefeito de Curitiba quando implantou a medida, em 1974 - , tornou-se o carro-chefe de muitos governos municipais.

Depois da entrada da Viação Atalaia, com sua pintura personalizada levemente inspirada no serviço SIT de Recife - que não adota pintura padronizada, apenas lança uma pintura própria do serviço integrado SIT, a exemplo dos antigos Metrô-Ônibus do Rio de Janeiro e do Grande Circular de Salvador, apenas parcialmente adotado pelas empresas envolvidas - , duas outras empresas se empenham em desenvolver identidades próprias.

As empresas Capital e Modelo (não confundir com as homônimas soteropolitanas), do grupo cearense Fretcar, estão lançando um concurso para criar novas pinturas, com a disposição de criarem novas identidades visuais.

LOGOTIPOS DAS EMPRESAS DE ARACAJU, QUE LANÇAM CONCURSO PARA NOVAS PINTURAS PERSONALIZADAS.

As novidades apontam uma tendência de Aracaju encerrar a pintura padronizada, mesmo quando ela adota um critério menos confuso, que é o de diferenciar as cores por cada empresa, como já ocorreu em Florianópolis, ainda ocorre em São José do Rio Preto e São José dos Campos (ambos do interior paulista) e será implantado em Vitória da Conquista, no interior da Bahia.

Falando em Florianópolis, cabe destacar que a capital catarinense foi a primeira a abolir a pintura padronizada em todo o Brasil, além de romper com o tabu de que não se pode adquirir ônibus articulados ou de piso baixo sem abrir mão da pintura padronizada.

Portanto, é uma modesta capital do Nordeste que poderá trazer os novos ventos que poderão transformar os paradigmas de mobilidade urbana e transporte coletivo ainda vigentes, marcados por muito sensacionalismo e pouca funcionalidade.

domingo, 22 de dezembro de 2013

BREGA REVELA SENTIMENTO PATERNALISTA DAS ELITES BRASILEIRAS


O aparente apoio da sociedade dita esclarecida ao brega e seus derivados, que acontece nos últimos anos no Brasil, tem muito mais a ver com algum sentimento paternalista com as classes populares do que qualquer conscientização e solidariedade.

A comoção que ocorre quando ídolos diversos do brega morrem - seja o despretensioso Reginaldo Rossi, sejam os festejados Waldick Soriano e Wando, seja o funqueiro MC Daleste, seja o tecnobrega Mike do Mosqueiro - , em que pese a popularidade deles, reflete um contexto de uma sociedade midiatizada e paternalista.

O apoio maciço da intelectualidade cultural dominante ao brega e seus derivados é um reflexo disso. Manipulando, de forma tendenciosa e não raro equivocada, seu discurso em prol de falsas alusões de caráter etnográfico, militante ou historiográfico, os intelectuais mais influentes, embora não admitam, estão a serviço dos interesses da grande mídia e do mercado.

HIT-PARADE BRASILEIRO

Daí que a defesa da bregalização, mesmo envolvendo nomes que não têm a menor intenção de parecerem "sérios", como o recém-falecido Reginaldo Rossi, é uma estratégia armada pela mídia e pelo mercado, às custas da blindagem intelectual, para criar um mercado de hit-parade brasileiro. E isso se deve por causa de aspectos muito estranhos.

Primeiro, é a defesa desesperada do chamado "mau gosto popular", que pouco tem relações reais com as antigas raízes culturais que hoje constituem o rico patrimônio brasileiro, e tem mais relação com uma imagem estereotipada do "inconsciente popular" trabalhada pela grande mídia nacional e regional sob o apoio de grandes empresas brasileiras, estrangeiras e do latifúndio.

Segundo, é a campanha, um tanto depreciativa, mas por vezes caluniosa, de desmoralização das gerações que marcaram a MPB autêntica nos anos 60 e 70, que então eram conhecidas por sua arte impactante e pelo talento impecável.

A campanha visa desmoralizar nomes dotado de talento e uma postura insubordinável em relação às regras do mercado, e um desses artistas é Chico Buarque, devido à sua capacidade ímpar de assimilar as raízes da música carioca e trabalhá-las num estilo próprio e dar opiniões sobre diversos assuntos de maneira segura e inteligente.

A intelectualidade cai quase em uníssono contra Chico Buarque, porque o que ela quer são os ídolos "coitadinhos", sejam os "inocentes" ídolos popularescos que aparecem no Domingão do Faustão e nas FMs mais tocadas do país, sejam os "coitadinhos" mais bregas que também aparecem nas rádios mas são emergentes no mercado televisivo.

Tais intérpretes são cortejados por uma intelectualidade a serviço do mercado porque são mais adaptáveis às regras do mercado, por mais que, de forma demagógica, digam estar à margem dele. Esses intérpretes "populares" podem não ser os grandes criadores da nossa música, mas se adaptam a modismos diversos e a qualquer regra de mercado.

Em outras palavras, o que a intelectualidade quer é substituir o enfant-terrible tipo Chico Buarque por ídolos-carneirinhos tipo Thiaguinho, ou algum funqueiro pseudo-ativista mas com discurso de "vítima". Gente que não incomoda muito, embora carregue a fama de "deixar apavorada" a sociedade "moralista" que só existe nas mentes retrógradas dos intelectuais festejados.

Mil monografias, reportagens, documentários, artigos, resenhas etc vão tentar desmentir que a defesa da bregalização cultural tenha a ver com interesses mercadológicos. Oficialmente, o mercado e a grande mídia "morreram" com Chico Buarque e o Brasil irá respirar cultura independente, alternativa e folclórica. Então tá.

