segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

GLAUBER ROCHA TERIA REPROVADO TELECINE CULT



Provavelmente, Glauber Rocha, um cineasta famoso por sua consciência crítica afiada, teria assim comentado sobre o TeleCine Cult, o "balaio de gatos" que mistura cinema alternativo com o cinemão comercial mais antigo dos EUA. E eu já vi até documentários macartistas serem transmitidos nesse suspeitíssimo canal da TV paga.

Pelo que se conhece o perfil de Glauber, diretor, produtor e roteirista mas acima de tudo um importante teórico do cinema, ele teria escrito uma resenha com essas palavras:

"TELECINE CULT: O CINEMA FEITO HAMBÚRGUER DE PELÍCULA

Fomos reduzidos a um hambúrguer de película. Nosso trabalho de defender um cinema mais humano e mais crítico foi reduzido a pó por esse canal. Agora nossa inquietação se equipara à fantasia debilóide de Rolyud.

"Nós não nos inquietamos mais. E o que nos inquieta agora que nossas denúncias e nossas questões agora têm o mesmo peso que as cretinices dos burgueses de Nova York. Nossas realidades agora têm o mesmo peso do que as ficções das elites norte-americanas.


"Não temos mais fome, nem nosso sonho é realidade. Agora os 'sonhos' são embalados para consumo, mas os sonhos não são nossos. Rolyud agora tem o mesmo peso da nouvelle-vague, do neo-realismo italiano, do nosso Cinema Novo, e ninguém diz nada.

"Só porque são coisas antigas, as tolices rolyudianas não podem ser classificadas da mesma forma que nosso cinema, que é independente, vivo e atuante, porque os produtores das grandes indústrias norte-americanas não passaram as mesmas dificuldades que nós passamos. Eles tinham o dinheiro todo nas mãos, um mercado gigante para pagar até os prejuízos.


"Para quem não conheceu nosso trabalho e nossa luta, tanto faz se John Wayne e Jean-Luc Godard agora estão no mesmo barco. Mas Rolyud contava com um poder de faturamento, de distribuição e de alcance de mercado que nós não tivemos, e ainda não temos.

"A nossa luta era para criar mercados regionais, criar em cada país uma expressão própria e original de cinema, que falasse para o próprio povo, quer tivesse uma cara. Lutávamos na nossa pequenez contra o gigante norte-americano, que queria nossas reservas de mercado, para vender uma ilusão na qual não nos víamos, não podíamos nos ver. Aqueles romances tolos de Nova York, aquele glamour de Los Angeles, nada era nosso, nem aqueles caubóis que exterminavam os índios de película, para depois exterminarem os índios de outros países, de outros mercados.


"Para quem não sabe, nossos cineclubes eram ambientes de discussão contra esse cinema fantasioso, alienado e conformista do qual nos sentimos ausentes, porque lá não estão nossas realidades, nossas questões, nossos dilemas, nossos desejos. Lá está um outro mundo, nos sentimos como terráqueos dominados pelos alienígenas de Rolyud, a querer que pensemos como eles.


"Um canal que mistura alhos com bugalhos e que despreza o trabalho que fizemos, soa como uma pilhéria para toda a luta que tivemos. Se o cinema independente, dedicado à denúncia, à provocação para o debate, à análise das questões humanas, agora é equiparado a granfinos sapateadores e tolos, que hoje são 'alternativos', é porque andam ridicularizando com nossa luta e nosso sacrifício.

"Isso é uma forma de desviar as atenções para nossa denúncia contra vários problemas enfrentados na vida. Porque nossa voz é amordaçada, na medida em que nosso cinema crítico agora é tratado de igual para igual com aquele cineminha de fantasias debilóides contra o qual lutávamos historicamente. E, mais uma vez, eles é que levam a melhor com esse rótulo de 'alternativo' que não diz a eles".

sábado, 28 de janeiro de 2012

A DECADÊNCIA DO FESTIVAL DE VERÃO EM 2012



Numa época de mediocridade cultural dominante, o Festival de Verão de Salvador, como de praxe, tinha que seguir a cartilha.

Há dez anos eu fui a uma edição, e, se não era muito grande coisa, pelo menos pôde ter atrações mais interessantes, havendo até as bandas australianas Spy Vs Spy e Hoodoo Gurus.

Mas hoje o festival está entregue ao império da axé-music, um gênero do brega-popularesco tão imperialista que houve um tempo em que os "grandes nomes" (como Ivete Sangalo, Chiclete Com Banana e o restante da "panela" comandada pelos blocos de trios elétricos, verdadeiras corporações) se esqueceram da própria região de origem, tentando impor reserva de mercado até em áreas que não costumam ser receptivas a eles, como Niterói e Porto Alegre.

Num erro estratégico, os axezeiros tiveram que voltar a "estar em alta" na capital baiana. Em Salvador, nomes como Ivete, Chicletão e Cláudia Leitte são tidos como "sofisticados", eufemismo para dizer que a axé-music é consumida por um público mais abastado. Mas, fora de Salvador, eles são ídolos popularescos como quaisquer outros.

É só perceber, por exemplo, para onde eles vão quando se apresentam no Grande Rio, em galpões da Baixada Fluminense e de São Gonçalo (ironicamente, terra natal de Cláudia Leitte) destinados a tudo que for lixo cultural que rola nas rádios FM e na TV aberta.

Mas, no Festival de Verão de Salvador, os axezeiros são os "donos da festa". Infelizmente, poucas opções legais, e cada vez menos legais, aparecem no festival. De estrangeiro, há nesta edição o mediano James Blunt. Há o Capital Inicial, mas há muito o grupo não é mais aquela banda que mandou, há quase 30 anos, demo para a Fluminense FM. E o Frejat, também.

Todavia, de resto a coisa piora cada vez mais. E, para ver a catástrofe que será "movimentos" como o Fora do Eixo abraçarem a causa brega-popularesca, e se temos uma bosta tipo Gang do Eletro no outrora relevante Rec Beat, o "palco alternativo" do Festival de Verão de Salvador inclui barbaridades como Saia Rodada e grupos como Oz Bambaz e Nossa Juventude.

Isso será um bom gancho para a "panelinha" de intelectuais, acadêmicos e produtores culturais que usarão em causa própria a mediocrização cultural, reciclando-a nos seus discursos "científicos" de reportagens, documentários, monografias e outras formas textuais, para assim o povo brasileiro continuar ser tratado como idiota pela "nova" velha mídia.

Pena. O Parque de Exposições de Salvador é um local agradável. Neste sentido tenho saudades do Festival. Só que não moro mais na capital baiana e não iria gastar dinheiro para um evento cuja maioria das atrações é de péssima qualidade, inclusive o "genial" Chicletão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

BAND NO PAÍS DAS MARAVILHAS


NÃO É DE MULHERES COMO ESTA QUE A TV BANDEIRANTES FEZ UMA REPORTAGEM SOBRE "ENCALHADAS"

Semana passada, a TV Bandeirantes realizou uma reportagem bem ao estilo de contos de fadas.

Como nesses "recortes" jornalísticos, em que basta unir dados "estatísticos" com um punhadinho de entrevistados, contruindo um discurso que nem sempre tem veracidade, o Jornal da Band mostrou uma minoria de mulheres tidas como "encalhadas".

Talvez exagerando na solteirice delas - que no fundo não arrumaram homens por falta de tempo - , a reportagem só admitiu que as brasileiras se tornaram mais exigentes em relação aos homens. Mas se lembrou de dados oficiais que "afirmam" que 54% das brasileiras têm "dificuldades" para arrumar um namorado.

Não é o que se vê na realidade, e se falta homem nas boates é porque eles não estão lá. Estão em casa, ou dormem para irem ao trabalho, à faculdade etc. E, além disso, a doce locutora do telejornal, Ticiana Villas-Boas (foto), não se inclui na "animadora" estatística, sendo uma senhora muito bem casada.

O Brasil é um país varonil. Estima-se que cerca de 100 mil homens, em todo o país, praticamente inexistem em dados estatísticos. São executivos em viagens de negócios, ou "excluídos sociais" (desempregados, mendigos, marginais), que foram ignorados pelos recenseadores.

Essa omissão de homens na população brasileira, um vício burocrático herdado do regime militar, tem por objetivo favorecer a politicagem no mercado turístico e hoteleiro que usa da imagem sexual da mulher como propaganda para atrair turistas. Daí o mito do "país mulher" que praticamente não se vê na realidade brasileira.

Mas quem disse que a grande mídia quer realidade? Ela quer é um país das maravilhas!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL AGONIZA, MAS RESISTE


ATÉ PRODUTOS PATROCINADORES SE COMPLICARAM COM A PÉSSIMA REPUTAÇÃO DO BIG BROTHER BRASIL.

A péssima repercussão do incidente do suposto estupro no programa Big Brother Brasil, na Rede Globo de Televisão, ocorrida há uma semana, trouxe efeitos ainda mais complicados diante da reação maciça que houve contra o programa, na Internet.

Se pouco antes um colunista de Carta Capital, Matheus Pichonelli, havia ridicularizado as manifestações anti-BBB, hoje ele, reduzido a um sub-Leandro Narloch (o tenebroso autor dos "guias do politicamente incorreto", expressão do pensamento conservador travestido de "hilárias tiradas histórico-humorísticas"), teve que encarar a relevância das reações que condenou.

Afinal, na blogosfera progressista, as vozes que vieram contra o BBB pouco tinham a ver com a "antissepsia" de uns moleques do Facebook, indo de Raphael Tsavkko Garcia a Paulo Henrique Amorim, passando por Renato Rovai, Altamiro Borges, Eduardo Guimarães, entre outros.

Tudo isso, unido à reprodução viral do "vídeo do possível estupro" e outros vídeos relacionados, mostra o desgaste avançado do programa Big Brother Brasil. A extinção do similar inglês da franquia holandesa Big Brother, no final de 2010, foi um aviso que a mídia brasileira, arrogantemente, se recusou a ouvir.

Pelo contrário. O claro desgaste dos ex-BBBs que só vão para as noitadas mostrarem seus egos - ou, quando muito, "atacar" de DJs - , além do fim de acesso de vários deles para outros eventos "sociais", era contrastado pela insistência da mídia em relançar as Priscilas e Anamaras, os Rodrigos e Rodolfos, as Maíras e Cacaus, nas mesmas noitadas, micaretas e vaquejadas de sempre.

Tudo isso sem qualquer importância alguma, tudo muito supérfluo. Afinal, é o país cujo maior ídolo musical é uma bobagem chamada Michel Teló, e que se surpreendeu com o factóide da tal "Luíza, que ficou no Canadá" (e que já está de volta ao Brasil - atenção, Censo do IBGE: ela tem namorado).

Como país recente, só agora a opinião pública brasileira conhece as armadilhas da velha mídia sensacionalista através do Big Brother Brasil. São questões que, na Europa e nos EUA, são conhecidas há mais de 50 anos, mas cuja expressão, por pensadores brasileiros, ainda é vista como "preconceituosa".

Sim, em nome do "estabelecido" pela indústria cultural, criticar seus fenômenos é visto por uma "panelinha" de intelectuais "sem preconceitos" como se fosse uma perigosa atitude preconceituosa.

Mas, no fundo, são esses mesmos intelectuais "sem preconceitos" que possuem os piores preconceitos. Eles é que discriminam o senso crítico, não suportam o debate sobre conceitos estéticos, não querem que fenômenos da grande mídia sejam contestados.

Na Europa e nos EUA, intelectuais expressam o senso crítico sem que sejam vistos como "preconceituosos" - em que pese haver uma discordância ou outra de seus pontos de vista - e ninguém tem medo de pôr na berlinda "grandes sucessos" do rádio FM e da TV aberta. Mas, se fosse aqui, Lady Gaga seria um totem inabalável.

Mas somos mais ridicularizados quando defendemos Chico Buarque do que quando a intelectualidade sente um "medinho" de alguém que fale mal de Michel Teló. Somos acusados de "patrulha ideológica" quando atacamos certos "totens midiáticos", mas esses acusadores é que são os "patrulheiros". A trolagem que esteve a serviço de nomes como Zezé di Camargo & Luciano, Alexandre Pires e Ivete Sangalo não nos deixa mentir.

Os defensores da velha indústria cultural é que são os "patrulheiros", "moralistas", "preconceituosos", e possuem um horror elitista de ver as atrações que classificam como "populares" sejam contestadas em larga escala.

Talvez seja um medo de que possa falir um mercado poderoso que existe por trás dessa "cultura popular", talvez seja um temor de que, sem "seu" entretenimento, o povo pobre reaja como pequenos Pinheirinhos explodindo nas várias esquinas dos apartamentos confortáveis da classe média alta.

Em todo caso, o Big Brother Brasil repercute tão mal que até os anunciantes estão preocupados. E já houve manifestação de protesto em frente à principal e primeira afiliada da TV Globo, a de São Paulo, cujo canal era antes da TV Paulista, das Organizações Victor Costa.

Por isso, um dos totens da noção de "popular" vista por nossa intelectualidade elitista "sem preconceitos" começa a ser derrubado. É pouco provável que o Big Brother Brasil, daqui para a frente, seja mantido. Quando muito, talvez atrações como Hipertensão e No Limite possam substitui-lo na grade "global". Mas o certo é que o BBB, aquele tipo de "riélite" limitado a mera curtição e ócio, está em desgaste avançado, que é provável que seja irrecuperável.

