quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MÍDIA E "ATIVISTAS" DIVIDEM ESPÓLIO DA MÚSICA BREGA


Por uma questão estratégica, o inflacionado e bastante saturado mercado brega-popularesco agora se divide em duas grandes categorias de música brega: a primeira e a segunda divisões, englobando respectivamente ídolos bastante massificados e outros considerados "emergentes".

A primeira categoria, ligada ao mainstream propriamente dito da música brega, envolve tendências geralmente "comportadas" que entram fácil nos veículos da grande mídia: "sertanejo", "sertanejo universitário", medalhões da axé-music, "funk melody" e "pagode romântico", entre outros.

Esta categoria é abertamente apoiada pelas Organizações Globo, Grupo Folha e Grupo Abril, entre outros impérios midiáticos, e corresponde a ídolos com aceitação nos públicos de maior poder aquisitivo.

Exemplos dessa primeira categoria são Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Thiaguinho, Luan Santana, Michel Teló, Leonardo, Daniel, Chiclete Com Banana, Naldo Benny e Anitta.

Já a segunda categoria é ligada aos "emergentes" que, embora vendam uma falsa imagem de "alternativos" e "independentes", também fazem parte do mainstream, mas não de forma explícita ou estável. Geralmente são mais "polêmicos" e experimentaram momentos de ostracismo antes de serem resgatados pela intelectualidade "solidária".

Esta categoria geralmente é apoiada por produtores, jornalistas e intelectuais ligados a produtoras de eventos, organizações não-governamentais e entidades como o Instituto Overmundo, Coletivo Fora do Eixo e outros. Veículos como as revistas Cult e Trip também representam essa ala de intelectuais que apoiam a segunda divisão do brega.

São exemplos dessa segunda categoria nomes como Leandro Lehart, Odair José, Gaby Amarantos, Grupo Molejo, Raça Negra, Luiz Caldas, Negritude Jr., José Augusto, o "funk de raiz" de MC Júnior & MC Leonardo, MC Cidinho & MC Doca e os nomes do "funk ostentação", como MC Guimé.

Não que a grande mídia não apoie esses nomes, mas neste caso o apoio não se mostra explícito ou estável, o que permite que intelectuais tentem classificar tais ídolos como "discriminados pela grande mídia", um dado mentiroso, mas que parece verossímil a muita gente.

Nos últimos tempos, nomes que chegaram a ser apoiados pela intelectualidade "ativista", como Zezé di Camargo & Luciano, Banda Calypso e Mr. Catra, passaram para o apoio da grande mídia, figurando na primeira categoria. Por outro lado, apesar de transitar na grande mídia como os ídolos da primeira categoria, Gaby Amarantos ainda se situa nos chamados "emergentes".

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