sábado, 30 de novembro de 2013

ANTIGA BANDA DO DJ FATBOY SLIM NÃO TOCAVA SÓ "A MELÔ DO PAPEL"

O GRUPO BRITÂNICO HOUSEMARTINS, COM NORMAN COOK, O DJ FATBOY SLIM, NO ALTO À DIREITA.

Mais uma das gafes das rádios de pop adulto, aquelas que levantam a bandeira da "boa música", do "bom gosto" e do "requinte cultural", mas que só tocam o hit-parade mais mofado, independente da qualidade musical de seus sucessos.

Desta vez, é a divulgação do excelente grupo The Housemartins, uma das brilhantes bandas de rock alternativo do Reino Unido, de brevíssima existência - durou de 1983 a 1988 - e que teve um LP lançado no Brasil, o segundo deles, The People Who Grinned Themselves To Death, de 1987.

O grupo é conhecido pela música "Build", jocosamente apelidada de "A melô do papel", por causa do refrão que inclui a vocalização "Pa-pa-pa-pa-pel", mas é injusto reduzir o grupo a essa música e defini-lo, na cara dura, como one hit wonder.

Além do LP lançado no Brasil, o grupo teve outro LP, London 0 Hull 4, de 1986. Os Housemartins tiveram sua formação centralizada nos guitarristas Paul Heaton, também vocalista, e Stan Cullimore.

Mas o baixista da segunda formação, Norman Cook, é figura muitíssimo conhecida através de seu pseudônimo, como DJ, Fatboy Slim. Através desse projeto, ele se apresentou no Brasil e esteve presente até mesmo em Salvador. Mas, como integrante dos Housemartins, Cook também era um brilhante baixista, além de arriscar nos vocais de apoio.

Os Housemartins eram um ícone do chamado regressive rock, movimento inglês que resgatou elementos do rock melodioso da primeira metade dos anos 60. O Wedding Present, que havia sido extinto em 1997 e voltou à ativa em 2004, sempre com David Gedge à frente, também é outro ícone dessa tendência.

Em sua breve existência, os Housemartins eram comparados frequentemente aos Smiths, pela qualidade melódica impressionante. Norman Cook tocava baixo com a mesma agilidade criativa de Andy Rourke, o ex-Smiths que também hoje é DJ (mas mantendo o nome artístico dos tempos da banda de Morrissey e Marr).

Os Housemartins eram também influenciados no vocal doo wop, e algumas das canções eram cantadas em coral por todos os membros. Além de "Build", outras canções marcantes da banda são "We're Not Deep", "Five Get Over Excited" e "Me and the Farmer".

A Fluminense FM tocava "Build", mas também divulgava essas e outras músicas dessa banda da cidade inglesa de Hull, pouco conhecida fora do Reino Unido. Além do segundo LP, a discografia brasileira dos Housemartins se limita também a uma coletânea lançada em 2004, The Best of Housemartins.

Portanto, para quem se "delicia" - se é que passividade significa deleite - com o já mofado rádio FM brasileiro, e pensa que as rádios de pop adulta são o supra sumo da cultura elevada, é bom deixar claro que tais rádios cometem muita injustiça, superestimando muitas porcarias e subestimando verdadeiras preciosidades. Se isto é "alto nível", então algo está errado.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O MISTERIOSO IMPASSE SOBRE A RÁDIO CIDADE DO RJ


Depois da saída da Jovem Pan 2 dos 102,9 mhz do Rio de Janeiro, atualmente toca uma emissora só com repertório musical chamada "102,9 FM". A marca Rádio Cidade, segundo algumas fontes, tem tudo para voltar à frequência, mas a situação não é tão simples quanto parece.

No Facebook, discute-se o rumo da frequência de diversas formas, uns com deslumbramento, outros com ceticismo. Há uma turma que julga como "certa" a volta da Rádio Cidade pseudo-roqueira que esteve no ar entre 1995 e 2006 (sendo a partir de 2000 como afiliada da paulista 89 FM) e já fazem apostas que a volta se dará no próximo mês ou no começo de 2014.

Por outro lado, há a turma que anda cética, e entre seus membros vários que prefeririam que a Rádio Cidade voltasse seguindo o perfil pop de 1977 a 1984 de forma atualizada (ou seja, tocando nomes como Daft Punk, Beyoncè Knowles, Pollo, Demi Lovato e Jota Quest). Mas esse pessoal afirma que as chances de voltar o nome "Rádio Cidade" estão cada vez mais remotas.

Os "roqueiros otimistas" chegam mesmo a fazer listas de sugestões de bandas para serem tocadas. Alguns "viajam demais" e pedem bandas mais "difíceis", confiando demais na figura do "radialista-mordomo", aquele que supostamente é receptivo até mesmo às propostas mais inusitadas.

Eles ignoram que, mesmo sob o rótulo "rádio rock", uma rádio comercial como a Rádio Cidade terá sérias limitações de divulgação. Esqueça quem espera que tocarão nomes mais alternativos e "difíceis". Se bem que a desculpa do "rock novinho", eufemismo para quem só quer ouvir o hit-parade do gênero, foi meio deixada de lado pelos "roqueirinhos" pró-Rádio Cidade.

Os mais realistas, porém, afirmam que o nome "Rádio Cidade" não volta mais, que a frequência está aguardando a entrada de uma nova rede - fala-se até mesmo da Rádio Disney, aquela que no Brasil é representada pelo filho do ex-presidente FHC - a qual o Sistema Rádio Cidade de Rádio está receptiva para negociação.

Portanto, nada está fechado ainda, apesar dos "roqueirinhos" estarem com a certeza absoluta da volta de sua radiozinha preferida. Pode ser que ela não volte, apesar das "garantias". Espera-se que não, porque o que a Rádio Cidade fez com a cultura rock foi de uma crueldade que nem as delegacias de polícia são capazes de fazer quando prendem qualquer roqueiro na rua.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CANTOR DE "STEPPIN' OUT" JÁ FEZ SOM TIPO GREEN DAY


Grande burrada das rádios de pop adulto no Brasil. Quem escuta essas rádios FM deve imaginar que o cantor Joe Jackson, do sucesso "Steppin' Out", não passa de um inexpressivo one hit wonder (ou seja, cantores conhecidos por uma música só) e por isso de baixíssima reputação e conceito.

Chega a ser risível, porque Joe Jackson chega a ser tratado como alguém mais insignificante que os Haddaway, Glen Medeiros, Gregory Abbott e Brian McKnight que estão em "alta rotação" nessas rádios de "boa música". No entanto, quem é melhor informado sabe que Joe é um artista bem superior e cujo valor vai muito além de "Steppin' Out", seu sucesso de 1982.

Em atividade até hoje, Joe Jackson - que carrega o fardo de ser homônimo e ter menos visibilidade que o pai de Michael Jackson - é um cantor, compositor e multi-instrumentista inglês, que nos anos 80 também foi bastante tocado na rádio de rock Fluminense FM, de Niterói.

A Flu FM tocava "Steppin' Out", mas com muito menos frequência. Ela tocava mais o sucesso jazzístico "You Can't Get What You Want", além de tocar também a música de Suzanne Vega, "Left of Center" (da trilha do filme Pretty in Pink), que conta com a participação dele no piano, entre outras canções com sua participação.

