sábado, 21 de janeiro de 2012

ATAQUES CONTRA FIM DO MEGAUPLOAD SÃO ALERTA PARA "SOPA" E "PIPA"


HACKERS TERIAM INVADIDO SÍTIOS COMO O DE PAULA FERNANDES EM PROTESTO CONTRA FIM DO PORTAL MEGAUPLOAD.

Uma guerra virtual pode estar ocorrendo, depois que as autoridades dos EUA, ao verem seus projetos SOPA (Stop Online Piracy) e PIPA (Protect Internet Protocol Act), que estabelecem restrições sérias ao compartilhamento de arquivos na Internet e ao envio de informação digital, engavetados pelo Congresso Nacional daquele país.

Os projetos foram adiados, por tempo indeterminado, aparentemente para dar tempo às discussões em torno do combate à pirataria na Internet. Mas as autoridades dos EUA, através do FBI, já prenderam o fundador do Megaupload, Kim Schmitz e seus parceiros no famoso portal de carregamento de filmes, jogos, gravações musicais e outros arquivos comercializados no mercado legal.

Pouco antes de ser tirado do ar, o Megaupload publicou um manifesto alegando que as acusações de pirataria eram "extremamente exageradas". Além da prisão, o material tecnológico instalado na casa de Kim, em Nova Zelândia, de onde monitorava as ações do Megaupload, foi apreendido.

Em protesto, hackers decidiram invadir vários sítios na Internet. No Brasil, conforme anúncio do grupo Anonymous no Twitter, alguns sítios ligados ao governo do Distrito Federal e um de artistas contratados pelas grandes gravadoras, como a cantora Paula Fernandes, foram invadidos. No sítio da cantora, um desenho de um coringa ilustrava o aviso que dizia: "Se o Megaupload caiu, você caiu também".

Sítios do governo da França e das associações ligadas às indústrias fonográfica e cinematográfica também teriam sido invadidos. A Universal, gigante tanto do mercado fonográfico quanto do cinematográfico, também teria tido seu sítio matriz dos EUA invadido por hackers.

Em que pese as questões legais acerca de copyright e do mercado legal da indústria fonográfica e cinematográfica - que fazem o lobby que está por trás do SOPA e do PIPA - , o mercado de CDs e DVDs ainda é considerado muito caro, e isso faz com que o comércio clandestino e os carregamentos gratuitos na Internet ganhem prioridade.

Afinal, muita gente tem outros gastos para fazer, e não possui dinheiro suficiente para comprar sua coleção básica de CDs e DVDs. O que é pior, produções de qualidade bastante duvidosa, tanto na música quanto no cinema é que possuem os preços mais acessíveis, acostumando mal o público através da mediocrização cultural que seus consumidores não percebem.

Nesse nivelamento por baixo da cultura mundial, há também o outro lado, de cantores, músicos, atores e produtores que simplesmente não conseguem ver a cor do dinheiro. Isso faz com que músicos mais comerciais, que contam com melhor estrutura empresarial, sejam menos prejudicados, enquanto artistas que se destacam pela qualidade artística ficam na pior.

Isso sem falar que muitos cantores e músicos, mesmo da parte do mercado legal, também são financeiramente prejudicados, já que o "grosso" do dinheiro vai para editores, produtores e empresários. Entre os escritores, há o mesmo infortúnio.

Essa discussão ainda está longe do fim, mas mostra o quanto o mercadão do entretenimento atravessa uma crise sem precedentes.

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