O BBB agoniza, mas ainda resiste, nas chamadas comerciais da Globo e nas notas publicadas nos sítios de celebridades. Mas são apenas os últimos sinais de um ciclo prestes a se encerrar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

QUANDO CASAIS LIVRES SE SEPARAM E CASAIS NÃO-LIVRES FICAM JUNTOS


HEIDI KLUM E SEAL, VERSUS FRANÇOIS-HENRY PINAULT E SALMA HAYEK - Por incrível que pareça, havia mais cumplicidade no casal recém-separado.

Certamente, os valores mudam e são muito raros os casais que possuem relações duradouras por amor, nos últimos anos. Por outro lado, há, recentemente, relações que duram mais tempo porque são excelentes contratos nupciais, além das elites zelarem muito pelos filhos e as mulheres terem sua independência financeira patrocinada por algum maridão sisudo que mal consegue enxergar o mundo fora da cegueira quase autista de seus escritórios e consultórios.

Na semana passada, foi anunciada a separação do admirável casal Heidi Klum, modelo, e Seal, cantor, músico e compositor. Os dois pareciam viver em grande cumplicidade, o que é verdade, mas de repente a relação acabou. A belíssima modelo alemã e o simpático e talentoso músico inglês já estão preparando os documentos do divórcio.

Enquanto isso, a atriz Salma Hayek, que aparentemente aparecia sozinha durante os eventos do filme de animação O Gato de Botas - de cujo elenco de dublagem a atriz fez parte - incluindo o Brasil, reapareceu com o marido, o mega-empresário François-Henry Pinault (ou Pinaud, ou Pinaut, o que quer que se escreva), pai de sua filha Valentina.

A "estável" relação quase não ocorreu por conta de uma aventura amorosa do sisudo magnata, surpreendentemente mais velho do que seus 50 anos poderiam sugerir. É a mesma idade, por exemplo, do cantor Nazi, ex-vocalista da banda de rock Ira!.

A aparência envelhecida e o comportamento sisudo do empresário francês - cujo vestuário e a obsessão de usar desconfortáveis sapatos de verniz destoa de sua geração - contrastam tanto com a jovialidade de sua esposa que a inexpressiva diferença de idade dele sobre ela, de quatro anos, não o impede que ele seja chamado de sugar daddy ("papa-anjo", numa tradução de sentido), até porque Salma parece bem mais jovem do que é.

Relações assim, por incrível que pareça, perduram menos pela cumplicidade do que pela dúvida de como serão as vidas de solteiros dos cônjuges em questão. Vitrines vivas da alta sociedade, muitos casais de celebridades e maridos profissionais liberais, executivos e empresários nem de longe vivem em cumplicidade, daí a "solteirice" de muitas dessas esposas, que viajam para cidades como Nova York sozinhas, e passam boa parte do tempo falando com as amigas.

O fim dessas relações, muitas vezes, precisa ser feito com muito planejamento. Muitas vezes, o divórcio só é divulgado quando seu processo judicial é finalizado. Os casais ricos que se separam consideram o fim daquela rotina de contatos influentes com figuras importantes da hi-so, do possível trauma de filhos, da decepção de vizinhos que viam no "casal bacana" um "modelo" de "casal feliz".

Mas, por incrível que pareça, o casamento de Salma Hayek não é um casamento livre e espontâneo, mas condicionado pelas circunstâncias de ordem sócio-econômica. O de Heidi Klum é que, como um casamento motivado pela livre vontade do amor, acaba quando a missão amorosa chega ao seu fim.

O que não é o caso de relações por conveniência que, se rompidas, poderão resultar no "desamparo" dos cônjuges separados. Imagine a projeção empresarial de monsieur Pinault sem a visibilidade obtida às custas da bela Salma. Imagine como seria a projeção dela sem o poder sócio-econômico do marido.

Por isso Salma Hayek, se por ventura se separar do marido - talvez seja possível que aconteça em breve, pelo caráter superficial da relação e pelas claras diferenças dos cônjuges em questão - , terá que pensar muito sobre como seria a vida sem os privilégios da atual relação.

Apesar de ser uma excelente atriz e empenhada produtora, além de personalidade influente, o máximo que Salma Hayek terá que fazer é "segurar" alguns anos com o empresário francês porque, para os projetos pessoais dela, voltar à solteirice hoje seria entregar-se à própria sorte, e lidar com certos incômodos que, talvez daqui a cinco anos, ela estaria mais preparada para sofrer.

Já Heidi Klum não tem a temer. Seu casamento foi por amor, e o desgaste da relação, por diferenças pessoais reconhecidas depois, pode até ser doloroso, mas não traz as complicações sociais de relações em que interesses que envolvem visibilidade, contatos influentes, fama, projetos empresariais etc.

Por isso a relação de Heidi Klum com Seal foi uma relação de amor admirável que apenas encontrou seu fim. Já a relação de Salma Hayek com François-Henry Pinault é um verdadeiro consórcio empresarial, com as condições complexas que este tipo de relação exige.

"FORA DO EIXO" E A "PANELINHA" DE INTELECTUAIS E PRODUTORES



Uma "panelinha" de intelectuais, produtores, acadêmicos e ativistas "alternativos" pode criar sérios problemas para o cenário alternativo e independente nacional.

O "coletivo" Fora do Eixo - conhecido pela sigla FdE - , à primeira vista, parece um louvável projeto de aglutinação de vários festivais culturais, de movimentos sociais e de críticos e intelectuais considerados influentes. No entanto, a entidade, que pretende "representar" a cultura independente do Brasil, corre o risco de sucumbir ao corporativismo da "panelinha" intelectual envolvida.

Entre os que apoiam a entidade, destacam-se críticos musicais que fizeram parte da fase sombria da revista Bizz, nos anos 90. Dois deles foram notórios seguidores da linha de André Forastieri, Camilo Rocha (ligado à dance music) e Carlos Eduardo Miranda (foto), conhecido produtor musical, jornalista e músico que havia feito parte do júri do programa Ídolos, do SBT.

A geração de Forastieri, Rocha e Miranda estabeleceu as condições para uma "cultura rock" dos anos 90 que culminou, nos últimos anos, no cenário "emo" de grupos como Restart, Fresno e NX Zero.

Junto a eles, está o jornalista Pedro Alexandre Sanches, criado pelo "Projeto Folha" da Folha de São Paulo, o mesmo duramente criticado por José Arbex Jr., um dos editores de Caros Amigos que, talvez pela pressão do mercado distribuidor (ligado a entidades conservadoras, em parte o próprio Grupo Abril), contratou Sanches para escrever uma coluna lá.

Pedro Sanches é conhecido por sua visão complacente com o mercado brega-popularesco. Possui um discurso engenhoso que continua lembrando o dos "calunistas" da velha mídia, se estivessem falando sobre cultura popular. É um dos defensores de ídolos brega-popularescos à beira do ostracismo, diante da competitividade que existe no setor.

Junta-se um Carlos Eduardo Miranda, que criou um mercado pseudo-independente sustentado por uma gravadora multinacional, com um Pedro Alexandre Sanches que sutilmente insere conceitos neoliberais nas suas abordagens sobre a "cultura popular", para vermos o que será uma ideia como o Coletivo Fora do Eixo através de suas influências de de outros que compactuam com o mercado com o qual dizem romper.

