domingo, 1 de julho de 2012

O PROBLEMA DA LOGÍSTICA NOS SUPERMERCADOS DE NITERÓI


O grande problema que Niterói enfrenta é que a cidade é conhecida como "cidade dormitório", sem ter uma infraestrutura satisfatória em seu mercado.

Isso é muito grave, se notarmos que as tarifas de transporte para deslocamento para o Rio de Janeiro são muito caras e há a visão errônea de que Niterói é uma cidade de ricos.

Isso influi na logística insuficiente nos nossos supermercados. O grande vício de seus gerentes é pensar apenas nas opções "básicas", seja de marcas, seja de produtos. Não há muita diversidade e, além do mais, os produtos costumam faltar durante semanas.

Não existe uma mentalidade que fez a fama da família baiana Paes Mendonça, que de um pequeno armazém formaram uma conhecida rede de supermercados. Ela foi vendida para outro grupo empresarial, mas ela chegou a ter filiais em Niterói, ao adquirir a antiga rede de supermercados Disco (fundada pelo poeta Augusto Frederico Schmidt). Na foto acima, aparece a filial que era o antigo Disco próximo à subida da Ponte Rio-Niterói, em São Lourenço.

Aliás, a rede de supermercados Extra (agora com um dono francês) havia comprado a parte fluminense do Paes Mendonça e os supermercados Sendas, mas não parece dar o devido cuidado em certas filiais. A filial da Av. Sete de Setembro, em Niterói, não passa de uma maquiagem da antiga filial da Sendas.

A filial da Av. Sete tem um assoalho velho e rachado em muitos pontos, a colocação de caixas é inadequada. Caixas abaixo da escada, longe de ser supersticioso, é uma falta de organização estética, um dos fatores decisivos para um supermercado conquistar o freguês. Além disso, há um espaço ocioso que poderia servir para deslocar as caixas que se encontram sob a escada, e reorganizar os espaços. Por exemplo, o balcão para TV por assinatura ficaria melhor se ficasse por baixo da escada.

A colocação da padaria também piorou, na filial do Extra na Av. Sete. Ela deveria ficar próxima ao forno de pães, e não distante. É pouco funcional. O pretexto usado foi para aumentar o espaço do açougue, mas o resultado não foi feliz.

Quanto aos produtos, as marcas mais procuradas nem sempre são as que se renovam nos estoques. Chega um momento em que há falta, e duram pelo menos duas semanas. Mas, faltando no exato dia da compra, isso é suficiente para causar frustração no freguês.

Alguns exemplos. Entre os refrigerantes gelados, que são aqueles prontos para serem comprados para o almoço nos domingos, faltou, na semana passada, o produto Mineirinho Zero. Havia em certos supermercados e lojas de conveniência o Mineirinho comum e o Diet, mas em outros nem Mineirinho havia. Como opção, a Coca-Cola pode compensar, mas vale lembrar que o sabor é completamente diferente, já que Mineirinho não é um refrigerante de cola, mas de sabor chapéu-de-couro com guaraná.

As bebidas lácteas são outro exemplo. Não há diversidade de produtos, os supermercados, quando muito, só escolhem uma marca, e uma das piores, a Macuco. A Macuco não era uma empresa ruim, e as bebidas lácteas chegaram a ser boas, mas de repente elas pioraram em qualidade, sendo um enjoado xarope ruim de frutas com um soro de leite igualmente ruim.

Há marcas e sabores de bebidas lácteas que só existem num só supermercado, e mesmo assim nem em todas as filiais. O sabor coco da marca Bom Paladar só existe nos Supermercados Guanabara, e mesmo outros mercados que comercializam a marca não vendem este sabor. Há apenas um mercado que vende o produto Energia Natural da Serita, outro que vende a bebida láctea Nestlé (um tanto fraca, mas poderia ser uma opção), e só o Multimarket comercializa o ótimo Sabor da Serra. A Goody Fruit, da Itambé, é muito rara de se encontrar. Maior sorte tem a Godam, de fácil acesso em vários mercados.

Mas há outros exemplos em outros setores, como de limpeza, utlilitários e outros. Falta uma criatividade logística, falta uma agilidade em repor os estoques. É necessário uma maior velocidade de ação e pensamento, porque a demanda está cada vez mais exigente e diversificada, e ela não vai poder aceitar o "básico" em mercadorias. Ela quer mais, e convém os gerentes de supermercados de Niterói pensarem nisso.

Afinal, ninguém quer gastar mais de R$ 4 só para fazer compras no Rio de Janeiro. Isso custa tempo e dinheiro. Uma travessia pela Ponte Rio-Niterói dura mais de uma hora.

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