Por trás desse discurso oficial, porém, o que se vê é a formação de um hit-parade brasileiro. Pode ser um mercado que não necessariamente tenha representantes em Nova York ou Los Angeles, ou uma mídia que não tenha necessariamente escritórios na famosa Av. Paulista, em São Paulo. Mesmo assim, é mercado e grande mídia do mesmo jeito. A intelectualidade mente.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CHARLES MANSON E MARK CHAPMAN ESTARIAM MORTOS HÁ TEMPOS, SE ESTIVESSEM FORA DA PRISÃO

AS VÍTIMAS

Dois dos mais famosos assassinos do mundo estariam há muito tempo mortos, se vigorassem nos EUA as leis de liberdade condicional como as aplicadas no Brasil. Se Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate em 1969, e Mark Chapman, que matou, em 1980, o ex-beatle John Lennon, já tivessem deixado as prisões na década de 80, há muito estariam falecidos.

A prisão perpétua preservou eles, como um freezer que preservou alimentos do perecimento que teriam sob a temperatura ambiente. As razões às quais Manson e Chapman teriam morrido se estivessem soltos se devem a fatores bastante prováveis para seus tipos.

Manson, que havia sido um tipo "rebelde sem causa", reacionário, que consumia drogas, álcool e nicotina feito um hippie fracassado, teria falecido, no máximo, até 2005, já que seu tipo não viveria mais do que 71 anos de idade.

Essa constatação nada tem de ofensiva. Independente do caráter que tenha sido Charles Manson, o "espírito do tempo" em que ele viveu envolvia um uso frenético de drogas e um descuido sério com a saúde, que fez, de grandes roqueiros a intérpretes menores de disco music falecerem entre os 45 e os 71 anos.

Se Charles Manson tivesse sido condenado à liberdade condicional nos anos 70, havia a probabilidade dele ter falecido por volta de 67 anos de idade, provavelmente por algum tipo de câncer ou mesmo por enfarte. Talvez ele também não chegasse a viver 60 anos de idade, morrendo pouco antes.

CHAPMAN TERIA SIDO ASSASSINADO

É até arriscada a decisão de Mark Chapman, que baleou mortalmente o ex-beatle em dezembro de 1980, em Nova York, de pedir a liberdade condicional, conforme vários esforços feitos por seus advogados nos últimos anos.

Isso porque Chapman deveria se considerar sortudo por estar preso, uma vez que, para uma figura do carisma de John Lennon, a liberdade condicional muito provavelmente se tornaria insegura para a vida do assassino de Lennon.

Se Chapman tivesse sido solto, digamos, em 1983, ele provavelmente teria morrido assassinado num espaço entre dois meses a cinco anos depois de sair da prisão. Um fã dos Beatles estaria acompanhando os passos de Chapman e teria alvejado ele da mesma forma que este alvejou Lennon.

Portanto, se Chapman tivesse sido solto em 1983, ele já teria sido morto, no máximo, até o final da década de 1980, baseado na mística que os Beatles possuem entre os fãs.

MANSON SÓ TERÁ CINCO ANOS DE VIDA PELA FRENTE

Charles Manson escapou da pena de morte em 1971 e foi condenado à prisão perpétua. Ele está com 79 anos e recebeu até pedido de casamento de uma jovem. Mas, a julgar pelo seu perfil e pelo contexto em que viveu, mesmo sua longevidade já se encontra no final da linha.

Afinal, o assassino da atriz Sharon Tate e músico frustrado tem condições para viver, no máximo, até os 84 anos, pelas condições de saúde física e psicológica - devido às pressões emocionais sofridas por causa do crime que cometeu - , e não mais além disso, podendo falecer até mesmo antes desse prazo.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

OS 70 ANOS DE KEITH RICHARDS


Meses depois de Mick Jagger, é a vez do outro membro fundador dos Rolling Stones, Keith Richards, completar 70 anos, mantendo sua trajetória como músico, ator e celebridade bastante controversa, mas admirável.

Keith Richards tem o típico espírito de rock'n'roll, tendo até cometido erros sérios e quase perdido a vida com as drogas que consumiu, mas que também o fez ser um músico respeitado e um artista ímpar, que com Mick Jagger produziu muitas das grandes canções da famosa banda inglesa.

Como guitarrista, Keith tem uma performance ágil, mas sem se preocupar com solos homéricos, mas com acordes vigorosos e eventuais solos econômicos dentro da escola do rhythm and blues (o verdadeiro, não o soul pasteurizado que roubou esse nome), sempre valorizando a melodia e a energia roqueira.

Keith quase sempre compartilhou seus acordes com outro guitarrista. No começo, Brian Jones, o membro fundador que faleceu depois de sair da banda em 1969, tinha essa função. Depois, Mick Taylor com seu estilo peculiar de tocar guitarra foi o seu parceiro. Desde 1975, Keith compartilha os acordes de guitarra com Ronnie Wood, ex-integrante do Jeff Beck Group.

Keith também é notável cantor, geralmente tendo uma faixa com ele nos vocais em cada álbum dos Rolling Stones. Neste caso, Mick às vezes aparece como vocalista de apoio, mas não toca instrumento nas faixas cantadas por Keith (Mick Jagger eventualmente toca guitarra, piano, percussão e gaita).

Com o tempo, o vocal de Keith até melhorou, ganhando a rouquidão que cai muito bem no rock de inspiração fortemente blues dos Rolling Stones. Além disso, Keith é bastante carismático e, como o restante da banda, é sempre um gigante nos palcos, lugar onde os Rolling Stones brilham com toda sua experiência.