A vocação "anti-mídia" do último congresso Fora do Eixo, realizado em São Paulo, em dezembro passado, é contradita pela presença da cantora Gaby Amarantos, principal ícone do tecnobrega paraense. Afinal, a cantora foi cortejada por quase toda a mídia, inclusive a revista Veja, famosa por condenar os movimentos sociais e só elogiar magnatas, e recentemente esteve na Rede Globo participando de um especial com Zezé di Camargo & Luciano.

Se a geração de jornalistas "alternativos" em torno de Carlos Eduardo Miranda e André Forastieri - que, depois de "arrasarem" a Bizz, fizeram a "genérica" General, de curta duração - , defenderam uma "cultura rock" asséptica, um "alternativo" limpinho, sem consciência crítica e de relativa criatividade, da qual são exemplos os lamentáveis Virgulóides, Baba Cósmica, Ostheobaldo e similares, o FdE, nas mãos deles, poderá fazer o mesmo, agora no âmbito mais ambicioso, o da Música Popular Brasileira.

Afinal, o cenário "roqueiro" lançado por veículos como a revista Trip e a rádio 89 FM abriram o caminho para o fenômeno Mamonas Assassinas, cuja tragédia soou como uma "caixa de pandora" abrindo, para o público juvenil, referenciais diversos que incluem dos grupos emo aos "sertanejos" e "pagodeiros", passando pelo Pânico na TV e Big Brother Brasil.

Portanto, uma geração que influiu no inconsciente coletivo juvenil tirando-lhe a consciência crítica e criativa, deixando apenas as aparências formais de "rebeldia" e "modernidade", como falar gírias, vestir-se de forma arrojada ou mesmo adotar posturas "progressistas" que existem até no Instituto Millenium.

Em seu sítio, o FdE aparentemente privilegia a cultura alternativa. Mas sinaliza futuros apoios a eventos de "funk carioca" e tecnobrega. Como inclui vários Estados brasileiros, isso significa priorizar o apoio a brega-popularescos menos projetados no apertado mainstream "popular".

O temor é que artistas realmente alternativos sejam preteridos em razão de "artistas injustiçados" como Gaby Amarantos, Leandro Lehart, Benito di Paula, É O Tchan e Luiz Caldas. O ex-Sheik Tosado China já reclamou da discriminação que muitos grupos independentes sofrem, enquanto o Fora do Eixo faz seu nome e seu marketing para obter recursos públicos e privados.

China já foi espinafrado por Pedro Sanches, no artigo deste publicado na revista Fórum deste mês. Arrogante, Sanches teria descrito China como um "fascista", como é de praxe do badalado jornalista, discípulo enrustido de Otávio Frias Filho. Para Sanches, "senso crítico" é sinônimo de "preconceito", "moralismo" e "higienismo".

Não será surpresa se, dentro de um ano, Michel Teló apareça cortejado pelo FdE abraçado a um cantor ciber-performático. O FdE possui ideais pós-tropicalistas, dentro da visão caetânica, dominante, sobre "cultura de massa". O caso cabe uma análise mais cautelosa. O underground brasileiro pode virar refém do mercado, agora de forma mais intensa e articulada.

sábado, 21 de janeiro de 2012

ATAQUES CONTRA FIM DO MEGAUPLOAD SÃO ALERTA PARA "SOPA" E "PIPA"


HACKERS TERIAM INVADIDO SÍTIOS COMO O DE PAULA FERNANDES EM PROTESTO CONTRA FIM DO PORTAL MEGAUPLOAD.

Uma guerra virtual pode estar ocorrendo, depois que as autoridades dos EUA, ao verem seus projetos SOPA (Stop Online Piracy) e PIPA (Protect Internet Protocol Act), que estabelecem restrições sérias ao compartilhamento de arquivos na Internet e ao envio de informação digital, engavetados pelo Congresso Nacional daquele país.

Os projetos foram adiados, por tempo indeterminado, aparentemente para dar tempo às discussões em torno do combate à pirataria na Internet. Mas as autoridades dos EUA, através do FBI, já prenderam o fundador do Megaupload, Kim Schmitz e seus parceiros no famoso portal de carregamento de filmes, jogos, gravações musicais e outros arquivos comercializados no mercado legal.

Pouco antes de ser tirado do ar, o Megaupload publicou um manifesto alegando que as acusações de pirataria eram "extremamente exageradas". Além da prisão, o material tecnológico instalado na casa de Kim, em Nova Zelândia, de onde monitorava as ações do Megaupload, foi apreendido.

Em protesto, hackers decidiram invadir vários sítios na Internet. No Brasil, conforme anúncio do grupo Anonymous no Twitter, alguns sítios ligados ao governo do Distrito Federal e um de artistas contratados pelas grandes gravadoras, como a cantora Paula Fernandes, foram invadidos. No sítio da cantora, um desenho de um coringa ilustrava o aviso que dizia: "Se o Megaupload caiu, você caiu também".

Sítios do governo da França e das associações ligadas às indústrias fonográfica e cinematográfica também teriam sido invadidos. A Universal, gigante tanto do mercado fonográfico quanto do cinematográfico, também teria tido seu sítio matriz dos EUA invadido por hackers.

Em que pese as questões legais acerca de copyright e do mercado legal da indústria fonográfica e cinematográfica - que fazem o lobby que está por trás do SOPA e do PIPA - , o mercado de CDs e DVDs ainda é considerado muito caro, e isso faz com que o comércio clandestino e os carregamentos gratuitos na Internet ganhem prioridade.

Afinal, muita gente tem outros gastos para fazer, e não possui dinheiro suficiente para comprar sua coleção básica de CDs e DVDs. O que é pior, produções de qualidade bastante duvidosa, tanto na música quanto no cinema é que possuem os preços mais acessíveis, acostumando mal o público através da mediocrização cultural que seus consumidores não percebem.

Nesse nivelamento por baixo da cultura mundial, há também o outro lado, de cantores, músicos, atores e produtores que simplesmente não conseguem ver a cor do dinheiro. Isso faz com que músicos mais comerciais, que contam com melhor estrutura empresarial, sejam menos prejudicados, enquanto artistas que se destacam pela qualidade artística ficam na pior.

Isso sem falar que muitos cantores e músicos, mesmo da parte do mercado legal, também são financeiramente prejudicados, já que o "grosso" do dinheiro vai para editores, produtores e empresários. Entre os escritores, há o mesmo infortúnio.

Essa discussão ainda está longe do fim, mas mostra o quanto o mercadão do entretenimento atravessa uma crise sem precedentes.

UPTOWN GIRLS



Nesta brincadeira que fizemos, quase invertendo as posições das duas atrizes de Grande Menina, Pequena Mulher (Uptown Girls), mostramos a saudosa Brittany Murphy, a personagem adulta, numa foto adolescente, enquanto a personagem mirim, Dakota Fanning, aparece aqui na sua fase atual.

