sábado, 17 de dezembro de 2011

CARNAVALESCO JOÃOSINHO TRINTA E ATOR SÉRGIO BRITO MORRERAM



O ator e diretor de teatro, Sérgio Brito, de 88 anos, e o carnavalesco Joãosinho Trinta, de 78, faleceram em decorrência a insuficiência respiratória, respectivamente no Rio de Janeiro e em São Luís.

Sérgio foi de uma geração ligada ao Teatro Brasileiro de Comédia, famoso pela sua linha sofisticada de produção de peças teatrais, o que havia causado polêmica há 50 anos atrás por não apostar em temáticas brasileiras.

Mas essa geração, incluindo Sérgio, que esteve à frente do Grande Teatro Tupi, um dos primeiros programas de teleteatro da televisão brasileira, e como diretor de Ilusões Perdidas, primeira novela realizada pela TV Globo (e que tinha até Leila Diniz no elenco) em 1965, esteve acima até mesmo das limitações temáticas do TBC e adaptou-se às transformações que o teatro brasileiro sofreu ao longo do tempo.

Sérgio se foi pouco depois de Ítalo Rossi, da mesma geração do teatro brasileiro, o que, em ambos os casos, haverá lacuna porque eram grandes mestres da atuação teatral numa época de cultura forte e genuína.

Já Joãosinho Trinta era um grande artista da estética carnavalesca, desde os tempos em que as escolas de samba não eram comandadas pela contravenção e não eram movidas ao comercialismo dos últimos carnavais. Sobretudo em tempos de hoje, quando as escolas de samba se tornam "pistolão" da vulgaridade feminina dominante na velha mídia.

Portanto, a cultura está hoje triste. Não é ainda aquela tristeza chocante da tragédia do Gran Circo Norte-Americano, que hoje completa 50 anos de ocorrência, mas 1961 ainda era um tempo de uma cultura florescente e ascendente, que a ditadura militar e o neoliberalismo macularam. Hoje ainda vivemos desses efeitos, e quando perde alguém que fez grandes colaborações para nossa cultura, nosso país fica cada vez sem seus referenciais.

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