quinta-feira, 18 de julho de 2013

EXECUTIVOS DA WARNER IMPLICARAM COM BRITTANY MURPHY SEM MOTIVO


Um dos prováveis motivos do falecimento da atriz Brittany Murphy foi a depressão que a jovem atriz norte-americana, conhecida pelo seu humor descontraído, sofreu com os comentários dos executivos da Warner Bros. que cortaram a participação da atriz do elenco de dublagem de Happy Feet 2.

Chamando ela de "drogada", apenas pelo fato dela usar remédios - ela sofria de um problema cardíaco e usava remédios para tratamento, além de usar também remédios para emagrecer - , os executivos ainda disseram que ela estava atuando em vários filmes apenas para ganhar dinheiro.

Sabe-se que nessa época, o ano de 2009, Brittany havia feito vários filmes de suspense, entre eles Accross The Hall e Abandoned, e terror, como Deadline, e deixou o elenco do filme The Caller por desentendimentos com a equipe do filme e ainda não viveu para fazer as gravações do filme Os Mercenários (The Expendables), que a devolveria ao sucesso e a faria até visitar o Brasil.

Os comentários dos executivos da Warner não procedem. Eles queriam expor um moralismo em relação aos cuidados com o filme Happy Feet e cortaram Brittany, que no primeiro longa fez a personagem Gloria, uma pinguim cantora.

Brittany adorou trabalhar como dubladora, e havia se dedicado com entusiasmo e paixão ao papel de dar a voz a Gloria e cantar, na trilha sonora, as covers de "Somebody To Love", do Queen, e "Boogie Wonderland", do Earth Wind & Fire. A cantora Pink, que esteve presente na trilha sonora do primeiro Happy Feet, fez a voz de Gloria em Happy Feet 2.

Nos anos 90, a Warner havia lançado vários desenhos de animação, igualmente dedicados ao público infantil, que no entanto eram grotescos de tanto mostrar personagens neuróticos. O seriado Animaniacs, produção de Steven Spielberg é um exemplo.

A produção pecava por mostrar personagens por demais neuróticos, numa reprodução grotesca do humor que os desenhos animados da Warner Bros. fazia nos anos 40 e 50. A Warner tentava um revival dessa fase glamourosa, mas os tempos eram outros e os roteiristas também.

Afinal, não havia mais o cuidado criativo de Chuck Jones, Michael Maltese e outros que, por mais que investissem num humor agressivo e politicamente incorreto em personagens como Pernalonga, Patolino, Sylvester e Piu-Piu e Papa-Léguas, havia uma certa poética e os personagens, por mais que tivessem ataques neuróticos, não viviam o tempo todo à beira de um ataque de nervos.

Daí que os executivos da Warner ou ficaram muito paranoicos depois do fim de Animaniacs ou mantém sua exigência comercial severa, não necessariamente preocupada com os valores morais, mas com a publicidade.

O que é certo é que Brittany também foi vítima de um mercado farmacêutico que estimula um consumo maior de remédios. Mas isso não quer dizer que ela teria sido uma drogada, como no caso do recente óbito de Cory Monteith.

Além disso, Brittany era excelente atriz, uma cantora promissora e uma produtora dedicada. Era uma brilhante mulher, famosa pela sua beleza deslumbrante e pelo seu senso de humor jovial. Não deixa de ter razão o também falecido Simon Monjack, roteirista inglês que foi casado com Brittany (embora ele também lhe tenha cometido infidelidade conjugal) ao dizer que a Warner "teria matado" Brittany.

Neste caso, os engravatados da Warner poderiam ter pensado duas vezes antes de fazerem comentários bastante maldosos. Imagine quanta coisa Brittany Murphy teria feito depois de 2009. Ela tinha um forte talento de uma grande showwoman e até hoje deixa saudades.

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