É uma forma de saudar a maioridade de Dakota, que será daqui a um mês, e protestar contra a cobertura sensacionalista do falecimento de Brittany, ocorrido há pouco mais de dois anos, e que contrasta fortemente com o perfil alegre e jovial da atriz conhecida por filmes como Sin City e As Patricinhas de Beverly Hills.

Expressamos nosso carinho e admiração pelas duas talentosas e belas atrizes, uma delas sendo hoje um anjo e - por que não? - uma gatona do além-túmulo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A LEMBRANÇA DE ELIS REGINA



Há 30 anos, Elis Regina faleceu, por causa de uma combinação excessiva de cocaína e bebida alcoólica, cerca de dois meses antes de completar 37 anos, que teria sido em 17 de março. Elis tinha pouco mais de 20 anos de carreira musical e seu reconhecimento público era coisa de pouco mais de 15 anos.

Gaúcha da capital, Porto Alegre, Elis já se apresentou, criança, na Rádio Farroupilha, integrando o elenco do programa Clube do Guri, da Rádio Farroupilha, na segunda metade da década de 1950.

Sua carreira musical, no entanto, começaria oficialmente em 1960, quando passou a viajar para o Rio de Janeiro. Na ponte aérea Rio-Porto Alegre, Elis gravou, em 1961, com apenas 16 anos, o primeiro disco, Viva a Brotolândia, mais próximo do som adolescente que se fazia na época e cujo símbolo maior foi Cely Campello.

Mas Elis não tardou a conhecer a Bossa Nova, por um lado, e a MPB cepecista - influenciada pelo engajamento sócio-político e pela cultura de raiz difundidos dos Centros Populares de Cultura da UNE - por outro. A Bossa Nova ela conheceu quando foi levada pelo baterista Dom Um Romão para conhecer o Beco das Garrafas, um dos redutos do gênero em Copacabana, Rio de Janeiro. É apresentado ao coreógrafo norte-americano Lennie Dale, que a ensina lições de performance no palco, que depois se tornariam célebres.

Nesse tempo, Elis ingressa na televisão como participante do programa Noite de Gala, da TV Rio. Com Jair Rodrigues, apresentou, entre 1965 e 1967, o programa Fino da Bossa, cuja linha musical traçou as caraterísticas do que hoje conhecemos como a Música Popular Brasileira, ou simplesmente MPB.

Em 1965, revela-se em sua performance através da apresentação de "Arrastão", música de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, no Festival de Música Popular Brasileira. A partir daí, torna-se uma cantora destacada e prestigiada, uma reputação que continua valendo até os dias de hoje, décadas depois de falecida.

Em 1967, casa-se com o jornalista e letrista de Bossa Nova, Ronaldo Bôscoli, e em 17 de junho de 1968 nasce o filho João Marcelo Bôscoli, hoje músico, produtor e empresário fonográfico (é sócio da Trama Discos). O casamento dura até 1972, quando ocorre o divórcio. Em 1974, Elis inicia seu segundo casamento, com César Camargo Mariano (que tocava com Wilson Simonal), gerando o filho Pedro Mariano, hoje cantor, em 18 de abril de 1975. Em 09 de setembro de 1977, era a vez da caçula Maria Rita Mariano, hoje cantora, nascer. Elis e César se separaram em 1981.

Elis fez, com suas interpretações, vários compositores se tornarem famosos, como João Bosco e Aldir Blanc e Belchior. Deste, a cantora tornou célebre a composição "Como Nossos Pais", num arranjo levemente inspirado em blues, e cuja letra falava da geração juvenil dos anos 60.

Elis também gravou "Se Eu Quiser Falar Com Deus", de Gilberto Gil, artista baiano tão fascinado pela cantora gaúcha que, amante entusiasmado das guitarras elétricas, o tropicalista no entanto participou da passeata contra a guitarra, em São Paulo, em 1967, só para tentar agradá-la. Outro compositor que teve composições consagradar por Elis foi Milton Nascimento, sobretudo por "Maria, Maria" e "Canção da América".

Elis também foi conhecida pelos duetos históricos com Tom Jobim, através de "Águas de Março", em 1973, e do LP Elis & Tom, de 1974 (que contem uma regravação da citada música do famoso maestro da Bossa Nova). Também se entrosou com o samba paulistano de Adoniran Barbosa, gravando "Tiro ao Álvaro", em 1980.

É nesse ano que Elis gravou participação no especial Mulher 80, ao lado de outras cantoras da Música Popular Brasileira. Elis parecia ter um grande futuro pela frente, gravou "Aprendendo a Jogar", do cantor e tecladista Guilherme Arantes, com quem teve um breve romance, e seu último sucesso, "Alô Alô Marciano", de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Em 1981, Elis iniciava uma grande amizade com a ex-mutante.

Tudo parecia promissor, mas Elis acabou falecendo de overdose de cocaína misturada com álcool, em 19 de janeiro de 1982, interrompendo uma carreira respeitável. A cantora deixou uma grande lacuna, por conta de seu estilo de cantar, agir no palco e na seleção de compositores e composições que adotava para seu repertório.

Mas os frutos de sua breve trajetória, de uma forma ou de outra, renderam. O envolvimento de Elis com Jair Rodrigues e César Camargo Mariano, que por sua vez era ligado a Wilson Simonal, refletiu no círculo social de seus filhos, já que João Marcelo, Pedro Mariano e Maria Rita são muito amigos de Wilson Simoninha e Max de Castro (filhos de Simonal) e Jairzinho Oliveira e Luciana Mello, filhos de Jair Rodrigues. Jair e César continuam até hoje em atividade.

Comparada a Elis Regina, Maria Rita Mariano, que só conviveu pouco tempo com a mãe, no entanto tem fortes influências dela. Evidentemente, Maria Rita possui estilo próprio, mas em muitos aspectos ela atualiza os referenciais culturais da mãe, gravando até mesmo músicas de autores que Elis havia gravado, como Rita Lee e Milton Nascimento (este também um grande amigo da cantora gaúcha). Maria Rita prepara um tributo para a mãe, este ano.

Num tempo de mediocridade cultural, em que a MPB autêntica é esnobada por críticos e intelectuais que preferem exaltar a música brega-popularesca que lota plateias com facilidade, é uma sorte que Elis Regina tenha se livrado do fardo do esquecimento, num país de memória curta.

Diante da mesmice de cantoras "ecléticas" da MPB de hoje ou de cantoras popularescas - sobretudo as de axé-music, que se apropriam de qualquer estilo de forma pedante e pretensiosa, sem conhecimento de causa - , a lição de Elis e de sua breve, mas rica e produtiva carreira, vem à tona para as novas gerações.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SÍTIOS DA INTERNET PROTESTAM CONTRA MACARTISMO DIGITAL


Alguns sítios na Internet realizam hoje protesto contra o projeto de lei em discussão no Congresso Nacional dos EUA para combater o que as autoridades entendem como "pirataria digital".

