segunda-feira, 12 de março de 2012

BARÃO VERMELHO ANUNCIA TURNÊ DE DESPEDIDA



O Barão Vermelho, conforme nos lembra o amigo Marcelo Delfino, adotou uma decisão bastante polêmica, a de que, depois da turnê e dos lançamentos comemorativos dos 30 anos de carreira fonográfica, o grupo carioca encerrará definitivamente suas atividades.

Depois que o mundo viu os integrantes do R. E. M. anunciarem seu fim definitivo, ainda que bastante amigável, os brasileiros agora sentirão a tristeza semelhante de ver um prestigiado grupo, um dos mais atuantes do Rock Brasil, encerrar sua carreira.

Sim, isso é frustrante, de qualquer maneira, sob o ponto de vista dos fãs. Eu mesmo senti isso quando os Smiths encerraram suas atividades, em 1987. Isso para não falar da histórica separação dos Beatles, em 1970, que causou um violento impacto entre os fãs.

Mas isso há um lado positivo. Músicos dessa categoria, dotados de integridade, honestidade e competência, têm projetos artísticos que nem sempre cabem na trajetória de um grupo, que em muitos casos têm que compartilhar decisões entre seus integrantes.

O Barão até que cedeu bastante na sua postura radicalmente roqueira, quando Roberto Frejat havia esnobado o então vocalista Cazuza pelo fato deste gostar de Cartola e Lupicínio Rodrigues. Mas depois o próprio Frejat se aproximou também da MPB, vendo que o amigo havia feito uma bela carreira solo mesclando rock e MPB.

Sim, seus integrantes possuem projetos pessoais, e Frejat demonstra ter encontrado um caminho como artista solo. São direitos de escolha, que nem sempre agradam aos fãs, que sempre terão nas lembranças o tempo em que seus grupos musicais preferidos estavam juntos. Sem falar da frustração daqueles que não terão mais a chance de ver tal grupo ao vivo.

Isso é a vida. Mas talvez seja melhor assim. No brega-popularesco, por exemplo, qualquer "sumiço" de dois anos de um grupo de "pagode romântico" ou uma briga envolvendo irmãos "sertanejos" causa tanto desespero nos fãs que o que poderia ser uma extinção bem resolvida se transforma numa promessa de uma volta à rotina de sempre.

E aí são esses ídolos que ficam arrastando nas carreiras, gravando CDs e DVDs ao vivo, com os mesmos covers, os mesmos sucessos, o mesmo lero-lero, a mesma "energia". E, quando criam algo "novo", não passa de cópias de antigos sucessos. A garota Sissi, por exemplo, não é mais do que outro "mineirinho", não tem como duvidar.

Desejamos sucesso na trajetória dos músicos do Barão Vermelho. E que Frejat siga em frente no seu trabalho solo, sem medo de mesclar rock com MPB, um antigo tabu que o músico aprendeu a romper com seu saudoso amigo e parceiro de tantas grandes músicas.

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