segunda-feira, 26 de agosto de 2013

GEORGE SOROS PATROCINA ATÉ TECNOBREGA E "FUNK OSTENTAÇÃO"


Pesquisando sobre as verdadeiras "redes" que estão por trás do "inocente" apoio das esquerdas médias à bregalização cultural do país - há poucos dias Juca Ferreira havia feito sua "choradeira" num centro cultural em Vila Cachoeirinha, em São Paulo, na palestra inaugural de um "fórum" sobre o "funk" - , nota-se a influência, mesmo indireta, do especulador financeiro e empresário George Soros.

George Soros, sabemos, quer ser o "dono do mundo" e manipula a geopolítica internacional a seu bel prazer. E sua influência no Brasil, embora subestimada e carente de qualquer investigação oficial, torna-se muito forte, mesmo em setores estratégicos das esquerdas nacionais.

Oficialmente, a associação de George Soros ao Brasil se limita ao apadrinhamento de Fernando Henrique Cardoso e Armínio Fraga (economista ligado ao Instituto Millenium) e ao apoio à campanha eleitoral de José Serra em 2010. Ele é também associado à sua forte presença no Fórum Econômico Mundial e nas suas "apostas" para derrubar ou levantar empresas em várias partes do mundo.

Soros é dono de empresas como Soros Fund Management e Soros Open Society. Mas também é interventor financeiro de várias ações ativistas do mundo inteiro. Foi preciso um grupo ativista da Índia denunciar o patrocínio de George Soros ao Fórum Social Mundial (entidade paralela e alinhada à esquerda ao Fórum Econômico Mundial) para se alertar sobre esse "apoio" perigoso.

Recentemente, denunciou-se a participação de George Soros como sócio do portal ativista Avaaz.Org, um dos portais que se destinam ao aparente ativismo social, econômico e político de âmbito internacional. É de praxe George Soros subornar as esquerdas e centro-esquerdas do mundo inteiro para tentar domesticar as ações ativistas, do Oriente Médio à América Latina.

DESPEJANDO DINHEIRO NAS ESQUERDAS

Mas o que chama a atenção é que Soros estaria despejando dinheiro direto nas esquerdas brasileiras. E impressiona a citação do especulador financeiro em destaque num texto sobre a palestra do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no evento de premiação "Em Busca da Paz", em Nova York, no portal do PT. Soros é definido "positivamente" como "megainvestidor e filantropo".

Manipulando o PT e o PSDB como se quisesse criar uma polarização ideológica no Brasil, aos moldes do que ocorre nos EUA entre o Partido Democrata e o Partido Republicano, George Soros é associado a diversos investimentos em instituições esquerdistas diversas, de ONG's a empresas estatais. Ele chegou a ser sócio da Petrobras nas ações do Soros Fund Management (leia aqui).

George Soros está por trás de muitas iniciativas das esquerdas médias, como as "marchas da maconha" e a divulgação do "negócio aberto". Estaria patrocinando o Coletivo Fora do Eixo e no surgimento da Mídia Ninja que vieram para desestabilizar a independência dos protestos populares por todo o país.

Se ele patrocinou as campanhas eleitorais do Partido Democrata, nos EUA, e teria também dado seu "aval" à blogueira Yoani Sanchez, no Brasil sua ação se estende desde as gorjetas ao PT e o patrocínio a pessoas como o advogado Ronaldo Lemos e o "ativista" Pablo Capilé, num tempo em que o Coletivo Fora do Eixo tenta monopolizar sua marca e imagem nos movimentos sociais.

Ronaldo Lemos, apesar de queridinho das esquerdas médias, possui trânsito na mídia tradicional, tendo sido cria da Folha de São Paulo hoje com acesso no Estadão e nas Organizações Globo. É o maior propagandista do "negócio aberto" de Soros, esquema que ainda merece uma análise mais apurada em outra ocasião.

Lemos escreveu um livro sobre o tecnobrega, intitulado Tecnobrega: O Pará Reinventando o Negócio da Música, escrito em parceria com Oona Castro. O tal "negócio" do título seria o "negócio aberto", que estaria por trás do mito do "copyleft", que combina livre mercado, comércio clandestino e flexibilização da propriedade autoral.

O tecnobrega - e, por causa, o "funk carioca" e, por consequência, o "funk ostentação", que se apoiam nos mesmos padrões ideológicos - seria uma forma de execução do "negócio aberto" de George Soros, e Oona fez uma palestra sobre o "negócio aberto", que é uma das bandeiras do Instituto Overmundo, uma das instituições que mais estabelecem vínculo com o Coletivo Fora do Eixo.

O Instituto Overmundo teve a participação do antropólogo Hermano Vianna na equipe fundadora, ele que é um dos maiores divulgadores do "funk" na intelectualidade brasileira. Mas, à primeira vista, Hermano é patrocinado diretamente não por Soros, mas pela Fundação Ford, que atua na mesma "frente" de Soros, só que de uma maneira aparentemente mais "moderada" e "menos ambiciosa".

Enquanto isso, uma casa ligada ao Coletivo Fora do Eixo em Jequié, o Coletivo Borda da Mata, havia realizado um evento de solidariedade à blogueira neocon Yoani Sanchez e o cineasta Dado Galvão, ligado ao Instituto Millenium, que fez um documentário sobre a blogueira cubana e a recebeu em sua turnê pelo Brasil.

Completando a rede "soros-positiva", há o patrocínio de Soros ao projeto Jornalismo nas Américas, o último grito do imperialismo "panamericano" em tempos democráticos pós-Kennedy, promovido pelo Centro Knight da Universidade do Texas, que, curiosamente, escaneou um livro de Pedro Alexandre Sanches, hoje blogueiro do Farofa-fá, para sua conta (acessível sob conta paga) no Google Livros.

Pedro Sanches, sabemos, é cria do Projeto Folha - projeto "higienista" de Otávio Frias Filho que expulsou antigos esquerdistas da Folha de São Paulo - , discípulo de Fernando Henrique Cardoso e Francis Fukuyama e membro militante do Coletivo Fora do Eixo, além de ser um dos "papas" da campanha pela bregalização do Brasil e pela implantação do "fim da História" na MPB.

Enquanto isso, a chorosa campanha pelo "funk" muda o foco geopolítico do Rio de Janeiro - onde o ritmo anda sendo desmascarado pela opinião pública independente - para São Paulo, onde o confuso "funk ostentação" (que mistura "proibidões" e "popozudas" numa retórica "ativista") segue sob as "generosas gorjetas" de George Soros dissolvidas junto a verbas públicas.

É assim que as causas ativistas se diluem e se distorcem no Brasil, enquanto a mediocrização cultural, defendida pela intelectualidade dita "progressista", serve para as populações pobres permanecerem, domesticadas e impotentes, escravas do consumismo do entretenimento brega-popularesco que, sob o pretenso rótulo de "cultura das periferias", enriquece empresários do Brasil e até do exterior.

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