sábado, 13 de julho de 2013

JOAQUIM BARBOSA E SEU ESTRANHO NAMORO COM A GLOBO


Joaquim Barbosa é oficialmente considerado como um símbolo de transparência e sobriedade jurídica, mas se insere num contexto de que vários juízes e ministros do Poder Judiciário andam em verdadeira lua-de-mel com a grande mídia, não bastassem suas condutas discutíveis quanto às investigações dos esquemas de corrupção de Marcos Valério e de Carlinhos Cachoeira.

São juízes e ministros que acabam sofrendo a tentação do partidarismo político, sendo duros demais com os petistas e brandos demais com os tucanos por causa de conveniências políticas que corrompem investigações e inquéritos, apressando ou retardando os processos conforme seus interesses.

Joaquim nem chega a ser dos piores, já que os flertes midiáticos de um Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes são muito mais escancarados, enquanto Luís Fux e Roberto Gurgel (este com sua notável semelhança com o humorista Jô Soares) também se animam com a festa. Mas Joaquim Barbosa, não bastasse as viagens sustentadas pelo dinheiro público, agora conta com pedras no sapato por conta das oportunidades de trabalho dadas a seu filho.

Felipe Barbosa já havia produzido uma situação indelicada para a sociedade quando trabalhava como assessor de imprensa da casa de espetáculos Vivo Rio, ligada ao grupo Tom Brasil. Este grupo empresarial foi investigado no processo de número 2474, do Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento no esquema do "mensalão", cujo relator foi o próprio Joaquim Barbosa.

O grupo Tom Brasil teria recebido da DNA propaganda, empresa do publicitário Marcos Valério, que comandou o esquema, um valor de R$ 2,5 milhões, vindos de recursos da Visanet. Além disso, um dos donos da Tom Brasil, Gladston Tedesco, investigado na Operação Satiagraha, tem ligações com o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, ajudando-o na evasão de divisas para depósitos em paraísos fiscais. Tedesco também dirigiu a Eletropaulo quando ainda era estatal durante o governo FHC.

Depois da experiência na Tom Brasil, Felipe Barbosa ganhou da Rede Globo a função de membro da equipe de produção do programa Caldeirão do Huck, do apresentador Luciano Huck, amigo de Aécio Neves, Eike Batista e Mr. Catra. Se parece coincidência ou não, o que se sabe é que a contratação se deu depois que a grande mídia passou a se derreter pelo presidente do STF.

E aí Joaquim Barbosa viaja com dinheiro do STF (público) para os EUA, ser cumprimentado pelos chefes do periódico reacionário Time, não por acaso da mesma Time-Life que deu uma "ajudinha por fora" para a implantação da TV Globo carioca, embrião da conhecida Rede Globo.

E o STF também pagou a viagem da jornalista Carolina Brígido, de O Globo, para acompanhar Joaquim Barbosa numa inexpressiva visita à Costa Rica. Pouco depois, o próprio Joaquim Barbosa teria ido para ver a final da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro, com viagem totalmente bancada pelo Supremo.

Isso tudo fica complicado, se percebermos a figura de Joaquim Barbosa que, à primeira vista, significava um defensor da ética, da transparência e do rigor investigativo (embora sabemos que esse rigor não houve, seja nos casos do "mensalão", seja no do "cachoeiroduto"). Neste contexto, mesmo a coincidente contratação de seu filho pela Rede Globo - inicialmente desmentida pela cúpula, mas depois confirmada - soa tão grave quanto um nepotismo político.

Isso nos faz a pensar quando o namoro entre o Poder Judiciário e a grande mídia pode fazer mal para a sociedade. E que, com o "favorzinho" que provavelmente teria sido o emprego de Felipe Barbosa na "vênus platinada", seu pai será desencorajado a investigar os escândalos de corrupção que envolvem as Organizações Globo. Como a acusação de sonegação fiscal que a Globo teria cometido e que, depois, disse que pagou, sem mostrar o recibo.

Portanto, que moral terá Joaquim Barbosa diante de tantas situações assim? Como ele irá explicar à sociedade suas relações com uma das maiores corporações empresariais do país? O envolvimento com um poderoso grupo privado não pode ser confundido com um fato casual, porque neste caso o interesse público é o maior prejudicado.

Nenhum comentário: