quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O ERRO DA LOGÍSTICA NO COMÉRCIO DE NITERÓI


Infelizmente, Niterói sofre com o erro de logística nos supermercados e outros estabelecimentos comerciais ou mesmo em prestação de serviços.

Tudo bem quando se cobra maior agilidade do comércio na reposição de estoques e nos serviços no desempenho mais ágil. Mas isso ocorre somente se fizermos alguma cobrança.

Não há uma ação preventiva, não há uma ação que previsse o que a demanda está consumindo ou se o fornecimento de energia elétrica está problemático. Em vez disso, espera-se que problemas ocorram para que depois eles sejam resolvidos.

Nos supermercados, se este blogue cobra a reposição de certos produtos, por exemplo, a reposição é feita. Se pede que os supermercados reponham e diversifiquem as bebidas lácteas, a tarefa é feita. Mas só se as cobranças forem feitas. Senão, nada acontece.

Recentemente, nos supermercados Extra da Av. Sete de Setembro (Jardim Icaraí), andou faltando sabão de coco da marca Qualitá, nome de fantasia usado pelos supermercados Extra para divulgar pequenos fabricantes de produtos. Justamente a marca associada à própria rede de supermercados, que, mesmo sob a administração de um grupo empresarial francês, não trouxe melhoria alguma para a rede.

E olha que os supermercados Extra quase nada fizeram para renovar a filial da Av. Sete, ainda com um assoalho velho, dos tempos da antiga Casas da Banha, e com uma péssima distribuição de caixas - a colocação de alguns deles sobre uma escadaria é pouco funcional e esteticamente ruim - e de sessões (como a de padaria, bem distante dos fornos). A transformação da antiga Sendas do Ingá em Pão de Açúcar trouxe melhorias, mas os elevadores continuam velhos, feios e sacolejantes.

No que diz ao fornecimento de produtos, os supermercados em geral sempre desleixam. Até os Supermercados Guanabara ficaram uma semana sem oferecer a bebida láctea Bom Paladar, sabor coco, e eventualmente também ocorrem falta de certas marcas de produtos de limpeza e de alimentação.

E, no caso dos serviços, a Ampla eventualmente deixa que se oscile a energia elétrica até em consultórios médicos, há um sério medo de se utilizar vários aparelhos eletrônicos e a energia cair. A Internet também tem pane, o que causa problema em muitos serviços que dependem do uso da rede mundial de computadores para ser efetivado.

Também ocorre o mesmo problema. Quando fazemos cobranças, tudo é feito, tudo é resolvido. Mas, se não o fizemos, nada é solucionado, por mais que os problemas persistam. E é isso que preocupa, com nossos gerentes e administradores reduzidos a bonecos de corda de clientes e consumidores, despreparados para ações preventivas ou para enxergar o que as demandas de fregueses querem, porque nem todo mundo deseja apenas o básico.

Numa cidade que tende a sofrer uma explosão demográfica por conta dos vários edifícios construídos, vários deles em lugar de antigos sobrados e casas, a demanda será maior e as cobranças também. Não será legal manter um grande edifício de apartamentos com uma rede e água e de energia elétrica de casebre.

É preciso que se implante uma nova mentalidade gerencial, de gerentes dotados de uma visão estratégica, e não administradores que fingem ser ágeis e eficientes, mas que só trabalham quando pressionados. Esse método provinciano de administrar as coisas em Niterói tem que acabar.

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