segunda-feira, 29 de abril de 2013

REVISTA CONTIGO INSPIROU NESTE BLOG PARA FAZER CAPA?


Na semana passada, a revista Contigo publicou uma edição que destacava a separação (oba!) da belíssima e deliciosa atriz Deborah Secco.

No entanto, a edição usou a mesma foto que colocamos na postagem sobre a ocorrência, conforme se pode conferir clicando aqui.

É certo que, quando este blogue noticia as novas solteiras do momento, a repercussão é tal que o blogue ganha destaque na busca do Google quando a palavra-chave é "está solteira". Mas talvez o sucesso deste blogue seja bem maior do que se imagina, não é mesmo?

sábado, 27 de abril de 2013

FALTA DE "GARIMPAGEM" ENVOLVE ATÉ MESMO FOTOS DE MULHERES MAIS FAMOSAS

ISSO É TUDO QUE SE PODE ENCONTRAR NA INTERNET DA SESSÃO QUE CAROL CASTRO FEZ PARA A GRIFE FERANDA JEANS

Existe um grande vício nos internautas brasileiros que é a falta de garimpagem de fotos, a falta de iniciativa para colocar raridades na Internet, mesmo envolvendo fotos de mulheres famosas e prestigiadas da atualidade.

O contentamento que as gerações mais recentes de brasileiros, em sua maioria, têm com o "mais do mesmo" do entretenimento e da informação é de tal forma tão grande que, no caso de fotos bastante antigas, o senso de pesquisa cai na preguiça de creditar fotos de época como "meados da década tal", sem qualquer interesse ou curiosidade de verificar que ano exatamente é cada foto antiga.

Que o Brasil é uma espécie de inferno astral do senso crítico, isso é verdade. Mas mesmo em coisas mais simples, como publicar fotos raras de musas na Internet, a acomodação chega ao cúmulo do ridículo. E aqui vai uma lista de fotos de mulheres famosas, verdadeiras raridades, que até agora ninguém teve a coragem de colocar na "rede":

1) CAROL CASTRO NA REVISTA DA FERANDA JEANS, EM 2005 - Então iniciante, a atriz Carol Castro havia feito uma sessão de fotos para a grife Feranda Jeans, em 2005. A grife, que tem uma rede de lojas pelo Brasil, publicou uma revista com tais fotos, que até hoje são inéditas na Internet. Seria uma boa pedida para os sítios da atriz - que integra o elenco do filme Angie, do ator e diretor Márcio Garcia - publicarem tais fotos, até para mostrar fotos que são consideradas raridades.

2) MARIA FERNANDA CÂNDIDO NOS CARTAZES DAS BATERIAS MOURA - É incrível como vários cartazes da atriz Maria Fernanda Cândido como garota-propaganda da marca de baterias para carro Moura não são disponíveis na Internet. Quando muito, há fotos tiradas em borracharias para o Mercado Livre, em péssima resolução. Em algumas das fotos, Maria Fernanda esbanja sensualidade e charme.

3) LUÍZA BRUNET NA CAPA DA REVISTA SAÚDE - Existe uma edição da revista Saúde (ou Saúde é Vital), da Editora Abril, com Luíza Brunet na capa. Ela aparece usando um vestido justo e um penteado ao estilo anos 50, embora esse não fosse o contexto. Se não me engano, a edição é de 1986 e mostra a modelo e empresária, como sempre, exibindo sua beleza deslumbrante. Mas nem sequer sítios como o Mercado Livre se lembraram de colocar a capa (no caso, em baixa resolução). A capa é uma verdadeira preciosidade.

4) ANGELINA MUNIZ EM OUTRO ANÚNCIO DA GUF JEANS - Angelina Muniz, atriz que até hoje encanta por sua beleza e formosura, já tem uma foto de uma série publicitária da marca de jeans Guf, publicadas nas revistas por volta de 1979. Nessa foto, ela aparece com uma blusa que mostra um dos ombros. No entanto, há outro anúncio em que ela está com uma camisa abotoada, de manga comprida, para dentro da calça, e até agora ninguém escaneou.

5) ADRIANA ESTEVES NO ENCARTE DA SANDIZ - A novela Avenida Brasil já passou e o sucesso de Adriana Esteves nem de longe fez com que antigas fotos que ela fez com lingerie, em 1989, fossem publicadas. Nem mesmo a aparição da atriz com lingerie estimulou tal curiosidade.

6) MAGDA COTROFE NO ANÚNCIO DA COPPERTONE - Em 1986, a belíssima modelo Magda Cotrofe havia feito um anúncio publicitário da Coppertone, conhecida marca de bronzeadores, que foi colocado em tudo quanto era farmácia, pelo menos no Rio de Janeiro. A foto dela, como sempre, mostra uma admirável formosura, mas ninguém se encorajou a garimpar e ver um exemplar dessa foto para publicação na Internet.

Bom, tudo isso é uma amostra de que é preciso garimpar mais, para que a Internet não se torne um reduto de mesmice.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

EXCESSO DE PROPAGANDA PÕE EM XEQUE CARÁTER DE "CULTURA DE POBRE" DO "FUNK CARIOCA"


Formatura de universitários, boataria envolvendo Paul McCartney, comentário de Guilherme Arantes, sugestão de novos músicos a Tom Zé... Todos favoráveis ao "funk carioca", que, sabemos, não é essa "maravilha toda", só para fazer um comentário mais educado.

O ritmo que tornou o carro-chefe da imbecilização cultural criticada por jornalistas sérios como Mino Carta está sendo objeto de muita publicidade, além de ter todo um esquema engenhoso de propaganda intelectual, midiática e investimentos financeiros pesados para documentários e até para levar para turnês europeias qualquer funqueiro, mesmo aqueles que são emergentes.

É tanta promoção que muitas pessoas acabam questionando se o "funk carioca" representa mesmo a cultura do povo pobre, de tão intenso é o lobby em torno de um ritmo marcado de sérias limitações artísticas e pela baixa qualidade musical.

OS TAIS FACTOIDES

Num rápido apanhado, dá para citar o que ocorreu com os quatro episódios acima relacionados com o "funk carioca".

