sábado, 29 de junho de 2013

DEBORAH SECCO NÃO ESTÁ MAIS SOLTEIRA HÁ UM TEMPO, E PODE SE CASAR DE NOVO


Para quem acompanha os noticiários de famosos, sabe que há um bom tempo a belíssima atriz Deborah Secco não está solteira e que, pouco após se separar do ex-futebolista Roger Flores, engatou um namoro com o cantor católico Allyson Castro.

A relação já dura pouco mais de dois meses e Deborah está tão entusiasmada que decidiu fazer um curso de crisma para depois oficializar a união com o cantor. O curso consiste em encontros realizados nas noites de sexta-feira e ocorrerá até novembro.

Quando encerrar o curso, Deborah está pronta para se casar com Allyson em cerimônia religiosa. A data do novo casamento não está prevista, mas do jeito que está a relação, Deborah não demorará muito para realizar as cerimônias nupciais.

Deborah Secco, antes de Roger Flores, já foi casada com o diretor de novelas Rogério Gomes. Considerada uma das mulheres mais desejadas do país, Deborah nunca ficou muito tempo sem ter um namorado.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MTV BRASIL SE REESTRUTURA E SERÁ DA PRÓPRIA VIACOM


"Pra quem ainda não entendeu (?): estou saindo da MTV e a MTV está saindo dela mesma. Momento historicamente triste pra nossa geração", escreveu a apresentadora Titi Muller - irmã da atriz Tainá Muller - no Twitter, depois que saiu da MTV numa despedida chorosa ao lado dos colegas Juliano Enrico e Pathy de Jesus com o fim do programa Acesso MTV.

O ator e cantor Chay Suede, que mal havia entrado na MTV depois de fazer sucesso na novela Rebelde, da Rede Record, também teve seu Hora do Chay cancelado. As demissões são resultado da crise do Grupo Abril, que detinha a franquia da emissora norte-americana, está sofrendo nos últimos meses.

O Grupo Abril, hoje dirigido por Giancarlo Civita depois do falecimento do pai, Roberto Civita, decidiu devolver a marca MTV para a Viacom, dona da marca. A Viacom pretende criar uma filial brasileira e restringir os sinais da nova MTV Brasil aos canais de TV por assinatura. A nova MTV não irá ocupar os canais do VH-1, outro canal da Viacom, mas novos prefixos.

A nova MTV pretende estrear em julho, com novos programas. Produtoras independentes e novas personalidades estão sendo contatadas, no objetivo de montar uma nova equipe. Em todo caso, a nova emissora pretende dar continuidade à linha tomada pela filial brasileira, no ar desde 1990.

terça-feira, 25 de junho de 2013

FAUSTO SILVA E A AUTOPROMOÇÃO DA GLOBO NOS PROTESTOS POPULARES


O apresentador Fausto Silva, do programa Domingão do Faustão, fez, no último domingo, uma propaganda dos protestos de rua no Brasil, contrariando a tendência original da Rede Globo, que transmite o programa, que havia condenado os protestos através de uma cobertura exagerada dos atos de vandalismo.

Fazendo vários questionamentos sobre a situação de vários setores de serviços públicos, Fausto Silva estimulou a reação da plateia, que dizia um sonoro "não" quando o apresentador perguntava se esses serviços estavam em bom desempenho. Até mesmo durante a Dança dos Famosos, um dos quadros de destaque do programa, houve manifestações de famosos presentes.

De repente, as Organizações Globo passaram a "apoiar" as manifestações populares, numa reviravolta tendenciosa, para uma corporação que fazia uma cobertura dos protestos com ênfase exagerada nos atos de vandalismo e que culminou nos comentários reacionários do cineasta e jornalista Arnaldo Jabor, que havia comparado o Movimento Passe Livre à entidade criminosa PCC, e depois teve que voltar atrás.

Isso não é de graça. Primeiro, porque os protestos são ideologicamente independentes, e isso inclui uma postura nada sectária ao governo Dilma Rousseff, o que anima os barões da grande mídia a pegar carona nos protestos pelo simples fato de que ela faz oposição à presidenta.

Segundo, por que as Organizações Globo, vendo os protestos se seguirem para além do controle midiático, precisam se autopromover com um apoio paternalista e tendencioso, o que nos leva ao terceiro ponto dessa mudança, que são as lições de 1983.

Nessa época, as Organizações Globo, a partir da Rede Globo e do jornal O Globo (naquela época não havia a revista Época nem a rede Globo News), havia se recusado a fazer a cobertura dos movimentos pela volta das eleições diretas no país, então sob o regime militar. O desprezo fez história e, com a Internet e os relatos de professores universitários, o episódio é bem conhecido das gerações mais recentes.

Com essa omissão da Globo, veículos igualmente conservadores como a Folha de São Paulo e a TV Bandeirantes, no entanto, decidiram, por uma junção de vários aspectos - cobertura jornalística mais profissional, concorrência midiática e autonomia de seus jornalistas - embarcarem no apoio às manifestações populares da época, depois reconhecida como a fase terminal da ditadura militar.

Daí a Globo ter virado quase uma Folha de São Paulo da vez, com as diferenças de contexto devidas. É uma forma de tentar evitar o desgaste de imagem da corporação que é "vítima", ela mesma, dos protestos populares. E se até a revista Veja começa a moderar seu reacionarismo, é sinal de que a grande mídia tenta tirar seus anéis para preservar os dedos.

Quanto a Faustão, outra coisa deve se levar em conta, que é também a tendência do brega-popularesco, que tem no Domingão do Faustão sua maior arena eletrônica - foi através dele que a moda dos neo-bregas (Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Alexandre Pires, Ivete Sangalo) de fazer uma pseudo-MPB engomadinha tentou emplacar no sucesso - , de embarcar em qualquer ativismo social.

O "funk carioca" é sintomático, na sua obsessão de parecer "ativista" e "libertário" que faz até com que funqueiras muito bem casadas - mas com maridos sendo levados, mediante indenização pesada, a morarem bem longe delas - se passem por "solteironas" para criarem um falso feminismo e temperar a "militância" com apoio tendencioso à causa LGBT, posando ao lado de drag queens estereotipadas.

Mas esse tendenciosismo contagia todos, até mesmo astros da axé-music que em Salvador quiseram acoplar seus trios elétricos no trem sem freio dos protestos de rua, sendo atropelados depois pelo fracasso de suas manobras oportunistas, que a ninguém convenceram.

E Fausto Silva, o "mecenas" da pseudo-cultura brega-popularesca, que tentou "vociferar" contra o jabaculê que sempre ocorreu no seu programa e continuará a ocorrer, não podia estar fora desse contexto. Se o brega-popularesco é um "popular" postiço, por ser uma forma pasteurizada, caricata e estereotipada de "cultura popular", é preciso que, como em toda fraude, sejam mantidas as aparências.

Daí o pseudo-ativismo que faz parte desse simulacro de "cultura popular", dentro de um contexto de uma postura falsamente "libertária" que tenta camuflar o caráter estritamente comercial dessa pseudo-cultura de cantores bregas, musas popozudas, jornalistas brucutus que falam para um povo pobre midiaticamente feito à imagem e semelhança de sua própria caricatura dos humorísticos de TV.

