sábado, 24 de novembro de 2012

VIVIANE VICTORETTE E AS "POPOZUDAS"


A atriz Viviane Victorette resolveu enfrentar o que as musas "populares" tanto se esforçam em evitar. Segundo o portal R7, Viviane teria convencido o marido, o empresário Diego Suassuna, com quem tem uma filha, a aceitar seu interesse em participar de uma nova novela das 18 horas da Rede Globo.

O marido é ciumento, embora tenha tido paciência suficiente para encarar um boato, anos atrás, de que sua esposa estaria namorando o ator Eri Johnson, amigo do casal. Mas também foi preciso muito jogo de cintura para desmentir a boataria e manter a relação em pé.

Viviane está casada há algum tempo. E o exemplo dela é algo que as musas "populares", as chamadas "popozudas", tentam a todo custo evitar. Como no caso de uma conhecida funqueira que, num rearranjo de carreira, que inclui a eliminação de seu apelido de "mulher-fruta" (ou melhor, de "mulher-carne"), agora tem que passar por "solteiríssima".

Ela havia revelado, no ano passado, que estava comprometida. Seu marido apareceu na mídia da pior maneira, através de uma confusão ocorrida num posto de gasolina. Ele foi detido e foi revelado que ele havia escrito cartas de amor para a funqueira.

Recentemente, porém, a funqueira apareceu num evento sozinha e "confirmou" que "estava soltinha". A farsa foi logo revelada depois que ela "contou tudo" para a imprensa popularesca. A revelação não foi dada por ela, é claro, mas pelo contexto da situação: ela estava reformulando sua carreira, orientada pelo seu empresário a "ficar solteira" para não afugentar os fãs.

Há também o outro caso de uma funqueira, também muito famosa, que havia beijado um fã numa apresentação e depois recebeu uma moto importada. Mãe de um adolescente, a funqueira, espécie de sósia de Carla Perez nos tempos do É O Tchan, seria na verdade uma mulher bem casada e a moto importada teria sido comprada como indenização para os ciúmes do marido, obrigado a viver longe dela.

Consta-se que mais da metade das "mulheres-frutas" que se dizem "solteiríssimas" na verdade possuem namorados ou maridos, não raro bastante ciumentos. Cerca de 40% ou 50% das demais musas - como paniquetes, "musas de futebol", ring girls, ex-BBBs, ex-dançarinas de "pagodão" e derivados - que dizem jurar que "não têm namorado" na verdade estão muito bem comprometidas.

A situação ocorre de tal maneira que há até uma piada surgindo de que o namorado de Andressa Soares autorizou a Mulher Melancia a "procurar namorado" num programa de televisão. Não obstante, a expressão "solteiríssima", embora alardeada, nunca é um termo forte nem convicto, em se tratando de musas vulgares.

A "solteirice" forçada é um golpe publicitário que já fez pegadinha em muita gente, até para este blogue. O celibato contratual é feito porque tais "musas" constroem sua popularidade através de fotos "sensuais" ou de aparições em eventos, quando elas "mostram demais" suas formas físicas. Precisam vender revistas e alimentar seu sucesso na mídia.

Elas precisam parecer "solteiras" para não desapontar seus fãs. Além disso, o perfil de seus maridos é quase sempre vinculado a estereótipos machistas pouco agradáveis: são geralmente jogadores de futebol, policiais e outros tipos robustos ou viris. Há até casos de funqueiras de segundo ou terceiro escalão que se envolvem até mesmo com criminosos, incluindo contraventores e milicianos.

Há dois anos, a primeira dançarina do MC Créu, a ex-"Mulher Caviar" Eliza Pereira, teve um namorado assassinado pelo ex-namorado da dançarina, um líder de um grupo de extermínio da Baixada Fluminense, tomado de um ciúme doentio. Já dá para perceber a repercussão que isso deu. O criminoso foi presoe uma das notícias mais recentes é que Eliza havia "conhecido" o jogador Adriano.

O celibato mercadológico, do qual o próprio É O Tchan é pioneiro - Cal Adan obrigava suas dançarinas a passar uma falsa imagem de "encalhadas" - , fez a então dançarina Scheila Carvalho evitar divulgar os cinco primeiros anos como esposa do cantor Tony Salles, então parceiro do grupo.

Isso aparentemente nunca foi revelado oficialmente, mas fatos acabaram deixando vazar tal situação. Em 2011, Scheila e Tony comemoraram dez anos de casados. No entanto, quem pudesse pesquisar as revistas de famosos publicadas até o início de 2006, veria que Scheila dizia, na época, "estar solteiríssima".

As chamadas musas "populares" também não podem revelar a vida amorosa pelo fato de que a mídia de celebridades, principalmente a mais popularesca, é sempre afeita a fofocas. Um ator bebendo água mineral no calçadão de uma praia já rende notícias nessa mídia, só para entender o caso.

Por isso, várias dessas mulheres preferem se dizer "solteiras" a ter que aparecer numa fofoca ao lado de seus namorados ou maridos. E, além de evitar fofocas, também evitam o prejuízo que suas condições conjugais trariam para as fotos "sensuais" que elas lançam em revistas e na Internet, por causa da frustração que causariam para seu público.

Além disso, aparentemente as cobranças tornam-se menores. Ou, pelo menos, mais discretas. Viviane Victorette precisa negociar com o marido sua volta à televisão. A funqueira nem precisa de tanto esforço para pedir ao marido para deixá-la até ser apalpada pelos fãs.

O marido da funqueira é muito bem indenizado pelo empresário dela, e o contrato estabelece que ele terá que ficar distante durante os compromissos profissionais da mulher. Ele até mora longe dela, e tem que levar a vida de "divorciado" até que volte a receber sua esposa durante as férias dela.

Isso porque essas musas "populares", no fundo, fazem um "tipo" na mídia. Oficialmente, elas são "solteiras", pelo menos para efeito de divulgação na mídia. Assim, a mídia não atrapalha a vida conjugal dessas mulheres, e, uma vez oculta, a vida conjugal dessas mulheres também não atrapalha a carreira profissional delas.

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