Mas o mais curioso é quando a rádio tocava a fase mais rock - de tendência new wave e quase punk - de Joe Jackson, anterior a "Steppin' Out", com músicas tipo "I'm a Man" e "Sunday Papers", lançadas entre o fim dos anos 70 e o começo dos anos 80.

Aí o cara que só ouvia rádios FM "adultas" - que o amigo Marcelo Delfino oportunamente define como "gagá contemporâneo" - surpreende ao ouvir essa fase roqueira de Joe Jackson, que lembra bastante as músicas que o cara já ouvia em bandas um pouco mais recentes como o Green Day.

Nessa época Joe Jackson gravava desde o rock vigoroso ao gosto dos skatistas - a expressão skateboard (como a prática de skate é conhecida em inglês, já que "skate", nesse idioma, corresponde a patinação) é citada em "I'm a Man" - até mesmo reggae. E quem estivesse sintonizado nos 94,9 mhz nos anos 80 podia em algum momento ouvir uma música desta fase.

Depois, Joe Jackson passou a fazer um som mais para o pop eletrônico, como em "Steppin' Out", e em seguida requintou sua música para o jazz, incluindo influências do jive de Cab Calloway, e para a música erudita mesclada com elementos pop. Até hoje em atividade, Joe Jackson é ignorado pelas emissoras de rádio que pensam que ele fez só "Steppin' Out".

Quanta desinformação. Depois ficam dizendo que o FM brasileiro está em alta.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PORTAL JUST JARED JR. TEM PROBLEMAS EVENTUAIS DE CARREGAMENTO


O portal Just Jared Jr., subsidiário do Just Jared dedicado a ídolos infanto-juvenis, sofre há algum tempo sérios problemas de carregamento. Em vários horários, o portal simplesmente parece estar fora do ar, porque, depois da tentativa de carregamento, aparece uma mensagem de aviso de que o portal não foi carregado.

O Just Jared Jr. é um dos responsáveis pela divulgação de atores e atrizes emergentes, muitos participantes de elencos de longa-metragens ou seriados dedicados ao público adolescente ou infantil, e foi um dos que anteciparam a projeção de celebridades como Emma Watson, Taylor Swift e Zac Efron.

O problema de carregamento dificilmente atinge o portal-matriz, Just Jared, embora ele tenha sofrido das suas uma vez ou outra. Mas o Just Jared Jr. sofre constantes problemas desse tipo, principalmente no período da manhã.

Será porque seu número de visitas é excessivo para a capacidade de visualização do portal? Ou será que é algum problema técnico do servidor do Just Jared Jr.? O servidor do Just Jared Jr. é o mesmo que o Just Jared? Tudo indica que sim, embora um sofra sérios problemas de carregamento e o outro só raramente.

Espera-se que o servidor resolva os problemas técnicos do Just Jared Jr., que é um espaço de divulgação para vários astros da música, do cinema e até dos esportes do futuro.

domingo, 24 de novembro de 2013

TRAGÉDIA DE BRITTANY MURPHY ESTÁ RELACIONADA A PROBLEMAS DO MARIDO


Pelos rumos e rumores que se relacionam ao antes e depois da tragédia de Brittany Murphy, conclui-se que o casamento dela com o produtor e roteirista inglês Simon Monjack foi uma relação infeliz. Se a tragédia não tivesse acontecido em ambos, o casal já teria se separado em 2010.

Analisando todos os acontecimentos do final da vida de Brittany, nota-se uma grande diferença em relação aos anos felizes vividos pela atriz pouco antes. Entre 2001 e 2006, a vida pessoal de Brittany parecia tranquila e tendia para uma ascensão sem problemas, com a atriz fazendo filmes de sucesso.

Foi nessa época que ela fez trabalhos como Recém-Casados (Just Married), Grande Menina, Pequena Mulher (Uptown Girls), Sin City - Cidade do Pecado (Sin City) e, como dubladora, o filme de animação Happy Feet.

Brittany parecia bem, e tudo era sucesso para ela, seja como estrela convidada do humorístico Saturday Night Live, seja na participação de eventos da MTV, seja pelos prêmios que recebia, como dubladora de Luanne Platter no seriado de animação O Rei do Pedaço (King of the Hill), seja pela excelente voz que ela fez para o sucesso de Paul Oakenfold, "Faster Kill Pussycat".

Profissional ou pessoalmente, Brittany conviveu com atores como Alyssa Milano, Eva Longoria, Ashton Kutcher (que foi namorado dela), Dakota Fanning e Jack Black. Tinha uma produtora, BAM Productions e projetos pessoais que incluíam fazer filmes mais diferenciados e iniciar uma carreira paralela de cantora e compositora.

Até 2006, nota-se que Brittany Murphy estava em alta, e se destacava em páginas de celebridades como uma estrela em ascensão, elogiada não só pelo seu talento quanto pela beleza deslumbrante, pela sua simpatia e pela sua jovialidade.

De repente, a partir de 2007, quando conheceu o inglês Simon Monjack, parece que tudo virou pelo avesso. A atriz passou a acompanhar o marido no vício de remédios, perdeu destaque na mídia e sua carreira rumou para trabalhos menos expressivos. De destaque mesmo, Brittany só prosseguia no seu trabalho de dublar Luanne Platter.

Fora isso, a atriz passou a ter dificuldades para obter novos trabalhos, foi boicotada pelos executivos da Warner para o elenco de Happy Feet 2 e fez renascer os rumores da mídia sensacionalista que, em 2000, a classificaram de "drogada" só por causa de sua magreza.

A coisa desandou de tal forma que Simon foi até infiel à esposa, não poupando sequer a mãe da atriz, Sharon Murphy, que teria sido assediada pelo próprio genro. E, quando Brittany parecia ver a luz no fim do túnel, através do convite para participar do filme Os Mercenários (The Expendables), a tragédia a ceifou antes, aos 32 anos, em 20 de dezembro de 2009.

Tudo indica que, independente da tese de Brittany ter se matado ou ser morta por alguém - como apontam hipóteses baseadas em exames laboratoriais recentes - , a atriz sofreu sua tragédia sem relação direta com suas motivações, mas pelo vínculo que ela tinha com o marido, que faleceu meses depois, em maio de 2010, aos 40 anos, em circunstâncias similares ao da esposa.

Consta-se que Brittany pode ter sido morta por envenenamento por alguma advertência dada por algum desafeto de Simon Monjack, que pelas hipóteses mais recentes teria feito ameaças prévias ao casal. Não se sabe o motivo de tais desavenças, mas o acerto de contas provavelmente tinha relação direta com Simon, e não com Brittany, que só sofreu por ter sido sua esposa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

AS FÃS DE "PAGODE ROMÂNTICO" TENDEM A SER MAIS IMPRUDENTES NAS ESCOLHAS AMOROSAS


"Eu me apaixonei pela pessoa errada", diz o antigo sucesso do Exaltasamba, dos tempos em que era explicitamente brega, sem as pretensões de "samba sério" de hoje. Mas a música diz muito a respeito das fãs do gênero, conforme pesquisas feitas nas ruas e na Internet.