Os Rolling Stones, pelo jeito, pretendem continuar. E a gente aqui deseja vida longa a todos os seus membros, sobretudo Keith neste dia do seu aniversário, e que ele e Mick Jagger continuem nos presenteando com grandes canções e sua banda nos brinde com ótimas performances.

Que Keith Richards, Mick Jagger e seus parceiros continuem dando uma lição de jovialidade e vigor na sua contribuição para a música rock'n'roll.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

THE VOICE BRASIL BANALIZA "LIÇÃO" DOS NEO-BREGAS


Muitas vezes o pior precisa, no seu prejuízo escancarado, explicar o ruim que muita gente pensa ser coisa boa. O The Voice Brasil, com seus cantores de proveta fazendo seus malabarismos vocais, mais gritando do que expressando beleza na voz e soando mais técnicos do que criativos, é uma boa lição disso.

Desde os anos 90 a mediocridade cultural mostra ídolos neo-bregas usurpando o cancioneiro da MPB autêntica. "Sertanejos" de asfalto interpretando Clube da Esquina, Renato Teixeira, Lupicínio Rodrigues e canções tradicionais caipiras. "Pagodeiros" de boutique interpretando Djavan, Jorge Ben Jor, Lupicínio Rodrigues e canções tradicionais sambistas. E por aí vai.

A axé-music, o "pagodão" pornográfico baiano, o "forró eletrônico" etc também se valiam dessa parasitagem musical. Gravam covers da MPB autêntica com a obsessão de parecerem "artistas sérios" e se vincularem, de uma forma ou de outra, aos artistas originais.

Quando os ídolos eram gente apoiada pela grande mídia, pela intelectualidade cultural dominante e eram bem tratados pelo mercado, sua usurpação era aplaudida. Por mais oportunistas que sejam Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Belo, Frank Aguiar, Banda Calypso, Ivete Sangalo e Zezé di Camargo & Luciano, a blindagem midiática os fazia "respeitáveis".

As gravações que esses nomes faziam para clássicos da MPB autêntica, ou então de nomes mais sofisticados como Jorge Aragão, Renato Teixeira, Wilson Simonal e Geraldo Vandré - inclusive a canção "Disparada" cuja letra vai contra a profissão de fé coronelista dos "sertanejos" - poderiam ser constrangedoras, mas a "boa imagem" dos neo-bregas trabalhada pela mídia disfarçava.

Mas no The Voice Brasil, a coisa torna-se escancarada não só pelo fato de não serem os cantores protegidos do mercado e da mídia, mas por sua fórmula se tornar banalizada e sem as sutilezas das versões dos neo-bregas, que pelo menos tinham a ajuda decisiva de arranjadores sérios mas que estavam no plantão das grandes gravadoras.

Graças a esses arranjadores, a canastrice de um Alexandre Pires, de Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, ou de um É O Tchan que aparece de vez em quando gravando coisas como "Cada Macaco no seu Galho", do grande sambista Riachão, poderia passar quase incólume, soando "sofisticada" para o gosto médio e tranquilizando até mesmo as elites intelectuais.

Mas o The Voice Brasil, por ser uma competição de calouros, dentro dos padrões mais comerciais ditados pela Endemol, a empresa holandesa dona da franquia adotada pela Rede Globo, não adota tais sutilezas, não existe a "MPB de mentirinha" feita para enganar até mesmo estudiosos de música.

Daí as broncas que se fazem contra as versões de sucessos de João Gilberto, Beto Guedes e outros. Zélia Duncan, por exemplo, escreveu no Twitter que a caloura Marcela Bueno "jogou na fogueira" a música "Amor de Índio", de Beto Guedes.

A intelectualidade pró-brega até tentou dar o apoio, animada com a "subversão" dada aos totens consagrados da MPB que seus "pensadores bacaninhas" querem tanto derrubar. O que eles querem mais é ver um The Voice Brasil todo dedicado a Chico Buarque, com gente desafinada cantando as músicas dele em arranjos pasteurizados que a intelligentzia julga "libertários".

Dois dos jurados do programa já são suspeitos desse processo. Cláudia Leitte, cantora de axé-music, e Daniel, ídolo breganejo, já parasitaram a MPB autêntica em seus discos, em covers por demais oportunistas e pedantes.

Cláudia já é um clone de Ivete Sangalo, a tendenciosa cantora baiana que quer bancar a "dona da MPB" e possui um talento musical mediano. Daniel, por sua vez, reedita a imagem do cantor brega dos anos 70 - tipo Nahim e Ângelo Máximo - no contexto do breganejo dos anos 90, sem ter uma música autoral que deixe marca, se alimentando somente de regravações de sucessos alheios.

Portanto, o The Voice Brasil apenas leva às últimas consequências a usurpação dos clássicos da MPB que os neo-bregas haviam feito há pelo menos 15 anos, muitas vezes em tributos e especiais transmitidos pela Rede Globo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

EM NITERÓI, IMPÉRIO DA BANHA DÁ UMA BOA LIÇÃO NOS SUPERMERCADOS EXTRA


No bairro do Jardim Icaraí, em Niterói, a rede de supermercados Império da Banha, de âmbito local, deu uma boa lição à rede nacional Supermercados Extra, no que se refere à reforma de suas instalações.

Até agora, a filial da Av. Sete de Setembro dos Supermercados Extra só teve pequenas mudanças, algumas para pior, como o posicionamento de caixas - duas colocadas sob o vão da escadaria, quando no lugar poderia estar o posto da TV Sky - e o distanciamento da sessão de padaria de sua cozinha.

A filial continua parecendo um supermercado velho, pior do que muitos supermercados populares de bairro e além disso incidentes graves aconteceram nos Supermercados Extra do Jardim Icaraí, como o vazamento de esgoto que emporcalhou, através do odor, os produtos da sessão de padaria, e a presença de baratas entre os pães franceses colocados na sessão.

Além disso, o chão do supermercado continua velho, desde os anos 80, e ele já apresenta rachaduras que ameaçam o passeio seguro dos fregueses. O elevador é velho, e o banheiro, localizado junto à garagem, se encontra em lugar ermo, propício para a ação de criminosos.

Enquanto isso, o Império da Bahia (IB), numa atitude inesperada - o supermercado estava há tempos sem reformas - , decidiu mudar todo o assoalho e modernizar suas instalações. E, sem ficar muito tempo parado (só ficou algumas segundas-feiras), o IB da Rua Santa Rosa realizou suas obras causando o mínimo de transtornos possível.

O chão foi substituído aos poucos. Lonas envolviam as partes em obras. Caixas e estantes eram trocados aos poucos e paredes também recebiam novos azulejos. Tudo isso com o supermercado praticamente funcionando e, embora haja um transtorno aqui ou ali, ele não comprometeu a qualidade do serviço.

As obras valeram a pena e o Império da Bahia voltou renovado, fazendo o trabalho que os Supermercados Extra se recusaram a fazer. A única coisa que o IB falta fazer é instalar um bebedouro, para o supermercado ficar completo. Mesmo assim, a reforma já o deixou bastante bonito e agradável para a freguesia.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O "MORDE E ASSOPRA" DE VEJA



A revista Veja, que condena todos os movimentos sociais, resolveu chorar suas lágrimas de crocodilo em relação ao falecimento do ativista e ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. A publicação colocou uma foto do líder negro na capa, pegando carona na comoção popular e na surpreendente solidariedade à sua figura.

Afinal, o funeral do líder negro atraiu mais autoridades que os funerais do presidente dos EUA John Kennedy, assassinado há 50 anos, e do primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, um dos artífices para a vitória dos aliados sobre os fascistas na Segunda Guerra Mundial.

Veja pega carona no mito de Mandela sem ter adotado uma postura autocrítica em relação à participação, até pouco tempo atrás, do grupo midiático Naspers, no quadro acionário da revista. O grupo nasceu sob o nome de Nasionale Pers e teve inclinação racista e fascista.

Em seu histórico, o Naspers era ligado ao Partido Nacional, organização das elites africâneres - de etnia branca, em sua maioria de origem holandesa - , e apoiou o regime do apartheid que o partido havia instaurado em 1948, e que durou 42 anos.

Através do Naspers, se ascenderam três dos primeiros ministros do regime de segregação racial da África do Sul, sendo o primeiro Daniel François Malan,entre 1948 e 1954, que foi clérigo da Igreja Reformada Holandesa. Ele fortaleceu a legislação racista e fundou o Partido Nacional, resultante da fusão do Partido Reunido Nacional e do Partido Africâner, ligados às elites racistas.

Depois, outro figurão do Naspers foi Hendrik Frensch Verwoerd, chegou ao poder em 1958. Sob seu governo, ocorreu o massacre de Sharpeville, no dia 21 de março de 1960, quando 69 manifestantes que foram protestar contra a Lei do Livre Trânsito - que determinava os locais onde cada etnia sul-africana poderia circular - foram mortos a queima-roupa, e 180 saíram feridos.

Revoltado com o massacre, o agricultor negro David Pratt tentou matar Verwoerd num evento comemorativo da Páscoa, em 16 de abril de 1960. Verwoerd saiu ferido. Pratt foi preso e foi declarado louco, e ele suicidou-se poucos meses após sua prisão.

No mesmo ano, o ativista Nelson Mandela fundou o Umkhonto we Sizwe ("Lanceiro da Nação"), braço armado do Congresso Nacional Africano, fundado em 1912 e que se opunha ao regime de segregação racial. Outro líder do CNA, Albert Lutuli, ganhou, também em 1960, o Prêmio Nobel da Paz pela sua luta pacífica contra o apartheid.

Outro negro, Dimitri Tsafendas, que era caixeiro do Parlamento Sul-Africano, acabou cometendo outro atentado contra Verwoerd, desta vez conseguindo matá-lo. Foi em 06 de setembro de 1966, quando o primeiro-ministro estava no prédio do Parlamento, e foi esfaqueado por Tsafendas até a morte. Tsafendas foi preso e morreu doente em 1999.

Pieter Botha foi o terceiro que surgiu do Naspers. Atuou ordenando o massacre aos opositores do regime, mas enfrentou uma séria crise política de dimensões internacionais. Botha governou entre 1978 e 1989, até 1984 como primeiro-ministro e daí para Presidente de Estado.

Foi durante seu governo que a África do Sul teve suas sanções políticas, econômicas e até esportivas - sobretudo com o boicote ao turismo e a proibição de times esportivos de participarem em torneios internacionais - , além de haver projetos ativistas musicais que cantavam o fim do apartheid e a libertação de Nelson Mandela.

Destaca-se até mesmo uma música vibrante, a bela "Free Nelson Mandela", gravada em 1984, um ska vibrante feito pelo grupo Special AKA, formado por alguns integrantes dos Specials com a colaboração de integrantes do English Beat (ou The Beat). No Brasil, a música esteve em alta rotação na programação normal da Rádio Fluminense FM, de Niterói.

Com a crise atingindo níveis insustentáveis, Botha foi sucedido por Frederik De Klerk, que deu início a uma série de reformas políticas ao chegar ao poder, em 1989. Revogou várias leis do regime de apartheid e libertou Nelson Mandela, que havia sido prisioneiro desde 1962 e antes condenado à prisão perpétua.

Mandela foi eleito presidente da África do Sul em 1994 e governou até 1999. Ele e Frederik De Klerk haviam ganho o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por conta de seus esforços para dar fim ao regime de apartheid.

É um breve histórico que a mídia reacionária até pode escrever, mas não da forma a solidarizar-se com os movimentos ativistas e sim contar a história do passado de forma "honesta", dentro do tendenciosismo das grandes corporações midiáticas.

Além disso, o irônico título "o guerreiro da paz" mostra o quanto a revista Veja parece morder os beiços diante das boas relações que Nelson Mandela teve com líderes esquerdistas, embora o líder sul-africano buscasse boas relações também com políticos moderadamente conservadores, já que, democrata, estava acima das ideologias. O título da capa seria uma alusão à breve experiência de Mandela como guerrilheiro em 1960.

A atitude "morde e assopra" de Veja certamente não mudará coisa alguma. A revista está sofrendo um violento encalhe de suas edições. Do Naspers, que recentemente deixou o quadro acionário da revista brasileira, só editores e jornalistas haviam feito em 1997 manifesto pedindo desculpas pela defesa do apartheid pela empresa, em comunicado endereçado ao bispo ativista Desmond Tutu.

De resto, Veja continuará no seu conservadorismo, com reportagens pedantes sobre saúde, e com a badalação de figurinhas reacionárias, como Romeu Tuma Jr., além de outras ridicularidades, como as do feroz Reinaldo Azevedo. Com direito a pilhas de exemplares encalhando pelas bancas de todo o Brasil.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

IPHAN INSISTE EM PROCURAR SERVIDORES "MATEMÁTICOS"


O cacoete continua. Desde 2007, quando o IPHAN realizou sua primeira seleção depois de 2005, seu programa de prova insiste em manter a matéria de raciocínio lógico-quantitativo para todos os candidatos, independente de qual formação do candidato envolveria tal matéria.

A seleção recente, a exemplo da de 2007, é destinada ao PAC das Cidades Históricas, que é uma parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal que se destina ao patrimônio histórico e cultural.

As organizadoras mudaram nesses seis anos em que o IPHAN parece querer atrair mais matemáticos do que conhecedores de patrimônio histórico, e até agora não houve um concurso como o de 2005, que, com todas suas falhas, pelo menos enfatizava o conhecimento patrimonial e não uma forma matemática de pensar as coisas (que é o tal raciocínio lógico-quantitativo).

A primeira organizadora foi a ESAF, Escola de Administração Fazendária, ligada ao Ministério da Fazenda, que independente da natureza do concurso, exige sempre matemática no seu programa de seleção.

Diz a piada que, se a ESAF realizar o concurso de Miss Brasil, incluiria conhecimentos de Matemática numa de suas etapas eliminatórias. Se a atriz e também cientista especializada em matemática Danica McKellar (do seriado Anos Incríveis) fosse brasileira, teria ganho o concurso, e não só pela sua beleza deslumbrante e sedutora.

Em 2009, foi a vez da Universa, uma organizadora iniciante e um tanto atrapalhada, e o concurso foi geral e não destinado ao PAC das Cidades Históricas. Mesmo assim, a exigência de raciocínio lógico pesou mais do que até mesmo a de conhecimentos das especialidades do IPHAN, exigidos de maneira bem superficial.

Agora é a vez do IADES, Instituto Americano de Desenvolvimento, e desta vez as áreas são mais específicas e próximas das exigências "matemáticas": logística, arquitetura e engenharia. Tudo bem. Mas a exigência ganhou outro peso: a da experiência profissional de três (logística) e cinco anos (as demais), além de titulação de pós-graduação para estas duas.

Daí que não dá para reclamar quando ocorrem casos como em Salvador, quando foi escolhido para Superintendente do IPHAN um jovem que não entendia muito de patrimônio, e que resistiu em pedir a recuperação do Centro Histórico, achando que não deveria mexer em prédios antigos, mesmo quando eles sofrem riscos de desabamento ou estão em ruínas.

É certo que os cursos de patrimônio histórico promovidos pelo IPHAN para  reciclar ou aperfeiçoar seus servidores adiantam, mas não seria melhor atrair para os quadros funcionais gente que realmente entenda de patrimônio histórico? Tem muita gente que pensa que "patrimônio imaterial" tem a ver com fantasmas e que passa no concurso porque entende de Matemática.

Seria melhor que o IPHAN se mexa e realize concursos para novos quadros de acordo com suas exigências. O concurso promovido pelo IADES termina amanhã. Resta agora planejar um novo concurso geral. Que ele não inclua Raciocínio Lógico, Matemática nem similares e que exija realmente o que interessa: conhecimento sobre patrimônio histórico e as áreas relacionadas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

PATRÕES TÊM MENOS PREPARO PARA O LAZER DO QUE SEUS EMPREGADOS AO TRABALHO


A denúncia pode parecer sem importância, mas é de extrema gravidade. Executivos, empresários e profissionais liberais, que geralmente adotam posições de comando na vida profissional, exercendo liderança e capacidade de organização, são mais despreparados para o lazer do que seus subordinados estão para funções de trabalho.

É só perceber como se comportam os homens de negócio, médicos, advogados, engenheiros, diretores de jornalismo, economistas e similares quando estão fora de sua carga horária de trabalho. Como numa reunião social de fim de semana ou mesmo numa festa infantil associada aos filhos desses indivíduos.

A situação parece normal, mas é um grande desastre. Empresários, executivos e profissionais liberais, além de seus respectivos cônjuges, se limitam a sentar e conversar alguma coisa, sem se preocuparem com a diversão que poderia revigorar suas mentes para uma nova semana de trabalho.

