segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SEM QUERER, IBOPE ADMITE BAIXA AUDIÊNCIA DE FMS DURANTE TRANSMISSÕES ESPORTIVAS


Dias depois dos barões da mídia comemorarem a supremacia do rádio FM através da autorização do Governo Federal para a migração das AMs para a Frequência Modulada, o Ibope, sem querer, admitiu em pesquisa que as FMs contam com baixíssima audiência durante as transmissões de partidas de futebol.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto revela que 68% dos torcedores de futebol prefere assistir a partidas de futebol sentados em bares e vendo televisão do que ir a um estádio torcer pelo respectivo time.

Embora a pesquisa confronte a questão da frequência dos estádios com a de bares e botequins, o que está por trás disso também é a concorrência maciça que a televisão já exerce sobre o rádio FM, que mal pôde comemorar, tempos atrás, a derrota sobre as AMs no mercado radiofônico.

Isso porque, enquanto nos estádios a maior parte dos torcedores sintoniza os aparelhos de rádio - embora, aos poucos, a televisão também começa a pegar nos telefones celulares - , os que ficam nos bares se servem dos aparelhos de televisão instalados nos bares, restaurantes e botequins que já transmitem partidas esportivas exibidas sobretudo em canais de TV por assinatura.

Há tempos isso ocorre em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Mas mesmo na Bahia a televisão já começa a derrubar o império regional dos barões da mídia locais - como Mário Kertèsz, Pedro Irujo e Marcos Medrado - que há décadas investia no "Aemão de FM".

Portanto, o rádio FM, muito antes de declarar como definitiva sua supremacia sobre o rádio AM que hoje caminha à extinção, já sofre derrotas piores do que a sofrida pela Amplitude Modulada, já que hoje a força maior da audiência nas transmissões de futebol está na televisão e na Internet.

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