O projeto, na prática, é uma espécie de macartismo digital - equivalente ianque ao "AI-5 digital" do senador mineiro Eduardo Azeredo, do PSDB - que impedirá a livre circulação de informações na Internet.

Wikipedia e Google manifestaram seus protestos contra a medida, alterando suas páginas hoje. O Wikipedia desativou sua edição em inglês, com uma página em cor grafite avisando: "Imagine um mundo sem o conhecimento livre". Já o Google, também em sua página em inglês, fez um protesto bem discreto: "Avise ao Congresso: Por favor, não censure a rede!".

O portal de vendas Amazon.com e o Facebook também pretendem aderir ao protesto, mas já se adiantaram opostos à medida. Além deles, Reddit, eBay, Twitter, PayPal, Zynga, Mozilla, entre outras, são contra a medida. Em compensação, corporações como Disney, Universal, Paramount e Warner Bros., grandes estúdios de Hollywood, são a favor da medida.

O projeto de lei é representado pelas campanhas que, para nós, brasileiros, possuem siglas muito engraçadas, SOPA (Stop Online Piracty Act - Parem com Atos de Priataria Online) e PIPA (Protect IP Act - Ato de Proteção do Protocolo de Internet).

O "macartismo digital" surgiu em consequência das transferências de arquivos de áudio e vídeo na Internet, feitas em virtude dos caros preços de CDs e DVDs. A medida causou um colapso na indústria fonográfica e cinematográfica internacional,.

Mas o projeto de lei, hoje discutido no Senado, teria sido impulsionado quando o australiano Julian Assange, através do portal Wikileaks, divulgou informações secretas das autoridades norte-americanas. Informações confidenciais passaram a ser mundialmente conhecidas, causando uma séria crise política internacional.

Atualmente, Assange está preso na Suécia. Seu principal colaborador, o soldado norte-americano Bradley Manning, está preso nos EUA em condições subhumanas, tendo sido torturado mais de uma vez.

O projeto pode causar um sério prejuízo na Internet do mundo inteiro, afetando vários portais de livre informação. No Brasil, o projeto de lei, se sancionado, poderá ser um estímulo à aprovação do projeto similar do senador Azeredo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

INCIDENTE NO BIG BROTHER BRASIL SINALIZA DECADÊNCIA DO PROGRAMA



Um incidente ocorrido no Big Brother Brasil na madrugada de domingo para segunda-feira passada pode sinalizar a decadência do programa, já expressa com a mais baixa audiência do programa observada ontem, no "paredão" habitual do programa, de 20 pontos, menos que os já preocupantes 22 da edição do ano passado. E a tendência é cair ainda mais a audiência.

Pois, na referida madrugada pós-dominical, dois integrantes, Daniel e Monique, pareciam se azarar sob o edredom da casa em que estão confinados, e, de repente, Daniel agia como se cometesse abuso sexual contra a parceira.

A cena, a princípio, não causou estranheza no apresentador, o jornalista Pedro Bial, que com seu humor cínico dizia que isso "era o amor". Mas o episódio causou repercussão tão negativa que Bial voltou atrás e disse que Daniel "estava infringindo" as regras do programa.

Daniel acabou sendo expulso no último "paredão", realizado ontem, mas a situação só complicou para o programa. Afinal, o paredão registrou uma queda histórica de audiência, 20 pontos, contra 22 na edição anterior, que já sinalizava decadência.

O episódio ainda rende discussões, a respeito da bebedeira e do machismo. Monique foi acusada por vários internautas de "não saber beber" (eufemismo para não saber se "equilibrar" durante uma embriaguez). E isso é apenas um detalhe diante das constantes violações éticas e morais no programa.

O desgaste se reflete também na redução de cachês de ex-integrantes do Big Brother Brasil, que se limitam a exibir suas vaidades nas noitadas. Afinal, ninguém aguenta mais pseudo-famosos que se preocupam mais com seus egos, numa espécie de complexo de superioridade sem causa, o que é pior ainda.

Além disso, confusões como a que a ex-BBB Priscila Pires - uma das "estrelas" entre os ex-BBBs - fez contra a cunhada, agredida depois que defendeu o irmão, marido de Priscila (hoje grávida), durante o Festival de Barretos, são ilustrativas.

Aliás, a música brega-popularesca, decadente - os factóides acerca do "fenômeno" Michel Teló (cujo "sucesso mundial" não passa de mentira propagada pela velha mídia através da interpretação exagerada de fatos menores) não deixam mentir, embora pareçam sugerir o contrário - , deixou de investir no aluguel de atores globais para propaganda de ídolos da axé-music e breganejo para contratar ex-BBBs.

Tudo isso porque já bastou arrumar um romance entre um ídolo do sambrega e uma jovem atriz global. E isso numa época em que o "funk carioca" não conseguiu convencer com seu ativismo de araque.

Pois o brega-popularesco - o "popular" de mentirinha da velha mídia - perde cada vez mais sentido. Decaem os funqueiros, decaem as popozudas, decaem os intelectuais associados, decai o Pânico na TV, decai o Big Brother Brasil.

A queda da cafonice dominante, em que pese a "urubologia" rosnar contra essa crise - "É a revolta do moralismo contra a linda festa do mau-gosto!! É a velha reação do preconceito contra o que é popular", tentam dizer cinicamente - , é um reflexo das mudanças sociais ocorridas no mundo, nas quais não escapa nosso país.

Isso se deve porque a cultura não é algo isolado do contexto sócio-político em que vivemos. E a "cultura do mau gosto" mostra problemas tão graves quanto a privataria dos tucanos.

Felizmente, a intelectualidade ativista deixou de se dedicar exclusivamente às revoltas no Oriente Médio e a cada dia se preocupam com os deslizes da "cultura de massa" brasileira, sejam os escândalos do Big Brother Brasil, seja as lorotas em torno do "fenômeno" Michel Teló.

A evolução sócio-econômica do Brasil não deixaria escapar tais mudanças.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

INTELECTUALIDADE "CULTURAL" EM XEQUE



A hegemonia da pseudo-cultura "popular" midiática não é novidade alguma. Mas, nos últimos quinze anos, ela foi sustentada por uma classe que, independente de gostar ou não de seus ídolos, fazia defesas intransigentes, sob o pretexto de que "rompiam com o preconceito".

Durante anos esses intelectuais gozavam de uma unanimidade e uma imunidade que os faziam semi-deuses da opinião pública ou juízes finais da cultura popular brasileira. Eram sociólogos, antropólogos, historiadores, cineastas e críticos musicais, entre outros, que defendiam a breguice brasileira, uns por boa-fé, outros por puro cinismo, baseado na sua visão, não obstante livresca, rádio-televisionada e paternalista, do que seria para eles a cultura das classes populares.

