segunda-feira, 30 de abril de 2012

SUPERMERCADO PÃO DE AÇUCAR EM NITERÓI AINDA TEM ELEVADORES VELHOS


O supermercado Pão de Açúcar, que substituiu o antigo Supermercado Sendas na Rua Dr. Paulo Alves, no bairro do Ingá, em Niterói, de fato tem instalações mais modernas, melhor serviço e variedade de produtos. É, de longe, um dos melhores supermercados da cidade.

Todavia, é melhor que seus administradores cuidem dos elevadores que dão acesso aos estacionamentos e aos sanitários, além de uma locadora de vídeos. Isso porque os elevadores foram a única parte da filial da famosa rede de supermercados a não sofrer qualquer reparo.

Embora não tenha ocorrido algum acidente, os elevadores não parecem oferecer segurança. São muito velhos, as portas têm revestimentos rasgados, e as cabines balançam. Os elevadores são bastante antigos, desde os tempos da antiga rede Sendas.

Será necessário um trabalho de reparos, o que com toda a certeza não comprometerá o atendimento dos fregueses. Basta que um dos elevadores, em cada vez, seja desativado para obras de reforma e modernização, o que não causará qualquer prejuízo para o funcionamento da filial. E, sem dúvida alguma, será a conclusão de toda a reforma que deu mais beleza e funcionalidade no supermercado.

sábado, 28 de abril de 2012

AS ALUSÕES DE A GRANDE FAMÍLIA


O seriado A Grande Família, da Rede Globo, que felizmente volta a ser exibido em imagem de filme, além de ser uma das heranças do falecido Oduvaldo Vianna Filho (o Vianinha), mentor original da série, envolve curiosidades e alusões.

Sabemos que a série teve uma outra versão, entre 1972 e 1975, com um outro elenco. Se bem que, nessa época, tanto os atores Marieta Severo e Marco Nanini, que fazem o casal Nenê e Lineu da versão atual, no ar desde 2001, eram atores bastante ativos e famosos naquela época.

Uma das alusões é que, no programa Zorra Total, houve, há cerca de dez anos, um quadro com os personagens Maurício e Mauricinho, feitos respectivamente por Jorge Dória e Lúcio Mauro Filho (este filho do grande comediante Lúcio Mauro, até hoje ativo). Lúcio Mauro Filho fazia o personagem caricaturalmente homossexual, desses que "soltam a franga". A curiosidade é que Jorge Dória havia feito o Lineu Silva da versão de 1972. Lúcio Mauro Filho faz o Tuco da versão no ar desde 2001.

Na nova temporada do seriado, o personagem Tuco, além de ser taxista, participa de um quadro humorístico com outro personagem homossexual, Serginho, que sempre encerra a esquete com o bordão "papai não deixa". O quadro soa como uma discreta homenagem ao Mauricinho de Zorra Total.

Os dois atores que fizeram o Floriano, Brandão Filho na versão de 1972 e Rogério Cardoso na versão de 2001, ambos já falecidos, foram colegas da Escolinha do Professor Raimundo do saudoso humorista Chico Anysio, fazendo, respectivamente, os alunos Sandoval Quaresma e Rolando Lero.

Na temporada anterior, de 2011, o seriado também fazia, através das adaptações de Bernardo Guilherme e sua equipe, alusões à temática cepecista do falecido mentor Vianinha (morto em 1974), com assuntos relacionados à associação de moradores e sua reação contra o poder das autoridades, ao funcionalismo público e as relações entre funcionários e patrões e a temas relacionados à Educação e comunidade.

Temas dessa natureza já eram citados, de uma forma ou de outra, em obras antigas como Chapetuba Futebol Clube e A Mais Valia Vai Acabar, Seu Edgar, que Vianinha havia criado há mais de 50 anos atrás. É bem provável que Vianinha esteja feliz com o desempenho de A Grande Família hoje em dia.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

FUTEBOL COM VISUAL PADRONIZADO: VASCO X FLAMENGO


Dando sequência às fotos de futebol brasileiro com visual padronizado, mostramos aqui uma foto com a zaga do Vasco da Gama marcando o jogador do Flamengo, Vagner Love, que é este que vemos à direita. Bom, pelo menos as pulserinhas e pequenos adereços dos jogadores foram mantidas. Para quem defende a padronização visual, isso basta. Já para quem não defende...

A foto é do último jogo de domingo passado, quando o Vasco derrotouo Flamengo por três a dois, no jogo da Taça Rio no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.

Deixemos o pessoal aqui pensando como seriam Flamengo e Vasco com o mesmo padrão de uniforme, tudo igualzinho. Talvez o futebol fique mais disciplinado assim, garantem os tecnocratas da mobilidade esportiva, não é mesmo? Vá entender...

terça-feira, 24 de abril de 2012

A MEGALOMANIA DE VEJA E A METÁFORA DA CAPA



Talvez para intimidar seus opositores, Veja, num desses assuntos "banais" sobre saúde, comportamento, tecnologia e emprego, mais uma vez soltou uma "pérola" na sua edição do dia 25, mas já no mercado desde o dia de anteontem.

Nem precisamos comentar muito as duas sub-manchetes da tarja superior, com sua ojeriza aos esforços da presidenta Cristina Kirchner de atender ao povo argentino e da citação da "CPI do Cachoeira" como se Veja não tivesse participação nisso. São coisas óbvias. Mas a "inocente" manchete de destaque é que merece uma interpretação subliminar.

Intitulada "Do alto, tudo é melhor", a "reportagem" - devemos colocar aspas nessa palavra, em se tratando do pseudo-jornalismo de Veja - trata aparentemente das vantagens de ser alto, num claro preconceito contra pessoas de baixa estatura, tentando justificar, "cientificamente", porque ser alto é o máximo e ser baixo é uma miséria.

Na verdade, isso pode ser uma metáfora para a "superioridade" do senhor Roberto Civita, o chefão do Grupo Abril, que, apesar de sofrer muito com sua revistinha encrenqueira, ainda a trata como se fosse sua filha mais querida. Que na verdade nasceu bem, nas mãos de gente séria como Mino Carta, mas depois Veja tornou-se uma junkie com chiliques de madame. Mas que ainda se arroga em se dizer "defensora" da ética.

É como se a reporcagem de capa dissesse: "Do alto do Grupo Abril, Roberto Civita é sempre o melhor". Veja, que tenta alucinar os internautas aparecendo em anúncios em tudo quanto é página na Internet - até um portal estrangeiro como Who Dated Whom? é "poluído", nas conexões brasileiras, com bâner da revista Veja, agora usando a capa de sua edição recente sobre o "mensalão" - , tenta se impor não apenas como revista "indispensável", mas também "imperdível".

Veja é megalomaníaca, prepotente, com seu padrão duvidoso de jornalismo, em que se preocupa mais em fazer os redadores escreverem sempre o mesmo tipo de texto - não estou falando dos "calunistas", que gozam de autonomia suficiente para defender, com gosto, os interesses de seu querido patrão-colega (vide a frase de Mino Carta) - , e sua fúria de desqualificar tudo que possa ser de interesse público.

Por isso, Veja parece exaltar os "grandes". Não necessariamente em estatura, afinal a reporcagem de capa da atual edição pode até parecer que os homens de maior tamanho corporal levem a melhor, mas é uma metáfora para reafirmar seu próprio poder midiático, a partir do poderio político e econômico de Roberto Civita (político, sim, pela própria influência ideológica do Grupo Abril como expressão midiática do trio PSDB-DEM-PPS).

Por isso, a revista que, entre outras coisas, acha legal a sobrecarga horária no trabalho, as demissões em massa dos trabalhadores (para Veja, uma ótima oportunidade para eles "se virarem" ante as novas regras do mercado), os cortes nos salários, a desnacionalização da economia, só pode achar que os donos do poder é que sempre levam a melhor.

Se endendermos, por exemplo, a capa da atual edição no âmbito da realidade rural, é como se Veja dissesse que só as "classes produtoras" - eufemismo que a direita define os latifundiários e "coronéis" do interior - é que merecem um lugar ao sol, enquanto os agricultores têm que "se virar" com cursos sobre uso de máquinas agrícolas, informática aplicada à agricultura e, de preferência, cursos de inglês para poder assimilar melhor as novidades do Texas, sobretudo através da "maravilhosa" música dos "sertanejos" fantoches da mídia.

Por isso, Veja, encrencada até os neurônios, apavorada com as denúncias de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, com as associações com o crime organizado até como fontes de "reportagens investigativas" e com a participação acionária de um grupo fascista "da pesada", tenta desesperadamente e, podemos dizer, paranoicamente, se manter no mercado. Nem que seja para hipnotizar os internautas com seu logotipo outrora simpático mas hoje causador de muito constrangimento para a sociedade.

A reputação de Veja é tanta que a má lembrança sobra até mesmo para as fontes gráficas usadas, a fonte Franklin para os títulos e a Times New Roman para os textos e legendas. Ninguém ousaria lançar uma revista alternativa hoje que usasse, a não ser como paródia, uma estruturação de fontes dessa maneira.

Afinal, Veja tornou-se o pesadelo em forma de revista, não dá para respirar com ela, sua linha editorial tornou-se a mais abjeta do país. Nem a Rede Globo e a Folha de São Paulo, nos seus piores e deploráveis momentos, chega aos pés de Veja. Como veículo reacionário da imprensa brasileira, Veja é insuperável.

domingo, 22 de abril de 2012

METAL OPEN AIR É OFICIALMENTE CANCELADO


Os representantes do festival Metal Open Air anunciam que o evento foi cancelado oficialmente, e que as atrações previstas para a noite de hoje simplesmente não vão acontecer.

O palco do festival já foi desmontado, e o público já deixou o Parque da Independência de São Luís, Maranhão, onde se realizava o evento.

O festival só teve 13 das 47 atrações que se apresentaram no palco. Muito pouco para um evento que prometia ser de grande envergadura.

O evento se tornou o vexame internacional da temporada, classificado como perigoso, inseguro e incompetente. O Ministério Público e o Procon já atuam em conjunto para processar os organizadores do evento, em ações movidas sobretudo pelos espectadores lesados. Vários deles ficaram alojados em estábulos de cavalos fedorentos e sem energia elétrica. Um rapaz alegou ter gastado R$ 2.800 só para ir ao evento.