Das mulheres que apreciam as tendências musicais derivadas do brega, as que curtem o chamado "pagode romântico" ou sambrega tendem a ser mais imprudentes nas escolhas amorosas. São elas que se iludem facilmente no interesse amoroso por rapazes que necessariamente possuem uma aparência mais pacata e um estilo de vida mais caseiro.

Se as fãs de "sertanejo" e axé-music são mais cautelosas na escolha amorosa, preferindo rapazes de boa aparência do padrão "jogador de vôlei", e as funqueiras preferem homens mais robustos, as de "pagode romântico" parecem pouco preocupadas se os homens de aparência mais pacata correspondem realmente ao que elas esperam para a vida amorosa.

Várias dessas fãs chegam mesmo a se interessar por homens que, embora de aparência simples e um estilo de vida mais modesto, possuem uma personalidade difícil para o padrão de convívio que elas querem. Mesmo assim, elas não demonstram cautela, e acham que, sob o pretexto de "romper o preconceito" e "superar as diferenças", aceitam qualquer parada.

O grande problema é que, por trás disso, há uma verdadeira desvalorização do critério das afinidades pessoais. E que torna arriscado, para essas moças, aceitar qualquer homem que pareça "um bom rapaz" e que seja mais discreto ou avesso às agitações e confusões da vida noturna.

Entre outros transtornos, há o fato dessas mesmas moças preferirem ir às casas noturnas ou quadras de escolas de samba ver os seus ídolos do "pagode romântico" tocarem, em horários em que muitos desses rapazes preferem ficar em casa vendo filmes ou praticando jogos eletrônicos.

Além disso, muitos dos bens culturais apreciados por esses rapazes destoam muito do ideário piegas e inócuo que essas moças estão acostumadas a apreciar. Isso diz muito nas diferenças pessoais que, se não parecem muito claras no começo de uma relação, poderão se tornar sérias e graves com o decorrer do tempo.

Daí a imprudência. Ou talvez seja também uma atitude preconceituosa de moças que se dizem "sem preconceito". Porque ser mais seletivo também é perder o preconceito, porque mostra a consciência de desejo que as fãs de "pagode romântico" não costumam ter. E que, muitas vezes, as fazem se apaixonarem pelas pessoas erradas.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

SUPERMERCADOS EXTRA EM ICARAÍ, NITERÓI, ESTÁ UMA PORCARIA

NO FERIADO DE ONTEM, DIA 20, HOUVE FILAS LONGAS E LENTIDÃO NAS CAIXAS.

Os Supermercados Extra, na sua filial na Av. Sete de Setembro, em Niterói, continua uma porcaria. Sem reforma no seu assoalho, antigo há três décadas e apresentando rachaduras, a filial também peca pela péssima distribuição de suas instalações, além do péssimo atendimento.

No feriado de 20 de novembro, eu mesmo pude testemunhar as filas longas, como na foto acima que eu mesmo registrei. Filas longas, operadores de caixa lentos, que parecem estar namorando os teclados dos computadores que usam. É muito tempo de espera, enquanto mais gente se amontoa nas filas que parecem não andar, embora apenas andem muito lentamente.

A localização das caixas também é problemática. Imagine colocar caixas de supermercados debaixo do vão da escadaria para a garagem, quando poderia colocar, em vez disso, a instalação da TV por assinatura que tem por lá, mas é espalhada no corredor de entrada.

A sessão de padaria também está longe da panificadora - que fica junto à sessão de açougue - , o que causa problemas na hora do transporte dos pães. Mas, para piorar, baratas andaram passeando pelo balcão de pães, oferecendo ameaça à saúde de seus fregueses.

No mesmo Jardim Icaraí - considerado o sub-bairro mais modesto da região de Icaraí - , onde fica a filial do Extra, tem, uns quarteirões à distância, a filial do Império da Banha que realizou uma reforma exemplar. Uma reforma que o Extra se recusou a fazer e que faz a filial da Av. Sete um péssimo exemplo de supermercado.

A filial do Extra está pior do que muito mercadinho popular de subúrbio. Está na hora da filial se mexer, porque senão a imagem já desgastada da filial poderá piorar, e aí só não haverá perda de fregueses porque pela localização muita gente é obrigada a fazer compras no local. Só que muita gente irá reclamar por fora, e aí a gerência terá que assumir seus erros.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

LOCUTORA DA MPB FM FALA EM CIMA DE MÚSICA DOS TITÃS


Por volta de 12:30 h de hoje, a rádio MPB FM cometeu um vício que, em plena era de MP3 e das gravações musicais disponíveis na Internet, soa como se fosse uma gafe terrível.

No referido horário, a emissora estava tocando a música "Televisão", na gravação original de 1985 do LP homônimo, até que, na parte final da música, quando Arnaldo Antunes, então integrante da banda que fazia a voz principal na canção, fazia seu "ô-ô-ô-ô-ô" com os demais membros fazendo coro, quando a locutora interviu anunciando a música e falando amenidades.

Pressa dos operadores? Ou será que os operadores de rádio FM não vivem a era da Internet? Hoje é inadmissível emissoras de rádio mutilarem músicas com vinhetas ou falação de locutor em cima, algo que já é condenado pelos ouvintes há mais de 30 anos.

O vício de locutor falar em cima das músicas é tal que o humorista Jô Soares chegou a criar um personagem, interpretado por ele mesmo, satirizando os locutores que tagarelam quando mal é tocada uma canção.

Certa vez, em 2004, numa lan house em Salvador, estava ouvindo a Brasil 2000 FM, rádio alternativa de São Paulo já numa fase mais mediana, e aí veio um locutor engraçadinho (!), William Mayer, falando em cima em toda uma introdução de uma música do grupo de rock Hole, só "liberando" quando a vocalista Courtney Love começava a soltar sua voz.

Muitas rádios ditas "roqueiras" já foram derrubadas porque locutores falavam em cima das músicas, seja na introdução, seja no final. As "aventuras" da Rede Transamérica FM no segmento rock também foram desmoralizadas por causa disso. A Cidade FM, do RJ, e a 89 FM, de SP, também fizeram horrores despejando falação e vinhetas nos sucessos do rock tocados.

Mas isso não é um problema que incomoda somente nas rádios que exploram o rock. A falação em cima por parte de locutores ou a inserção de vinhetas em cima das músicas desmoraliza o rádio FM como um todo.

Os operadores de FM também não gostam de músicas com fade out (processo da música terminar com o volume abaixando, como se seu som continuasse mas se distanciasse de nós), ceifando as músicas logo na primeira abaixada de volume.

Ultimamente o pop convencional, por essas razões, praticamente eliminou o fade out por esses motivos. Até Madonna - cujo primeiro LP tinha todas as faixas terminando em fade out - praticamente abandonou essa técnica

Mas se até os locutores de uma 89 FM falam em cima até quando canções não terminam abaixando, é sinal que o rádio FM anda muito anacrônico. E ainda há gente que acha que o rádio FM brasileiro está supermoderno e que, tecnica, tecnologica e profissionalmente está na vanguarda da Comunicação brasileira. Quanta balela!