Primeiro, houve a formatura de estudantes do Curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, no começo deste mês. O curso é ligado à Faculdade de Comunicação Social da UFF e os alunos, em vez de adotar como patrono uma figura do meio intelectual ou científico, resolveram escolher a funqueira Valesca Popozuda, por ela representar a "cultura de massa".

A bravataria, no entanto, não foi questionada pelos professores, que até apoiaram a atitude. E a própria funqueira se sentiu lisonjeada com isso, só não indo à formatura por problemas de agenda.

Segundo, houve uma conversa, durante um ensaio de estúdio, entre o ex-beatle Paul McCartney e o produtor Mark Ronson. Eles estavam pesquisando diversos sons, e Paul havia ouvido o Bonde do Rolê, uma banda que, para o músico inglês, é um conjunto de rock que no entanto mistura elementos de "funk carioca" em seu som.

Paul ouviu a música "Treinamento do Bumbum", versão de um sucesso do Bonde das Maravilhas - genérico da Gaiola das Popozudas, que lançou Valesca - e havia perguntado tão somente ao produtor, a respeito da energia sonora do grupo: "Como é que eu faço para conseguir essa energia"?

Isso gerou uma boataria muito grande, achando que Paul McCartney queria trazer para si o clima dos "bailes funk". Isso é um absurdo, por dois motivos. Primeiro, porque Paul via no Bonde do Rolê um grupo de rock. Segundo, porque Paul queria ser simpático para os brasileiros. Mas daí para dizer que o ex-beatle virou funqueiro, é tão ruim quanto assassinar John Lennon.

Terceiro, foi o cantor Guilherme Arantes, um dos "bodes expiatórios" da suposta decadência da MPB autêntica, que estava lançando novo CD, comentar a crise que sofre a música brasileira. No entanto, Guilherme pisa na bola dizendo que "adora funk" e que se identifica com a "pegada incrível, pegada sexual" do gênero.

Quarto, foi a notícia do lançamento do recente disco de Tom Zé, o arrojado tropicalista que resolveu suavizar o tom de crítica cultural devido à participação de músicos mais novos e menos contestadores em relação à "cultura de massa", entre eles o arroz-de-festa Emicida. Sem aqui dizer se há ou não a geraldthomização ou ferreiragullarização de Tom Zé, a ideia do "funk" teria sido do músico Marcelo Segreto.

A QUESTÃO

Com tantas dessas alusões, o "funk carioca" atingiu seu triunfo depois de seus envolvidos posarem de "coitadinhos" a toda hora na mídia? Não. O que há é que o "funk carioca" possui uma engenhosa estratégia de marketing e um poderoso lobby entre intelectuais e barões da mídia, o que põe em xeque o caráter de "cultura de pobre" acerca do gênero.

Afinal, se um funqueiro qualquer pode fazer turnê na Europa - se bem que ele nunca se apresenta em lugares mais conceituados, mas em casas noturnas e programas de rádio e TV de segundo escalão - , é porque rola muito dinheiro por fora e por trás. Até para obter apoio intelectual se investe muita grana para promover o "funk carioca".

O historiador Sérgio Cabral (nenhuma relação com as traquinagens do seu filho e governador fluminense, porque o pai é intelectual sério) e a sambista Beth Carvalho haviam dito que o "funk carioca" fazia parte de uma estratégia da CIA para enfraquecer a cultura brasileira.

A denúncia, séria e que necessita de investigação maior (alô Wikileaks!), foi gracejada em uníssono pela intelectualidade festiva brasileira e seus séquitos. Esnobes, eles trataram a denúncia como se ela ocorresse num processo simbólico de um diretor da Central Intelligence Agency fazer um despacho determinando que a MPB acabou e que a cultura brasileira será predominantemente o "funk carioca".

O que ocorre, na verdade, é que a CIA conta com um departamento de relações culturais que conta com uma rede complexa de atores no processo de manipulação sócio-cultural do Brasil. Isso continua existindo, mesmo depois do fim da ditadura militar, tamanha a preocupação dos EUA em manter seu raio de influência sobre a América Latina.

São empresas norte-americanas - além de outras dos demais países ricos - que, instaladas no Brasil, patrocinam eventos de entretenimento. Há também instituições que financiam projetos sociais para estabelecer controle ideológico estratégico sobre os mesmos, como a Fundação Ford e a Soros Open Society, esta última do magnata George Soros, um dos "astros" do Fórum Econômico Mundial.

No Brasil, há o respaldo de veículos de Comunicação ligados a oligarquias empresariais ou a grupos políticos e latifundiários, que se relacionam com empresários ligados a eventos de entretenimento, de casas noturnas aos próprios cantores e músicos "populares" que aparecem facilmente nas rádios.

O "funk carioca" não foge a esse contexto e historicamente seu sucesso está diretamente relacionado às Orgajnizações Globo, através de seus veículos sediados no Rio de Janeiro, desde a rádio 98 FM até o canal pago Multishow, passando, evidentemente, pela Rede Globo com o apoio explícito de figuras hoje neo-conservadoras como Willam Waack, Luciano Huck, Nelson Motta e Marcelo Madureira.

Só o apoio das Organizações Globo - há também o apoio mais recente do Grupo Folha, de Otávio Frias Filho - faz o "funk carioca" fortalecer seu lobby dentro de um projeto ideológico que tenta promovê-lo como "movimento sócio-cultural" para evitar que os verdadeiros movimentos sócio-culturais, como os pela reforma agrária, cresçam e floresçam no Brasil.

A própria Fundação Ford está por trás dos investimentos ao maior ideólogo brasileiro do "funk carioca", Hermano Vianna, antropólogo ligado ao grupo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas mesmo a APAFUNK, presidida por MC Leonardo, estaria também recebendo verbas da FF intermediadas por entidades sociais brasileiras por esta sustentadas, como a CUFA (Central Única das Favelas).

Portanto, o capitalismo estrangeiro está, de uma forma ou de outra, envolvido com o "funk". Queiram ou não, as denúncias do envolvimento da CIA são sérias. Havendo Wikileaks ou não a respeito do assunto, o que é preciso é fazer um verdadeiro "funkleaks" para investigar tudo isso.