O Rock'n'Roll All Stars, que envolve nomes do rock pesado dos últimos 40 anos, divulgou uma nota preocupada com a desorganização do evento: "Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro".

PALCO DO METAL OPEN AIR É DESMONTADO NO MARANHÃO, DIZ JORNAL


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Um dos maiores fiascos da história do rock deste ano, sem dúvida alguma, foi o fracasso do Metal Open Air. Tudo por conta da total incompetência de seus organizadores, que queriam chamar até atrações internacionais mas não ofereceram qualquer condição para viabilizar isso.

Pior: os organizadores agiram em completo desrespeito aos maiores interessados do evento, o próprio público, que, sem poder ver boa parte de seus ídolos, ainda foi tratado de forma humilhante, sem qualquer conforto, segurança e comodidade.

E isso repercute fora do país, já que o heavy metal é um dos estilos de maior integração entre público e mídia no mundo inteiro. Se um headbanger faz algo no Brasil, repercute no mundo inteiro.

Palco do Metal Open Air é desmontado no Maranhão, diz jornal

Do Portal Terra

Segundo o jornal O Imparcial, logo após o show da banda Korzus, o último da noite de sábado (21), funcionários desmontaram o único palco que funcionou no segundo dia de Metal Open Air.

Nenhuma resposta ou explicação foi dada às pessoas que permaneceram no local. Na tarde de sábado, um outro palco já havia sido desmontado. Com os dois espaços desativados, o público saiu insatisfeito do Parque da Independência.

O festival Metal Open Air gerou muita polêmica nos últimos dias. Marcado para acontecer entre sexta (20) e domingo (22), em São Luís, capital do Maranhão, o evento sofreu com o cancelamento de diversas bandas, incluindo alguns dos headliners - como Anthrax, Blind Guardian, Ratos de Porão e o Rock N' Roll All Stars, grupo de Gene Simmons, que traria o ator Charlie Sheen ao MOA como mestre de cerimônias. Segundo o site especializado em heavy metal Whiplash, o festival começou com atraso neste sábado (21), apesar das cerca de 30 bandas canceladas. Por volta das 16h do mesmo dia, o site havia noticiado o cancelamento do MOA, mas a produção se apressou em negar a informação.

Apesar dos problemas com as bandas e reclamações gerais sobre falta de estrutura - usuários do Twitter disseram que o acampamento do festival estava localizado em um estábulo, por exemplo -, o festival teve shows nesta sexta (21), mesmo começando com cinco horas de atraso. Os norte-americanos do Megadeth, um dos headliners do festival, se apresentaram no palco do MOA.

Até o início da noite deste sábado, cerca de 30 bandas, segundo o Whiplash já haviam cancelado a participação no festival, entre elas os headliners Rock n' Roll Stars, Anthrax, Blind Guardian e Ratos de Porão, além de nomes importantes, como Hangar, Saxon, Venom e Andre Matos.

Em comunicado oficial, o Blind Guardian criticou duramente a organização do festival. "Devido a enormes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar. Parece que a produção local não tem sido capaz de garantir a estrutura de um festival. No futuro, teremos mais cuidado ao confirmarmos os shows."

Já o Rock N' Roll All Stars manifestou preocupação com os fãs em sua nota de cancelamento. "Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro".

sábado, 21 de abril de 2012

DESORGANIZAÇÃO CAUSA CRISE NO METAL OPEN AIR


Crise no rock pesado. Um dos festivais de metal mais conhecidos realizados no Brasil, o Metal Open Air, sofreu a baixa de nada menos que dez nomes do gênero, que cancelaram suas apresentações no festival.

A desorganização de seus produtores quanto à hospedagem de artistas, aos espaços de camarins, ao cachê e às péssimas instalações dos fãs - alguns chegaram a ficar em estábulos para cavalos, sem conforto e sem eletricidade - são alguns dos motivos que levaram o evento à crise que atinge proporções em todo o mundo.

O evento, que já ocorre em São Luís de forma capenga, com muitos atrasos e a falta de muitas atrações, recebeu vários comentários de protesto no Twitter. Nem o ator Charlie Sheen, que seria o mestre de cerimônias do evento, apareceu. E houve até denúncia de um sítio falso do festival prometendo transmissão ao vivo pela Internet.

O grupo Ratos do Porão chegou a voltar atrás e prometer tocar no festival, mas depois decidiu cancelar sua apresentação, já que teria que aparecer no festival Abril Pro Rock hoje. Outra atração, o supergrupo Rock'n'Roll All Stars, que inclui vários nomes do rock pesado, também cancelou sua apresentação.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PREZUNIC E GBARBOSA



Aqui vai uma curiosidade, que é mostrar os supermercados Prezunic e GBarbosa, que por incrível que pareça hoje estão associados. São supermercados de origens diferentes, mas aqui vão as filiais que eu pude conhecer pessoalmente, o GBarbosa do Costa Azul, em Salvador, e o Prezunic do Fonseca, em Niterói.

terça-feira, 17 de abril de 2012

RENATA DOMINGUEZ ESTÁ SOLTEIRA!!


A belíssima atriz Renata Dominguez, que havia sido ícone adolescente nas telas da Rede Globo e hoje trabalha na Rede Record, está solteira, de acordo com notícia confirmada pela assessoria da atriz.

