quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CARTA ABERTA À BUSOLOGIA FLUMINENSE


Ando muito decepcionado com a atitude de uma elite de busólogos fluminenses, inclusive vários conhecidos.

Eu admirava todos eles, alguns anos atrás e via os fotologs do Fotopages para ver as suas fotos e as novidades.

Admirava as fotos tiradas ora no Cachambi, ora na Av. Venezuela, ora no Terminal Alvorada, ora em outras cidades, e sentia simpatia por vários desses busólogos.

Só que, nos últimos anos, desde que houve o famoso conflito de busólogos depois que um grupo então menos destacado foi para o Multishow e deixou outro mais destacado na mão, há quatro anos atrás, que o estrelismo e a politicagem passaram a fazer parte da busologia carioca, que deixou de ser um hobby para ser uma negociata política.

E a coisa se agravou quando Eduardo Paes decidiu "comprar" o apoio de alguns busólogos, impondo o pensamento único e impulsionando a elite busóloga a fazer uma luta fratricida, um "higienismo" que tem por objetivo combater e banir quem não segue um padrão de pensamento, que é o de Eduardo Paes, Alexandre Sansão, Jaime Lerner e outros.

Sim, pois não é só a pintura dos ônibus do Rio de Janeiro e agora de Niterói que ficou padronizada, desafiando a atenção dos passageiros e camuflando a identificação de cada empresa. É o pensamento da busologia que se tornou padronizado, e quem discordar desse PENSAMENTO ÚNICO - espécie de "bilhete único" para ter acesso a cadeiras nas secretarias de Transporte, no DETRO ou na ALERJ - é expulso de fóruns da Internet, para não dizer coisas piores.

Recentemente fui ameaçado por um busólogo por que ele não gostou que eu despadronizasse os ônibus que ele fotografava. Prepotente, me xingou de "xexelento" e ameaçou me processar. Eu não fiz mais do que uma arte virtual, principalmente nas fotos da Real Auto Ônibus, para informar aos internautas como seria a Mascarello Gran Via com as cores da Real, o que ficaria lindo.

E eu coloquei a autoria devida nos créditos, eu nunca iria usar a foto de outro para creditar como se fosse de minha autoria. Não sou irresponsável. Mas, numa típica situação kafkiana - para quem não sabe, o escritor Franz Kafka era especialista em retratar o absurdo - , o cara não gostou, me xingou e ainda me fez ameaças.

E eu era fã dele, usava as fotos porque admirava o jeito dele fotografar os ônibus. Imagine um cara que é fã de alguém e, na hora de pedir um autógrafo, leva um soco de seu ídolo? Pois é. E atitudes assim acabam vazando, como outras que já ocorreram na busologia.

Vários foram vítimas dessa prepotência da elite busóloga. Eu, meu irmão, meus amigos Marcelo Delfino e Leonardo Ivo, o outro amigo Marcelo Pierre, entre outros. Até André Neves foi atacado, mas ele conta com visibilidade suficiente para não ser expulso de fóruns busólogos, porque aí seria demais.

Mas já houve casos de dois busólogos que armaram para desmoralizar um abaixo-assinado digital que ia contra o interesse deles, e os dois também armaram o tal COMENTÁRIOS CRÍTICOS, um blogue ridículo para desmoralizar eu e meu irmão e, quem sabe, algum outro busólogo que discordar radicalmente de alguma coisa. E pode ser qualquer outro busólogo que estiver no caminho, até o aliado de ocasião.

Tudo isso fora as truculências que ocorrem nas comunidades BUSÓLOGOS DO RJ no Facebook e no Orkut. Gente expulsa mesmo, através de uma campanha difamatória, vexatória, que envergonha a todos. Porque é uma expressão de ABUSO DE PODER de busólogos mais destacados, que se acham os reis da verdade absoluta.

A situação está tão séria que eles passam a desprezar o sofrimento do povo. Povo, para eles, é só um gado a aplaudir diante dos palanques. Se um ônibus sofre um acidente e há feridos e mortos, para esses busólogos as vítimas é que são as culpadas. Eles ignoram qualquer pressão de ordem trabalhista que os patrões sempre jogam contra os trabalhadores.

Mas eles defendem até mesmo a Transmil, uma empresa que nem é pobre, porque tem "peixe grande" como acionista, incluindo um sócio que foi morto porque iria fazer revelações amargas sobre a empresa de Mesquita, famosa por sua frota sucateada e pelas grandes demoras na espera de um veículo.

A situação está vazando para fora do Estado do Rio de Janeiro e para fora da busologia, porque as manifestações truculentas de ameaças, ofensas pessoais e tudo o mais, que uma elite de busólogos faz com muito orgulho, acaba dando péssimas consequências até para aqueles que promovem tais agressões.

As pessoas acabam ficando assustadas, porque conhecendo a situação, vão aumentar ainda mais o preconceito que já têm contra a busologia. Além do mais, a agressividade dos busólogos fluminenses é também fruto de ilusões e desilusões. E, se no Facebook e no Orkut a coisa pega fogo, fora da Internet é que as coisas são piores ainda.

Em maio passado, pela primeira vez, houve "racha" nos encontros de busólogos. E, nos bastidores, sempre há um busólogo mais sensato que grita para o busólogo agressivo irritado porque este foi longe demais nas ameaças e ofensas a outros busólogos.

Os busólogos mais agressivos também brigam entre si, o busólogo pitboy dos "comentários críticos" até está em relações estremecidas com os antigos parceiros. E ninguém pense que a elite busóloga mais agressiva vive em lua de mel com Alexandre Sansão, que vê neles um bando de puxa-sacos e alerta que seu gabinete não é BRT para caber todo mundo.

Mas talvez isso permita que esses busólogos promovam esse "higienismo". Tudo para reduzir a busologia fluminense a um grupo fechado a dizer amém às decisões impostas pelas autoridades. Pensam mais na sua aparição nas festas de 2014 e 2016 do que em qualquer solidariedade por um hobby comum.

Fico muito triste, estarrecido, assustado. A arrogância dessa minoria de busólogos é como um ônibus desgovernado, sem freio. Certamente outros busólogos fluminenses saem envergonhados e intimidados, enquanto os mais agressivos, a princípio, acreditam na impunidade e na prepotência absoluta. Acham que podem agredir, ofender ou processar sem motivo e vão continuar em alta entre seus pares.

Não é assim. Hoje vemos que a vida prepara surpresas para quem comete abusos. Num dia, alguém que comete agressões pode se achar em moral alta e posar de bom amigo e de vítima diante de outras pessoas, para enganar. Noutro dia, ele é traído, ou briga com algum peixe grande, ou com alguma figura mais sinistra (tipo um chefão das vans) e a desgraça que ele desejava nos outros volta-se para ele até de forma piorada.

Espero que se dê um basta a esse festival de prepotência, de arrogância e de desrespeito humano. Quem pode pedir respeito se é o primeiro a desrespeitar com ofensas, ironias e ameaças?

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