domingo, 7 de outubro de 2012

AMBER TAMBLYN SE CASOU


Depois de America Ferrera e Blake Lively, mais uma garota do filme do "jeans viajante" se casou, Amber Tamblyn, também conhecida pelo seriado Joan of Arcadia. Resta agora Alexis Bledel (Gilmore Girls, Sin City), que por sinal está "conhecendo alguém".

Amber até se casou com um cara legal, um ator do seriado Arrested Development, David Cross. Tudo bem. Mas dói saber que são raras as mulheres bacanas no exterior e no Brasil. Não há qualquer Amber Tamblyn em qualquer esquina, seja nos EUA, seja no Brasil.

Veja o que a banda escalada para a cerimônia nupcial realizada ontem tocou, entre alguns covers: músicas dos Pixies e do Yo La Tengo, duas conhecidas bandas alternativas dos Estados Unidos.

Fico imaginando se um infeliz nerd aqui no Brasil tiver que se casar com Maíra Cardi teria que aguentar ouvir de uma banda escalada para a ocasião: covers de Michel Teló, João Lucas & Marcelo, Gusttavo Lima, Thiaguinho, Banda Calypso, Gaby Amarantos e quejandos.

Se correr alguma música dos Pixies, só se algum atrevido do tecnobrega ou do Calcinha Preta - grupo conhecido não só pelo nome horrível mas pela voracidade em destruir canções estrangeiras de qualquer espécie (eles massacraram até "The Unforgettable Fire" do U2, antecipando a sangrenta atrocidade do Sambô para "Sunday Bloody Sunday") - fizer alguma versão em português, com toda a certeza sofrível e sem a força artística da original.

Fico perguntando o que um Calcinha Preta iria fazer com uma música tipo "Here Comes Your Man", dos Pixies. O arranjo, sem a menor dúvida, seria horripilante, a letra seria uma bobagem só, o título talvez seria algo como um tema de brigas amorosas querendo ser resolvidas, tipo "Quero Seu Amor".

Assim não dá. Por isso seria muito melhor que uma Maíra Cardi, uma Geisy Arruda, uma Carol Belli, Lorena Bueri ou quejandas procurassem, pelo menos, algum peão boiadeiro ou jogador de futebol para namorarem.

Nós, nerds, já estamos acostumados com desilusões mesmo. Nossos sábados à noite são vendo filmes de comédia ou lendo livros e lanchando biscoitos ou panetone. Pelo menos que ninguém nos convide para servirmos às ilusões dos outros.

Essas "boazudas" ou outras jecas que houverem chorando pela falta de um namorado que, pelo menos, aceitem as cantadas que recebem (aos montes, aliás) nas festinhas onde rolam "pagode romântico", "forró eletrônico", "sertanejo" (sobretudo o "universitário", mas sem excluir coisas pseudo-sofisticadas como Chitãozinho & Xororó) e "funk carioca". Que elas deixem de sonhar demais com homens mais modestos e deixem de reclamar de uma solidão que só é fruto de suas paranoias.

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