Segundo a assessoria, Renata estaria solteira há alguns meses, depois do fim do casamento com o diretor de novelas da emissora, Edson Spinello. Edson também foi marido da jornalista Sônia Bridi e é pai da filha mais velha desta.

Embora Renata tenha logo ido para uma micareta - algum compromisso contratual em jogo? - , sua solteirice é muito bem vinda.

Um dia isso passa, quem sabe Renatinha não precise mais ir para micaretas em troca de algum contrato de publicidade ou um destaque maior nas novelas e vá frequentar festivais de música alternativa e ouvir discos de jazz e MPB autêntica, não é mesmo?

Dá gosto admirar a beleza e a sensualidade de uma mulher dessas. Uau!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

IMPRENSA BRASILEIRA ADIANTA NAMORO DE LEIGHTON MEESTER


A imprensa brasileira costuma errar ou ser passada para trás em quase todas as situações. No entanto, temos que admitir que, nesta situação, foram os jornalistas brasileiros que passaram pela frente.

Ontem, nas notas sobre a vinda da estonteante atriz Leighton Meester - também um dos paradigmas de garota legal - ao Rio de Janeiro, para visitar o Cristo Redentor (conhecido lá fora como Christ The Redeemer), o ator Aaron Himelstein era considerado pela imprensa norte-americana ainda como um former boyfriend ("ex-namorado") da atriz do seriado Gossip Girl e do longa Monte Carlo.

Pois a imprensa brasileira já adiantou e noticiou o reatamento da relação, fato só depois reconhecido pela imprensa ianque.

Resta aqui a gente chorar copiosamente por ter menos uma linda e bacana mulher no "mercado", ainda que fosse uma estrangeira. Mas, no Brasil, o que sobram são em maioria mulheres nada legais, umas com pavio bem curto, outras com coração mole demais, que são igualmente tediosas e superficiais na personalidade.

sábado, 14 de abril de 2012

LIVRO "A PRIVATARIA TUCANA" PRECISA SER DIVULGADO PARA TODO O PAÍS

O livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., é um grande sucesso editorial.

No entanto, ele está inacessível a muitas cidades ou mesmo capitais no interior de nosso país. É aquele mesmo cacoete do mercado concentrado, em primeira mão, nas capitais do Sul e Sudeste, e, em segunda, nas capitais do Nordeste, Brasília e Belém e Manaus.

Em terceira mão, ficam, na verdade, de mãos abanando, as capitais restantes, assim como muitas das cidades do interior que não dependem das outras capitais.

Isso faz com que muita gente fique à margem dos fenômenos que acontecem nos grandes centros do país, coisa que nem a Internet consegue resolver. Por isso, o jornal Brasil de Fato fez uma interessante campanha para tornar o livro que desvendou os escândalos da privatização durante os governos Fernando Henrique Cardoso. Os escândalos envolvem parentes e conhecidos empresários, como o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, que possuem contas em paraísos fiscais.

A campanha visa maior divulgação e popularização do livro, e, se for possível, para que o mercado facilite o acesso de mais gente a A Privataria Tucana.

Aqui está o vídeo da campanha.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PARA O WHIPLASH, MR. CATRA VIROU "CLÁSSICO"


Que o portal Whiplash já não era grande coisa nos últimos anos, não é novidade. Desde que baixou o espírito de "revista Caras" no outrora maior portal de rock da Internet, o Whiplash sucumbe a certas "pérolas" que acabam caindo no anedotário roqueiro.

Desta vez o Whiplash foi longe e definiu o funqueiro Mr. Catra como "clássico", através do sucesso "Uh! Papai Chegou".

O problema não é o portal roqueiro noticiar a gravação do sucesso do funqueiro por um grupo de metal, porque a notícia está dentro do contexto do portal, já que o grupo em questão, Smell Sulfur, é uma banda de metal.

O problema é que o Whiplash chamou "Uh! Papai Chegou" de "clássico". Se já se foram os tempos em que clássico era apenas um termo para música clássica, pelo menos que pudéssemos associar o termo à música de qualidade. Um nome como Mr. Catra nunca tem clássico. Mas a Folha de São Paulo veio com um "clássico do pagode" quando noticiou o dueto entre Thiaguinho e Alexandre Pires (ambos relacionados também a Mr. Catra, como também o jogador Neymar para os três). Na grande mídia, espera-se tudo de pior.

Isso lembra a pisada de bola que a revista Roadie Crew, numa resenha de disco, fez, quando chamou o Menudo de "banda", quando sabemos que o grupo não tinha instrumentistas, todos apenas cantavam e dançavam, e nem eram compositores (só depois um e outro ex-integrante passou a ser músico e compositor, mas aí é outra história).

É preciso que os portais de rock manerem um pouco nas gracinhas, não bastasse o pessoal todo cair de joelhos à boçalidade poser metal de Guns N'Roses, Bon Jovi, Poison, Motley Crue...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O AEMÃO DE FMS E A BAIXÍSSIMA AUDIÊNCIA


O amigo Marcelo Delfino escreveu um texto sobre a Aemização das FMs que publicou no portal TVs do RJ e no Blogue do Delfino.