Portanto, o crescimento dos protestos populares também abre caminho para os oportunistas. É um efeito natural de fenômenos que crescem muito, vide a fase dos pseudo-esquerdistas da Era Lula que geraram de troleiros de direita a professores tipo Eugênio Raggi e cuja herança se deu nos Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano que conhecemos. Cabe, nessas situações, acionarmos a cautela e o discernimento.

domingo, 23 de junho de 2013

BREGA NUNCA REPRESENTOU RUPTURA ALGUMA

CAETANO VELOSO E ODAIR JOSÉ, NOS PREPARATIVOS PARA A "POLÊMICA" PERFORMANCE NO FESTIVAL PHONO 73.


Criou-se uma "tradição" ideológica em acreditar que a "cultura" brega e todos os seus derivados - o que se entende por "popular" veiculado pela mídia nos últimos anos - representa uma suposta ruptura com o estabelecido e, segundo essa tese, seria um movimento "injustiçado" pela mídia e pelo mercado dominantes.

É uma visão oficial que conta com um forte lobby de intelectuais, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, celebridades, artistas e produtores de eventos, e que deixa a "boa sociedade" numa situação confortável. Afinal, é apoiando o brega que as elites disfarçam seus piores preconceitos, a partir de um paternalismo cordial com a mediocrização cultural do país, que cria uma imagem adocicada do povo pobre.

Essa visão tenta atribuir à breguice dominante um tom de "rebeldia" que ele nunca teve. Afinal, o brega, assim como seus derivados, sempre manteve uma postura resignada, conformista e subalterna, até mesmo retardatária na assimilação de influências culturais obsoletas, como uma tradução fiel às ideias que, na Economia, são expressas no pensamento de Roberto Campos e Fernando Henrique Cardoso.

O brega nunca rompeu com o poder midiático porque este era justamente a fonte de sua formação "cultural". A grande mídia sempre forneceu aos aspirantes de expressões bregas - cantores e músicos cafonas, "boazudas", jornalistas policialescos, humoristas de besteirol, vários craques de futebol - os elementos que os caraterizam no som, no vestuário, na atitude, no comportamento etc.

POR QUE O BREGA É VISTO COMO "RUPTURA"?

Mas por que o brega é visto como uma suposta ruptura contra paradigmas que as elites enxergam em relação à grande mídia, à cultura brasileira e ao mercado? Por que essa visão, de validade duvidosa, no entanto é defendida em aparente unanimidade no mainstream da opinião pública?

Criou-se uma tendência de semi-intolerância em relação à MPB autêntica, desde que veio a rejeição crítica compartilhada por intelectuais e acadêmicos, diante da mesmice e da acomodação da MPB feita pela indústria fonográfica.

De repente, não só a MPB mas qualquer desejo de melhoria cultural das classes populares foi visto como "dirigismo ideológico", logo pela sociedade pró-brega que faz dirigismo "recomendando" Raça Negra para o público alternativo da Virada Cultural.

Tudo que acontece como "culturalmente negativo" nas classes populares e que consiste na ideologia brega, para essa "boa sociedade" e seus ideólogos intelectuais, é visto de forma positiva como se essa inferiorização cultural fosse "superioridade".

Essa postura se dá com um mal disfarçado rancor com o suposto academicismo atribuído à MPB, aos movimentos sociais, ao verdadeiro feminismo e a tudo que age contra a mediocridade cultural e a imbecilização. Para a intelectualidade dominante, o povo pobre só poderá melhorar por via da Economia, enquanto dependerá do apoio da intelectualidade para as supostas melhorias culturais.

Esse rancor se dá sobretudo contra figuras como Chico Buarque, Tom Jobim, contra o Clube da Esquina - sem atacar diretamente Milton Nascimento, para não dar impressão de racismo - , contra a Bossa Nova, contra a música instrumental de qualidade, enfim, contra tudo que for considerado "alta cultura" pela intelligentzia atual.

Para contrapor-se a isso, a intelectualidade dominante passou a ver no brega um suposto foco de rebeldia, e isso a princípio parecia uma atitude de provocação, quase que uma postura jocosa, feita para gracejar dos excessos que o academicismo havia pregado nos anos 70.

BREGA ERA PIADA; GRANDE MÍDIA O FEZ LEVAR-SE A SÉRIO DEMAIS

Não vamos nos esquecer também que essa visão de defesa preciosista do brega surgiu em São Paulo e, pouco depois, se projetou no Norte e Nordeste, de onde veio a maioria dos ídolos bregas, que os reciclou através do aval de artistas, celebridades e jornalistas paulistas.

No começo, o brega era visto como uma piada que era aproveitada por artistas paulistas como um elemento a somar nas performances humorísticas. O brega não era algo a se levar a sério, e lá por volta da década de 80 houve até mesmo grupos teatrais e músicos que utilizavam estéticas cafonas como forma de expressão satírica renovada.

Só que, desde o fim dos anos 90, com a adaptação brasileira dos ideais da cultura trash - que no auge do modismo grunge de então exaltava até serial killers - somados à versão brasileira do "politicamente correto" (forma tendenciosa de adotar posturas sociais "elevadas"), fez a grande mídia fazer uma propaganda do brega tratando-o não como uma piada, mas como uma "coisa séria".

Daí a choradeira que definia os ídolos brega-popularescos como "vítimas de preconceito", invertendo o sentido do sucesso comercial e da popularidade. Superestimava-se até mesmo a rejeição que uma pequena parte da imprensa musical fazia a esses ídolos, atribuindo a ela defeitos e danos maiores do que esta realmente causava aos ídolos cafonas.

A própria grande mídia, acusada de cúmplice na "discriminação" sofrida pelos bregas, criou todo um discurso favorável a esses ídolos. Juntas, as Organizações Globo e a Folha de São Paulo criaram um discurso que tentava, de forma tendenciosa, promover o brega como se fosse "cultura superior", em detrimento de expressões artísticas de qualidade menosprezadas ou depreciadas.

O brega sempre foi establishment, tanto pelo fato de sua formação ser vinculada à grande mídia regional, quanto pelo fato de que o establishment midiático e cultural sempre arrumaram algum jeito para favorecer os ídolos cafonas e seus derivados, sejam os "comportados" (como "sertanejo", axé-music e "pagode romântico"), sejam os "polêmicos" (como "funk carioca", "forró eletrônico" e tecnobrega).

Desde Caetano Veloso cantando com Odair José até Lobão, em seu surto neocon, praticamente dizer que só o "funk" é que "presta" na cultura brasileira, a sociedade dominante sempre apoiou o brega. O brega nunca foi um excluído cultural. Apenas tirava férias da grande mídia, aparentemente longas, mas longe de qualquer desprezo real.

O brega é inofensivo, mercadológico e artisticamente precário. Fácil de trabalhar fórmulas musicais mercadológicas, com baixo investimento aos "artistas". Além disso, sua despolitização agrada em cheio o neoliberalismo e deixa os barões da mídia felizes e tranquilos. O brega é capitalista por excelência, porque o capitalismo fez o povo ficar brega.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

NIGELLA LAWSON PODE ESTAR SOLTEIRA


A apresentadora e culinarista inglesa Nigella Lawson foi vista na manhã de hoje andando pelas ruas em Londres sem maquiagem e com uma aparência bastante abatida.