Questioná-los foi, nesse tempo todo, visto como "atitude preconceituosa", e esses intelectuais prontamente não hesitavam em acusar seus críticos de "moralistas", "higienistas", "elitistas" e outros adjetivos desagradáveis, mesmo se protegendo da roupagem de textos científicos, documentários, teses acadêmicas etc.

Nos últimos anos, porém, a intelectualidade etnocêntrica - que, por mais que fale em defender a "pureza do povo pobre", vê as periferias de forma idealizada pelos conceitos de classe daquela - passou a ser criticada, na medida em que seu ideário mostrava muitas contradições, além de destoar completamente das mudanças sociais ocorridas em todo o mundo, e mesmo no Brasil.

Afinal, de que adianta elogiar como "movimentos sociais" o "funk carioca" e o tecnobrega, se manifestações bem mais relevantes e dotadas de consciência crítica, como a Primavera Árabe e as "ocupações" em Nova York e Londres, chamavam atenção pelo mundo à volta?

Disfarçar o entretenimento brega-popularesco - as "Disneylândias do mau gosto" - numa falta analogia às rebeliões sociais não resolveu o problema da mediocrização cultural dominante, que se tornou clara quando o hype do cantor Michel Teló, do sucesso "Ai, Se Eu Te Pego", foi tido como "fenômeno internacional".

MEDIOCRIDADE EVIDENTE

Síntese mercadológica de tudo que foi produzido na música brega e seus derivados, Michel Teló parecia ser um futuro aspirante a novo "coitadinho" adotado pela intelectualidade, a exemplo de Waldick Soriano, Tati Quebra-Barraco, Leandro Lehart e Gaby Amarantos.

No entanto, Teló mostrou-se um fenômeno irrecuperavelmente crítico, como foi o É O Tchan, e, para piorar, seu "repertório" (feito de músicas compostas por outras pessoas) reúne todas as tendências do brega-popularesco, de uma forma ou de outra, reunindo, num só contexto, nomes como Exaltasamba, Aviões do Forró, Latino, Chitãozinho & Xororó e Asa de Águia.

Há fortes indícios de que o "sucesso mundial" de Michel Teló não passa de uma grande farsa. Afinal, é muito comum a velha mídia exagerar na promoção de seus "artistas" no exterior, jogando-o em turnês em inexpressivos recantos na Europa e às custas de promoções que levassem brasileiros para assistir a esses ídolos no exterior.

Na era da Internet, não é difícil comprovar tal mentira. Afinal, os principais sítios estrangeiros simplesmente não dão muito destaque a esses ídolos popularescos, vistos, na melhor das hipóteses, como coisas ridículas e sem importância. Isso quando tentam dar algum cartaz a eles.

Mas nem Ivete Sangalo ganhou tanto cartaz assim, fora duas matérias pagas na imprensa ianque e um Madison Square Garden alugado para ela fazer sua micareta particular, que ficou nisso mesmo (mas aqui gerou o maior carnaval na velha grande mídia brasileira).

Só que a mentiralhada se dá quando ídolos do "funk carioca" surgidos do nada - alguns MCs que quase ninguém ouviu falar - fazem "turnês pela Europa" assim de repente. Quem é que paga para eles viajarem para o velho continente? Ué, eles não eram pobres, pobres, pobres, de marré de si?

O GOSTO DOS "URUBÓLOGOS"

A intelectualidade que defende o brega-popularesco, aos poucos, vê a sua unanimidade se dissolver. Surgem críticas a essa intelectualidade por outros intelectuais mais lúcidos. Luiz Cúti, da revista Áfricas, chamou a intelectualidade etnocêntrica de "caolha". Já o jornalista suplente do blogue Tijolaço, definiu a mesma intelectualidade como preguiçosa.

Outro fator que permitiu que surgissem críticas a essa intelectualidade permissiva - cujo maior símbolo é o jornalista Pedro Alexandre Sanches, ao lado de nomes como o sociólogo baiano Milton Moura, o historiador Paulo César Araújo e o antropólogo Hermano Vianna - foram as críticas negativas contra a atual edição do Big Brother Brasil 12.

Afinal, o reality show desafia qualquer tese permissiva que louve tudo que, para o intelectualóide de plantão, lhe pareça "expressão popular". O programa é de uma superficialidade escancarada, em que seus concorrentes apelam para os mais baixos valores morais e pela estupidez mais explícita, e, uma vez terminado o programa, com seu respectivo vencedor, seus integrantes seguem suas "carreiras" exibindo sua vaidade e burrice nas noitadas.

Surgem alguns defensores do BBB, querendo "justificar" que o programa "não é para ser levado a sério". Só que é o mesmo discurso que pede para o brega ser levado a sério, até demais. Um discurso cheio de contradições, que só defende o estabelecido pela mídia do entretenimento, sem medir escrúpulos de cometer incoerências e absurdos, mesmo sob a estrutura textual de monografias ou pelo aparato audiovisual dos documentários.

A analogia desses intelectuais etnocêntricos, que defendem o brega-popularesco, com a dos jornalistas políticos mais reacionários - conhecidos como "urubólogos", pela alusão metafórica de seu mau humor ao caráter sombrio dos urubus - , chega a ser exata, embora vários esforços tenham sido feitos para evitar qualquer associação.

Afinal, Pedro Alexandre Sanches tornou-se "colaborador" da imprensa esquerdista, pois, tendo sua formação ideológica feita durante o temível Projeto Folha de Otávio Frias Filho, se valeu do fato dos antigos leitores da Folha de São Paulo terem migrado para periódicos como Caros Amigos, Carta Capital e Fórum.

Mas, na medida em que as contradições de intelectuais como Sanches tornam-se mais evidentes e divulgadas na Internet, essa intelectualidade que se achava "julgadora maior" da cultura popular começa a sentir o sabor provado pelos "urubólogos" pouco tempo atrás.

Afinal, os jornalistas políticos mais conservadores exerceram, durante anos, sua supremacia na opinião pública, se valendo de sua reputação como "intelectuais". Por muito tempo, a Folha de São Paulo era um totem inabalável da grande imprensa, tido como paradigma de um jornalismo dito "moderno" e "atuante".

Até o maior defeito da FSP - a ausência de grandes reportagens - foi vista por muito tempo como uma "qualidade", a pretexto de publicar textos "mais concisos", de acordo com o suposto "dinamismo" de seus leitores mais jovens.

Recentemente, todavia, a supremacia opinativa da qual gozavam nomes como Gilberto Dimenstein, Josias de Souza, Eliane Cantanhede e, em outros veículos, de Merval Pereira, Míriam Leitão, William Waack, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e Bóris Casoy começou a ruir, com a ascensão de uma geração de blogueiros dotados de muito senso crítico.

