segunda-feira, 4 de junho de 2012

DREW BARRYMORE SE CASOU


Independentemente de que tipo de homem for, existe sempre um para uma mulher que não é vulgar.

Hoje os homens correm atrás de mulheres que contam com uma personalidade que, pelo menos, seja minimamente admirável, que dê para conversar e trocar ideias.

No exterior, há uma tendência de mulheres com uma personalidade mais diferenciada se comprometerem com mais facilidade. Em contrapartida, há, por exemplo, as dondocas de reality shows de "donas de casas" (os tais "Real Housewives") que se divorciam com maior facilidade.

Isso mostra o quanto as mulheres que adotam uma personalidade mais superficial, sejam pelo esnobismo fútil, pelo fanatismo místico, religioso ou esportivo e pelos referenciais culturais de gosto duvidoso levam sempre em desvantagem. E não adianta a garota se julgar "diferente" no Orkut ou Facebook e depois dizer que adora Bruno & Marrone, Exaltasamba e similares, porque continua sempre em desvantagem e vai ter que procurar namorado entre os vaqueiros do interior do país.

Pois se, no exterior, vemos que famosas como Drew Barrymore e Reese Witherspoon, para não dizer Jessica Alba e Natalie Portman, são casadas, no Brasil a coisa piora de vez. Fala-se muito que as mulheres reclamam da "falta de homens" no Brasil, mas isso é maneira de dizer: o que elas reclamam não é da falta de homens em si, mas da falta de homens que as satisfaçam na beleza e na personalidade.

Isso porque homem é o que mais existe no Brasil varonil. Só o IBGE e a grande mídia desconhecem completamente, sobretudo através de métodos que apenas requentam as velhas estatísticas populacionais lançadas durante a ditadura militar, que lançaram o mito do "Brasil mulher"

A partir dessa estatística viciada, deixou-se de registrar censitariamente homens considerados "incômodos" dos dois extremos - sejam investidores em viagem de negócios, de um lado, e mendigos, desempregados e marginais, de outro - , enquanto minimiza a gravidade da violência machista que dizima mulheres diariamente, criando uma "maioria populacional feminina" que não existe.

Junta-se a onda de crimes passionais, latrocínios, homicídios, sequestros, chacinas, acidentes de trânsito, balas perdidas, doenças graves e erros médicos que praticamente ceifaram muitas mulheres a partir dos anos 70, e isso tudo contradiz o mito do "Brasil mulher" que alimenta reportagens "engraçadinhas" de televisão, que livra a culpa de machistas e marginais pelos cadáveres femininos ocultados não só por eles, mas pela mitologia alegre que ainda vigora no país.

Mas o mais grave não são, por exemplo, as mulheres legais nascidas entre 1944 e 1976 que formaram o "grosso" das mulheres mortas pelos próprios "companheiros" nas últimas décadas, e que poderiam contribuir com sua inteligência e brilho nos dias de hoje, mas a péssima educação que receberam moças nascidas nos anos 80, no Brasil, que passaram a se constituir, na vida adulta, nas "marias-coitadas", BBBs, "mulheres-frutas" e paniquetes não só desprovidas de qualquer inteligência, mas envaidecidas pelos péssimos referenciais que possuem.

No exterior é evidente que há uma JWoWW da vida, que é a "paniquete" de lá, ou a "dona-de-casa" dos EUA que se divorcia de repente. Mas lá ainda há mulheres legais solteiras, com um pouquinho mais de frequência que no Brasil.

No nosso país, são raras as solteiras que não veem nos ídolos "sertanejos" e de "pagode romântico" a fonte de sua (infeliz) felicidade, que não veem a salvação nos times esportivos ou no fanatismo místico-religioso, que não usam a Internet para falar besteiras.

Por isso, embora se fale aqui do casamento de mulheres estrangeiras, como Drew Barrymore, fala-se também de mulheres como Ticiana Villas-Boas e Maria Helena Chira, fala-se de tantas outras legais que se casam no país, e que pelo menos poderiam servir de modelos de sucesso para muitas solteiras brasileiras que, ao menos, quisessem ser mais prevenidas.

Mas não é assim. A maioria das solteiras brasileiras se inspirou em Xuxa e Gretchen, em Carla Perez e na Ana Maria Braga dos piores momentos, tão manipuladas foram pela pior programação da TV aberta e do rádio FM dos anos 90. Agora essas solteiras sentem o peso da solidão e do fato de que os referenciais bregas de suas vidas só são "o máximo" para elas mesmas, mas isso acaba transformando elas mesmas em "chatas de galochas", fazendo com que o orgulho de hoje possa se converter numa vergonha de amanhã. Mas aí será tarde demais.

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