Mas o que chama a atenção é que Nigella, que sempre fazia questão de mostrar sua aliança de casada, foi vista sem o anel, dando a crer que seu casamento com o empresário Charles Saatchi havia encerrado, estando a bela apresentadora novamente solteira.

No último fim de semana, Nigella e Charles teriam tido uma discussão e um fotógrafo registrou o momento em que Charles parecia ter estrangulado a culinarista, supostamente depois de uma discussão por ciúmes. Na ocasião, Nigella mostrava um olhar aflito e parecia se sentir sufocada com o ataque do então marido.

Charles Saatchi, também colecionador de obras de arte, teria dito, em primeira instância, que tudo "não passou de uma brincadeira". Mas, dias depois, admitiu, em depoimento à polícia, ter mesmo agredido sua então esposa.

Um representante de Nigella afirmou que ela havia saído da casa onde vivia com o marido e passou a morar com a irmã. Nigella tem dois filhos do primeiro casamento, com o jornalista John Hammond, do qual ela é viúva desde 2001.

É possível que Nigella começou a entrar em contato com algum advogado para dar início ao processo de divórcio, embora não haja ainda uma notícia formal a respeito. Se ele ocorrer, pode gerar uma batalha judicial na qual Charles Saatchi se sujeitará a uma pesada pensão para Nigella.

Mas tudo indica que o casamento de Nigella pode acabar oficialmente a qualquer momento. Empresários que mantém parcerias ou contratos publicitários com a culinarista estão pressionando para que o episódio não abale a imagem pública dela.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

DIANTE DE PROTESTOS, FUTEBOL BRASILEIRO VIVE BAIXO ASTRAL


Pela primeira vez, a seleção brasileira de futebol venceu um jogo importante sem causar qualquer empolgação. E, pior, pela primeira vez também a grande mídia começa a sentir o peso dos protestos populares, criando um clima de baixo astral inesperado em outros tempos.

Afinal, até poucos dias atrás a copa do mundo era uma das prioridades do espetáculo midiático, e qualquer vitória da seleção brasileira em campo, neste sentido, era motivo de festas que haviam contagiado o país sob o comando de astros midiáticos como o próprio Galvão Bueno.

Pois no jogo de ontem contra a seleção japonesa, na Copa das Confederações deste ano, num placar normal de 2 contra 0, reinou um clima de luto entre os jornalistas esportivos, vendo que o clima não era mais daquele conhecido fanatismo de antes.

Para piorar mais ainda a situação, a partida da seleção brasileira aconteceu à tarde, num dia em que os grandes jogos costumam ser programados à noite. Acabou sendo ofuscada pelos protestos populares que acontecem em todo o país, e cujo carro-chefe do dia foi o protesto em Niterói que parou até mesmo a Ponte Rio-Niterói.

Com a repercussão internacional dos protestos, inicialmente feitos contra o aumento das passagens de ônibus e hoje ampliados para outras causas sociais - em São Luís, no Maranhão, houve manifestação dos trabalhadores rurais contra a violência e a impunidade no campo - , políticos e até mesmo figuras do esporte exibiam seu baixo astral e davam comentários equivocados que só complicavam a situação.

O técnico Luiz Felipe Scolari, os ex-jogadores Ronaldo Nazário e Pelé, e o dirigente esportivo Joseph Blatter, presidente da FIFA, em diferentes ocasiões, tentaram colocar a copa do mundo como um evento bem mais importante que os protestos de ruas pelo país, e repercutiram mal. Pelé teve que pedir desculpas e dizer que também apoia os protestos populares.

Mas o que se notava mesmo era o semblante abatido de Galvão Bueno, que aparentemente manteve seu trabalho de noticiar o resultado vitorioso da partida em favor dos jogadores brasileiros, mas sem a empolgação de antes. Parecia triste, diante do papel secundário a que foi reduzido com a queda de audiência da Globo durante o jogo e a "disputa" que teve com a cobertura dos protestos.

E não foi somente na Globo. Milton Neves, na TV Bandeirantes, exibia também o mesmo semblante abatido, demonstrando melancolia diante da festa futebolística que foi ofuscada pelos protestos. E, poucas horas depois, a verdadeira festa popular aconteceu, com protestos reiniciando novamente em várias cidades, com destaque para uma Niterói há quase trinta anos sem o status de capital de um Estado.

A grande mídia tentou dar um destaque aos poucos atos de vandalismo que ocorrem, e que nada têm a ver com os verdadeiros protestos. Tentou "criminalizar" uma manifestação que começava nas proximidades da Ponte Rio-Niterói, na altura da Av. Jansen de Mello, que obrigou os veículos que estavam na ponte a retornarem para o Rio de Janeiro, liberando os passageiros na proximidade do pedágio.

Até mesmo a Globo teve que admitir que o futebol não empolga mais quanto antes. Além de exibir cartazes pedindo mais atenção à Saúde e Educação do que à Copa, os fóruns dos assinantes do Globo.com mostram uma maioria de internautas contrários à valorização exagerada do futebol.

São outros tempos. E ainda estamos em 2013. Em 2014 a coisa poderá pegar. O Brasil dificilmente será como antes das manifestações populares que chamam a atenção até mesmo da mídia estrangeira. O jogo do povo brasileiro é outro, e as metas são muito mais realistas.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A ECLOSÃO DOS PROTESTOS JUVENIS NO BRASIL



Era apenas para ser um protesto contra aumento das passagens. Seriam mais alguns movimentos como esses, protestos pontuais, revoltas voltadas para o acréscimo de alguns centavos que, somadas a cada semana num mês, representam uma séria despesa tirada dos salários dos trabalhadores.

Sim, esses protestos têm esses motivos, sobretudo através do Movimento Passe Livre para os estudantes, a partir de São Paulo, mas com equivalentes em outras cidades do país. Mas a coisa, de repente, se transformou em manifestações intensas, algo nunca visto nos últimos 45 anos.

Fala-se 45 anos porque os protestos estudantis de 1977 (contra o "pacote" ditatorial de maio lançado pelo general Ernesto Geisel) e de 1992 (contra a corrupção do governo do presidente Fernando Collor), embora relativamente bastante expressivos, são apenas sombras do que foram os protestos de 1968.

Os protestos de 1968 foram o auge de uma série de manifestações, várias delas sangrentas, feitas por estudantes descontentes com as medidas arbitrárias lançadas pelo então ministro da Educação do governo de Castelo Branco, Flávio Suplicy de Lacerda, em 1966, entre elas a substituição da UNE por uma entidade "representativa" vinculada ao regime militar.

Depois de Suplicy de Lacerda - artífice, também, do acordo MEC-USAID que reduziria a Educação brasileira num mero mercado tecnocrático patrocinado pelos EUA - , outros ministros assumiram a pasta. Mas Suplicy de Lacerda se destaca pelo mesmo pano de fundo que busca relações com os dias de hoje.

Afinal, Flávio era professor paranaense e havia sido, pouco antes de assumir a pasta da Educação, reitor da Universidade do Paraná (atual UFPR). Nessa época, o estudante de arquitetura Jaime Lerner começava a se destacar como "aluno modelo" que, de tendência conservadora, passou a se lançar na política através da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), sendo nomeado prefeito de Curitiba.

