sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

HOMENS DE DECISÃO E PODER NÃO SABEM O QUE É DIVERSÃO



Um grande contraste que se vê na sociedade é que os homens conhecidos profissionalmente como sinônimos de decisão, sucesso e poder simplesmente precisam ser mandados na hora do lazer.

Sim, isso mesmo, patrões ou, pelo menos, homens de iniciativa e sucesso se comportam de forma impotente, medíocre e sem a menor espontaneidade fora de sua rotina de trabalho. Empresários, economistas, advogados, médicos e até mesmo diretores de jornalismo ou publicitários, salvo honrosas exceções, parecem verdadeiros "bananas" entediados na hora do lazer.

O que muitas vezes parece normal é, na verdade, constrangedor. Sem perceberem, profissionais liberais que, na hora do trabalho, são exemplo de eficiência e criatividade, no lazer parece que não estão à vontade.

É muito comum, por exemplo, ver um grupo de profissionais liberais numa festa ou num almoço de amigos se reunir, em pé, para aquele bate-papo pedante em que um indivíduo tenta parecer mais inteligente que os outros.

Aí é aquele desastre, que poucos percebem porque é tanta gente pagando mico que isso tudo parece normal. Cientistas sociais frustrados, críticos de arte incompetentes, dublês de legisladores fajutos, todo mundo esbanjando pedantismo, não apenas para tentar provar aos outros uma inteligência que não tem, mas para cada um tentar provar o mesmo para si.

Talvez se eles pudessem se divertir, sem que dependam de alguma criança por perto para fazer alguma brincadeira, seria ótimo. A diversão, quando bem dosada - nada a ver com as viciadas noitadas da juventude atual - , faz muito bem para a mente das pessoas.

Mas como dizer para executivos de 40, 45 anos para praticarem jogos eletrônicos eles mesmos? Ou dizer para um empresário de 58 anos para fazer um castelo de areia com seu colega de trabalho na praia? E como fazer empresários de restaurantes dançarem, gritarem e se esbaldarem nas próprias festas que financiam?

A vida é muito curta para transformar o lazer na extensão da sisudez viciada do ambiente de trabalho. E, cá para nós, profissionais liberais, executivos e empresários falando sobre política não irá fazê-los ganhar um assento nobre na ONU. Até porque tudo isso não passa de pedantismo barato colhido nos telejornais e jornais de véspera.

Nenhum comentário: