quarta-feira, 5 de setembro de 2012

QUANDO ELEGÂNCIA DEMAIS GERA DESELEGÂNCIA


Elegância requer contexto. De que adianta caprichar em paradigmas de elegância de forma obsessiva, se, ao desrespeitar contextos e situações específicas, essa elegância se converte em deselegância e o chique vira brega?

François Henri-Pinault, mega-empresário francês que, pasmem, é dono até de marca de tênis - calçado que parece só aprender a usar nas situações de lazer nos últimos meses - é um exemplo dessa elegância fora de contexto.

Da mesma forma que, no âmbito da sensualidade feminina, vimos a ex-Big Brother Brasil Maíra Cardi se comportar, num aeroporto do Rio de Janeiro, como se estivesse num vestuário feminino de uma escola de ensino médio - e a ex-BBB faz 29 anos hoje (desculpem, pesquisei o Wikipedia e a data é hoje mesmo, a culpa não é minha e nem sou fã dela) - o milionário francês se comporta em situações de passeio como se estivesse em algum intervalo de almoço no seu trabalho empresarial.

Sim, meus amigos, a foto em questão indica, pelo menos é o que diz o sítio Just Jared, que François, aqui com a esposa Salma Hayek e a filha Valentina (que não aparece na foto), está apenas a passeio na cidade italiana de Veneza.

E mais. Se trata de um dia de verão, embora num clima ameno e de um céu em nuvens brancas, sem chuva. Ver que François Henri-Pinault, que só entrou nos 50 anos este ano, mas adota um padrão de vestuário de um homem bem mais velho, se veste assim para um simples passeio, é algo que não dá para entender. Sobretudo tendo a atriz mexicana, jovial nos seus 46 anos (completos ontem), como esposa.

Eu, por exemplo, numa ocasião destas, usaria uma camiseta e uma bermuda, com meia esporte e tênis. Dá para ser elegante assim. Mas mousieur Pinault, forçando a barra na elegância - tal qual, no Brasil, as "boazudas" forçam a barra na sensualidade - , prefere usar um terno e sapatos de verniz que, numa reunião de negócios, caem muito bem, mas, num passeio de rua, é péssimo e sugere desconforto.

Sabe o que o empresário quis dizer para a sociedade com essa roupa? Que ele acabou de sair, às pressas, de seu trabalho de negócios, voltou para casa só para tirar a gravata e colocar o perfume, e depois foi sair com a família.

Evidentemente não é assim que ocorre, mas simbolicamente, François Henri-Pinault quis dizer, para as pessoas em sua volta, que gosta mesmo de não se sentir à vontade e não passa de um escravo das rígidas regras de etiqueta que só estavam em alta até por volta de 1975.

E pensar que tem muito mega empresário de Internet que fez o oposto disso, fazendo negócios até com trajes de skatista. Quem te viu, quem te vê.

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