O prefeito biônico de Curitiba que lançou um modelo autoritário de "mobilidade urbana" até tentou se passar por "progressista", pegando carona em nas filiações do PDT e PSB só para dizer que "não era de direita", e hoje Lerner é aposentado da vida política. Mas ele fez horrores como prefeito e governador, tinha apetite privatista doentio e foi padrinho político de Beto Richa, figura "notável" da direita paranaense.

Lerner vendeu seu projeto de "mobilidade urbana", que cheira a mofo mas mesmo assim é vendido como "novidade", com seus ônibus fardados e uma carga horária tirânica contra os motoristas, para outras capitais, com o apoio aberto dos políticos que descuidam do interesse público e "lavam" todo o dinheiro sujo junto com as verbas públicas despejadas para garantir a farra politiqueira dos eventos esportivos.

De repente, os protestos passaram a se dirigir não apenas aos aumentos das passagens de ônibus, mas também à ditadura midiática e contra os gastos faraônicos para a Copa das Confederações, que prenunciam o que será a farra política na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Estas, embora ocorram apenas no Rio de Janeiro, envolvem interesses turísticos das demais capitais do país.

E mesmo a repressão policial - a mesma tanto da parte de um claramente reacionário Geraldo Alckmin quanto da parte de um falsamente progressista Sérgio Cabral Filho - não intimidou os estudantes, antes causasse maior desgaste aos governantes que prometiam "manter a ordem".

A MÍDIA TENTOU CONDENAR OS MOVIMENTOS

A grande mídia começou a cobrir os manifestos estudantis de forma reacionária, condenando os protestos juvenis e dando ênfase exagerada nos atos de vandalismo que, na verdade, eram feitos por desordeiros sem qualquer relação com as manifestações.

O reacionarismo midiático era tanto que Veja e Folha de São Paulo pregavam a mobilização policial para reprimir os manifestantes, mesmo que seja a bala. A postura era motivada pelo promotor Rogério Zagallo, que defendeu que a polícia atirasse nos manifestantes. Através dessa postura, a grande mídia tentava definir os protestos como "atos terroristas" que deviam ser combatidos a bala.

E aí comentaristas como Arnaldo Jabor e José Luiz Datena foram despejar seu reacionarismo, tentando definir as manifestações como "desordeiras". Jocoso, Reinaldo Azevedo, o "calunista" de Veja, disse ironicamente que virou "progressista" mas ridicularizou quem acreditasse do poder transformador desses protestos que juntam milhares de pessoas pelas ruas dos centros das grandes cidades.

Arnaldo Jabor, por sua vez, repetiu aquele jeito rabugento de comentar os fatos políticos e disse que os estudantes "não valiam" sequer os 20 centavos que geralmente são acrescidos em cada unidade de tarifa de ônibus reajustada. Diante da repercussão negativa de seus comentários, Jabor pediu desculpas, admitindo a validade dos movimentos estudantis.

A reação popular contra o poder midiático era tal que até mesmo o jornalista da Globo, Carlos Barcellos - que segue uma abordagem temática tolerada pelas esquerdas médias - , foi vaiado por alguns manifestantes, que o acusavam de "manipulador".

Ontem à tarde, as manifestações simplesmente cresceram de forma impressionante. Se, na semana passada, uma estudante havia ido às ruas com o cartaz "Desculpe o transtorno: estamos mudando o país", hoje a coisa está mais intensa.

Os protestos também mostram que a visão caduca da "coisificação" do ativismo social através das "novas mídias digitais", defendida por esquerdistas médios que não conseguem esconder seus desejos puramente tecnocráticos de submeter a humanidade ao jugo das máquinas e reduzir as mobilizações sociais a meros sub-produtos das novas tecnologias.

Deslumbrados com a utopia de que as novas tecnologias, em si, transformam a humanidade, os esquerdistas médios, vários deles ligados ao Coletivo Fora do Eixo (mas dentro de George Soros), se frustraram ao ver que não é a mensagem que se submete ao meio, mas o meio é que serve de instrumento para propagação de uma mensagem.

E essa mensagem só se propaga com o contato presencial, e nenhum Facebook e nenhum Twitter substituem as manifestações nas ruas, rejeitando a demagogia, o autoritarismo e a corrupção, não da forma que a grande mídia deseja, não do modo que as autoridades toleram e não da maneira que os esquerdistas médios gostariam que acontecessem.

Não se sabe até que ponto irão essas manifestações e quais efeitos concretos poderão causar. Mas isso é só o começo, e as coisas só passam a ter um significado definido no decorrer do tempo. Em todo caso, é salutar ver que as manifestações nas ruas crescem, dando um ânimo nos jovens e rompendo com a letargia que a ditadura militar tentou "ensinar" ao povo brasileiro. Enfim, começam as "primaveras" no Brasil.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

NIGELLA LAWSON PODE SE SEPARAR DO MARIDO


Depois de Roberto Justus e Ticiane Pinheiro, mais um casamento em que o homem é poderoso e mais velho pode estar perto do fim. O empresário e publicitário (mesma especialidade de Justus) inglês Charles Saatchi, no último fim de semana, teria agredido a esposa, a apresentadora de programas de culinária Nigella Lawson, depois de saírem de um almoço em um restaurante em Londres.

Um fotógrafo registrou as fotos em que Saatchi tentava apertar o pescoço de Nigella, que olhava de forma aflita, assustada e chorosa. Horas depois, Nigella teria saído de casa com uma bagagem. Saatchi tentou dizer, recentemente, à imprensa de que tudo "não passou de uma brincadeira".

Saatchi tem 70 anos e Nigella, 53. Nigella, que é filha do jornalista britânico Nigel Lawson, já é viúva do jornalista John Diamond, com quem esteve casada entre 1992 e 2001, e com o qual tem dois filhos. Já Saatchi é conhecido por ser dono de uma das agências de publicidade atuantes no Reino Unido.

Até agora, não foi divulgado o motivo do incidente. A diferença etária, aparentemente, pode não ter influído, embora, no contexto profissional de Saatchi, ele esteja muito longe de ter a jovialidade de músicos da mesma idade, como Mick Jagger.

Provavelmente, a agressão que o empresário fez contra Nigella teria sido uma crise de ciúmes, já que a apresentadora é muito popular no mundo inteiro e também é conhecida por sua beleza deslumbrante e desejada por muitos homens. Em maio, Nigella fez uma visita ao Brasil.

Mas a situação é tão grave que a Scotland Yard está investigando o incidente. Consta-se que Nigella estaria procurando advogados para acertar o divórcio. Apesar de Saatchi dizer que "foi uma brincadeira", um representante de Nigella afirmou que ela saiu de casa após a agressão.

sábado, 15 de junho de 2013

KATE UPTON APELA PARA VOCABULÁRIO TRADICIONAL NA SUA MENSAGEM


A modelo e agora atriz Kate Upton é uma típica musa moderna. Tem 21 anos, a mesma idade das atrizes lançadas pelos canais Disney e Nickelodeon, possui um corpão bastante cobiçado pelos homens, e, solteira, foi envolvida em boatos de que ela estaria namorando ídolos do hip hop norte-americano.

