terça-feira, 19 de março de 2013

A MEDIOCRIDADE DO "FUNK" GARANTE ATÉ CÓPIAS


O "funk carioca" tem dessas coisas. Recentemente, um grupo que se passou pelo MC Federado e os Lelekes foi detido pela polícia e impedido de se apresentar em Juiz de Fora, Minas Gerais. Os funqueiros originais são responsáveis pelo "Passinho do Volante" que fez sucesso com o apoio do jogador Neymar.

O grupo farsante fazia seu vocal em cima de uma gravação do som original, e segundo denuncia o empresário da Furacão 2000, Rômulo Costa - que assumiu o passe do grupo "descoberto" pelo empresário Dieddy Santana -  , os falsos "lelekes" já teriam recebido R$ 500 mil de adiantamento para futuras apresentações.

Dois integrantes do falso grupo, além de dois empresários e um produtor envolvidos na fraude foram chamados para depor na delegacia. Como não comprovaram a apropriação de direitos autorais, o boletim de ocorrência não foi feito. Rômulo Costa, no entanto, estuda meios legais de processar o grupo farsante e seus responsáveis.

A lição que dá esse episódio é que o "funk carioca" não tem qualidade musical alguma e que hoje, seja de modo fraudulento, ou mesmo de uma maneira um pouco mais "responsável", cria-se até mesmo genéricos de funqueiros para alimentar o mercado. Por exemplo, com a saída de MC Perlla do "funk", já que ela se tornou evangélica, o mercado teve que criar uma similar, a MC Anitta, para substitui-la.

Por isso torna-se muito fácil para farsantes criarem clones de ídolos funqueiros. Daí os falsos "MC Federado e os Lelekes". O som funqueiro é o mesmo, não tem a criatividade que certos intelectuais, celebridades e artistas delirantemente atribuem ao gênero, mas as sérias limitações artísticas que mostram a evidente ruindade artística.

Além disso, não há inocência nesse processo de "subversões culturais" que certos apologistas do brega-popularesco, bancando os "profetas digitais", pregam na mídia. Piratear, copiar, vandalizar digitalmente etc não é um processo lícito, e o que a intelectualidade etnocêntrica prega como "revolucionário" na verdade é um processo cruel de precarização profissional e vandalismo mercadológico.

Portanto, nada de libertário ou transgressor. É apenas um mercado "modesto" que segue as mesmas regras do mercadão. E isso faz com que o "funk carioca" acabe favorecendo a criação de ídolos farsantes. Se os originais nunca são grande coisa, imagine então as imitações.

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