Que se preparem os comunicadores das emissoras AM que migram ou já estão no dial FM, que costumam guilhotinar músicas só tocando duas estrofes e dois refrões das mesmas, entre a introdução sob muita falação do locutor e com ele falando em cima já no meio da música, durante o solo instrumental, e depois a mesma é cortada bem antes do final.

Portanto, ponto negativo para a MPB FM, que até não costuma investir nessa prática infeliz de locutor falando em cima das músicas. Mas o que ocorreu há poucos minutos é constrangedor, e isso desmoraliza o rádio FM de tal forma que atualmente quem quer ouvir música em FM vai para o YouTube porque lá as músicas são registradas na íntegra. Com fade in, fade out e tudo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SEM QUERER, IBOPE ADMITE BAIXA AUDIÊNCIA DE FMS DURANTE TRANSMISSÕES ESPORTIVAS


Dias depois dos barões da mídia comemorarem a supremacia do rádio FM através da autorização do Governo Federal para a migração das AMs para a Frequência Modulada, o Ibope, sem querer, admitiu em pesquisa que as FMs contam com baixíssima audiência durante as transmissões de partidas de futebol.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto revela que 68% dos torcedores de futebol prefere assistir a partidas de futebol sentados em bares e vendo televisão do que ir a um estádio torcer pelo respectivo time.

Embora a pesquisa confronte a questão da frequência dos estádios com a de bares e botequins, o que está por trás disso também é a concorrência maciça que a televisão já exerce sobre o rádio FM, que mal pôde comemorar, tempos atrás, a derrota sobre as AMs no mercado radiofônico.

Isso porque, enquanto nos estádios a maior parte dos torcedores sintoniza os aparelhos de rádio - embora, aos poucos, a televisão também começa a pegar nos telefones celulares - , os que ficam nos bares se servem dos aparelhos de televisão instalados nos bares, restaurantes e botequins que já transmitem partidas esportivas exibidas sobretudo em canais de TV por assinatura.

Há tempos isso ocorre em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Mas mesmo na Bahia a televisão já começa a derrubar o império regional dos barões da mídia locais - como Mário Kertèsz, Pedro Irujo e Marcos Medrado - que há décadas investia no "Aemão de FM".

Portanto, o rádio FM, muito antes de declarar como definitiva sua supremacia sobre o rádio AM que hoje caminha à extinção, já sofre derrotas piores do que a sofrida pela Amplitude Modulada, já que hoje a força maior da audiência nas transmissões de futebol está na televisão e na Internet.

sábado, 16 de novembro de 2013

NEO-BREGAS E A EXPLORAÇÃO DOS MÚSICOS DE APOIO


Um episódio relacionado à música brega pode fazer refletir sobre sua supremacia no mercado e faz o caso Procure Saber parecer fichinha.

Afinal, o recente caso da dupla breganeja Chitãozinho & Xororó, condenada pela Justiça a pagar indenização a um ex-guitarrista demitido sem justa causa, mostra o quanto está por trás do mercado musical dito "popular", sobretudo na ala supostamente sofisticada dos neo-bregas que fizeram muito sucesso nos anos 90.

O caso junta Chitãozinho & Xororó a outros casos, como os de Ivete Sangalo, Chiclete Com Banana e Asa de Águia, acusados de exploração de músicos de apoio, que são reduzidos a meros empregados tratados de forma subordinada e injusta.

O Chiclete Com Banana, por ora comandado por Bell Marques (o grupo já tem vocalista substituto), foi o caso mais grave, quando o guitarrista Cacique Jonny, que apesar de aparentemente integrar a banda, nem era considerado sequer músico de apoio, mas "empregado", foi deixado à própria sorte mesmo quando passou a ficar gravemente doente.

Perto das posturas protecionistas dos artistas brasileiros do movimento Procure Saber e sua campanha contra as biografias sem autorização prévia de biografados ou herdeiros legais, a exploração de músicos de apoio por ídolos popularescos é um fato muito grave, sério demais para ser minimizado pelo rótulo de "popular".

Há também casos, até agora não divulgados oficialmente, de exploração de músicos e cantores em ritmos "populares" como o "forró eletrônico", o tecnobrega, o "funk carioca" e mesmo o "sertanejo universitário".

Já no "pagodão" baiano, derivado "popular" e "sensual" da axé-music, como ocorre também no "forró eletrônico", no tecnobrega e agora no "funk brega", existem os chamados "grupos com donos", conjuntos cuja liderança não cabe a qualquer de seus integrantes, mas aos empresários que os controlam com mãos de ferro.

O mercado do "funk", ritmo tão exaltado por uma elite de intelectuais como se fosse "ativismo sócio-cultural de verdade", também existe a exploração de empresários-DJs do ritmo com grupos de MCs e dançarinas dos quais os empresários também mandam e desmandam.

Há indícios de que, para evitar encargos salariais, alguns intérpretes funqueiros teriam assinado como "de sua autoria" sucessos que, na verdade, são compostos por empresários e produtores, como um consolo para ganhar, em direitos autorais, o que não ganharia em encargos e outras remunerações de maior responsabilidade. Isso requer investigação.

Com tudo isso, fica complicada para a turma brega-popularesca assumir uma postura "favorável" às biografias não-autorizadas, diante de escândalos que fazem a ferrenha defesa da privacidade por parte de nomes como Roberto Carlos e Chico Buarque parecerem brincadeira de criança.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

COM AUDIÊNCIA MENOR QUE A DECLARADA, RÁDIO GLOBO CARIOCA PRIORIZA O RÁDIO FM


Com uma audiência bastante inferior à registrada no Ibope - consta-se que são cerca de 20% dos dados oficiais -, a Rádio Globo do Rio de Janeiro decide aposentar a sintonia AM e já lança propaganda divulgando apenas a sintonia em FM: 89,5 mhz.

A emissora é um dos carros-chefes do hype do "Aemão de FM" em escala nacional, depois que o Governo Federal, atendendo à pressão dos empresários da telefonia móvel, decidiu aposentar o rádio AM transferindo as emissoras mais rentáveis para o dial FM.

Embora a medida seja anunciada com festejos em portais e colunas de rádio na Internet - geralmente pendendo para porta-vozes dos interesses empresariais - , a migração das AMs para o dial FM favorecerá a concentração de poder dos grupos de rádio e sepultará de vez a segmentação cultural, sobretudo musical.

Além disso, a concorrência de emissoras poderá levar a um colapso no mercado, prevendo novas demissões de profissionais por conta da baixa audiência que não é compensada pela manipulação de dados do Ibope.

Essa manipulação se dá sobretudo quando se calcula as sintonias individuais em ambientes coletivos - inclusive estabelecimentos comerciais - com o número de transeuntes e consumidores que se encontram no lugar, "anabolizando" a audiência para um único ouvinte que "atrai" para si milhares de pessoas que, na verdade, nem estão aí para a rádio que ele ouve.

Daí que muitas emissoras que são registradas como tendo mais de 15 mil ou até mesmo mais de 150 mil ouvintes, na verdade, possuem apenas de um sexto a até mesmo um sessenta avos da audiência registrada no Ibope.