Pois a deliciosa e belíssima Kate Upton, que se enquadraria no perfil que a grande mídia dedicada aos jovens definiria como "descolado", escreveu no Twitter uma mensagem de agradecimento ao seu aniversário, comemorado no último dia 10, com uma mensagem que, descontando o emoticon no final (":)", correspondente a "sorriso"), soaria "careta" para aqueles que se passam por "modernos" no Brasil.

Eis o que ela escreveu:

“My friends and family are the best!! Thank you everyone for your birthday wishes :),”

Traduzindo em bom português: "Meus amigos e minha família são os melhores!! Muito obrigada a todos por seus votos pelo meu aniversário :)".

Já imaginou se ela escrevesse "My crew from the streets and my crew from home are everything of good, show of the ball and ten note" ("Minha galera lá da rua ou minha galera lá de casa são tudo de bom, show de bola e nota dez")? Ficaria bastante patético.

Se ela então escrevesse, em vez de "I had a happy birthday party with my friends" ("Eu tive uma festa de feliz aniversário com meus amigos"), "I had a ballad of my birthie with da crew" ("Eu tive uma balada de niver c'a galera")? Seria mais patético ainda, e, em português, daria em cacófato ("c'a galera").

E pensar que muita gente se acha moderna falando essas gírias tolas como "galera" e "balada" e ainda se ofende quando alguém chama essa gente de retrógrada. E desde quando falar gíria é ser moderno? Falar bem é muito mais avançado e moderno do que se afundar num dicionário de gírias forçadas que nem tem serventia social, porque elas não passam de gírias forçadamente divulgadas pela grande mídia.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

GRANDE MÍDIA PROCURA "SOLTEIRAS" ONDE NÃO HÁ


O que tem em comum as atrizes Michelle Pfeiffer e Grazi Massafera e uma conhecida funqueira tida como "ativista" e famosa pelo corpo siliconado? Todas elas tiveram a suposta "solteirice" atribuída pela imprensa nas últimas semanas, criando uma onda de falsas solteiras difundidas pela imprensa brasileira, seja de forma tendenciosa ou acidental.

Semanas atrás, um texto sobre os 55 anos de Michelle Pfeiffer divulgado por Caras afirmava que um dos motivos dela ser atraente era o suposto fato dela "estar solteira". No entanto, a mídia norte-americana já assegurou que ela mantém sólido o casamento de 20 anos com o diretor, roteirista e produtor David E. Kelley, famoso por ter criado a série Ally McBeal. Caras, no entanto, não corrigiu a informação.

Anteontem foi a vez do colunista Léo Dias, do jornal O Dia, anunciar que Grazi Massafera, estrela da novela Flor do Caribe, da Rede Globo, estaria se separando do marido, Cauã Reymond, com quem vive junto com a filha Sofia. Grazi e Cauã, segundo Léo, estariam "brigando muito" e o colunista, contraditoriamente, havia dito que, apesar da "separação", os dois "continuariam morando juntos".

Já a funqueira, diferente dos outros dois casos, usa sua falsa solteirice como estratégia de marketing. Ela, que afirmou para um blogue que está "solteira e feliz" e que só está "namorando" (sic) o seu filho adolescente, já havia dito num reality show em que participou que apenas interpreta um personagem na sua carreira profissional, e que sua intimidade é diferente do que ela representa diante das câmeras.

A funqueira estaria passando por "solteiríssima" apenas para não frustrar as expectativas dos fãs, porque ela se promove através de uma imagem "sensual", além de um suposto ativismo LGBT. Mas fontes garantem que ela continua casada e que o marido apenas vive longe dela, para não atrapalhar sua carreira. Ou seja, há a personagem funqueira "solteiríssima" e há sua identidade secreta, a de uma mulher muito bem casada.

Indício desse comprometimento está numa moto importada que a funqueira havia adquirido nos EUA e com a qual nunca mais apareceu. A moto teria sido dada ao marido para amenizar os ciúmes dele. Ele teria recebido uma moto importada como indenização diante da encenação muito comum da esposa ser "agarrada" por um "fã" durante suas apresentações.

No caso de Grazi e Cauã, os dois já acionaram um advogado para processar Léo Dias pela falsa informação. Já no caso de Michelle Pfeiffer, aparentemente o caso ficou por isso mesmo, embora se saiba que o casamento da atriz norte-americana com David Kelley está muitíssimo bem.

A grande mídia, que atravessa uma grave crise, há muito desinforma, lança gírias absurdas (como "balada"), difunde valores retrógrados, tem surtos de reacionarismo e difunde uma pseudo-cultura de baixa qualidade. Tinha mesmo que procurar "solteiras" onde não existe, apenas para tentar impressionar os leitores. Mas a realidade passa muito longe dessas lorotas midiáticas, realidade nem sempre agradável, mas verdadeira.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O "ESQUENTA", DE REGINA CASÉ, É O PROGRAMA MAIS RACISTA DA TV?


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O Esquenta, da Rede Globo, é um dos exemplos de programas midiáticos que glamourizam a pobreza, bem ao gosto da intelectualidade dominante em nosso país, que prefere que o povo pobre fique como está, apenas ganhando mais dinheiro e algumas garantias legais. Juntar funqueiros e artistas de verdade não contribui em coisa alguma para fortalecer a autoestima dos pobres, e, além disso, o povo pobre é reduzido, mais uma vez, a uma simples caricatura de si mesmo.

O “Esquenta”, de Regina Casé, é o programa mais racista da TV?

Por Marcos Sacramento - Diário do Centro do Mundo

Ela envia uma mensagem retrógrada com seus estereótipos dos negros.

O Esquenta é o programa mais conservador da televisão brasileira. É uma versão barulhenta e colorida de velhos costumes. Num primeiro olhar, parece uma grande festa na periferia, na qual as gírias, danças e modas de regiões com IDH baixo e criminalidade alta são irradiadas para todo o país pela tevê.

Vemos meninos contorcendo as articulações em performances de passinho, meninas com minissaia e microvocabulário, rapazes negros com cabelos louros e óculos espelhados de cores berrantes rodando o salão felizes e eufóricos. A festa mistura samba, funk, estilo de vida despreocupado e despudorado, concurso de beleza, humor, artistas de novela, enfim, para usar um termo bem periférico, “tudo junto e misturado”.

Essas características, apenas, não me incomodam. Não sou quadrado, respeito e até admiro algumas formas de cultura vindas do gueto e abuso do direito de desligar a TV. O que me irrita, e muito, e faz com que chame o programa de conservador e escravocrata é a cor de pele predominante nessa festa maluca.

Certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos.

É esse o ponto. O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do mau gosto de penteados e cortes de cabelo extravagantes.

Sou negro e não sei sambar, não pinto meu cabelo de louro, não uso cordões, não ando gingando nem falo em dialeto. Não sou exceção, felizmente. Sei que há muitos caras e moças como eu. Muitos são poliglotas, outros gostam de música clássica, vários gostam mais de livros do que de pessoas, outros reclamam do calor da Brasil, certamente há os que são introspectivos e de poucas palavras, e há os que nem sentem falta do feijão quando viajam para o exterior.

Embora o Esquenta não tenha a proposta de ser um programa sobre cultura negra, ele ajuda a construir um estereótipo. Por que as novelas não têm galãs negros ou musas negras? Faça a lista dos galãs e das musas televisivas e depois veja quantos são negros. O número será irrisório.

O Esquenta ajuda a manter essa ordem. Em vez de rapazes elegantes, mostra dançarinos com cabelos bizarros. As moças, sempre de shorts minúsculos e prosódias vulgares, nunca serviriam de modelo para capas da Marie Claire ou da Claudia.

Regina Casé e seu programa parecem dizer aos jovens dos guetos: “Ei, isso mesmo, aprendam passinho, aprendam a rebolar até o chão, continuem com seu linguajar próprio, porque tudo isso é lindo, é legal, é Brasil, é tudo junto e misturado, continuem com seus empregos modestos, porque a vida é agora, é para ser vivida, curtida, com alegria, malemolência, sempre com um sorriso no rosto”.

E assim, aquela menina sentada no sofá vai continuar achando o máximo desfilar com pouca roupa e pelos das pernas pintados de loiros pela comunidade. Nunca vai pensar em aprender a falar alemão ou tentar entender os grafites de Banksy, da mesma forma que os rapazes nunca sonharão em trabalhar no Itamaraty e praticarão bullying contra os meninos polidos que não falam em dialeto e inventam de estudar violino, já que um programa televisivo de uma das principais emissoras do país legitima seu estilo de vida mal educado e de poucas perspectivas.

Como um coronel oligarca e cínico, o programa dá uma recado para a garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

BIBLIOTECA NACIONAL COBRA "UMA FORTUNA" PARA FOTOS DIGITAIS PESSOAIS


A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, quer meter a faca nos bolsos dos leitores. Aos interessados em fotografar as fotos e páginas de seu acervo de revistas e jornais, na intenção de digitalizar imagens e textos de seu interesse, precisa pagar um preço amargo para isso.

Eu conversei com uma funcionária, semanas atrás, e ela me disse que o preço é de R$ 10 por página. E, pior ainda, o preço não se refere apenas ao serviço de um outro funcionário fotografando a página desejada, mas também à própria pessoa que tiver uma câmera digital e desejar fotografar a página em questão.

Imagine se você quiser fotografar uma reportagem inteira de revista, geralmente com oito páginas. Você terá que gastar R$ 80, o que pode parecer barato para quem recebe um bom salário, mas é caro para quem tem muitas outras contas para pagar. Além disso, cobrar R$ 10 por uma página nada tem de generoso nem de barato. Pelo contexto da atividade, é um preço caro, "uma fortuna".

É certo que a Fundação Biblioteca Nacional vive uma séria crise, mas isso não significa que serviços assim sejam cobrados de forma tão injusta. Seria melhor se, no caso de usar o serviço de outros funcionários, fosse cobrado, quando muito, R$ 1 ou R$ 2, quando muito R$ 5, mas que fosse gratuito no caso do interessado usar sua própria máquina digital.

Assim, não há samaritano que possa ajudar na digitalização do material consultado na Biblioteca Nacional, um acervo que, sabemos, está ameaçado pelas péssimas condições em que se encontram suas instalações, sem ventilação adequada, aliás, sem ventilação, porque há problemas elétricos e as verbas recebidas pela FBN são insuficientes para que a biblioteca ofereça um serviço ideal, seguro e eficiente.

Portanto, a cobrança de parte da FBN só espanta a clientela, e justamente numa época em que se necessita tanto de ver fotos escaneadas, para a preservação digital dos acervos, na contribuição razoável de contar a história do Brasil pelas páginas impressas.

Num país em que a Internet carece de "garimpagem", como o Brasil, as coisas deveriam ser facilitadas, e não complicadas. Além do mais, a cobrança pelo registro fotográfico desestimula a pesquisa de acervo e não há garantia se o dinheiro a ser arrecadado será suficiente para pagar as contas da FBN. Aliás, pelo preço que é, que afasta a freguesia, mal dá para pagar sequer 0,001% das contas da instituição.

sábado, 8 de junho de 2013

INTELECTUALIDADE BRASILEIRA IMPÕE SEU "DIRIGISMO CULTURAL" EM PROL DO BREGA


A intelectualidade dominante está praticamente identificada com a visão de cultura determinada pela centro-direita. Mas quando boa parte dela tenta ser esquerdista, impondo seu proselitismo nas mídias progressistas, copiam o que há de pior na ideologia esquerdista.

Semanas atrás, houve a Virada Cultural de São Paulo e aí vieram intelectuais e jornalistas "recomendando" o que deve ser curtido como cult no evento. A imposição do "mau gosto", que eles entendem como "liberdade cultural", chega ao ponto do mais escancarado dirigismo cultural, que deixaria os chamados "cuecões" (comunistas retrógrados que pensam que o mundo vive em 1917) do Partidão boquiabertos.

Nem Mao-Tsé Tung chegou longe com sua "revolução cultural". Nas esquerdas médias, a "revolução" vai pelo caminho do brega. E sabe o que agora se tornou "alternativo" por essa intelectualidade badalada e "divinizada" por setores influentes da opinião pública? É justamente o brega que havia sido sucesso entre os anos 70 e 90 e que andou "meio esquecido" pela mídia.

Anotem-se os nomes: Odair José, Amado Batista, Michael Sullivan, Wando, Waldick Soriano, José Augusto, Luiz Caldas, Kaoma, Raça Negra, Leandro Lehart (ex-Art Popular), entre outros. Há também todo o "funk carioca", que se aproveita dos altos índices de rejeição da sociedade para se passar por "coitadinho" e fazer pose de "vítima" para fazer algum sucesso.

Algo semelhante já foi tentado com nomes mais mainstream, como Zezé di Camargo & Luciano e Banda Calypso. O "Partidão", a pretexto de Zezé e Luciano terem votado em Lula - mas também votaram no ruralista Ronaldo Caiado nas eleições daquele 2002 - , determinou que todos vissem Os Dois Filhos de Francisco e aceitassem as breguices da dupla como algo "sofisticado".

A coisa não deu certo. Nomes como esses mostraram-se reacionários além da conta. Os "progressistas" de ocasião se envergonharam com tal propaganda, vendo Zezé di Camargo no movimento Cansei (sem o irmão, que, estrategicamente, não foi junto) e Joelma do Calypso virando homofóbica, e desistiram do oba-oba.

No entanto, eles insistem em promover como "alternativos" a turma brega acima citada, e seu dirigismo se deu a ponto de "estimular" a produção de coletâneas "independentes" de tributo a Odair e ao Raça Negra. Isso se torna uma incoerência, se percebemos o contexto histórico desses ídolos bregas, sobretudo no início dos anos 90.

DESINFORMAÇÃO

Só mesmo a desinformação, aliada a um pretensiosismo e uma suposta "liberdade cultural" dos jovens de hoje para permitir que bregas de outrora, que eram o establishment do establishment do establishment, sejam vistos como "alternativos".

Afinal, lendo livros como Dias de Luta, de Ricardo Alexandre, sabe-se que esses mesmos bregas eram o que havia de mais comercial dentro do comercialismo musical. Não tem qualquer fundamento que eles virassem "alternativos" mesmo na posteridade.