Em vez do espírito recreativo, homens e mulheres nessas condições chegam mesmo a "queimar demais" suas mentes para darem a impressão de que são pessoas boas e inteligentes. As conversas variam entre queixas menores de fatos cotidianos - como buracos nas ruas, por exemplo - ou conhecimentos genéricos consumidos na imprensa e na mídia de poucos dias atrás.

Quando há um contexto para a diversão, ela se perde em dois contextos inúteis para o revigoramento das emoções, da capacidade de raciocínio e até mesmo para o desempenho da criatividade. Geralmente o lazer desses profissionais não é participativo, mas meramente contemplativo, ou, quando muito, um lazer coadjuvante, feito mais para agradar pessoas mais jovens, como os filhos de fulano etc.

A maior parte das atividades de lazer é meramente contemplativa, como turismo e assistir a partidas esportivas. Mas mesmo o lazer participativo como jogar baralho ou praticar tênis não ajuda muito, porque são atividades que não afetam muito o espírito sisudo dessas pessoas, antes ajudassem no desenvolvimento do raciocínio sem no entanto estimular o relaxamento e a criatividade mentais.

Um exemplo constrangedor é ver que tais adultos, acostumados com a liderança autônoma no trabalho, precisam da "ajuda" de crianças ou adolescentes para participar de alguma brincadeira. Os adultos não brincam por conta própria, eles precisam sempre da presença de crianças e adolescentes, sobretudo seus filhos pequenos, para se divertirem dessa forma, e geralmente só para agradar a garotada.

Mesmo as caminhadas são feitas com a mente sedentária. É só observar muitos desses profissionais, quando caminham nos calçadões das praias, apresentam um semblante pesado, como se estivessem acabados de sair de uma reunião de negócios ou da consulta com um cliente, sócio ou paciente. Nem o céu azul representa um estímulo para tais pessoas derem algum sorriso.

Outros eventos, como festas de gala, reuniões formais e passeios em lanchas ou navios - incluindo cruzeiros marítimos, embora esses estejam cada vez mais banalizados com a adesão dos "novos ricos" - , também não ajudam no "arejamento" espiritual de empresários, executivos e profissionais liberais, que, sem saber, podem estar sobrecarregando demais suas mentes nos horários de lazer.

Isso só não parece uma violenta gafe porque, aparentemente, várias pessoas se solidarizam com a mesma prática. Mas é um tipo de lazer constrangedor, que se torna inútil para a recuperação das energias desses profissionais, perdidos entre "a busca da adrenalina" e da "agilidade motora" que estejam dentro de seus limites da sisudez e da formalidade adultas.

Só que esse procedimento, além de ser vergonhoso diante da capacidade de seus subordinados estarem tão mais preparados para o lazer e para o trabalho, pode representar, no futuro, um desgaste mental violento para empresários, executivos e profissionais liberais.

É justamente o seu desempenho medíocre e sofrível na hora do lazer que, a longo prazo, traz doenças como os males de Halzeimer e Parkinson e agrava os efeitos causados pelos vários tipos de câncer. Além disso, a pouca intimidade com o lazer é um grande despreparo para a rotina de vida que se espera na aposentadoria, o que faz com que o lazer futuro se torne tedioso e cansativo.

Com isso, pessoas consideradas "de sucesso" acabam tendo, na verdade, um estilo de vida completamente sem graça e cuja vida futura, na aposentadoria, estará longe de representar qualquer avanço na qualidade de vida. Infelizmente, a "melhor idade" é uma letra morta na vida amadurecida das pessoas de liderança e "sucesso".

sábado, 7 de dezembro de 2013

PÃO DE MILHO, TIPO O FEITO NA BAHIA, AINDA INEXISTE NO MERCADO DO RJ



Há cerca de um ano publicamos um texto descrevendo a falta de um pão de milho, como se faz na Bahia, no mercado do Rio de Janeiro e de Niterói. Até agora, o problema continua, de forma inexplicável, sobretudo numa cidade de péssima logística como Niterói.

Os pães de milho produzidos no Grande Rio são de outro tipo, mais próximos de uma broa do que de um pão tipo brioche (que é o que é feito no mercado soteropolitano). Alguns até desnecessariamente fatiados, porque pães de milho não têm a mesma consistência que se vê nos pães-de-forma, por esfarelarem com mais facilidade.

Tanta coisa da Bahia é exportada para o Rio de Janeiro, e mesmo o que não devia, como é o caso de eu ter ouvido alguns automóveis tocarem o "pagodão" e o arrocha baianos, e no entanto não se vê o pão de milho baiano, ou melhor, o brioche de milho, tão delicioso e que combina bem com café, chá ou mesmo uma bebida láctea ou uma vitamina preparada em pó.

É certo que, em contrapartida, é raro encontrar bisnagas (pães franceses em tamanho alongado) em Salvador, mas elas já começam a rarear até mesmo em Niterói. Mesmo assim, parece ser mais fácil encontrar bisnagas em Salvador do que brioches de milho em Niterói.

Tem até uma padaria no bairro soteropolitano dos Barris que vendia um pão em bisnaga de qualidade. Pelo menos é o que eu via até 2008, quando vivi na capital baiana. Ela se situa na Rua General Labatut, do caminho da Rua do Salete para a Biblioteca dos Barris.

Mas também há casos em que, na terra do cacetinho (como é conhecido o pão francês em Salvador), uma rede como a Perini vende um "cacetete", uma bisnaga ruim por não ser macia por dentro nem crocante por fora, mas dura e queimada. E ainda dão saudades os pães franceses feitos pela extinta rede de supermercados Alimentare, com receita e sabor impecáveis.