Atualmente, mesmo as emissoras AM que já eram transmitidas também em FM sofrem de baixa audiência. Se hoje o rádio FM tem pretensões de ser o "novo AM", ele já sofre, em dose ainda maior, as dores sofridas pela Amplitude Modulada que, antes agonizante, agora caminha para seu falecimento.

Isso porque a concorrência da televisão, sobretudo durante as transmissões esportivas, e da Internet, simplesmente está derrubando muitas emissoras que transmitem em FM programação tipo AM, independente de serem retransmissoras ou não de AMs.

Dois exemplos da baixa audiência do "Aemão de FM" são a Rádio Metrópole, de Salvador, que não conseguiu eleger seu dono, Mário Kertèsz, para a Prefeitura de Salvador, em 2012, o que indica fraca influência que desmente a suposta popularidade da emissora.

Já a Rádio Bradesco Esportes FM, considerada "a última definição de Aemão de FM", demitiu vários profissionais devido à baixa audiência, o que não poupou sequer o filho do falecido jornalista Joelmir Beting, Mauro Beting.

Aparentemente, a Rádio Globo não teme crises de audiência e, por razões óbvias, não se incomodará em perder a concorrência nas transmissões esportivas para o canal de TV Sportv, até porque são do mesmo dono. No entanto, a força da Rádio Globo não é mais a mesma, já que seu formato tornou-se ao mesmo tempo anacrônico e diluído para adaptar-se ao comercialismo de FM.

Mas o que é certo é que o mercado do "Aemão de FM", mesmo abatendo por definitivo a Amplitude Modulada, já se encontra seriamente enfraquecido com a concorrência da Internet e da televisão, e sobretudo pela falta de adesão de pessoas que a cada dia estão ocupadas demais para ouvir rádio.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

BLOGUEIROS DO "FAROFAFÁ" RECORREM A ÍDOLOS "GLOBAIS" PARA CAMPANHA ANTI-MPB


Enquanto os analistas sérios de esquerda fazem duros e firmes questionamentos em relação ao poder da Rede Globo, a chamada "intelectualidade cultural média" associada às esquerdas mais frágeis adota uma postura hesitante em relação à influência da Globo na manipulação da cultura popular.

Influenciada pela intelectualidade alienígena formada nos quadros ideológicos da mídia reacionária, da qual um de seus ícones máximos é o jornalista Pedro Alexandre Sanches, essa visão destoa das críticas viscerais à "cultura de massa"que intelectuais conceituados do mundo inteiro fazem, sem poupar os tais "fenômenos populares".

Pois Pedro Alexandre Sanches e seu colega Eduardo Nunomura, responsáveis pelo blogue Farofafá - abrigado pelo portal da revista Carta Capital - , intensificando sua campanha contra a MPB por causa do episódio do Procure Saber, passaram a dar apoio a dois ídolos da atual geração brega patrocinados explicitamente pela Rede Globo, Thiaguinho e Luan Santana.

Pedro Sanches é considerado uma figura estranha no aparente esquerdismo intelectual. Dotado de posturas forçadamente progressistas, o tendencioso jornalista, cria do "higienista" Projeto Folha da Folha de São Paulo, nos anos 90, é um dos mais empenhados propagandistas da mediocrização cultural do país, a chamada "bregalização".

Tomado de posturas ora risíveis, ora bastante forçadas, do seu suposto esquerdismo, Sanches é ligado ao Coletivo Fora do Eixo, daí as bajulações ao PT (sobretudo ao Ministério da Cultura do governo petista) e a figuras tarimbadas do esquerdismo intelectual.

No entanto, muitos especialistas sérios já definem Pedro Alexandre Sanches como um neocon em potencial - "neocon" quer dizer neo-conservador - , em alusão às guinadas ideológicas que gente muito mais esquerdista que Sanches, como Marcelo Madureira, Arnaldo Jabor e Soninha Francine, tiveram em prol da direita ideológica.

O estranho Sanches, ao lado de Nunomura, passaram a definir Luan e Thiaguinho, figuras conhecidas em vários programas da Globo, como "artesãos populares", comparando-os a Odair José, ídolo da música brega endeusado pelos dois jornalistas.

O vínculo de Thiaguinho com a Globo é muito mais forte, desde quando ele foi lançado pelo programa Fama e sempre tendo ganho acesso fácil aos diversos programas da emissora. Noivo da estrela global Fernanda Souza, Thiaguinho ainda ganhou o cargo de apresentador de um programa num dos canais da Globosat e é figura conhecida sobretudo no Domingão do Faustão.

Portanto, adotar Thiaguinho como se ele simbolizasse a "música popular de esquerda" é o mesmo que promover o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, como patrono da campanha pela redemocratização dos meios de comunicação. Ou então transformar Ali Kamel em paraninfo do verdadeiro jornalismo investigativo dos movimentos progressistas.

A adoção de ídolos "globais" pelos dois blogueiros pseudo-esquerdistas tem como principal motivo o desespero de Sanches e outros intelectuais dominantes oriundos da Era FHC - como Paulo César Araújo - para derrubar a linhagem da MPB autêntica em ativa desde os anos 60 e instaurar a bregalização até mesmo nos redutos mais exigentes da genuína MPB.

De forma tendenciosa, Sanches costuma atrair o apoio dos chamados "malditos" da MPB ou da ala da MPB que não possui uma postura crítica enérgica em relação ao mercado, para reforçar suas teses em prol da bregalização do país.

Manipulador do discurso, Sanches tenta dar a impressão de que se opõe às forças dominantes do mercado e da mídia. No entanto, ele hoje acha que é possível manipular as forças progressistas de acordo com suas vontades.

O perigo é quando Sanches perder o controle da intelectualidade cultural e dos rumos da cultura popular brasileira - no momento afetadas pelo mercadão brega-popularesco apoiado pelos barões da mídia, pelo empresariado monopolista e até pelo latifúndio - e se tornar, no futuro, um neocon ferrenho. Por menos que isso, Arnaldo Jabor converteu-se a um reacionarismo rabugento.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PÚBLICO DA 89 FM E CIDADE FM "ROQUEIRAS" SE CONTENTA COM POUCO


Sob a desculpa de que preferem o "rock contemporâneo", os adeptos da 89 FM e da antiga "rádio rock" Rádio Cidade (RJ) - da qual existe uma campanha pela sua volta no Facebook - mostram que, em termos de cultura rock, eles se contentam com pouco.

Eles se conformam em ouvir apenas o hit-parade associado ao rock, desde que o som seja eficaz como trilha sonora de suas catarses emocionais. Mas a discriminação que passam a ter com o rock antigo mostram a total insegurança de irem além desse cardápio limitado.

As duas rádios nem de longe cobrem o básico da cultura rock. As duas se limitam a tocar apenas os sucessos da MTV. Muitos perguntam se a existência de videoclipe prevalece mais como critério do que até mesmo a relevância de um artista na cultura rock, tamanho é o grau de convencionalismo no cardápio musical das duas rádios (a Cidade, entre 1995 e 2006, valendo também para a Cidade Web Rock).

