quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O INFERNO ASTRAL DO BIG BROTHER BRASIL



No último fim de semana, mais um sério incidente ocorreu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo de Televisão. O competidor mineiro João Carvalho, numa prova envolvendo comida, se feriu numa das barras de ferro que faziam parte de um obstáculo. Ele foi internado com a cabeça sangrando.

Pouco tempo atrás, outro integrante do BBB havia sido acusado de um suposto estupro de uma parceira no reality show. O incidente causou uma séria crise no programa, que perde audiência de forma irreversível, e que podem representar, no futuro, a extinção do programa, franquia brasileira da produtora holandesa Endemol.

Os incidentes da desocupação policial da favela de Pinheirinho, em São José dos Campos, até tentaram ofuscar a crise do BBB, dando um tempo para a velha grande mídia reagir, fazendo propaganda "positiva" do programa e enchendo de notas sobre ex-membros de outras edições do programa.

Houve até mesmo a "intervenção" do apresentador Fausto Silva que, por lei, não podia entrevistar o ex-integrante Daniel, o acusado do suposto estupro, que foi criticada pelo temperamental diretor Boninho: "Faustão, não cuida do BBB não!", disse o diretor, irritado.

Em todo o caso, a campanha da velha grande mídia para salvar o programa não está dando muito certo. O Big Brother Brasil, inevitavelmente, já mostra sinais de cansaço. O mercado da vida noturna também viu que os ex-BBBs não passam de chatos de galocha usando boates, bares e casas noturnas para expor sua vaidade vazia, sua alienação narcisista.

O programa não tem mais fôlego para apresentar novidades. Terminado o BBB 12, será mais um "lote" de pseudo-famosos frequentando noitadas e criando factoides. A mesmice é trabalhada pela velha mídia para durar o máximo de tempo possível, mas tudo tem limites. E o Big Brother Brasil está "no limite" de sua existência, se sobreviver agonizará em mais um desgaste, no ano que vem.

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