Embora pareça chover no molhado falarmos de tantas questões envolvendo a Aemização das FMs, elas nem de longe são discutidas na grande mídia e mesmo os colunistas de rádio, aparentemente imparciais, mostram-se tendenciosos em favor das rádios.

A dupla transmissão AM/FM foi durante muito tempo encarada sob vista grossa de muitos radiófilos ou mesmo por colunistas de rádio. E até mesmo profissionais achavam isso positivo, embora na Internet não dessem motivos convincentes para tal. Uns falavam em "maior cobertura" (?!), outros em "melhor sintonia", isso antes do telefone celular - que só sintoniza FM - servir de pretexto para a farra das "rádios AM + FM".

Mas há vários tipos de Aemização de FM e havia até mesmo programações totais ou parciais tipo "rádio FM" que, talvez por medo ou ignorância dos diretores e donos de rádio, nunca deram as caras no rádio AM. Em Salvador, chega-se a haver uma "faixa de Aemão", com programas "de locutor" no mesmo horário, agora travestidos de radiojornalismo - com nomes como Mário Kertèsz e Marcos Medrado brincando de ser "âncoras", sem ter a necessária formação para tal e usando redatores e repórteres formados em Jornalismo para trabalhar em clichês de programas radiojornalísticos - , que tornam a programação da Frequência Modulada soteropolitana insossa, maçante e tendenciosa.

Tudo isso está afugentando os ouvintes, que têm muitas outras coisas para fazer. Dá para perceber que as FMs, desesperadas, andam recorrendo ao "aluguel de audiência", porque o Ibope é tão baixo que mal dá para pagar as contas. Claro, se existe um suporte empresarial grande, como no caso da Band News e CBN, baixa audiência não é problema, mas mesmo assim a Band News Fluminense FM, afiliada da Band News, já fez muitas demissões ao longo de seus sete anos de existência.

Rádios como as soteropolitanas Metrópole e a afiliada da Rede Transamérica (que tem programas tipo "Aemão") chegam a combinar sintonia com lojas de departamentos durante as transmissões esportivas, para forçar audiência entre os fregueses. Mas o efeito torna-se contrário, pois muitos fregueses ficam irritados com as lojas transformadas em extensão de arquibancadas de estádios de futebol. Quem quisesse ouvir transmissões esportivas, que vá para a rua ou para os estádios.

A poluição sonora, neste caso, torna-se um marketing de emergência dessas FMs, e há até casos de produtores de rádio FM que vão para certos botequins de grande movimento nas ruas das cidades para fazer o jabaculê, pagando até conta de luz e o frete para fornecimento de bebidas no caso do dono do boteco sintonizar a FM durante as transmissões esportivas, sem medir escrúpulos de despejar alto volume no alto da noite, quando jogos chegam a terminar às quinze para a meia-noite e as transmissões esportivas ainda enrolam por mais uma hora, incluindo entrevistas e debates.

E isso é feito impunemente, porque a imprensa escrita local só entende por "poluição sonora" os batuques de samba e os cultos evangélicos. Transmissão esportiva, com a voz do narrador esportivo soando como zumbido de marimbondo nos ouvidos dos cidadãos, num alto volume que tira o sono de qualquer um, isso não é considerado, pasmem, poluição sonora, por se tratar o futebol, para muitos, uma "paixão nacional".

Pois a poluição sonora dessas transmissões só é interrompida quando há muitas reclamações da vizinhança. E mesmo assim a imprensa faz vista grossa, se a redação do jornal recebe cartas de reclamações, nunca divulga. Sabe que isso vai derrubar ainda mais os índices já raquíticos das FMs com roupagem de AM.

Nem mesmo o mais fanático colunista de rádio pode esconder a realidade da baixa audiência. Embora ele tivesse que dar a falsa impressão de que todo cidadão vive com um rádio acoplado no organismo, como se fosse um apêndice do aparelho cardíaco, não pode desmentir que o "Aemão de FM" anda afastando muito os ouvintes, com sua programação tediosa, tendenciosa e até mesmo deslocada, porque em muitos casos soa bem mais mofado e antiquado do que muitos programas datados transmitidos somente em AM.

Portanto, se o rádio AM está agonizando até o extremo, a situação do rádio FM não é muito diferente. Hoje profissionais de rádio perguntam esnobemente quem é que se interessa em ouvir o rádio AM. Amanhã eles perguntarão, envergonhados, quem é que se encoraja em ouvir o "Aemão de FM".

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MEDIOCRIDADE CULTURAL ATINGE NÍVEIS CRÍTICOS NO BRASIL


A mediocridade cultural brasileira atinge níveis críticos. Crise de valores éticos, crise de valores sócio-culturais, crise até mesmo de identidade nacional.

Tivemos apenas poucos progressos de ordem institucional e econômica. E muita gente acha isso o máximo, que o Brasil vai para o Primeiro Mundo de qualquer maneira, e o que teremos que fazer é ficar quietos e aceitar o que os tecnocratas nos dizem para fazer ou crer e pronto.

Não é preciso ser cientista político para achar que a China, um dos chamados BRICS (sigla que inclui os cinco países emergentes, o Brasil, a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, identificada na sigla através da inicial do primeiro nome da nomenclatura original South Africa), deu a dianteira e passou uma rasteira no alegre Brasil.