Os ouvintes também não se incomodam se as linguagem das "rádios rock" são exatamente idênticas às FMs de dance music, principalmente no que diz à locução, que adota um padrão de dicção inadequado para o perfil verdadeiramente rock e, como se não bastasse, importa gírias da cultura clubber, como "balada", "galera", "bombar" e "irado".

O público também defende atrações não-roqueiras, como o Rock Bola e os Sobrinhos do Ataíde, apenas porque fizeram seu marketing em rádios rotuladas de "rock". E não se importam com as vinhetas típicas de FMs pseudo-roqueiras em que a palavra "rock" é pronunciada como se alguém estivesse arrotando na ocasião.

VISÃO PROVINCIANA - A visão um tanto corporativista da dita "nação roqueira" da Cidade e da 89 revela um grau de provincianismo muito grande. O desprezo ao rock que não faz sucesso é grande, não apenas no rock mais antigo, mas também no rock mais novo, já que, por exemplo, uma banda como Beady Eye, formada por ex-membros do Oasis após a saída de Noel Gallagher é praticamente desconhecida até dos programadores da 89.

Além disso, essa visão também encontra afinidade com a visão corporativista geral dos radiófilos, para os quais qualquer decisão empresarial que envolve rádio FM - descontando as "lágrimas de crocodilo" quando rádios históricas são extintas - é tratada como se fosse decisão divina.

O público "roqueiro" dessas rádios têm preferência no seu gosto musical a bandas de poser metal, principalmente Guns N'Roses e Bon Jovi, ao rock brasileiro pós-Raimundos e pós-Mamonas Assassinas, ao poppy punk da linha Offspring e o nu metal.

domingo, 10 de novembro de 2013

BRITTANY MURPHY E ATOR DE "MINHA MÃE É UMA PEÇA" QUASE ESTIVERAM NUM MESMO FILME


Existem curiosidades que certos acidentes da vida impedem de acontecer. É o caso da saudosa atriz Brittany Murphy, que teria feito 36 anos não fosse seu falecimento em 2009.

Escalada para o elenco de Os Mercenários (The Espendables), Brittany quase esteve no mesmo filme que o ator brasileiro Paulo Gustavo, conhecido por fazer um papel de Dona Hermínia, personagem criado por ele para a obra de humor Minha Mãe é Uma Peça.

Pois Paulo Gustavo participou, no primeiro Os Mercenários, fazendo o papel do Soldado Vilenan, no filme que, além dos EUA, foi filmado no Brasil, inclusive em Niterói.

Brittany não viveu para iniciar as gravações, mas ela teria feito a namorada do personagem Tool, interpretado por Mickey Rourke - que, como Brittany, também estava no primeiro Sin City - e teria feito também um número musical.

Os Mercenários é um filme comercial, de pancadaria etc etc. Mas devolveria o sucesso a Brittany, que estava fazendo trabalhos pouco badalados, apesar de seu inegável talento conquistado em vários filmes.

Além disso, se Brittany tivesse vivido, ela, por razões da divulgação do filme, teria visitado o Brasil, além de unir a carreira de atriz e produtora com a de compositora e cantora (e que cantora!). E nós, no Brasil, com toda a certeza acolheríamos a gata com o maior carinho.

A VERGONHA DE UM LANCHE DESPERDIÇADO


O que é o desperdício de dinheiro diante de um lanche que não foi totalmente consumido. Anteontem, na filial da loja Horti Fruti da Rua Moreira César, em Niterói, uma freguesa havia comprado um lanche, que não é lá tão barato assim, e deixou o resto do suco na quantidade que aparece nesta foto.

Eu esperei a freguesa sair para fotografar o desperdício, que só não foi tão vergonhoso quanto o que eu vi no São Gonçalo Shopping, em que porções de batatas fritas eram abandonadas em grande quantidade por uma família de fregueses apressadinhos.

Isso é totalmente vergonhoso. Tantas pessoas adorariam receber um copo de suco ou um lanche de graça, tantas pessoas sofrem uma fome a ponto de procurarem restos de comida nas lixeiras para se alimentarem.

Quantas pessoas abandonam lanches, almoços, marmitas, sejam nas ruas, nas lanchonetes, em outros ambientes, depois de orgulhosamente pedirem grandes quantidades de comida e bebida só para mostrarem que têm muito dinheiro para gastar.

Numa das viagens nos EUA, meu pai soube de um caso de um grupo de militares brasileiros que, durante um almoço, queria abandonar o resto de comida na metade da refeição. O chefe do setor de alimentos do refeitório chegou-se ao grupo e ordenou os rapazes a terminar o almoço até o fim.

É lamentável que haja casos de desperdício assim no nosso país de tanta gente com fome e sede. Quem pode comer e beber não dá o devido valor a essas necessidades.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

RENATA VASCONCELLOS NÃO ESTÁ MAIS SOLTEIRA

 
A fila andou. A belíssima jornalista da Globo, Renata Vasconcellos, voltou a ficar comprometida, conforme noticia a revista Cláudia deste mês, com a beldade na capa.

Renata agora está casada com o diretor de jornalismo da Globo, Miguel Athayde, embora aparentemente a jornalista não apareça com aliança. Provavelmente a relação, por parte dele, está na condição de "namorido", quando há um casamento sem cerimônia oficial.

Isso dói, afinal, se compararmos mulheres assim com outras como paniquetes e musas de UFC que agora tentam aparecer ao lado de filhotinhos caninos para dizer que são "castiças", dá uma tristeza grande.

Afinal, que musa do UFC tem uma bela voz como a de Renata Vasconcellos e é capaz de ler bons livros e ter boa cultura? E a paniquete que fica perdendo todo o tempo do mundo indo para micaretas, vaquejadas, cometendo gafes, mostrando o corpo demais enquanto o cérebro fica ocioso?

Ou então nas comunidades de namoro do Facebook? Nelas, muitas candidatas parecem querer dizer "Sou cretina com muito orgulho", umas com gosto musical brega, outras fanáticas por futebol, e boa parte delas sem saber direito o que é sensualidade, ora posando em fotos com sensualismo forçado e grosseiro, ora fazendo poses completamente idiotas de "descontração".

Assim fica muito complicado.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ARY BARROSO DEVERIA SERVIR DE EXEMPLO PARA LOCUTORES ESPORTIVOS ATUAIS


Agora que o "Aemão de FM" terá sua farra exclusiva na Frequência Modulada, os locutores esportivos deveriam se atentar para o exemplo do grande compositor Ary Barroso, autor de clássicos como "Aquarela do Brasil".

Ary, para quem não sabe, foi também locutor esportivo, dos mais notáveis narradores de partidas, e quando havia algum gol, ele entrava em ação com sua gaita e faria seu solo, para celebrar o feito de cada time.

Vivíamos os tempos em que alguns grandes nomes da imprensa esportiva não ficavam bitolados na sua exclusiva "análise" do futebol que, sabemos, é um mero entretenimento esportivo e, cá para nós, futebol não é tudo na vida da humanidade.