Aliás, o próprio Ricardo Alexandre já definia os fãs de Kaoma como "desinformados", e os alternativos agiam em protesto contra os mesmos bregas que agora se acham "vanguarda" por motivo nenhum. Luiz Caldas na trilha de novela da Globo, Raça Negra no Domingo Legal, Kaoma sendo uma armação empresarial... Que "cultura alternativa" eles representam? Nenhuma, ora!

Que planeta os "descolados" brasileiros vivem? De tanta burrice, a intelectualidade que se vende para o mercado e para a mídia, seguindo os paradigmas comercialescos da Rede Globo e Folha de São Paulo, mas se jurando "esquerdistas", aproveita tudo isso para promover seu dirigismo cultural.

O pessoal fica achando que é "liberdade" um alternativo curtir Luiz Caldas. Não é. Ninguém é proibido de curti-lo, mas é preciso ter consciência que, se alguém se tornar fã de Luiz Caldas, não está assumindo compromisso algum com a cultura alternativa nem com a vanguarda artística, mas tão somente aderindo aos valores conservadores vinculados ao mais explícito comercialismo cultural.

Da mesma forma com os outros bregas. Se alguém quiser curti-los, esteja à vontade. Mas se forçarem a barra e acharem que tudo isso é "vanguarda" e "alternativo", aí não há liberdade de escolha, e sim estupidez e burrice.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

"FUNK CARIOCA" DIALOGA MAIS COM A DIREITA


Na campanha apologética do "funk carioca", a mídia direitista sempre leva a melhor. E os funqueiros, como querem mais reservas de mercado - seu discurso "ativista" e "folclórico" não passa de puro marketing - sabem muito bem disso.

O "funk" fica mais tranquilo quando transita pela mídia reacionária. Sua "choradeira", quando é expressa, ganha apoio imediato. Na direita midiática, há um apoio entusiasmado de gente como Marcelo Madureira, Nelson Motta, Marcelo Tas, William Waack, Luciano Huck, Gilberto Dimenstein, Ana Maria Braga e, principalmente, do roqueiro neocon Lobão.

Se parte dos analistas de esquerda, a parte frágil, que mais apita do que questiona as coisas, e é vulnerável às armadilhas neoliberais enrustidas, veste a camisa da causa funqueira, a postura é mais envergonhada, nervosa e chorosa, mais fruto de antigos preconceitos paternalistas com as classes populares do que realmente alguma identificação profunda com a realidade das periferias.

Na direita, o elitismo é claro, assumido. Seus analistas sabem que fazem parte de uma elite que deseja ver o povo pobre domesticado pelo entretenimento brega e seus derivados. Sua defesa é tão tranquila que Paulo César Araújo hoje se sente em casa quando fala para o jornal O Globo, a Rede Globo e o canal pago Globo News. Se Merval Pereira convidá-lo para um chá na ABL, PC Araújo irá todo feliz.

Já na mídia esquerdista, que questiona as armadilhas da ditadura midiática e estabelece causas ainda mal digeridas como a reforma agrária e a regulação da mídia, o "funk carioca" sabe que encontra uma rejeição imensa.

Afinal, o "funk carioca" é um produto de uma "cultura" midiocrática que só as esquerdas médias se recusam a entender, na medida em que o ritmo carioca, um mero pop dançante, comercial e rasteiro, por trás de seu discurso pretensiosamente "ativista" e "sócio-cultural", glamouriza a pobreza e traveste de "valores avançados" muitos valores retrógrados que incluem até mesmo machismo, alienação social e violência.

A adesão das esquerdas médias - que se comportam hoje como os neocons se comportaram às vésperas de sua gradual conversão à direita - ao "funk carioca" se deve claramente a uma visão de "cultura popular" que está mais próxima da concepção neoliberal de "livre mercado" e "democracia" do que de alguma inclinação a uma causa revolucionária da qual o "funk" nem sequer cogitou nem cogita promover.

Se existe rejeição ao "funk" na direita, ela se dá muito mais aos radicais da linha de Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, ou de saudosistas da dicotomia "Bossa Nova X CPC" como o ex-cepecista Arnaldo Jabor, e essa rejeição se dá muito mais como um protecionismo das elites do que de algum desejo de ver o povo pobre apreciando culturas melhores.

Nas esquerdas médias, também há esse protecionismo, afinal se tratam de intelectuais que se beneficiaram com a redescoberta da MPB pós-Tropicália, que os fez bancarem os "senhores absolutos" do patrimônio cultural das classes populares.

Para os intelectuais dessas esquerdas médias - juntamente aos centro-direitistas que se infiltram nas esquerdas a pretexto do falso descontentamento com os excessos da direita - , há um medo da perda desse privilégio de só eles conhecerem o som de Sérgio Ricardo, Arrigo Barnabé, Dom Um Romão, Carlos Dafé, Azymuth e outros bambas da MPB menos badalada.

Daí a defesa da intelectualidade ao brega mais rasteiro, a ponto de haver dirigismo ideológico que determina que "todo alternativo esquerdista deve apoiar Raça Negra, Luiz Caldas, Leandro Lehart e Odair José", dirigismo de causar vergonha até nos "cuecões" do Partidão. Tudo para desviar a atenção de empregadas domésticas que, limpando as estantes, deem de cara com discos de MPB que estimulem sua curiosidade.

O apoio da intelligentzia ao "funk carioca" é uma expressão de uma tendência dessa elite "pensante" em adotar uma postura paternalista com as classes populares. Essa elite, ou por ignorância, ou por puro cinismo, recusa-se a ver a diferença entre "cultura" midiocrática e folclore, achando que, sob o manto do "popular", tudo é válido.

Esse paternalismo encontra tensões nas esquerdas, porque em dado momento se choca com discussões e debates que questionam valores e procedimentos sociais que o "funk" ainda apoia, defende ou, ao menos, acoberta. Atribuir como "positivos" os mesmos valores de degradação social no "funk" que, se fosse no caso das classes mais instruídas, seriam reconhecidos como negativos, soa por demais incoerente.

Daí eventuais incidentes como a "saia justa" de Bia Abramo com as profissionais de enfermagem, na medida em que a jornalista filha de Perseu Abramo, mas "infectada" pelo Projeto Folha, preferiu defender as "mulheres-frutas". E mostra o quanto, nessas esquerdas médias, há o mesmo background ideológico que produziu neocons como Lobão e Marcelo Madureira. Sem falar que o primo de Bia Abramo, Cláudio Weber Abramo, é sócio do Instituto Millenium.

Na mídia direitista, essa discussão não existe. Se nas esquerdas o "funk carioca" precisaria explicar seu posicionamento em relação à regulação da mídia - proposta que os funqueiros, no fundo, são extremamente contrários, mas oficialmente se dizem "a favor" - , na direita não há essa explicação, já que o "funk carioca" está ali, à vontade, fazendo o esquema dos barões da grande mídia.

