quarta-feira, 14 de agosto de 2013

FORA DO EIXO ESTARIA DESVIANDO O FOCO DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES


O "fenômeno" do Coletivo Fora do Eixo estaria desviando o foco das manifestações populares que, surgidas desde junho, acontecem ainda por várias partes do país. A partir de uma entrevista do grupo derivado Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), o FdE, do qual o grupo é vinculado, estaria promovendo sua publicidade às custas dos acontecimentos recentes do país.

O desvio de foco se dá pelo perfil ideológico aparente do grupo, liderado por Pablo Capilé (foto) e cuja influência se exerce desde atividades como o blogue Farofa-fá e os festivais Abril Pro Rock, RecBeat e Rio Parada Funk até a divulgação do "negócio aberto", projeto de ideias sobre Administração, Economia e Tecnologia da Soros Open Society.

Embora o grupo seja conhecido por receber verbas públicas do Partido dos Trabalhadores a partir do aparelho estatal do Governo Federal, o Coletivo Fora do Eixo estaria também recebendo verbas privadas que, em boa parte, seriam originárias da Soros Open Society, empresa do magnata e conhecido especulador financeiro George Soros.

O Coletivo Fora do Eixo estaria causando polêmica pelo seu perfil controverso, que inclui uma reformulação do discurso neoliberal em clichês retóricos aparentemente libertários e uma metodologia de visibilidade que envolve factoides como as provocações da Mídia Ninja à polícia (similares a que o associado do FdE, o rapper Emicida, havia feito meses atrás) e um discurso aparentemente arrojado.

No entanto, o grupo, sobretudo Capilé, estaria também sendo alvo de denúncias de ex-integrantes, como a cineasta Beatriz Seigner, que num longo texto do Facebook fez denúncias sobre o personalismo e a concentração de poder em torno de Capilé, que coopta movimentos sociais e produções culturais para si mas não dá crédito nem assistência financeira aos mesmos.

Além disso, as ideias do Coletivo Fora do Eixo para novas mídias e para a cultura popular mostra pontos duvidosos, como a complacência com a mediocrização da cultura popular por rádios e TVs - como o tecnobrega e o "funk" - , que glamouriza a miséria popular, e conceitos de Informática em que as novas tecnologias são superestimadas em detrimento da ação humana, sugerindo a redução da mobilização social a um mero objeto em função das novas tecnologias.

Com sua promoção publicitária, o Coletivo Fora do Eixo, além de desviar o foco dos movimentos sociais, estaria também submetendo os mesmos à sua marca, sob a conivência das esquerdas e o oportunismo intolerante da direita, como Reinaldo Azevedo, o reacionário colunista da decadente revista Veja, que estaria se autopromovendo às custas das denúncias contra o FdE.

Nenhum comentário: