sexta-feira, 24 de maio de 2013

BIG BANG THEORY SE PERDE EM DUBLAGEM BRASILEIRA


É bom que ninguém veja a versão dublada do seriado The Big Bang Theory - aqui conhecido como Big Bang - A Teoria - , exibida, no Brasil, timidamente, na madrugada no SBT.

O seriado, no ar desde 2007 e já preparando a sua sétima temporada - já com as atrizes Mayim Bialik (protagonista do seriado Blossom nos anos 90) e Melissa Rauch integrando o elenco fixo - , é considerado um dos melhores da atualidade, sendo uma das mais divertidas comédias de todos os tempos.

Então, por que se recomenda a não ver a versão dublada desse seriado, se ele é excelente, sobretudo pelo ótimo talento dos atores, pelos episódios excelentes e pelas piadas de referências que conseguem arrancar gargalhadas no Brasil pouco receptivo a esse tipo de humor?

Simples. A versão dublada no Brasil elimina praticamente toda a essência dramática e humorística que consagra o seriado, sem falar que são outras vozes, não são as próprias vozes dos atores que se ouve, e nem mesmo a dublagem tenta ficar próxima dos timbres e modos de dizer originais.

Vendo a versão dublada - disponível também nos DVDs e outras versões do vídeo vendidos no Brasil - , nota-se que, já nos dubladores masculinos, as vozes se tornam bastante banais, como esses dubladores qualquer nota que dublam nerds e fortões usando o mesmo timbre "mauriçola" de voz.

O personagem Sheldon Cooper, então, é o mais prejudicado. O ator Jim Parsons, premiado por este papel, dá ao personagem timbres e maneiras de dizer próprios. Jim empresta ao problemático cientista uma ironia, um cinismo, uma insegurança e uma euforia que o dublador brasileiro não consegue reproduzir. Ouvindo Sheldon Cooper na dublagem brasileira, não dá para sentir metade do brilhantismo dado por Jim.

Mas mesmo os outros personagens, Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar) e Howard Wolowitz (Simon Helberg), são prejudicados pela dublagem. Raj, na dublagem, em vez da voz típica de um jovem indiano, passa a falar como se fosse um debiloide. Simon, por sua vez, tem a voz de um rapazinho, em vez da voz grave de um nerd metido a galã conquistador.

A impressão que se tem é que todos os personagens parecem adotar um mesmo padrão asséptico de dublagem, o que tira muito da graça do som original. Talvez fosse melhor os telespectadores entrarem para um curso de inglês e ouvirem o seriado no som original, porque muito de sua graça está aí.

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