Há muita coisa estranha por trás desse ritmo capaz de fazer valores da degradação social prevalecerem e perpetuar o machismo sob a fachada do falso feminismo das funqueiras. E que musicalmente é muito, muito ruim. Sem falar das fortunas que rolam soltas em ritmo de "pancadão". Aceitar tudo isso é que não dá.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O PROBLEMA DOS CARAS NÃO LEGAIS


O que é um cara legal? É aquele que capricha na etiqueta no primeiro jantar com sua futura namorada, inicia uma conversa pedante cheio de bons referenciais que ele na verdade não possui nem aprecia muito e dá uma ênfase um tanto estranha à elegância de vestir?

Não. Difícil dizer o que é um cara legal. Mas entendo que ele não necessariamente depende de tantos artifícios citados no parágrafo anterior, mas que tenha um caráter suficientemente digno e admirável até mesmo nas horas mais difíceis ou nos momentos mais rotineiros.

No último fim de semana, um incidente põe em xeque essa fama de bons conquistadores de homens de uma personalidade bastante superficial. O agente de celebridades Jim Toth, marido da atriz Reese Witherspoon, foi pego dirigindo embriagado pela polícia, e ao ser detido, a atriz se irritou e reclamou de forma agressiva ao tira, que então decidiu prender não só ele, mas ela também.

Reese é conhecida pelo seu ativismo anti-machista, pelo seu talento admirável e pela sua beleza um tanto graciosa e nerd. Acho até que ela nem merecia o Jim Toth, que mais parece um daqueles caras metidos que tentam parecer legais, só porque possuem uma profissão de grande status.

Homens não-legais conseguem enganar e conquistam mulheres porque fingem erudição, gentileza e bom gosto quando na verdade eles não passam de meros fãs de esporte e de uns desocupados que só sabem ser executivos, empresários ou profissionais liberais, mas na hora do lazer parecem mais desorientados do que muito autista em festa de aniversário.

As mulheres não-legais é que não conseguem enganar. Elas não seduzem nem sabem conquistar. Vejo a busca do Google e a vice-Miss Bumbum, Andressa Urach, diz que "está solteira" porque "os homens são todos fúteis". Então tá. Mas uma moça que fica feliz quando um mosquito pousa em seus glúteos não é menos fútil que os homens que ela diz recusar.

De uma forma diferente, as "donas de casa" de reality shows que já nem podem mais ser chamadas de "wives" (esposas) porque se divorciaram, também não demonstram ser legais, reclamando de tudo o tempo inteiro, seja do esmalte descascando, do botox malfeito, da pequena celulite nas coxas e do atraso do avião que a levaria de Los Angeles para Paris para comprar roupas de luxo.

Vivemos um grande período de desencontros amorosos. De um lado, mulheres não-legais que não querem ter homens não-legais, mas ficam a ver navios porque os homens legais não as querem. De outro, homens não-legais que só conquistam mulheres legais porque dominam as técnicas de conquistas, se moldando, ainda que provisoriamente, à personalidade das mulheres cobiçadas que viram então suas esposas.

Daí o Jim Toth, bom conquistador, homem "culto" e de "bom gosto", que de repente é pego dirigindo embriagado, numa ocasião constrangedora. Ele tem a mesma idade que eu, 42 anos, mas eu não bebo álcool e costumo levar uma vida mais caseira. E não pagaria um "mico" desses do mesmo modo que também não sou de fingir falsa erudição. Tenho caráter.

Eu fico imaginando como seria um Real Househusbands, um reality show reunindo alguns maridões de mulheres adoráveis, como Jim Toth, François-Henri Pinaut, Rande Gerber, Jason Sehorn, Cash Warren e Mike Comrie, falando banalidades dentro de um escritório e de vez em quando seguindo orientações de um diretor. Talvez fosse divertido ver caras assim se extravazarem.

Será que um cargo de status faz um homem ser realmente importante pelos seus méritos naturais? O que mede a qualidade de um homem? É o número de vezes em que ele aparece de terno e gravata num evento importante? É a capacidade dele produzir renda? É a sua fama? É seu vínculo de prestígio junto a uma mulher atraente? Creio que não.

As mulheres não-legais já vivem uma crise séria, na medida em que não têm os pretendentes desejados. Elas não conseguem enganar, pois mesmo quando tentam algum evento diferente - como exposição de carros, peças teatrais e lançamento de livros - , os vinculam a sua vulgaridade pseudo-sensual.

Daí Nicole Bahls fazendo aquele "mico" de "mostrar-se demais" na Livraria da Travessa, atraindo a tara machista de Gerald Thomas, um sujeito que vê o ato de "criar polêmica" e "fazer provocação" como fins em si mesmos.

Quanto aos homens, como ocorrerá essa crise? Creio que será quando suas mulheres se impacientarem com suas personalidades superficiais, onde toda a sofisticação forjada nas primeiras cantadas se dissolve seja numa embriaguez em festa, seja numa grotesca atuação como torcedor em eventos esportivos, seja até mesmo em traições conjugais. Não seria hora desses homens "encalharem" também?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

CANTORA DO DIVINYLS MORRE DE CÂNCER


Essa notícia, infelizmente, vai sair despercebida daqueles que ouvem as "sofisticadas" FMs de adulto contemporâneo brasileiras, que até hoje não sabem que Laura Branigan faleceu há anos. Pois agora a cantora Chrissy Amphlett, do grupo australiano Divinyls, faleceu depois de não resistir aos efeitos do câncer de mama, após um tempo de tratamento.

Para quem não sabe, os Divinyls eram conhecidos, nos anos 90, pela música "I Touch Myself", e Chrissy, ao morrer, tinha 53 anos. Só que o grupo não se resumiu em "I Touch Myself" e era um dos mais prestigiados do cenário australiano dos anos 80, com várias músicas que uma busca no YouTube pode ser útil para conhecer um pouco mais da banda.

O grupo, que havia voltado em 2006 depois de um tempo de atividade, encerrou suas atividades em 2009 em virtude da doença da cantora. Com seu falecimento, o grupo praticamente acabou. Ela também foi casada com o baterista da banda, Charley Drayton.

O absurdo disso tudo é que, mesmo com o falecimento da cantora, tudo ficará na mesma no bitolado repertório das rádios de "bom gosto" que, muito bitoladas, continuarão tocando "I Touch Myself" sem saber que a cantora do grupo faleceu. Triste.

domingo, 21 de abril de 2013

ESGOTO VAZA DENTRO DO EXTRA ICARAÍ, EM NITERÓI


Os Supermercados Extra erraram feio ao não fazerem a reforma desejada na filial de Icaraí, na Av. Sete de Setembro, próxima ao Colégio Salesiano, em Niterói.