Essa geração de blogueiros superou a anterior, dos ditos "líderes de opinião", que em seus blogues prometiam fazer uma devassa na velha mídia, quando na prática só publicavam reportagens "normais" de cunho político-administrativo e sindical, não raro elogiando, num texto ou em outro, algum baronete da velha mídia regional que prometesse "defender o bom (?!) jornalismo".

Eram outros tempos, em que a "opinião" não era mais do que um produto do qual o público era incapaz de produzir, mas que os "grandes jornalistas" detinham como seu bem maior (e seu marketing insistia nessa ideia). Só "tínhamos opinião" quando compartilhávamos a "opinião" do "sábio" comentarista jornalístico ou do "âncora" (ou pseudo-âncora, no caso de gente como o medíocre Mário Kertesz, da mídia baiana) de ocasião.

Felizmente, essa verdadeira elitização da opinião pública - que praticamente privatizava a opinião nas mãos e mentes de uns privilegiados - passou a ser energicamente questionada, e a nova blogosfera tornou-se uma força antes inimaginável que tira o sono dos chefões da velha mídia.

Pode ocorrer o mesmo com a intelectualidade que "julga" a cultura popular conforme seus preconceitos "sem preconceitos" de cunho midiático e pseudo-modernista. Vendo que outros intelectuais já começam a questionar a "Disneylândia do mau gosto" do qual defendem entusiasmadamente Sanches, Moura, Araújo e outros, estes se sentirão incomodados quando a "cultura popular" que eles tanto desejavam haver passar a perder o sentido de antes.

Aí, o que se prevê é a raiva que já vemos em gente como Fernando Vives e Matheus Pichonelli, "urubólogos" aninhados em Carta Capital, que mostram o seu nervosismo reacionário quando defendem o "fenômeno" Michel Teló, naquela linha intelectualóide que, desgastada, poderá revelar novos "urubólogos".

Bia Abramo, a filha de Perseu Abramo, já mostrou isso quando, contaminada pelo Projeto Folha (ela trabalhou na FSP), num texto sobre o "funk carioca" preferiu defender a tal "Proibida do Funk" (espécie de "mulher-fruta" da época) em detrimento da classe das enfermeiras ofendidas com as paródias "sensuais" da funqueira.

Pior: Bia preferiu tratar as enfermeiras como se estas é que estivessem erradas, e as acusou de moralismo. Resultado: a Fundação Perseu Abramo teve que tirar do seu portal o texto de Bia Abramo, cujo primo, Cláudio Weber Abramo (filho de Cláudio Abramo), é "visitante" do Instituto Millenium. Pais esquerdistas, filhos nem tanto.

Já dá para imaginar, daqui a dez anos, Pedro Alexandre Sanches fazendo o papel misto de Arnaldo Jabor e Ferreira Gullar de hoje, com um carisma de Sônia Francine. Sanches, ora abraçado com Leandro Lehart, ora recebendo a "prima" Yoani Sanchez, talvez venha a reclamar das saudades do "livre mercado", de um Brasil "mais pop e mais brega", descontente com as conquistas obtidas pelo povo pobre brasileiro, já convertido em novas classes médias dotados de melhor cultura.

Também ninguém imaginou o caráter neocom de gente como o antes insuspeito Fernando Gabeira. O país muda, mudam as mentes, mudam os contextos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

PATRÕES NO TRABALHO, VASSALOS NO LAZER



Pesquisas feitas nas grandes cidades mostram que os homens que desempenham cargos de liderança no expediente do trabalho praticamente não sabem se comportar na hora do lazer. Na prática, tornam-se o inverso quando a situação requer diversão e lazer.

Muitos dos empresários, executivos e profissionais liberais (médicos, economistas, advogados e diretores de veículos ou eventos de mídia) possuem dependência psicológica de normas de etiqueta, além de estarem preocupados com sua rotina de trabalho. Em cerca de 48 horas que possuem para se desocuparem, eles praticamente não sabem o que fazer.

Há exceções, é claro, mas a maior parte do lazer envolvendo empresários, executivos e profissionais liberais ainda está ligada à técnica - mesmo quando se envolvem com aeromodelismo e atividades ciclísticas - ou ao mesmo espírito de "racionalidade" ligado ao ambiente de trabalho.

Neste último caso, o que se vê é o desperdício pedante de amigos em almoços formais ou festas de todo tipo em bate-papo sobre política, artes, esportes e cotidiano de trabalho. Não que eles não devam falar sobre isso, mas além dessa prática ser obsessiva e única - eles sabem fazer isso - , o conteúdo das conversas é dotado de profundo pedantismo.

Afinal, são simulacros de debates políticos, críticas de arte, crônicas esportivas, como se um empresário ou um economista, um médico ou um advogado, juntos tentassem competir para ver quem sabe mais coisas sobre o outro. Sem falar que a vaidade faz com que basta ser um bom médico para ele achar que é um bom crítico de arte ou basta ser um bom empresário para ele bancar o cientista político do seu grupo social.

Nessas conversas, cada "palestrante" dá sua solução pronta sobre tal coisa, sua opinião "precisa", dando falsa impressão de sabedoria. Mas, muitas vezes, não passa de um "saber" básico retirado dos jornais, revistas e telejornais de véspera.

Mas, quando o assunto é diversão, falta desenvoltura, falta humor, falta prazer. O estresse é notável até nas caminhadas da praia, onde o corpo pratica atividades físicas, mas o espírito continua sedentário.

Não existe aquele espírito de diversão dos calouros universitários, aquela espontaneidade, aquela naturalidade. Pelo contrário, mesmo quando dançam e brincam, empresários, executivos e profissionais liberais, na hora do lazer, parecem estar seguindo normas de etiqueta ou recomendações colhidas de alguma teoria organizacional recente, frequentemente aprendida em algum workshop.

Desse modo, patrões profissionais se tornam vassalos no lazer, talvez piores do que qualquer estagiário de primeiro minuto. Há situações na vida em que os que mandam também experimentam a sensação de poderem ser mandados. E é justamente quando o cartão de ponto do final de expediente semanal é registrado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FAÇA SUA BOA AÇÃO: PROTESTE CONTRA A TURISMO TRANS1000!



Faça a sua boa ação do dia, em respeito ao povo da Baixada Fluminense que usa os ônibus da Turismo Trans1000.

Proteste contra os desmandos da empresa, famosa pela frota velha e sucateada e pelo descumprimento de normas trabalhistas.

Exija que as linhas da empresa sejam operadas por outras mais capazes.

Assine a petição no seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

Proteste escrevendo para a imprensa, reclamando constantemente.

E chame todos os amigos e familiares a fazer o mesmo.

E não se esqueça também de conhecer e seguir o blogue "FORA TRANSMIL - PORQUE NINGUÉM AGUENTA MAIS": http://foratrans1000.blogspot.com/

A nossa vida só melhora quando mostramos aos outros nossos direitos e necessidades.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

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domingo, 8 de janeiro de 2012

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sábado, 7 de janeiro de 2012

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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domingo, 1 de janeiro de 2012

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