Na mídia direitista, o "funk" quase não polemiza porque neste caso a mídia trabalha o povo pobre da mesma forma caricatural que o gênero trabalha. Nas esquerdas, porém, os defensores do ritmo precisam explicar sua defesa, tentam desmentir a imagem caricatural do gênero e, nem sempre verossímeis, acabam num momento ou em outro mandando farpas "urubólogas" contra o que dizem ser a "alta cultura" em que, para eles, até Nelson Cavaquinho lhes é "burguês demais".

Daí que uma reportagem sobre "funk ostentação" num blogue tipo Diário do Centro do Mundo causa muito mais polêmica do que uma reportagem sobre o mesmo ritmo na Veja São Paulo. É uma prova que o "funk carioca" fica feliz ao lado do poder midiático, por ser, na verdade, um produto resultante de todos os valores difundidos pela ditadura midiática.

terça-feira, 4 de junho de 2013

GOSTO BREGA-POPULARESCO EXPRESSA PREFERÊNCIA AMOROSA FEMININA


Já escrevemos aqui que as moças que têm gosto musical brega-popularesco ficam em baixa no "mercado" da vida amorosa. Portanto, não adianta elas inventarem, forçarem a barra na escolha de homens diferenciados porque elas nunca irão sair dos limites do seu meio.

Isso é tão certo que, no fim das contas, elas terão que escolher os homens do seu meio social, conforme o tipo de música que escutam. Nada de procurar nerds, alternativos, beatniks, bangers punks ou hippies. Quando muito,só roqueirinhos que curtem poser e emo, ou MPBistas de segunda categoria, talvez a geração EMoPB que junta tecnobrega, "funk" e brega de raiz na sua gororoba performática.

Aqui mostramos os tipos de rapazes que as moças com gosto musical brega-popularesco terão que escolher para a vida amorosa. Em tempo: nem todos esses caras têm fama de "galinha" ou encrenqueiro. E dentro das festas noturnas, dá para escolher qualquer um deles. O que não vale é a moça bancar a difícil numa festa, rejeitando todo tipo de cantada e depois inventar nas redes sociais que está "encalhada".

AXÉ-MUSIC - As moças que curtem axé-music terão que escolher os rapazes afins dentro de seu círculo social de Carnaval na Bahia, micaretas e outros eventos relacionados. Geralmente rapazes de boa aparência, meio mauricinhos, de personalidade mais convencional, abastados e com dinheiro suficiente para viajar em busca de qualquer micareta. Normalmente, esses rapazes fazem parte de famílias ilustres.

FORRÓ-BREGA - Os rapazes que as fãs de "forró eletrônico" ou forró-brega procuram variam entre peões e vaqueiros, entre o "feinho" e o "bonitão" dentro desses meios. Geralmente são rapazes que possuem facilidade de conquistar mulheres, independente de serem meros "pegadores" ou não. Nada que seja excêntrico, nerd, alternativo ou inconvencional. É melhor elas fugirem destas opções.

"FUNK CARIOCA" - As moças que curtem "funk carioca" têm o horrendo cacoete de cobiçar qualquer um, mas é melhor que elas fiquem com caras viris, como lutadores, jogadores de futebol, estivadores, os próprios funqueiros, ou então que fiquem com dirigentes esportivos e carnavalescos mais velhos. É só escolher um que não seja "galinha" ou excessivamente ciumento.

"PAGODE ROMÂNTICO" - As moças que curtem "pagode romântico" acham que podem, sem critério algum, se apaixonar por qualquer cara com pinta de "bom moço". No entanto, o que elas deveriam investir é em rapazes que variam entre esportistas e empacotadores de supermercados, que tenham um comportamento um tanto provinciano e convencional. Elas devem evitar rapazes que, embora tenham uma aparência mais pacata ou modesta, são excêntricos e possuem referenciais culturais mais "difíceis".

"SERTANEJO" - Quando o assunto é vida amorosa, as moças que curtem "sertanejo", a melhor investida é em rapazes que variem entre peões e vaqueiros, dentro daquele tipo meio galântico, meio rural, levemente robusto e extrovertido. Vários deles parecem ser "galinhas", mas também não são poucos aqueles que são mais fiéis e dedicados.

Para quem curte brega-popularesco, o ideal é não ousar na vida amorosa. Perder o preconceito não é aceitar as coisas a esmo, até porque isso é muito mais preconceituoso que parece. Saber dos próprios limites, muitas vezes, é que é a verdadeira ruptura com o preconceito que os instintos dão à consciência de cada pessoa. Afinal, como diz o ditado popular, a formiga quando quer se perder, cria asas.

domingo, 2 de junho de 2013

LOJAS AMERICANAS DEIXOU DE FUNCIONAR POR CAUSA DE QUEDA DE ENERGIA


No último dia 24, uma sobrecarga na energia elétrica causou uma queda de manhã, fazendo com que a filial das Lojas Americanas em Santa Rosa, Niterói, ficasse fechada durante a manhã, por conta da falta de eletricidade, embora a queda não tenha atingido todo o entorno de Santa Rosa e do Jardim Icaraí.

A queda é apenas uma das consequências da falta de trabalho preventivo da empresa Ampla, que fornece o serviço de energia elétrica em Niterói, sobretudo quando a cidade substitui, de forma acelerada, pequenas casas antigas por grandes edifícios, sem que seja feita uma adaptação da rede de energia elétrica, diante do potencial e drástico acréscimo de consumidores.

O mesmo ocorre com o serviço de água, feito pela Águas de Niterói, que também não realiza trabalhos preventivos para receber uma nova (e muitíssimo maior) demanda. Meses atrás, Niterói sofreu com o racionamento de água e carros pipa tiveram que circular pela cidade fornecendo água para os prédios e casas, e mesmo assim depois de tantos transtornos causados pela falta de água.

Niterói, uma cidade que havia tido maior importância e melhor qualidade de vida - por incrível que pareça, bem antes de receber o discutível título de "melhor IDH" nos anos 90 - , quando era capital do Estado do Rio de Janeiro, hoje tornou-se o inferno astral da Logística.

Os supermercados não suprem produtos com agilidade, os serviços de água e energia elétrica não atendem à grande demanda e Niterói, com uma estrutura urbana caótica que transformou vários bairros como Viradouro, Sapê, Maceió e Cantagalo em verdadeiros subúrbios, é reduzida politicamente a uma reles cidade-dormitório a alimentar as granas dos políticos e empresários da cidade vizinha, o Rio de Janeiro.

Niterói está mais violenta, mais caótica, lembrando a Niterói dos anos 70 dos piores governantes. Poderia ser uma pequena cidade cosmopolita, mas Niterói naufragou num provincianismo atroz. Portanto, nada do "melhor IDH" atribuído à cidade, já que a realidade não condiz com o título oficialmente dado a Niterói.

Ver que uma loja chega a fechar suas portas porque não tem energia elétrica - imagine como ficarão os restaurantes com as quedas de energia, sem poderem preparar o almoço durante a manhã, sobretudo com a perda de produtos apodrecidos pela falta de refrigeração? - e ver que os serviços não se agilizam e só agem quando pressionados, é algo bastante vergonhoso.

Enquanto isso, não há reforma dos Supermercados Extra na Av. Sete de Setembro. O supermercado continua velho e com o risco de sofrer mais um banho de esgoto por conta da falta de qualquer reforma ou melhoria nas suas instalações, incluindo saneamento e tudo o mais.