Não bastasse a "maquiagem" restrita de pintura de paredes e troca de estantes, a filial, além de um assoalho velho, não teve manutenção suficiente que evitasse transtornos.

Ontem de manhã, o esgoto vazou e inundou a seção de pães e bolos, próxima à seção administrativa, causando um terrível fedor.

Um freguês havia reclamado do fedor e das mercadorias que teriam sido afetadas pelo esgoto. Pouco antes do meio-dia, funcionários ainda tentavam secar o assoalho usando rodo e panos. Mesmo assim, o mau cheiro continuava.

A situação é grave e sugere-se que a filial dos Supermercados Extra passe por uma reforma e reposicione as seções de caixa, porque colocar caixas debaixo de escada, além de esteticamente ruim, soa pouco funcional.

Era hora do supermercado ficar fechado para umas boas obras. Para um bairro como o Jardim Icaraí, onde se situa a filial, suas instalações são piores do que qualquer supermercado de segunda categoria. Cabe a direção do Extra mexer neste sentido.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

BOA FORMA NÃO É SILICONE NEM ANABOLIZANTES

RACHEL BILSON EXIBE SUA FORMA NATURAL NA PRAIA, ENQUANTO NICOLE BAHLS APARECE COM O CORPO EXAGERADO PELO SILICONE E ANABOLIZANTES.

Dá para perceber a decadência das musas vulgares, em comparação com musas de verdade, principalmente no Brasil. Desconta-se o fanatismo dos troleiros que, não raro punheteiros não-assumidos, ainda gostam dessas mulheres-objetos.

Esta semana, a atriz norte-americana Rachel Bilson, outrora estrela do seriado The O.C. e atualmente no seriado Hart of Dixie, havia passado um dia na praia, mostrando sua formosura deslumbrante com seu biquíni.

Comparamos então a formosura de Rachel com a forma exagerada de Nicole Bahls, que originalmente nunca foi essa "turbinada" que aparece na foto, com o corpo exagerado pelo silicone e por anabolizantes, conforme havia dito a colunista do R7, Fabíola Reipert.

Afinal, existe uma diferença entre mulheres que possuem uma forma física pouco convencional e outras que sem necessidade "bombam" o corpo com silicones e anabolizantes, como as "boazudas" em geral. E pelo jeito, além da "urubologia" mirim dos troleiros (ou trollers, para quem não acompanhou o aportuguesamento) punheteiros, só mesmo pessoas como Gerald Thomas sentem algum interesse pela Nicole.

Rachel Bilson, além disso, não é só um corpo formoso nem um rosto bonito. Ela é excelente atriz, tem atividades paralelas como designer de moda, é famosa por dar opiniões inteligentes e não aprecia muito sair às noitadas, além de ser uma das mulheres mais charmosas do mundo, com uma beleza facial que lembra uma versão morena da Brigitte Bardot fase anos 60.

Já Nicole Bahls cometeu gafes em várias entrevistas, vai a eventos musicais de gosto bastante duvidoso - chegou até mesmo a se envolver amorosamente com o pagodeiro-brega Léo Santana, do Parangolé - , e pela sua vontade ela iria a noitadas até mesmo nos dias de semana.

Dá para perceber por que Nicole acabou sendo traída por um ex-namorado. Afinal, embalagem não é tudo. E, repetindo, Nicole Bahls só é "deusa" mesmo para o "provocador" Gerald Thomas e para a turminha da "urubologia júnior" dos troleiros punheteiros frustrados na Internet.

Concluindo, nota-se que Rachel Bilson, além de sua beleza e formosura admiráveis, é considerada uma das celebridades mais legais para se conviver. Enquanto isso, Nicole Bahls, por mais que tenha um rosto bonito - se bem que não é lá aquela maravilha, pensando bem - , é considerada uma das mais chatas.

Enquanto isso, Rachel Bilson é cada vez mais admirada e desejada por sua beleza, charme e personalidade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DEBORAH SECCO ESTÁ SOLTEIRA!!


A notícia que chega hoje à mídia é que a belíssima e deliciosa atriz Deborah Secco está solteira mais uma vez. Seu casamento com o ex-jogador de futebol Roger Flores (que também havia namorado, antes, a apresentadora Adriane Galisteu), chegou mesmo ao fim, de acordo com informações confirmadas por fontes próximas à atriz.

O casamento já tinha idas e vindas e já houve uma separação, há três anos. Mas Deborah e Roger haviam reatado. No entanto, as infidelidades dele fizeram desgastar a união, assim como os compromissos profissionais da atriz não permitiam que os dois pudessem curtir juntos a relação por mais tempo.

Há alguns dias, Deborah estava circulando sem aliança. Agora, ela se concentrará nos compromissos profissionais. Seja bem vinda ao rol das solteiras, Deborah!!

terça-feira, 16 de abril de 2013

PAUL MCCARTNEY E O MAL-ENTENDIDO DOS FUNQUEIROS



Mais um factoide surge para alimentar o lobby poderoso do "funk carioca", a menina dos olhos da grande mídia, principalmente as Organizações Globo e o grupo Folha.

Uma conversa entre o famoso músico Paul McCartney e o produtor Mark Ronson estavam testando um som e Paul ensaiava um som dançante, que o produtor disse parecer o Bonde do Rolê, em entrevista à revista Rolling Stone.Em certo momento, Paul teria perguntado ao produtor: "Como conseguimos esse tipo de energia"?

O episódio, na verdade, é um grande mal-entendido que acabou alimentando o marketing do "funk carioca", ritmo mais conhecido por sua sofisticada estratégia publicitária e pela arrojada blindagem intelectual, que camuflam a baixa qualidade artística do gênero, um dos carros-chefes da imbecilização cultural que assola o Brasil.

Para Paul, evidentemente, o Bonde do Rolê, grupo surgido em Curitiba, é uma banda de rock que mistura o gênero com outros sons. Mas do jeito que Mark Ronson divulgou na entrevista, o que soa mais uma conversa de pescador, deu a crer que o ex-beatle queria "uma energia de 'baile funk'" para seu novo disco.

O factoide repercutiu na mídia brasileira, conhecida pelo seu provincianismo narcisista, algo como um bairrismo megalomaníaco que exagera nos fenômenos que tentam aparentemente repercutir lá fora. Michel Teló tocou em biroscas europeias e inexpressivos programas de televisão e virou "cidadão do mundo". Valesca Popozuda também arrumou espaços de terceira categoria na Europa e deu no mesmo trololó.

No país onde se faz sensacionalismo com qualquer coisa, onde qualquer ídolo medíocre é visto, dentro do território nacional, como "rei do planeta" quando apenas bota a carinha no exterior, mesmo nos espaços mais vagabundos, a classe funqueira ficou exaltada, havendo quem quisesse interpretar músicas dos Beatles em ritmo de "batidão".

Depois do "mico" dos estudantes da Universidade Federal Fluminense em usar a Valesca Popozuda como patronesse de sua formatura, o factoide de Paul McCartney foi tão somente o mal-entendido que só serviu para alimentar a publicidade de um ritmo sem qualquer serventia. Uma reportagem chegou a ser publicada definindo Paul como o "mais novo funkeiro do mundo", mas depois ela aparentemente saiu do ar.

Só mesmo um país marcado pelas tolices veiculadas pela velha grande mídia para aceitar uma má interpretação dessas. O "funk carioca", que faz apologia à miséria e faz as favelas suas reféns, se alimenta às custas de qualquer tolice. E as classes populares nunca foram realmente beneficiadas com essa campanha de defesa do "funk carioca" que só enriqueceu seus empresários e os barões da grande mídia.

domingo, 14 de abril de 2013

ATORES DE BIG BANG THEORY TRABALHARAM COM BRITTANY MURPHY


Uma curiosidade sobre dois atores de Big Bang Theory, Mayim Bialik e Kevin Sussman, que aparecem nesta foto, é que ambos já haviam trabalhado, em ocasiões diferentes, com a inesquecível Brittany Murphy, saudosa atriz cuja biografia já está em processo de produção.

Mayim Bialik, que no seriado nerd faz a cientista Amy Fowler, foi protagonista, nos anos 90, do seriado Blossom, e em 1993 a então adolescente Brittany, ainda com o visual brejeiro do seriado The Torkelsons / Almost Home, inédito no Brasil, e anterior ao filme As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless) havia participado do episódio Blossom In Paris (Episode 1), fazendo a personagem Wendy.

Em 2004, por sua vez, Brittany foi protagonista do filme A Agenda Secreta do Meu Namorado (Little Black Book), famosa comédia "ambientada" por músicas de Carly Simon. Foi o último filme com Brittany Murphy exibido na TV aberta brasileira quando ela estava viva, em novembro de 2009.

Brittany, neste filme, fez a personagem Stacy Holt, uma produtora de televisão que descobre que foi traída pelo namorado através de uma agenda preta. Na sua equipe de televisão, havia um rapaz com um topete grande, chamado Ira, que não é difícil de reconhecer. É o mesmo Kevin Sussman que faz o vendedor de revistas em quadrinhos Stuart, outro nerd a se somar a Sheldon, Leonard, Howard e Raj.

Outra atriz que foi do elenco de TBBT e que atuou em filme com a Brittany Murphy foi a atriz Sarah Gilbert, presente nas primeiras temporadas do seriado nerd. Em 2001, esteve no filme Os Garotos de Minha Vida (Riding With Cars and Boys).

Quanto aos filmes de Chuck Lorre (criador de Big Bang Theory), sabe-se também que outro ator já havia feito parte da vida de Brittany Murphy, o astro de Two And a Half Men (outra criação de Lorre), Ashton Kutcher, que havia sido namorado da atriz e com ela havia feito par romântico na comédia Recém-Casados (Just Married), de 2003.

A gente fica aguardando a biografia sobre a inesquecível atriz que Ashton havia definido como um pedaço de brilho do sol e foi uma mulher que combinava uma beleza deslumbrante e sensual com um jeitão de garota nerd. Sem dúvida alguma a grande menina Brittany faz falta. Muita falta.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

TRAILER DO FILME FAROESTE CABOCLO



Esta semana foi marcada pela preparação para o lançamento do filme Faroeste Caboclo, primeiro longa-metragem do diretor Renê Sampaio, que tem Ísis Valverde e Fabrício Boliveira no elenco. O filme será lançado no dia 30 de maio, mas já rende expectativas, uma vez que é uma adaptação cinematográfica da longa canção que Renato Russo fez e foi gravada pela Legião Urbana no disco Que País É Este, de 1987.

Por enquanto, não dá para avaliar como será o filme, o jeito é esperar para ver o resultado. A adaptação é livre, mas acredita-se que ela não irá decepcionar os fãs da saudosa banda brasiliense.

terça-feira, 9 de abril de 2013

AS "DONAS DE CASA" REAIS E AS MUSAS DO "JEANS VIAJANTE"

ALEXIS BLEDEL, AMERICA FERRERA, AMBER TAMBLYN E BLAKE LIVELY - Garotas legais ficam quase sempre comprometidas.

Semanas atrás, foi anunciada a notícia de que Alexis Bledel, a gracinha que fez parte do elenco do seriado Gilmore Girls e do filme Sin City e já fez par romântico com Rodrigo Santoro, tornou-se noiva de seu namorado.

Curiosamente, outras atrizes da Irmandade do Jeans Viajante, America Ferrera (de Betty A Feia), Amber Tamblyn (de Joan Of Arcadia) e Blake Lively (de Gossip Girl), estão casadas. Independente de que marido cada uma têm, o que se sabe é que moças legais estão cada vez ficando mais comprometidas.

Enquanto isso, a imprensa norte-americana já divulga a facilidade com que as chamadas "donas de casa reais" (entende-se "reais" no sentido de reality show) se divorciarem com muita facilidade. Só a tal da Adrienne Maloof ganhou muito destaque quando se divorciou de seu marido Paul Nassif.

Apesar do alto poder aquisitivo - ou talvez, pelo contexto, por causa dele - , essas "donas de casa" de riélites nos EUA são em sua maioria de personalidade bastante superficial. Não diferem muito da nossa Val Marchiori, pelo superficialismo em nome da elegância e da vontade de consumir coisas caras.

