terça-feira, 27 de novembro de 2012

AS NOVAS GERAÇÕES DEVERIAM CONHECER MAIS JIMI HENDRIX


As novas gerações não conhecem a boa música, "velha" demais para elas. Apenas conhecem aquilo que a grande mídia martela. E isso numa era em que a Internet fornece uma gama maior de informações, mas, sobretudo no Brasil, a mídia faz os jovens irem na contramão dessa abrangência toda.

Sobre o rock, então, nem se fala. O cardápio roqueiro da patota é indigente e indigesto, sobretudo pela falta ou escassez de rádios de rock autênticas, sobretudo nos anos 90, onde, enquanto os especialistas de rock tinham que montar oficinas de consertos de aparelhos de som para sobreviver, garotões que não entendiam bulhufas de rock comandavam os microfones e até mesmo as programações inteiras do que eles acreditavam ser "as rádios rock".

Isso faz com que quem tem menos de 40 anos pouco percebesse a importância de um músico que estaria fazendo 70 anos hoje, e que havia falecido precocemente em 18 de setembro de 1970, meses antes de completar 28 anos, por causa de uma demora no socorro médico.

Jimi Hendrix foi um músico ímpar, e se destacava até mesmo quando era apenas um músico acompanhante de artistas da soul music e rhythm and blues. Levado pelo então baixista dos Animals, conhecida banda britânica, Chaz Chandler, para Londres, que então era considerado um dos polos da moda e do comportamento juvenil dos anos 60, Hendrix iniciou carreira lá.

E a história sabemos. O músico norte-americano formou então o trio inglês Jimi Hendrix Experience, com uma "cozinha" impecável. Depois Hendrix formou a Band of Gypsies e, em seguida, fazia inúmeros ensaios e gravações no estúdio Electric Lady. Tocou várias guitarras e até arriscou ser baixista em algumas de suas canções.

Era excelente cantor e um guitarrista que ia da guitarra base para a solo com uma agilidade incrível. Seu modo de tocar guitarra foi de tal forma tão impactuante que os fabricantes tiveram que fazer adaptações técnicas no instrumento. E o som de Hendrix era uma síntese que envolveu rock, soul, folk, jazz, psicodelia, eletrônica e blues, além de ter antecipado o som heavy.

E o que Jimi Hendrix teria feito se ele não tivesse morrido tão cedo? Não se sabe, exatamente. Sua mente era autocrítica e bastante criativa, e seu compromisso com a música era tão grande que ele poderia investir em grandes surpresas. Ele, de fato, deixou uma grande lacuna para a música, que teria sofrido grandes transformações com o seu legado pós-1970.

Podemos inferir que Jimi Hendrix estaria fazendo jazz rock. Era admirado por Frank Zappa, amigo de Robert Fripp e do grupo Emerson Lake & Palmer. Teria, só nos anos 70, gravado pelo menos uns cinco discos conceituais, e além das canções vocais, faria também grandiosas viagens instrumentais. Mas, sem dúvida alguma, gravaria discos diferentes do que ele gravou, por conta de seu poder criativo.

Hendrix seria hoje um discreto músico veterano, mas sem dúvida alguma dedicado ao seu compromisso com a qualidade musical e a criação. Teria feito grandes mudanças na história do rock, que muito da mediocridade que vemos hoje em dia não teria tanto êxito.

Infelizmente, hoje, vemos jovens se contentando em achar que poser metal é rock clássico, quando eles de forma bastante preconceituosa desprezam e esnobam o verdadeiro classic rock. Com toda a certeza, falta o mestre Jimi Hendrix para dar umas boas lições para essa criançada que só quer brincar de rock com rosas e revólveres...

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