domingo, 16 de setembro de 2012

O QUE A PADRONIZAÇÃO VISUAL PODE FAZER PARA CONFUNDIR...


Esta foto, no cruzamento da Rua Dr. Paulo César com a Av. Roberto Silveira, na esquina da Av. Marquês do Paraná, em Niterói, dá uma boa noção do que a chamada padronização visual nos ônibus pode fazer para confundir as pessoas.

É bom deixar claro que, no dia a dia, muitas pessoas ficam ocupadas demais para "examinar sem pressa" o ônibus que vai pegar e é ilusão que todo mundo "receba" sempre o ônibus vendo o veículo pela dianteira.

Muita gente tenta pegar um ônibus vendo-o na lateral, de longe, porque tem pressa e nem todas as linhas possuem uma frota grande, obrigando muitos a correrem para o primeiro ônibus que virem, mesmo à distância.

Esta foto é ilustrativa. O desavisado poderia imaginar que um carro da Viação Fortaleza, na linha 57 (Santa Rosa / Centro, via Fagundes Varela), cortou pela Paulo César - geralmente ele vai pela Rua Gen. Pereira da Silva antes de dobrar a Roberto Silveira - por alguma eventualidade e se dirige à pista lateral da avenida para dobrar a Rua Miguel de Frias em direção à Fagundes Varela.

No entanto, o ônibus em questão é da Santo Antônio Transportes, linha 45 (Cubango / Centro), que havia pego um caminho alternativo, já que normalmente passa pela Paulo César direto, talvez para se dirigir sem problemas para a pista lateral da Av. Marquês do Paraná, exclusiva para ônibus.

A pintura padronizada do consórcio Transoceânica permitiu essa "pérola", que a elite busóloga não tem o menor problema de discernir, mas os cidadãos comuns, principalmente os mais pobres, têm muita dificuldade de identificar.

São transtornos assim que a gente questiona, mas nem todo mundo gosta. Afinal, a "novidade" do visual uniformizado, desse "baile de máscaras" que se tornou o sistema de ônibus de Niterói e do Rio de Janeiro, deslumbra alguns, sobretudo aqueles que querem mamar nas tetas do Estado e que por isso fazem defesa até do serviço irregular da Turismo Trans1000.

Só que, nas ruas, a realidade é bem outra do que aquela que a ilusão dos escritórios tenta inventar.

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