Nos EUA, ainda dá para ver várias famosas solteiras de qualidade. Mas no Brasil isso é ainda mais raro. Mesmo assim, preocupa o fato de que mulheres legais ficam facilmente comprometidas e, em muitos casos, algumas delas seguem casadas até com homens não muito legais assim, mas cujo status social não há infidelidade que dê em divórcio.

No Brasil, então, se um homem quiser ter a mulher de sua afinidade, precisa ser empresário, profissional liberal ou ter alguma sorte na vida. E, de preferência, tenha algum elemento de ordem física, social ou econômica que corresponda ao status quo masculino. Se você for um nerd autêntico da linha Big Bang Theory, é melhor chorar na solidão ou aceitar namorar mulheres sem valor.

sábado, 6 de abril de 2013

OS 50 ANOS DO MÉTODO PAULO FREIRE


Existe um vício terrível na sociedade que é entender a Educação como um processo simplório. Para tais pessoas, basta ensinar a ler, escrever, aprender um pouco de matemática, noções básicas de cidadania, brincar de futebol e só. O resto é só um detalhe, "necessário" conforme as conveniências.

Essa visão, banalizada pela grande mídia, faz com que as pessoas tenham uma visão confusa, um tanto moralista, um tanto pragmática, sobre o processo educacional, o que faz com que os problemas no setor continuem, com tamanha falta de compreensão da realidade.

Para piorar as coisas, os debates sobre Educação no Brasil se tornam estéreis na medida em que se desprezam intelectuais como Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e, principalmente, Paulo Freire. Todos deram, cada um à sua maneira, valiosas contribuições para o país, mas Paulo Freire foi o mais audacioso, criando um novo método de alfabetização para adultos, hoje conhecido como o Método Paulo Freire.

O método se baseava num programa flexível de ensino de palavras, baseadas no vocabulário de cada comunidade ou grupo de pessoas. Ensinava-se pronúncia de sílabas, tipos de fonemas e outras coisas, enquanto a gramática básica era ensinada através de frases típicas do cotidiano de cada grupo.

Com isso, ensinava-se as pessoas não apenas a ler e a escrever, mas a pensar. E foi isso que Paulo começou a aplicar numa escola de Angicos, no interior do Rio Grande do Norte, primeira cidade a conhecer esse método de ensino, originário do Movimento de Cultura Popular que Paulo Freire lançou em Pernambuco.

O projeto era tão inovador que um político local comunicou ao então presidente João Goulart que o Método Paulo Freire iria mudar radicalmente o mapa eleitoral do Brasil. O projeto tinha tal relevância que permitia aos trabalhadores até a organizar jornais comunitários para treinar a produção de textos, numa prática informal, porém responsável, de jornalismo.

Era um curso rápido, simples, e fazia os adultos a conciliarem sua sabedoria prática da vida com a capacidade de ler, escrever e transmitir no papel - e, hoje, no computador - os seus conhecimentos, além de ser uma ferramenta auxiliar de mobilização social, na medida em que o ensino estimulava os trabalhadores a buscar novos aprendizados.

Infelizmente, um projeto desses, tão fácil de se aplicar, é muito raro hoje, em que a Educação sofre com cortes de verbas públicas e baixos salários, é simplesmente esquecido pela maioria das pessoas. As mesmas que pensam que educar é apenas ler, escrever, fazer contas e jogar bola. Isso é que é apenas um detalhe, dentro de um grande aprendizado para a vida e para muitas coisas.

Daí que os 50 anos do Método Paulo Freire servem para debatermos a Educação, mais do que fazer festejos e pronunciamentos políticos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O MICO MILIONÁRIO DO LOOLAPALOOZA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Em tempos em que a cultura rock é artificialmente reativada, respirando com a ajuda de aparelhos, os eventos de rock internacional são o principal motivo disso tudo, com eventos muito caros que não oferecem um serviço de qualidade e, convenhamos, nem tudo é maravilhoso no chamado "rock alternativo".

Aliás, o que é "alternativo" hoje em dia? Roupas espalhafatosas? Brincadeiras com diversos elementos vestuários? O que é ser "esquisito" hoje em dia, se tudo está banalizado? Já houve tempo em que o Lollapalooza, quando surgiu, pelo menos ia um pouco além dos estereótipos alternativos do modismo grunge. Hoje mais parece uma continuação dele.

O mico milionário do Lollapalooza

Por Kiko Nogueira - Diário do Centro do Mundo


O festival Lollapalooza, encerrado ontem, levou, segundo a organização, 167 mil pessoas ao Jockey Club de São Paulo. Em três dias, elas viram bandas como Pearl Jam, Killers, Black Keys, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand, Planet Hemp, Flaming Lips, Foals etc.

Essas mesmas pessoas também pagaram um mico sensacional: filas para comprar entradas, fila para entrar, para ir ao banheiro, para comprar comida e cerveja. Sem contar a lama, que vá lá, pode ser debitada em outra fatura. Tudo por 350 reais por dia. É um dos festivais mais caros do mundo.

350 para quê? A desorganização e a informalidade imperam. Perry Farrell, o criador do Lolla, chegou a ser barrado por engano. Os moradores das casas próximas ao Jockey, no Morumbi, ganham ingressos, à guisa de um calaboca para evitar reclamações. Gente que pagou meia-entrada, fingindo que era estudante, não precisou mostrar a carteirinha na bilheteria. A GEO, empresa de produção de eventos que se associou a Farrell, pertence à Globo. Quando a procura pelos ingressos ameaçava arrefecer no ritmo dos shows de Lady Gaga e Madonna (em que tíquetes foram distribuídos na faixa), a cobertura da emissora se intensificou.

Farrell falou sobre esses problemas à revista Rolling Stone. “Para ser sincero, foi por isso que o Lollapalooza desapareceu por uns três ou quatro anos. É preciso encontrar um modo para que as pessoas consigam comprar as entradas e possamos pagar esses cachês monstruosos. Eu gostaria de dizer que não são os artistas, são os empresários – mas são os artistas também. Os artistas poderiam dizer ‘não explorem tanto assim’. Mas não o fazem, na maior parte do tempo não o fazem. Claro que eles não o fazem porque é assim que eles se sustentam hoje, não é vendendo discos. A vida deles é baseada, equilibrada, no Lollapalooza, Glastonbury, Reading… Então, como fazer?”

Divulgou-se que o cachê total dos artistas chegou a 25 milhões de reais. No ano passado, o Foo Fighters recebeu 700 mil reais. Calcula-se que o mesmo foi desembolsado para ter o Pearl Jam neste ano. O líder do Pearl Jam, o engajadíssimo Eddie Vedder, proibiu o Multishow de transmitir o show.

O primeiro Lollapalooza é de 1991. A ideia de Farrell era comemorar a despedida de sua banda, Jane’s Addiction. Deu tão certo que o grupo não se dissolveu e ele acabou tirando da cartola essa empresa bem sucedida. Se, no início, o festival era voltado à música alternativa ou independente, hoje quem acredita nisso acredita também no coelho da Páscoa e em Marco Feliciano. Farrell, que gosta de se definir como ambientalista e chegou a se reunir com Tony Blair para falar do aquecimento global, culpa o capitalismo. “É um mundo fodido, meu filho”, disse à Rolling Stone. “O lado ruim é que dá origem a corrupção e ganância”.

Faz algum tempo que o rock é uma indústria como qualquer outra – só que em crise. O filme que capturou os últimos lampejos de “pureza” é Quase Famosos, passado em meados dos anos 70. A certa altura, a mãe do protagonista, um jovem jornalista musical, diz: “A adolescência é uma ferramenta de marketing”.

O Lollapalooza poderia cobrar o que fosse, desde que entregasse a mercadoria. Farrell saiu com seus milhões. Se a coisa engatar, volta no ano que vem. Agora, por 350 reais, como diz um amigo, você deveria ter o direito não apenas de participar de um festival organizado, mas de ganhar uma massagem de Perry Farrell.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

NITERÓI, FUTURA CIDADE DOS HOMENS SOLITÁRIOS

 

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O Brasil é um país varonil que finge ter maioria feminina. E em cidades como Niterói - e, da mesma forma, Salvador, Belo Horizonte e outras - , nota-se que muitas crianças que surgem são em maioria do sexo masculino. Fora a maioria de homens que se vê pelas ruas das cidades brasileiras. Portanto, é uma realidade que a mídia e o IBGE tentam mascarar, mas que depois se tornará mais clara.

Niterói, futura cidade dos homens solitários

Por Marcelo Pereira - Blogue Planeta Laranja


É um dogma machista, mas aceito pelas mulheres, sejam feministas ou não, de que o número de mulheres é sempre maior do que o de homens. Consideradas "objetos", as mulheres devem sempre ser em maior número para que nenhum "sujeito" possa ser privado de ter uma. Mas não é isso o que acontece.

Um país pacífico como o Brasil, morrem poucos homens. O número deles é bem alto. O censo dos anos 60 já considerou que os homens são maioria. Mas o turismo sexual fortalecido nas décadas seguintes forçou as entidades de pesquisa a esconderem o grande contingente feminino, para satisfazer interesses machistas, já que o Brasil, visto lá fora como paraíso sexual, lança o suposto excesso de mulheres solteiras como isca para atrair investidores e mãos de obra, quase sempre masculinas.

Outra coisa. As dificuldades de encontrar homens dispostos a responder questionários do censo (sejam porque estão viajando, sejam por que moram em lugares de difícil acesso), reforçaram essa não contagem.

De fato, esteja o censo certo ou não, a maioria de moradores em todo o país é de fato, masculina nas faixas etárias inferiores aos 60 anos. Apenas acima disso é que se nota uma evidente maioria feminina, certamente o grosso da contagem pelo censo.

E a cada censo o número de homens parece aumentar. Embora ninguém goste de admitir, nem mesmo o IBGE, a  citada entidade teve que reconhecer que houve um empate técnico entre o número de homens e de mulheres, com cerca de 0,96 homem para cada mulher. Como não existe 0,96 indivíduo, fiquemos com o empate. Mas fatos mostram que na prática a maioria é masculina, já que é extremamente impossível contar o número exato de pessoas em um país tão grande e cheio de ruas e casas.

E andando nas ruas da cidade onde eu moro, observo um fenômeno interessante, mas preocupante (pelo menos para os homens): a maioria das crianças niteroienses é de meninos. Para se ter uma ideia, a cada dez crianças vistas em cada saída minha pela cidade, sete são do sexo masculino.

Reconhecimento da maioria masculina pode mudar os costumes sociais

Fico pensando como será a vida afetiva desse grande contingente masculino quando chegar a vida adulta. Haverá mulheres para todos? Certamente que não, já que é evidente a maioria masculina e com considerável diferença. Na dança das cadeiras, alguém terá que "dançar" e ficar de fora.

Isso poderá revolucionar os costumes e convicções que estamos acostumados a aceitar. As regras sociais sempre foram construídas levando em conta o mito da maioria feminina. Mesmo que desde os anos 60 a maioria tenha sido sempre masculina, sempre houve o esforço de instituições e da mídia em esconder essa maioria, para que a aplicação das regras sociais não fosse prejudicada.

Mas com essa maioria cada vez mais crescente de pessoas do sexo masculino, ficará impossível de esconder essa maioria, sendo obrigado a todos a admitir a existência de um contingente de solitários. As comunidades de namoro em redes sociais  já possuem maioria masculina. E a coisa pode ainda piorar.

Se esquecendo da possibilidade de que muitos homens se tornem gays, temos que admitir que Niterói poderá se transformar em uma cidade dos homens solitários. Para que todos tenham acesso a vida afetiva, terão que repartir as poucas mulheres que existirão, o que caracteriza a poligamia, reprovável pela sociedade. O que resta aos homens heterossexuais que sobrarem será a solidão, aceitando que alguns poucos possam usufruir do direito de ter uma companheira, um artigo de luxo para a geração vindoura.

E levando em conta isso, o que deve aumentar ainda mais a dificuldade de conquista das mulheres, já que o excedente masculino, gerando uma facilidade maior para as mulheres, as farão "filtrar" a excessiva demanda através de exigências cada vez maiores e em muitos casos, mais absurdas. Trocando em miúdos: ficará ainda mais difícil conquistar uma mulher em Niterói. Se já está sendo, imagine se piorar.