É porque o nosso país, reduzido a um "playground do mundo", foi entregue a um padrão de desenvolvimento sócio-econômico ditado por tecnocratas, que inclui "modelos" oficiais de cultura popular, mobilidade urbana, regulação midiática, tecnologia de Internet etc que nem sempre atendem aos interesses de qualidade de vida ou às verdadeiras necessidades das classes populares.

Estas, reduzidas a mero gado a sustentar as vontades de tecnocratas, políticos e empresários da mídia e do entretenimento, além de dirigentes esportivos e latifundiários, não conseguem ter um caminho próprio da cidadania, precisam esperar que esta seja condicionada através dos interesses e conveniências do pessoal que dita as regras "de cima".

E isso influi no aumento da mediocrização cultural de nosso país, um retrato não muito diferente, e até pior, do que o recente escândalo político de Demóstenes Torres, o senador do DEM goiano que, apesar de defender no discurso a ética e a cidadania, mergulhou fundo no esquema de corrupção do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Porque isso tudo é fichinha diante de tantas coisas que acontecem no nosso país. Ver que nossa chamada "cultura popular" não só degradou consideravelmente como existe todo um lobby de empresários, jornalistas e intelectuais defendendo-a a ferro e a fogo, é algo de se envergonhar.

Afinal, não é o relativo acesso facilitado às informações que faz com que os ídolos bregas, as musas vulgares e outros ícones da mediocridade dominante e tida como "popular" por puro preconceito paternal e "solidário" da intelectualidade associada, que fará tudo isso parecer moderno, progressista ou evolutivo.

Pelo contrário, saber de "cultura pop" se tornou algo tão trivial que uma Lady Gaga da vida não se sobressai senão por factóides "polêmicos" ou pela execução de DJs em rádios e casas noturnas. Porque o jabaculê, o "jeitinho brasileiro" e a "memória curta" tornaram-se fantasmas cada vez mais onipresentes na nossa sociedade, apesar da mídia grande ter deixado de falar deles há muito tempo.

Perdemos nosso folclore, nosso patrimônio cultural é empastelado por diluidores e deturpadores da pior espécie, e nós temos que aplaudir tudo isso, senão os troleiros espalhados na Internet vão nos desmoralizar e os intelectuais de plantão vão nos chamar de "preconceituosos" ou coisa parecida.

Mas essa degradação cultural rende dinheiro. Essa "cultura popular espontânea, simples e alegre" tem por trás poderosos fazendeiros, ricas famílias que controlam nossos meios de comunicação, grandes redes empresariais, até corporações multinacionais.

A intelectualidade tenta desmentir, que quem está por trás do brega-popularesco são, quando muito, uns poucos produtores culturais ou técnicos de informática instalados em estúdios, escritórios, biombos ou lojinhas razoavelmente organizadas, mas a verdade é que o grande capital financia o entretenimento supostamente popular há muito tempo e com gosto.

Afinal, a mediocridade dominante, cujo um dos ícones mais famosos é o cantor Michel Teló, mas que inclui centenas de milhares de breganejos, sambregas, popozudas, apresentadores broncos etc, serve para exercer a manipulação do povo brasileiro, para mantê-lo domesticado e submisso para se exibir docilmente às autoridades em 2014 e 2016.

E temos que fazer vista grossa. Aquela cultura progressista que sonhávamos em 1964 está difícil de ser recuperada. Temos que aceitar a mediocridade cultural de hoje, como tínhamos que aceitar a escravidão há duzentos anos atrás. Por causa dos mesmos argumentos: porque rende dinheiro e evita as inquietações sociais.

Desse jeito, o Brasil não vai para o Primeiro Mundo, restando o consolo de se equiparar à Grécia dos dias de hoje, sem identidade e em séria crise social, política e econômica.

sábado, 7 de abril de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PODE SER ACIONADO CONTRA TURISMO TRANS1000



Os passageiros que se sentem insatisfeitos com os (des)serviços da Turismo Trans1000 estão com um precioso instrumento de utilidade pública e não sabem.

Trata-se do Ministério Público Federal, que oferece a Procuradoria Geral pelos Direitos do Cidadão para que sejam divulgadas queixas, para que o caso da Transmil seja julgado pelas autoridades competentes.

No entanto, os cidadãos devem prestar muita atenção: DESACONSELHA-SE recorrer ao MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO, uma vez que um dos sócios (falecido) da Transmil foi alguém ligado ao Judiciário fluminense.

Por isso, deve-se recorrer ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, através do sítio - http://www.prr2.mpf.gov.br/ - ou através da sede estadual mais próxima.

A verdadeira democracia se dá através da busca pelos direitos do cidadão. Se nada for feito, as coisas podem piorar que ninguém está se dando conta disso. Mas, com pressão e coragem, as coisas podem ser resolvidas da melhor maneira.

Uma coisa é certa. Os moradores de Nilópolis e Mesquita, assim como outros usuários das linhas da Transmil, não merecem mais serem tratados como gado.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O ECAD E OS DIREITOS AUTORAIS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A corrupção do ECAD está por trás de sua administração arbitrária que em nada ajudou para proteger a propriedade intelectual das obras artísticas, e se baseou em legislações datadas, anteriores a muitas transformações trazidas pela Internet, para estabelecer a recente medida da cobrança pelo uso de vídeos do YouTube. Agora busca-se pensar a questão dos direitos autorais com outros olhos, sem sucumbir ao tal do "copyleft" que só apela para a desregulamentação do mercado em prol de empresários regionais do entretenimento.