Dá pena ver locutores esportivos em FM incapazes de, por exemplo, fazer algum trabalho paralelo na música e na poesia, botando rimas e melodias nas suas vozes etc. Nem o exemplo de peso do grande Ary Barroso, um artista de muito talento, um mestre de nossa música, consegue estimular.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A TRISTE CIRANDA DA VIDA AMOROSA DAS FAMOSAS (E SUB-FAMOSAS)

PATRÍCIA KRENTCIL, A TAN MOM, ESTRELA DE "RIÉLITE" QUE SE SEPAROU RECENTEMENTE.

Depois de uma semana legal em que as quentíssimas Katharine McPhee e Miranda Kerr tornaram-se solteiras e várias outras atrizes legais encerraram suas relações de namoro, o tempo "fechou" novamente no âmbito das famosas.

Eva Longoria arrumou namorado. Abigail Breslin também. Liz Hurley reatou com o noivo. Katie Leclerc, a ruivinha semi-surda, está noiva. Kristen Bell se casou dias atrás e o marido de Kate Bosworth, o cineasta Michael Polish, agora faz a linha de "marido-de-mulher-atraente" que os caras do Popoholic chamam "carinhosamente" de "lucky bastard".

Além disso, Natalie Portman, Salma Hayek e Hilary Duff avisam que continuam muito bem casadas, indo aos compromissos profissionais, principalmente os de gala, com seus maridões, ou curtindo a vida cotidiana estável com eles junto aos filhos.

Enquanto isso, quem foram as novas solteiras da temporada? Há a "ninfeta" Courtney Stodden, uma jovem cantora pop famosa por glúteos e peitos siliconados. Ela - que jura ter apenas 19 anos - estava casada com um ator bem mais velho, Doug Hutchinson, que não merecia uma mocinha assim.

Há também a Arianny Celeste, a musa do UFC, havia ido à praia com um... cachorrinho (sim, um animalzinho, um filhotinho). E tem a lutadora de UFC (função diferente da de assistente de palco - ATENÇÃO), Jessica Eye. E tem a rainha dos factoides e da autopromoção, Lady Gaga.

Mas o que se destaca mesmo é uma sub-celebridade vinda de um reality show. A tal de Tan Mom, Patricia Krentcil, havia se separado do marido Richard Krentcil e virou notícia nos sítios de fofocas do exterior. Feiosa e envelhecida, Patricia aparece em várias fotos pretensamente sensuais, enquanto sua fama é também associada ao seu vício com álcool, do qual ela tenta se livrar.

Será a Tan Mom a nova Adrianne Maloof a monopolizar as notícias sobre separações conjugais? Se bem que a "Adrianne Maloof" da vez é um homem, Cheyenne Jackson, gay que se separou do marido, e que ultimamente lidera a busca do Google com a palavra-chave "husband split".

No Brasil, depois da (até agora não oficializada) separação da gracinha e talentosa Grazi Massafera, o que temos é Antônia Fontenelle, a viúva do ator e diretor Marcos Paulo, a "carente" Nicole Bahls, e pouco além disso. Antônia tem um perfil meio estranho para musa, e não é por ser uma viúva, é claro, mas pela sua personalidade digna de uma ex-integrante do Mulheres Ricas.

Enquanto isso, esperamos que novas famosas legais voltem à solteirice, o que não é fácil. Afinal, para cada nova solteira bacana que surge, surgem umas três similares casadas e umas dez engatando namoro. E umas dez nada bacanas que ficam solteiras a aporrinhar o "mercado". E isso em se falando de famosas (e sub-famosas).

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O "MICO" E O MITO DA AXÉ-MUSIC "COMUNISTA" E O "FUNK" DO ADVOGADO DO MENSALÃO


As esquerdas médias, que não estão muito preocupadas com o progresso do país e no fundo apenas estão na carona do governo petista, tiveram dois episódios em que a defesa da mediocridade cultural vale mais do que qualquer melhoria de qualidade de vida do povo pobre, principalmente no que diz à cultura.

Em tempos de Procure Saber, em que a MPB autêntica, independente dos erros de seus medalhões, é "demonizada" pela intelectualidade "bacaninha" que quer promover a bregalização absoluta do país, ela não está satisfeita com a hegemonia do brega e dos derivados no imaginário popular, querendo agora que as classes mais instruídas aceitem o brega como algo "libertário".

Um desses dois episódios foi a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo do hoje esquecido grupo de axé-music As Meninas, a música "Xibom Bombom", enquanto comentários atribuíam a letra da música a um suposto tema de protesto esquerdista.

O outro episódio é o lançamento do livro do advogado e ex-político do PDT, Nilo Batista - que chegou a ser governador em exercício do Rio de Janeiro, nos anos 90 - , intitulado Tamborzão: Olhares Sobre a Criminalização do Funk, que bate na mesma tecla de que o "funk" é rejeitado pelos mesmos padrões moralistas da sociedade brasileira de 1910, na verdade já superados.

Os equívocos entre uma e outra coisa são notórios. "Xibom Bombom" é uma canção comercial, como toda música da axé-music, um mercado musical cujo poder empresarial sobre cantores e músicos é muito forte. Além disso, a música é de co-autoria de um rico empresário local, o produtor Wesley Rangel, o que põe em dúvida o aspecto "socialista" da letra.

Nos EUA, o grupo Earth Wind & Fire, famoso grupo de funk autêntico dos EUA, havia lançado, nos anos 80, uma música chamada "System of Survival", e apesar de uma letra bem mais substancial dentro dos padrões de pop dançante, ninguém se atreveu a definir a talentosa superbanda de "comunista", "socialista" ou coisa parecida.

Mas a forma diluída do funk, que a gente coloca entre aspas e apelida também como "pancadão", "batidão" etc, é tida como "libertária" até mesmo por meio de letras risíveis como "Rap da Felicidade". E a choradeira de Nilo Batista, além da insólita tese de que é o Brasil de 1910 que rejeita os funqueiros, conta com um detalhe incômodo para as esquerdas.

Nilo foi advogado de defesa do deputado federal Valdemar Costa Neto, político originário da ARENA e que, integrando o então Partido Liberal (PL - atual PR, Partido da República), se envolveu com o esquema de propinas do publicitário Marcos Valério, que tornou-se conhecido como o Escândalo do Mensalão.

Se agora os funqueiros precisam de um advogado de mensaleiro para recorrer à tese surreal de que o "funk" seria rejeitado pela pressão de padrões morais arcaicos e já superados, oriundos da República Velha, é algo que só mesmo eles poderiam explicar, mas mesmo assim não querem.

Afinal, todos nós sabemos que o "funk" é rejeitado até mesmo dentro das próprias periferias e, no todo, por uma sociedade moralmente muito mais aberta, mas que não admite excessos nem grosserias.

Por outro lado, o "funk" estaria, na verdade, se autopromovendo de sua falsa imagem de vítima, superestimando as ocorrências policiais, tudo para disfarçar o verdadeiro motivo da decadência do "funk": o ritmo é rígido e fechado nos seus valores e na sua estética, comprometido com a mediocrização artístico-cultural e a degradação de valores morais nas populações pobres.

Nilo tenta ainda dizer que os "proibidões" existem por causa das ações policiais e que, encerrando com as mesmas, dariam lugar aos "permitidões". Grande asneira. Enquanto isso, o "funk" resiste a tudo que é transformação vivida no seio das classes populares e na transformação dos valores morais e culturais do Brasil como um todo.

Já o caso do sucesso de As Meninas, é constrangedor que a axé-music, que também sofre uma séria decadência até mesmo em Salvador, seja vista por alguns ingênuos e outros deslumbrados como "canção de protesto de esquerda".

Há ainda o caso de "Vermelho", na verdade um sucesso nortista regravado por um nome da axé-music, sobre a suposta sedução de um "velho comunista" àquele que canta a letra. E também existe o caso de "Feijão com Arroz", de Zé Paulo, dentro daquela linha primária e vaga de "letra de protesto" que não possui muita expressividade.

Alguém já comparou tais letras, por exemplo, às do recém-falecido Lou Reed? Este, sim, mostrava letras de protesto do cotidiano, falando de suas desilusões até mesmo em relação à Contracultura dos anos 60, antecipando, via Velvet Underground e via começo de sua carreira solo, o espírito punk e pós-punk que marcaria a cultura alternativa contemporânea.

O fascínio pela imbecilização cultural, para as esquerdas médias que apreciam Carta Capital, deveria render uma bronca séria do grande Mino Carta, que havia descrito meses atrás um texto reprovando a imbecilização que hoje deslumbra gerações mais recentes das esquerdas médias.

Assim, Reinaldo Azevedo fica animado. Infelizmente, ele está com tudo. Aumenta sua visibilidade midiática não só escrevendo para Veja e lido na Internet, como agora tem coluna na Folha. E, ironicamente, tornou-se um aliado de peso para Pedro Alexandre Sanches - o mesmo blogueiro abrigado pelo portal da Carta Capital - derrubar Chico Buarque e toda uma linhagem da MPB autêntica, abrindo o caminho para os bregas.

Extremamente reacionário, Reinaldo Azevedo adota esculhambar as esquerdas quando estas adotam posturas débeis defendendo a mediocrização cultural. E, o que é pior, Reinaldo Azevedo falando mal da bregalização mais parece um elogio, porque Reinaldo acaba, mesmo sem querer, fazendo propaganda dos bregas. "Xibom, xibom, xibom bombom"...

domingo, 3 de novembro de 2013

PUNKS NÃO ESCONDERAM REACIONARISMO DE JOHNNY RAMONE. E OS BREGAS, QUANTO A WALDICK?


Grande vergonha para os defensores da música brega que queriam esconder o conservadorismo de Waldick Soriano, em nome de uma suposta imagem do cantor brega de "ícone libertário e sofredor", trabalhada por biografias sobre ele.

Isso porque o punk rock, com todo o seu espírito libertário e associado a uma rebeldia mais combativa do que a da Contracultura dos anos 60, nunca se preocupou em esconder a postura reacionária de um de seus músicos mais prestigiados.

Pois ninguém menos que Johnny Ramone (1948-2004), um dos membros-fundadores dos Ramones, seminal banda punk norte-americana, terminou sua vida elogiando o então presidente norte-americano George W. Bush e assumindo um perfil bastante reacionário e direitista. Perto dele, só a ex-Velvet Underground Maureen "Mo" Tucker apoiando o neo-medieval Tea Party.

E isso é claramente mostrado, sem qualquer receio, mesmo dentro de cenários musicais associados a causas libertárias, à ousadia juvenil, às experimentações musicais e ao vanguardismo cultural. Apesar de tudo isso, ninguém esconde quando alguns de seus artistas se tornam pessoas bastante reacionárias.

Aqui no Brasil, o brega, que nasceu num contexto bastante reacionário, numa concepção de comunidades pobres desenhada pelo poder coronelista, que controlava rádios locais e até serviços de auto-falantes, seus defensores ficam cheios de dedos quando seus ídolos assumem posturas conservadoras.

Daí o medo de que repercutam vídeos em que Waldick Soriano aparece em entrevista defendendo posturas conservadoras sobre a posição da mulher na sociedade e a defesa da ditadura militar, que Waldick apoiava com entusiasmo.

E, o que é pior, é justamente uma esquerda média - que a direita jocosamente chama de "esquerda-caviar" - , com seus membros pedindo a verdade histórica da ditadura militar e suas integrantes engajadas em algum ativismo feminista.

Querem a verdade histórica dos "anos de chumbo", desde que não mexam em Waldick. As feministas condescendentes com o machismo de Waldick, enquanto condenam Chico Buarque com suas letras feministas...

Portanto, é uma grande incoerência. O brega sempre foi um cenário musical e comportamental bastante reacionário. No fundo, sempre foi uma visão coronelista da cultura popular, queiram ou não queiram os intelectuais "bacaninhas" de hoje.

Não há como esconder os conservadores no brega. Há uma grande linhagem deles, de Odair José a Alexandre Pires. Se no subversivo punk rock e no rock de garagem dos anos 60, seus defensores admitiam haver gente reacionária como Johnny Ramone, por que os defensores do brega querem que seus ídolos sejam vistos falsamente como "libertários"?

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SALVA PELA AGENDA: DEBORAH SECCO DESISTE DE ATUAR EM FILME SOBRE BANDA CALYPSO


Deborah Secco, por problemas de agenda - leia-se uma série de compromissos profissionais diversos - , desistiu de participar do filme da Banda Calypso, aquele grupo no qual só aparece o casal Joelma e Chimbinha.

A Banda Calypso chegou a ser queridinha daquela intelectualidade de esquerda-que-a-direita-gosta, chegando mesmo a fazer parte do dirigismo cultural desses mesmos intelectuais, ou seja, aquela mania de impor o "mau gosto popular" à apreciação da sociedade mais culta, sob o pretexto de alguma suposta causa nobre.

A coisa só terminou quando Joelma adotou posturas homofóbicas, o que fez decepcionar as esquerdas médias, que largaram a apreciação do grupo que, entre outras coisas, havia plantado, anos atrás, uma notícia falsa sobre uma suposta indicação ao Nobel da Paz.

Deborah Secco iria fazer o papel da Joelma. Nada a ver. Deborah não tem a aparência enjoada e cafona da cantora, mas uma deslumbrante beleza ao mesmo tempo sensual e meiga. Fazer um papel desses não é a praia de Deborah, até porque ela faria uma imagem bem mais agradável e sedutora do que a que a cantora brega representa na realidade.

Deborah fazer o papel de Joelma seria, mais ou menos, como se colocasse Reinaldo Giannechini para fazer o papel de Beto Barbosa, ou André Gonçalves para ser Luiz Caldas. Alguém imaginaria Rodrigo Santoro fazendo o papel de Bell Marques?

Será que Deborah Secco está se tornando aos poucos uma daquelas garotas bacanas de nossos sonhos? Ela, no fundo, é bastante esforçada, talentosa, ambiciosa, inteligente, charmosa, sexy. Talvez aquelas idas para micaretas e outros eventos sejam apenas compromissos profissionais. É a tal da agenda.

Mas, ironicamente, foram justamente os compromissos profissionais, que em outros tempos empurravam atores e atrizes da Globo para aguentar os ídolos da música brega-popularesca, que livraram Deborah de fazer o papel da Joelma. Ainda bem.