quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ACIDENTE PÕE EM XEQUE MODELO DE "TRANSPORTE COLETIVO" NO RIO DE JANEIRO



Um trágico acidente aconteceu na noite de ontem, no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. Um ônibus da Viação Andorinha - com o incômodo visual padronizado, diga-se de passagem - bateu em uma caçamba de entulho e a arrastou, derrubando um poste e matando uma pessoa. Quatro outras saíram feridas.

Os passageiros da Rua Maria Freitas, onde ocorreu a tragédia, reclamam que o logradouro, para o qual foi transferido o tráfego de ônibus devido às obras da Transcarioca, reclamam da alta velocidade dos ônibus. A rua também é esburacada e os passageiros correm sempre o risco de serem atropelados por algum ônibus.

Só para sentir a "sensibilidade" dos técnicos da Prefeitura, os peritos demoraram quatro horas para chegar ao local, fizeram a vistoria e foram embora. O corpo do homem de 45 anos ficou no local aguardando o prometido rabecão, que só chegou sete horas depois do ocorrido.

Pressão de horários e outras imposições profissionais mostram o quanto esse "novo" modelo de transporte coletivo definido por Alexandre Sansão está decadente, desgastado e agora trágico. É o primeiro morto que esse "modelo" produz no Rio de Janeiro, depois de outros mortos em cidades como Curitiba e São Paulo.

É uma forma de alertar que o Estado não pode brincar de ser empresário de ônibus, sustentado por empresas particulares politicamente "amarradas" em consórcios. E isso faz com que o sistema de ônibus do Rio de Janeiro piorasse consideravelmente.

E, agora, depois de muitos ônibus enguiçados, outros destruídos por acidentes e até um (da Translitorânea) queimado, é a vez de um ônibus causar um acidente com morte.

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