O Ecad e os direitos autorais

Por Ivan Lins e Jandira Feghali - Portal da deputada Jandira Feghali - Publicado também no Blog do Miro

“Samba, agoniza, mas não morre,
 Alguém sempre te socorre,
Antes do suspiro derradeiro”…

Nelson Sargento, carioca, 88 anos, autor deste samba, declarou de público receber alguns poucos reais do Ecad pela execução de suas obras. Chocou as diversas plateias, mas não outros autores e músicos que passam por situação semelhante.

No Senado Federal, foi aprovado relatório da CPI do Ecad, contendo denúncias e indiciamentos de diretores por crimes de apropriação indébita, contra a ordem econômica, agiotagem e falsidade ideológica. Além destas graves comprovações, é revelada a prática de cartel e problemas estruturais que ganham relevância no apontamento de soluções. Mudanças importantes são indicadas para a gestão de direitos autorais no país. Uma das principais diz respeito à reestruturação das sociedades que representam os titulares de direito autoral.

Hoje, no sistema que compõe o Ecad, nove associações que representam conjuntamente compositores, editores de música, intérpretes e gravadoras, são os titulares dos direitos de autor e direitos conexos e recebem retribuição pela execução pública de obras musicais e de fonogramas. O pagamento desses direitos em execução pública acontece no mundo todo, mas o formato que encontramos no Brasil de nove associações representando os mesmos direitos e os mesmos titulares, na mesma base territorial, é único no mundo.

Este modelo provoca um problema de representatividade. Sociedades que representam conjuntamente interesses que competem entre si (gravadoras, editoras, compositores e intérpretes da música), privilegiam interesses de uns em detrimento de outros. Grupos economicamente mais fortes (editoras multinacionais) dão as cartas, restando pouco ou nada a fazer pelos grupos prejudicados.

Outra questão estrutural, propositadamente mantida, é o anacronismo tecnológico. A coleta de informação para o pagamento é, em geral, feita por amostragem, em grande parte é conhecido previamente o universo a ser medido. A questão é agravada pela vigência do famigerado ”jabá”, valor ilegal que alguns veículos de comunicação recebem para executar determinados repertórios, gerando efeitos diretos na amostragem para o pagamento de direitos autorais no Brasil. É um jogo de cartas marcadas em que, quem controla tem lucro garantido, realimentando o sistema.

É justamente para evitar essas distorções e também para regular a relação entre criadores e usuários, que está sendo proposta a fiscalização, por parte do Estado, das sociedades de gestão coletiva de direitos, tal como as existentes em todo o mundo civilizado. No Reino Unido, o Copyright Tribunal decide as condições das autorizações quando usuários não conseguem chegar a um acordo com os titulares de direitos. Em Portugal, a Lei 83/2001 define obrigações para as sociedades de autores. A Lei Suíça define a proporção da divisão entre direitos conexos e direitos de autor, assim como outros países também obrigam que intérpretes e produtores dividam igualmente sua parte nos conexos. Até nos Estados Unidos acordos idênticos definem compromissos entre as sociedades e o Departamento de Justiça para viabilizar uma gestão coletiva que atenda aos interesses públicos enquanto satisfaz os privados.

A regulação efetiva na gestão coletiva de direitos autorais não é intromissão, mas obrigação do Estado para garantir soluções equilibradas e remuneração adequada aos detentores de direitos. Quando compromissos nacionais e internacionais são respeitados, o fluxo de recursos cresce e alcança cada vez mais titulares, harmonizando-se com as novas dinâmicas de utilização de obras que a tecnologia vem proporcionando.

O ECAD deve se ater ao papel de órgão executivo de arrecadação e distribuição, com transparência e eficiência, tecnologicamente aparelhado, socialmente controlado, regulado e fiscalizado, com a legitimidade restabelecida, estruturado sob um sistema democraticamente reconstruído e representativo daqueles que, por meio de sua arte criadora, mobilizam corações, mentes e volumosos recursos que lhes pertencem.

* Ivan Lins é músico, cantor e compositor; Jandira Feghali é deputada federal pelo PCdoB/RJ e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura

FILHOS DOS BEATLES PODEM SE JUNTAR PARA FORMAR NOVA BANDA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Será legal se essa notícia ocorrer. Embora certamente a sonoridade da banda dos filhos dos Beatles tender a ser bem diferente, com toda a certeza terá a lição dada por John, Paul, George e Ringo. Tomara que essa banda se forme e dê muito certo.

Filhos dos Beatles podem se juntar para formar nova banda

Do Portal Terra

James McCartney, filho de Paul McCartney, disse em entrevista à BBC que pode se juntar aos filhos dos outros integrantes dos Beatles para formar uma nova banda. As informações são do site do The Sun.

Ainda de acordo com James, Zak, filho de Ringo Starr, não deve entrar no projeto, mas seu irmão Jason está bastante interessado. Questionado se todos já discutiram o assunto, ele foi superficial: "sim, um pouco", respondeu.

O filho de Paul McCartney finalizou a entrevista à imprensa britânica dizendo que espera que a união aconteça. "Espero que sim. Não sei, temos que esperar para ver a vontade de Deus, o apoio da natureza... Então, sim, talvez".

Se o projeto se concretizar, a banda será formada por Jason Starkey, Sean Lennon, James McCartney e Dhani Harrison, herdeiros de Ringo Starr, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, respectivamente.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

EXPRESSÕES DE UM PAÍS SEM ÉTICA


O que têm em comum o senador demo Demóstenes Torres, o funqueiro MC Leonardo e o antropólogo Roberto Albergaria? Aparentemente, eles nada têm em comum e alguns veriam como heresia associar o primeiro aos dois segundos.

Mas é isso mesmo que se faz aqui, e há um bom motivo para isso. Vejamos os episódios.

Demóstenes Torres, o senador do DEM goiano que era dado a bancar o defensor da ética e da moralidade, é atualmente acusado de envolvimento com o esquema de corrupção do banqueiro de bicho Carlinhos Cachoeira. Consta-se que as "ramificações" desse esquema envolvem também um político do PSDB local além de haver informações que a Veja e até o ator e deputado federal Stepan Nercessian estariam ligados ao bicheiro.

O caso faz com que o DEM se afundasse numa crise política que envolve este partido, o PSDB e o PPS, fazendo com que esses três partidos da chamada "direitona" política se desgastem e percam muitos de seus membros e filiados.

MC Leonardo, presidente da APAFUNK (Associação de Amigos e Profissionais do Funk), por sua vez, é conhecido por tentar associar, em seus textos, o "funk carioca" aos princípios de cidadania das classes populares. Mas, recentemente, o dirigente funqueiro tirou o corpo fora e negou que o ritmo tenha qualquer função educativa, reclamando da repressão a "bailes funk" que toquem o chamado "proibidão", que é aquele "funk" que faz apologia a sexo, drogas e violência, sobretudo em relação ao crime organizado.

Já o antropólogo Roberto Albergaria, professor da Universidade Federal da Bahia - eu o vi pessoalmene, quando ia muito à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, na Estrada de São Lázaro, em Salvador - , reclamou de uma lei de uma deputada estadual que estabelecia sanções contra cantores que interpretassem letras que depreciem a imagem da mulher, dizendo que a lei era "contra a brincadeira, a liberdade de expressão e a linguagem do povo (sic)".

Nos três casos, pode se constatar um elemento em comum: o desprezo aos princípios éticos existente em nosso país. A banalização da corrupção, da violência, a ausência de princípios éticos ou de qualquer valor sócio-cultural edificante, tudo isso deixa o Brasil ao "deus dará", herança sobretudo do legado assasador da ditadura militar.

Pode ser que certos intelectuais, ou mesmo blogueiros, sintam-se horrorizados ao ver MC Leonardo e Roberto Albergaria colocados lado a lado com Demóstenes Torres, porque tanto o funqueiro quanto o antropólogo baiano se situam num contexto aparentemente "progressista".

Mas a comparação, supostamente "injusta", faz muito sentido. Afinal, que diferença faz um senador praticar corrupção e receber dinheiro de bicheiro e dois "ativistas culturais" reclamarem da repressão contra músicas que, não bastassem sua mediocridade explícita, apelam para os mais baixos valores morais que vitimam a desamparada sociedade pobre?

Além disso, muito do chamado "pagodão" baiano e do "funk carioca" também recebeu patrocínio de contraventores locais, o que faz com que os "proibidões" e as "suingueiras" dos "tigrões" funqueiros e dos "putões" pagodeiros não diferissem em coisa alguma do "ilustre" senador goiano.

Pelo contrário, tudo isso faz parte de um só contexto, o de que o Brasil carece de promover melhorias reais na cultura e na educação, já que a crise de valores do brega-popularesco, a suposta "cultura popular" da grande mídia - é inútil dissociá-la desta - , não pode ser vista separado do contexto do coronelismo político e econômico que associa o latifúndio e a contravenção, em muitos momentos, às mesmas rádios e TVs responsáveis por essa suposta "cultura das periferias".

Até porque o jabaculê radiofônico e televisivo funciona da mesma forma que propinas e outras práticas corruptas. E que muitos dos donos de rádio e TV são políticos, latifundiários e contraventores. Por isso essa "cultura popular" que certos intelectuais "queridinhos" falam nada tem a ver com a verdadeira cultura do povo, por aspectos por demais óbvios.

O povo quer recuperar sua cultura. A verdadeira cultura não é a que lota plateias em menos tempo, ou aquela que vende mais ou dá mais audiência. A verdadeira cultura, que anda em falta nas classes pobres (não pela falta de expressões genuínas, mas pela falta do destaque merecido às mesmas pela mídia), é aquela que soma conhecimentos, é transmitida pelas comunidades, não apela para a baixaria nem para o mau gosto grotesco e nem para cafonices piegas.

Mais de 400 anos de cultura popular já dão uma boa amostra de que a cultura de nosso povo difere muito dessa pretensa "cultura das periferias" que Roberto Albergaria e MC Leonardo - além de outros citados por este blogue - tanto defendem e cujos valores permitem que um Demóstenes Torres seja eleito e faça sua corrupção como bem entender.