Seria melhor os padeiros se mexerem, usarem a criatividade e não se contentarem em oferecer o "básico do básico" que, de básico demais, acaba ficando abaixo do básico, já que as necessidades humanas se ampliam.

Portanto, que voltem os pães franceses do padrão Alimentare em Salvador (e que possam vir para cá, no Grande Rio também), e que venham os brioches de milho para todas as padarias da região metropolitana do Rio de Janeiro. A freguesia agradece.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA MORRE AOS 95 ANOS EM TSHWANE

 

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Guerrilheiro e ativista, Nelson Mandela foi um dos mais importantes militantes contra o regime de separatismo racial que durante muitos anos dominou a política da África do Sul. Ficou preso durante 27 anos e, anos depois de ser libertado (1990), foi eleito presidente do país. Ultimamente ele estava muito doente e faleceu em consequência do agravamento de sua infecção pulmonar.

Nelson Mandela fica como um dos símbolos da luta pelos direitos humanos, tornando-se um personagem histórico de grande importância entre os movimentos ativistas do mundo inteiro.

Nelson Mandela morre aos 95 anos em Tshwane

Do portal Vermelho

Morreu nesta quinta-feira (5) aos 95 anos o ex-presidente da África do Sul e eminente lutador contra o regime de segregação racial do apartheid no país, Nelson Mandela, segundo anunciou no início desta noite o presidente do país, Jacob Zuma, em Tshwane, nome local da cidade de Pretória, capital do país.

Segundo informações médicas, desde 26 de junho Mandela se encontrava em "estado vegetativo permanente". Ante o estado crítico de Mandela, os médicos aconselharam aos familiares na época que desligassem as máquinas que mantinham vivo o ex-presidente.

Em 8 de junho Mandela sofreu uma piora em seu estado de saúde, com uma infecção pulmonar que o fez retornar ao hospital em "estado grave mas estável".

Era a segunda vez em dois meses que o ex-presidente sul-africano era hospitalizado por causa do mesmo problema de saúde que o fez ser internado em março de 2013 e dezembro de 2012.

Mandela passou três semanas em um hospital de Tshwane e posteriormente foi submetido a uma operação de extração da cálculos biliares.

Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul e lutou durante décadas contra o regime de segregação racial do 'apartheid', imposto pela minoria branca euro-sul-africana.

Em 1990 foi libertado depois de cumprir 27 anos de prisão, por sua luta contra o regime racista da África do Sul, isso fez com que recebesse o Prêmio Nobel da Paz em 1994.

KERI RUSSELL ESTÁ SOLTEIRAAAAA!!!!!!!!


A estonteante atriz Keri Russell está solteira. Ela e o marido Shane Deary já viviam separados há alguns meses, mas somente decidiram anunciar o fim do casamento de sete anos agora.

Numa edição recente da revista Capitol File, Keri aparece sem aliança na mão esquerda e na entrevista enfatizou sua vida com seus dois filhos, River, de seis anos, e Willa, que fará dois anos este mês.

Keri é considerada uma das mais fascinantes e sedutoras atrizes de sua geração, tendo se destacado no seriado de TV Felicity. Atualmente ela está no seriado The Americans.

A separação de Keri e Shane é amigável. Os dois estavam casados há sete anos.

PREZUNIC AINDA NÃO REPÔS FARINHA DE COPIOBA BAIANA


Até agora, a rede de supermercados Prezunic não repôs os estoques da marca baiana de farinha de copioba Torradinha da Bahia, apesar de ser do mesmo dono da rede de supermercados G. Barbosa, sediada em Salvador.

A seção de farinha continua estagnada, com as marcas Granfino, Chinezinho e Tipity monopolizando o mercado, só competindo com a marca Vascaína, de Santa Catarina. Só que o Sul é conhecido por sua farinha de péssima qualidade, que mais parece uma farinha de trigo ruim cozida.

O mercado fluminense de farinha é até melhor que o do Sul, mas bem inferior ao do Nordeste. E a farinha de copioba é um tipo diferente de farinha de mandioca, que quase não há no mercado sudestino, pelo menos o do Rio de Janeiro. E a farinha nordestina é considerada de produção artesanal, tendo maior qualidade e sabor.

Não dá para entender, ainda, por que o Prezunic ainda não se dispôs a repor a farinha Torradinha da Bahia, mesmo com as chances de permuta com o G. Barbosa. Além disso, a farinha Vascaína não está tendo bom retorno de vendas. E nem a farinha de mandioca da marca Yoki teve o estoque reposto. Só tem a Vascaína e as marcas dominantes no mercado fluminense.

Isso é mal. Sobretudo em Niterói, cidade conhecida pela péssima logística de produtos. Só falta termos que comprar pela Internet a farinha de copioba que tanto faz falta no mercado fluminense e que poderia muito bem ensinar aos produtores do Estado do Rio de Janeiro como fazer uma farinha de modo artesanal e com muito sabor.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ENQUANTO BRASIL VAI DE "SERTANEJO-OSTENTAÇÃO", LUCY HALE INVESTE NA MÚSICA DE RAIZ DOS EUA


Enquanto o Brasil aposta no tal do "sertanejo-ostentação", depois de tão gasto e desgastado - e desmoralizado - rótulo de "sertanejo universitário", uma conhecida atriz norte-americana mostra seu talento de cantora e compositora apostando nas raízes da country music daquele país.

Primeiro vamos para o pior. Anteontem o jornal O Globo escalou o jornalista Sílvio Essinger - que, em outros tempos, fazia cobertura de coisas legais da música estrangeira ou do Rock Brasil - para escrever sobre a mais nova moda dos breganejos brasileiros, o tal "sertanejo-ostentação".

Numa época em que Chitãozinho & Xororó, pioneiros no empastelamento da música caipira, são acusados pela Justiça por terem explorado e depois demitido um músico de sua banda de apoio, seus herdeiros mais recentes nem fingir de caipiras ou de falsos sócios do Clube da Esquina se interessam em fazer.

E o que se vê? Músicas falando de carro, bebedeira e garotas "saradas", que, pela evocação dos modelos de automóveis nos títulos das músicas, mais parecem jingles desses carros, que a gente até pergunta se a indústria automobilística não estaria patrocinando nomes como Israel Novaes, Cristiano Araújo e Gabriel Valim, os ídolos dessa onda breganeja.

Será que a intelectualidade cultural "mais bacana", afeita a defender os ídolos bregas de todas as gerações (pode ser Waldick Soriano ou Mr. Catra), terá coragem de definir Israel Novaes como "guerrilheiro bolivariano", "gênio visionário" ou "ícone libertário do povo brasileiro"?

Talvez sim. Depois que certos intelectuais "de nome", muito badalados no seu meio, adotaram até Thiaguinho como contraponto à furiosa campanha de nossa intelligentzia para destruir a MPB autêntica, "demonizada" pelo episódio do movimento Procure Saber, imagina-se que façam qualquer coisa, até chamarem a Mulher Melancia de "nova Elis Regina".

Mas saindo desse inferno de cafonas reciclados ou repostos numa logística furiosa de reposição e multiplicação de estoques, nos EUA a coisa é diferente. Embora se tenha uma Lady Gaga insossa que só se preocupa em produzir factoides, lá fora se investe bastante em alternativas que façam diferença quando o critério é fazer música.

E uma ótima e grata surpresa está na atriz que integra o seriado juvenil Pretty Little Liars, a belíssima, deliciosa e supergracinha Lucy Hale. Geralmente não é tendência atores e atrizes se derem bem na música, mas no caso Lucy pretende fazer algo sério e consistente como cantora e compositora, eventualmente arriscando um violão.

Lucy Hale optou por fazer country music, a música rural estadunidense que faz parte das raízes culturais da potência mundial. Lucy se identifica com o country, e afirmou que pretende fazer algo que possa durar como música a ser ouvida na posteridade.

Pela amostra que se deu, Lucy se deu bem. Ela tem uma excelente voz e suas músicas expressam uma qualidade simples e agradável de se ouvir. Parece um som sem pretensões, e isso é bom. Porque assim Lucy pode fluir naturalmente como artista, e fazer somente o que seu coração manda.

Para uma música, como a country music, que andava sofrendo diluições comerciais profundas - muitas anulando as ousadias que o Nashville Sound lançou há mais de 50 anos, e que abriram caminho para o country rock - , a preocupação de Lucy Hale em recuperar a essência da música rural estadunidense é muito gratificante. As músicas são "You Sound Good to Me" e "Kiss Me".

Seja bem vinda à música, Lucy!


domingo, 1 de dezembro de 2013

DONO DA KISS FM PODE RETOMAR TV EXCELSIOR


A TV Excelsior, emissora de televisão que marcou a década de 1960 e que, mesmo em boa situação financeira, foi lacrada pela ditadura militar pelo simples fato do seu principal dono, Mário Wallace Simonsen, ser aliado de João Goulart e Leonel Brizola, poderá voltar ao ar em breve.

A presidenta Dilma Rousseff deve assinar, daqui a alguns dias - a data ainda não foi acertada - o decreto que anistia a TV Excelsior, anulando a cassação feita em 30 de setembro de 1970 pela ditadura militar, já anos depois de Mário Wallace ter se suicidado, deprimido com o fim da sua companhia aérea Panair e com a perseguição que a ditadura fazia contra ele.

Atualmente, o espólio da TV Excelsior, sob razões ainda não esclarecidas, está nas mãos do empresário paulista Paulo Abreu, dono de várias rádios paulistanas, como Mundial FM e a rádio de rock Kiss FM.

Paulo, no entanto, não conseguiu até agora achar espaços na TV aberta. Ele pensa em entrar no Canal 3. As antigas frequências da Excelsior, como o canal 2 carioca e o canal 9 paulistano, foram preenchidos por outras emissoras, sendo as atuais respectivamente a TV Brasil (educativa) e a Rede TV!.

Para que o decreto seja assinado, será preciso esperar os ajustes técnicos para possibilitar a entrada da Excelsior no Canal 3. Este canal costuma provocar interferência em emissoras vizinhas - canais 2 e 4 - na televisão analógica.

A TV Excelsior foi conhecida por ser a primeira emissora de televisão a adotar uma grade padrão de programação, distribuindo atrações em horários fixos para exibição de filmes, novelas, jornalísticos etc.

A emissora também foi notabilizada pelo sucesso do programa Brasil (Ano Corrente), que a atriz e diretora de teatro Bibi Ferreira lançou na emissora, um programa de auditório que alternava entrevistas com personalidades brasileiras e atrações musicais nacionais. O programa teve quatro temporadas anuais: Brasil 60, Brasil 61, Brasil 62 e Brasil 63, conforme o ano em questão.

A emissora também foi a primeira a testar a televisão a cores, dez anos antes de sua implantação oficial no Brasil. Isso porque, já em 1962, o programa Moacir Franco Show, apresentado pelo famoso ator e cantor, havia sido o primeiro programa usado no teste. Outros programas, como o humorístico-musical Times Square, também foram testados.