terça-feira, 3 de maio de 2011

BIANCA RINALDI MOSTRA COMO OBTEVE BOA FORMA



Em entrevista à jornalista Patrícia Kogut, a atriz da novela Ribeirão do Tempo, Bianca Rinaldi, explica por que perdeu 14 quilos: fez uma dieta a base de arroz integral, proteínas magras, frutas e feijão. Além de, é claro, fazer seus exercícios diários.

Agora é a vez do marido dela, Eduardo Menga, fazer o mesmo. Ele tem perfeitas condições para isso, e até precisa mais ficar em forma do que ele mesmo imagina. Em seus tempos de tenista, ele tinha o porte físico do Marcelo Adnet.

Portanto, o diretor de elenco da Rede Record terá que iniciar seus exercícios. Um, dois, um dois!!

DADOS DO CENSO 2010: É BOM DEMAIS PARA SER VERDADE



A mídia alardeou, quanto aos dados do Censo 2010, sobre a "fartura" de mulheres na população brasileira, numa proporção média de 100 mulheres para 95 homens. A diferença dos sexos, sob todos os aspectos, acabou sendo superestimada, até ao ponto do exagero, o que fez os noticiários partirem para reportagens "engraçadinhas" sobre paqueras.

Em primeiro lugar, porque a tão festejada "diferença" não é mais do que um "empate técnico". Afinal, não existe uma mulher para 0,9 homem. A diferença acaba sendo mesmo de uma mulher para um homem, apenas causando uma relativa tendência de solteirice maior no sexo feminino.

Segundo, porque ninguém vá esperar que todas as 100 mulheres sejam brotinhos ou moças sedutoras e atraentes. Deixando o politicamente correto de lado, mulher atraente ainda é uma grande minoria na população, e disputada pela maioria dos homens.

O que pode pesar no número majoritário da população feminina é muito provavelmente a mortalidade de homens nas classes pobres, por conta da violência ou do vício de álcool, nicotina e entorpecentes, ou nas demais classes, por conta do descuido da saúde. No grosso, a mortalidade masculina torna-se maior depois dos 45 anos de idade.

Ou seja, que ninguém vá esperar que venham umas 100 Paolas Oliveiras dando sopa nas ruas, porque isso é uma grande mentira. Deixemos de ser infantis.

A "maioria feminina" na população, por constar também de crianças, idosas e de mulheres "pouco atrativas", quase nada influi na euforia amorosa dos homens. Até porque a cada dia mais homens se queixam de não conseguir conquistar as mulheres que desejam.

Além disso, ainda há quem duvide da maioria da população feminina nos dados do Censo 2010. Eu tenho meu pé atrás. Afinal, muitas favelas não são normalmente consultadas por recenseadores - até pela pressão do crime organizado - , vários mendigos não chegam a ser creditados e, por isso, um grande contingente de homens pode ter sido "ignorada" pelo Censo.

Por outro lado, há o critério esquisito do "domicílio" usado pelos recenseadores. "Domicílio" é o lugar onde a pessoa está em dado momento.

Se, por exemplo, eu estou numa panificadora, tomando meu cafezinho, e aparece um recenseador para me entrevistar, meu "domicílio" fica sendo esta panificadora. Por outro lado, se eu não estou em casa quando o recenseador fizer sua visita, a não ser que minha família declare e afirme minha existência, eu "não" sou morador de onde eu moro.

"SEU" ABNIR

Só isso faz "desaparecerem" muitos homens, muitos maridos trabalhadores e até mesmo homens de negócios. Se um homem de negócios está em seu jatinho voando no céu, ele "inexiste" para o Censo brasileiro.

Esse fenômeno até ganhou um apelido meu: ABNIR, Agente Biológico Não Identificável pelo Recenseador. Rende até personagem cômico, "seu" Abnir, o homem que ninguém vê mas está sempre por perto, exceto quando chega o recenseador.

Daí para evocarem mitologias é um pulo. De repente, morenas que existem apenas em obras de autores como José de Alencar e Jorge Amado, são associadas à realidade concreta. Marias-coitadas mais "bonitinhas" são chamadas às pressas para dizer aos repórteres que "está difícil arrumar homens".

Enquanto isso, o estranho tipo do caipira que gosta de viver no interior - quando sabemos que, no fundo, eles gostariam de viver em cidades litorâneas - , algo como um Jeca Tatu convertido num Ferdinando Buscapé brazuca (Lil' Abner, ou talvez LIL' ABNIR?) - , também volta à tona na exploração midiática dos dados do Censo 2010.

Mas o coitado do caipirão brasileiro, agora, ainda que expresse a maioria masculina nas regiões Norte e Centro-Oeste, também perde seu "terreno" na medida em que, apesar do maior número de homens, tornou-se "mais fácil" ver mulheres solteiras em Estados como Pará e Mato Grosso do Sul.

Mas isso tem um truque: a mídia popularesca, através da Música de Cabresto Brasileira - sobretudo breganejo e forró-brega, os ritmos dominantes nessas duas regiões - , faz uma verdadeira campanha contra a vida conjugal, através de músicas que só falam em traições amorosas, infidelidade, brigas de casal, uma música rolando atrás de outra nas rádios. E, para sobremesa, as reportagens da imprensa jagunça local sempre transformando possíveis "bons partidos" (homens solteiros) em arruaceiros, cafajestes, pilantras e criminosos.

Diante de tudo isso, prefiro ficar cético. Não vou comemorar. É bom demais para ser verdade. Afinal, como diz o ditado, esmola quando é muita, o santo desconfia.

Há muitas "solteiras" que não passam de "enroladas" (com pendências amorosas com ex-namorados ou ex-maridos), sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e nos subúrbios das demais regiões. Há outras que recusariam namorar até o Rodrigo Faro, se solteiro ele fosse. Das solteiras restantes, poucas são dotadas de perfil atrativo ou interessante para namoro.

E há, por outro lado, moças que eu gostaria de namorar mas que são casadas ou têm namorado, ou, na melhor das hipóteses, nunca estão a fim.

Portanto, o Censo 2010 foi apenas mais do mesmo do anterior. E não passou de conversa para boi dormir.