quarta-feira, 31 de outubro de 2012

RECREAÇÃO E MÚSICAS AGITADAS ESTIMULAM MAIS O TRABALHO E OS NEGÓCIOS


Péssimo procedimento fazem os empresários, profissionais liberais e executivos, sobretudo na faixa dos 40 aos 60 anos.

Encerrando seus expedientes, nas sextas-feiras, eles mergulham num sedentarismo que, se não é físico, ou seja, quando eles conseguem praticar caminhadas e atividades esportivas, é psicológico.

E o que é o sedentarismo psicológico? A sisudez e a perda total daquele espírito juvenil dos primeiros anos de faculdade, que só são parcialmente "resgatados" em momentos saudosistas ou na companhia de crianças e adolescentes.

O problema não é isso. Brincar com um filho pequeno, com um sobrinho, com outra criança de uma família amiga, é muito fácil. Difícil é ver, por exemplo, uma mesa de pebolim e depender da presença de uma criança ou adolescente para brincar junto.

A vida cotidiana mostra, no entanto, que é esse o caminho que empresários, profissionais liberais e executivos do explendor da vida adulta devem seguir. Parece frescura, mas é justamente o resgate natural dos tempos juvenis o remédio certo não só para estimular a saúde mental como também melhorar o rendimento físico e psicológico que podem favorecer o rendimento profissional.

PEDANTISMO

A erudição forçada das conversas dos "pais" em classes abastadas, com médicos, publicitários, empresários, advogados, engenheiros, executivos etc exibindo pedantismo pode parecer útil para botar o papo em dia, mas torna-se supérfluo e inútil quando levados ao extremo nas horas de lazer.

Afinal, a sisudez que reduz a "diversão" a esse ritual de conversas "objetivas" exige um esforço de raciocínio e não acrescenta muito ao astral dos indivíduos. Não acrescenta muita coisa aos negócios nem ao trabalho de liderança, e, além do mais, pode causar problemas quando empresários falam demais de seu cotidiano profissional durante uma festa sem saber que um dos amigos é seu maior concorrente nos negócios.

Isso também não prova inteligência alguma. Discutir política, economia, bancar o crítico cultural e, num lampejo de algum populismo tendencioso, comentar sobre futebol, não faz de executivos, profissionais liberais e empresários mais inteligentes, até porque 99% do que é transmitido nas rodas de amigos não é mais do que o relato do que foi consumido na imprensa em geral e na televisão.

ADERIR À DIVERSÃO

Os anos de confinamento em escritórios e consultórios nos dias úteis faz com que aquele entusiasmo juvenil se perdesse. De repente, o simples sentimento de prazer pela vida se torna perdido, a sisudez requer um sedentarismo psicológico de descanso e apatia que não espanta, nas horas de lazer, a racionalidade e à seriedade extrema do dia-a-dia profissional.

Com isso, empresários, médicos, advogados, economistas etc acabam juntando o cansaço de não quererem se divertir com a vontade de transformar o lazer num "serão extra" mais informal, quando muito para fazer propaganda informal de seus trabalhos profissionais, além do pedantismo pseudo-culto nos bate-papos.

Essa rotina não contribui para estimular nem deteriorar o rendimento profissional, mas faz do lazer um desperdício, porque ele poderia ser melhor aproveitado adotando o mesmo tipo de diversão dos tempos em que tais pessoas eram calouras da faculdade.

Rir alto, ouvir músicas agitadas, correr, brincar sem precisar de uma criança ou adolescente por perto, exercer o máximo de senso de humor, tudo isso faz diferença. Por que não fazer isso, mesmo já tendo 61 anos de idade? Muitas vezes a "perda da vitalidade" é pura frescura, preguiça de sedentário ou algum desânimo que sobrou de um antigo luto pela perda de um amigo querido.

A pretensa erudição de querer bancar o informado de tudo, num tempo em que ser informado é banal, se tornou supérfluo. Também não adianta quebrar a sisudez com "brincadeiras de adulto", como jogar baralhos, praticar golfe ou tênis, ou de bancar o passivo reduzindo-se a mero espectador de partidas esportivas.

Fala-se mesmo de jogar pebolim, encarar jogos eletrônicos, ver filmes humorísitcos mais hilários, correr sem compromisso pelo jardim, gritar, dar gargalhadas, dançar músicas agitadas. Sim, músicas agitadas, não apenas a mesmice de orquestras de swing, mas de músicas mais agitadas ainda. E daí um médico de 55, 61 anos ouvir Rock Brasil, que preconceito é esse de não encarar um sonzão desses?

É preciso perder o medo de retomar o astral juvenil, não como uma forma de saudosismo, mas como um meio de trazer a juventude para o presente. Afinal, o sentimento juvenil também pode envelhecer, em vez de se deixar o espírito juvenil "morto" em algum momento da puberdade.

Romper com o sedentarismo psicológico é tão benéfico que faz até mesmo as pessoas se esquecerem do grisalho de seus cabelos, permitindo recuperar o astral, quebrar a rigidez, se tornar mais humanos. Isso traz uma grande diferença não só para a vida profissional e os negócios, como faz as relações humanas se tornarem melhores.

E isso, comprovadamente, é muito melhor do que ver executivos, empresários e profissionais liberais discutindo política numa festa de aniversário. Nem todo lugar pode ser uma reunião da ONU e festas não são feitas para torneios de pretensas erudições político-culturais.

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