Não sabemos descrever o cenário futuro. O que se sabe é que muitos homens solitários perderão a oportunidade de conquistar suas amadas, já "adquiridas" pelos homens que chegaram primeiro. A competitividade afetiva estará ainda maior e torçamos muito para que isso não se transforme numa grande  onda de violência, onde na disputa pelo coração de uma mulher, homens se matem para que o vencedor possa alcançar o tão dificultado objetivo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A AMEAÇA DO FIM DO BLOGUE VIOMUNDO


Pressionado pelo processo judicial movido pelo jornalista Ali Kamel, que não gostou de ser chamado de "todo-poderoso do jornalismo da Globo", o jornalista Luiz Carlos Azenha, que tenta recorrer da condenação de indenizar Kamel por uma quantia de R$ 30 mil por "campanha difamatória", anunciou que está pensando em encerrar o blogue que ele mantém, o Viomundo.

O Viomundo, juntamente com o Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, e Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, compõe a trincheira de luta contra a mídia monopolista. E seus esforços de combater o poderio midiático de Globo, Folha, Abril e similares acabam eventualmente provocando a reação desses monopólios através de processos "por danos morais" contra esses blogueiros.

Figuras como Diogo Mainardi e Ali Kamel, além da Folha de São Paulo, tornaram-se famosos não somente por processá-los, mas também de processar outros blogues parceiros, como Doladodelá, de Marco Aurélio Mello, e o humorístico Cloaca News, de um gaúcho barbudo conhecido como Sr. Cloaca.

A blogosfera progressista, como se tornou conhecida, passou a ser um fenômeno de mídia na medida em que trazia uma gama de informações e uma abordagem diferentes do que os grandes veículos de mídia transmitem. A força da Internet, neste caso, permitiu uma transformação nos meios de comunicação de tal forma que a grande mídia passou a ser abalada com isso.

Jornalões passaram a sofrer prejuízo nas vendas nas bancas e nas assinaturas. Revistas associadas idem. Rádios FM passaram a sofrer quedas vertiginosas de audiência e emissoras de TV aberta simplesmente perdem milhares de telespectadores a cada ano.

A blogosfera atuou de forma tão diferenciada que nem mesmo a instantaneidade radiofônica, antes o diferencial absoluto dos meios de comunicação, foi imune a esse abalo. Afinal, o que é a instantaneidade se uma notícia dada em primeira mão só possui exclusividade por poucos segundos e, aperfeiçoada por terceiros, faz seus primeiros divulgadores caducarem num pioneirismo esquecido?

E, além do mais, noticiários televisivos, telejornais e emissoras de rádio all news mais parecem hoje versões ampliadas do "gilette-press", que eram aqueles boletins mofados de rádio, diante da abrangência da blogosfera progressista. E, não bastasse isso, o "opinionismo" da velha grande imprensa só rumava para abordagens reacionárias, contrárias ao interesse público, apegadas a interesses dos donos do poder.

Jornalistas que trabalharam na Globo como Amorim, Azenha, Vianna e Mello sabem muito bem que a grande imprensa está caducando. Eles tentam criar um contraponto com suas atuações na Rede Record, mas são desprovidos de ilusões. Sabe-se que a Rede Record é muito longe de ser uma rede progressista como foi a TV Excelsior, mas pelo menos eles têm uma liberdade de atuação que a Globo não lhes daria.

TRUCULÊNCIA "GLOBAL"

A aparente decisão de Azenha de encerrar seu blogue acaba se tornando uma denúncia da censura que a blogosfera progressista sofre da Internet. Acaba expondo a prepotência do poder midiático em preservar seus interesses e privilégios, além de manter uma hegemonia que se perde a cada dia, já que até mesmo pessoas não muito progressistas já começam a duvidar da credibilidade da Globo.

O Jornal Nacional, há muito tempo, deixou de ser o telejornal mais visto e mais influente do país. Outros programas da Globo, como Fantástico, Esporte Espetacular e mesmo o badalado Big Brother Brasil e os lúdicos Domingão do Faustão e Caldeirão do Huck, perdem boas fatias de audiência.

Azenha ouviu horrores do jornalismo da emissora, sobretudo manobras noticiosas que envolveram a cobertura jornalística das eleições de 2006, que evitavam divulgar sobretudo denúncias contra políticos de PSDB envolvidos em corrupção ou mesmo contra figuras estratégicas como o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O que Azenha define como "assassinato de caráter" tornou-se a regra da grande mídia, cada vez mais comprometida nos interesses empresariais em declínio, como um efeito de reação contra as transformações vividas na sociedade brasileira nos últimos dez anos.

Daí a preocupação da grande mídia em criar novos meios de apoio ao seu poderio, chegando até mesmo a ressuscitar a "rádio rock" 89 FM, de um empresário historicamente ligado a Paulo Maluf, como uma forma da Folha de São Paulo, que se tornou sócia da rádio, buscar suas últimas bases de apoio na juventude brasileira.

A grande mídia reage de todas as formas para que seus impérios, construídos sobretudo com o apoio que elas derem à ditadura militar, não sejam abalados. Sabem seus donos que a blogosfera têm um poder de pressão social antes nunca imaginado, e se a presidenta Dilma Rousseff anda condescendente com os barões da mídia, os blogueiros progressistas pressionam a cada dia pela regulação democrática da mídia.

As grandes empresas de comunicação já não conseguem mais se camuflarem para se confundir com o interesse público. O chamado "quarto poder" agora é posto em xeque, e o episódio com Luiz Carlos Azenha, um dos cinco processados por um único Ali Kamel - PHA, Marco Aurélio, Luís Nassif e Sr. Cloaca são outras vítimas - só revela essa truculência "global" que tempera o cardápio grão-midiático.

Só que, mesmo com as vitórias judiciais, a grande mídia não evitará o desgaste. A arrogância com que a grande mídia comemorará tais vitórias irá expor seu autismo cínico e sua prepotência, e só distanciará ainda mais esses jornalistas a serviço dela dos interesses da sociedade, pois a cada dia é mais difícil eles esconderem o conflito entre os interesses empresariais da mídia e o interesse público de nossa sociedade.

Fica aqui nossa solidariedade com o Viomundo e com o profissionalismo de Luiz Carlos Azenha e outras vítimas da truculência midiática.