segunda-feira, 22 de outubro de 2012

JESSICA BIEL SE CASOU


Definitivamente, uma geração de atrizes já se tornou casada. Depois de Natalie Portman, Blake Lively, Anne Hathaway, Amber Tamblyn ou outra que talvez me escape da memória, foi a vez de Jessica Biel se casar com o ator e cantor Justin Timberlake, na última semana.

Sim, moças atraentes, que possuem um bom conceito e uma personalidade que pode até não ser sofisticada mas é suficientemente legal para um convívio interessante, se comprometem cada vez mais.

Em contrapartida, temos uma Nicole Bahls que, apesar de oficialmente "super-desejada" pelos homens, está "encalhada" e à procura de um "cara bem legal". Isso depois de cometer gafes - como falar escancaradamente sobre sexo anal - além de um perfil que nada tem de interessante, só para fazer um comentário mais educado.

Isso porque os caras bem legais não querem ir a eventos de breganejo e sambrega, da mesma forma que nenhum nerd iria pegar uma mulher dotada de grandes bolsas de silicone. Se é para pegar mulher-borracha, melhor juntar dinheiro e comprar pela Internet alguma boneca inflável à venda. Se a boneca inflável não é inteligente, ao menos não comete gafes.

No exterior, até temos novas solteiras de qualidade como Katie Holmes, Melanie Lynskey e Scarlett Johansson. Três mulheraças. Mas os redutos da mediocridade cultural e do sensacionalismo midiático acham que a "solteira da temporada" é uma tal "dona de casa de Beverly Hills", Adrienne Maloof, cuja separação de seu marido Paul Nassif só serve mesmo para uma piadinha brasileira: "Maluf não combina com Nassif". Quem é do círculo dos blogueiros progressistas sabe do que se está falando.

As que mais se separam entre as famosas são justamente aquelas surgidas em reality shows. Real Housewives para cá, Bacherolette para lá. Claro que o contexto de personalidade medíocre é diferente, já que aqui temos as mulheres que "mostram demais" e vão a eventos com breganejos, sambregas e funqueiros. Mas lá o superficialismo não deixa de ser preocupante.

Imagine uma moça surgida num "riélite" norte-americano ir para uma boate só para dizer coisas como "This is a nightclub and this is me. This place is very important because I'm here" ("É uma boate e esta sou eu. Este lugar é muito importante porque eu estou aqui"). Ou uma socialite que se preocupa mais no seu vestuário e na sua cosmética e não mostra ideias interessantes.

Vocês leem uma notícia do casamento de Amber Tamblyn com uma banda tocando músicas de Yo La Tengo e Superchunk e fica babando. O que uma ex-BBB brasileira tocaria, na melhor das hipóteses, numa festa? Exaltasamba? Bruno & Marrone? E uma "dona de casa de Beverly Hills" iria tocar o quê? Barry Manilow?

Fica muito complicado. É verdade que existem solteiras bacanas no Brasil e no mundo. O problema é que elas são poucas, muito poucas. As solteiras restantes parecem ver nos seus defeitos as suas maiores qualidades e se tornam insuportáveis para convívio, pela sua superficialidade e pela sua mediocridade. E ficam mais preocupadas com seus corpos do que em mostrar uma personalidade no mínimo interessante.

Por isso é que quando uma mulher bacana se casa, isso causa muita apreensão.

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