terça-feira, 29 de novembro de 2011

30 ANOS SEM NATALIE WOOD



Ela foi uma das mais belas e quentes atrizes dos anos 60, a estonteante Natalie Wood que desde os anos 1940 mostrava seu charme e talento no cinema norte-americano.

Foi ela que, ainda adolescente, participou em 1955 do filme Juventude Transviada, com James Dean, e que teve também o saudoso Dennis Hopper no elenco. Em 1961 foi uma das protagonistas de Amor Sublime Amor, uma história baseada em Romeu e Julieta. E, em A Corrida do Século, de 1965, interpretou uma jornalista, Maggie Dubois, que, como o próprio filme, inspirou William Hanna e Joseph Barbera a produzirem Corrida Maluca, cuja personagem Penélope Charmosa é inspirada justamente na Maggie.

Natalie Wood teve trauma, na infância, com afogamentos, e logo foi essa a sua misteriosa tragédia, há 30 anos. E olha que ela tinha muitos planos para a década de 80. E parecia bonita para seus 43 anos de idade. Seria linda hoje, aos 73 anos.

Mas existe um consolo. A filha, Natasha Gregson, segue a carreira da mãe e já apareceu em muitos e muitos filmes. E é tão linda quanto a mãe foi, e pode-se ver Natasha até no famoso filme Alta Fidelidade. Vale a pena prestarmos atenção em Natasha, que é deslumbrante e muito talentosa. Será uma ótima homenagem a Natalie Wood se admirarmos também a sua encantadora filha.

10 ANOS SEM GEORGE HARRISON



Há dez anos, o mundo perdeu um de seus mais prestigiados músicos, o ex-beatle George Harrison.

Quando eu recebi a notícia, era sexta-feira, 30, quando, num dia bastante chuvoso em que eu e meu irmão Marcelo nos deslocamos do Costa Azul para a Boca do Rio, em Salvador, tivemos que esperar a chuva passar na Rua Coronel Durval de Matos, e aí passou a chamada do Jornal Hoje anunciando o falecimento do músico.

Me lembro de 1995 quando George havia participado da gravação de três músicas inéditas para a série de coletâneas Anthology dos Beatles, junto aos ex-colegas de banda Paul McCartney e Ringo Starr, que gerou até o sucesso "Free as a Bird".

Na verdade, essas gravações eram em cima de demos deixadas por John Lennon, e que foram acrescidas de gravações dos outros três ex-Beatles, mais o escudeiro de George, o frontman da Electric Light Orchestra, Jeff Lynne (lembram de "Last Train to London"? Pois é) e o produtor George Martin, que, pouco depois da coletânea, se aposentou como produtor.

Os cinco acrescentaram melodias e letras em "Free as a Bird" e acrescentaram também arranjos. À voz e piano de Lennon, se juntou o baixo e o piano de Paul, a guitarra de George e a bateria de Ringo, e um novo refrão foi composto, na primeira parte cantada por Paul, na segunda por George, já com a voz mais frágil devido ao câncer na garganta, mas com seu pique de guitarrista a todo o vapor.

Foi George, aliás, que deu um trato "anos 70" em "Real Love", com seu solo caraterístico em outra das três gravações que fez com Paul e Ringo, e que foram ridicularizadas pela crítica, injustamente. Afinal, são bons overdubs feitos para acompanhar as gravações de Lennon de 1977. Além do mais, a boçal crítica musical estava mais preocupada com bobagens tipo Mamonas Assassinas, que pavimentariam a mediocridade cultural que teria essa mesma crítica como sua propagandista maior.

Pois não há como falar em mediocridade quando o assunto são os Beatles. O grupo sempre foi de grande talento desde o começo, e seus músicos, no auge da popularidade, tiveram que sacrificar o próprio sucesso para se imporem como artistas. Deixaram de se apresentar ao vivo, mesmo com garantia de plateias lotadas, e se dedicaram ao aperfeiçoamento musical. Isso irritou e decepcionou muitos na época, mas fez com que os quatro rapazes de Liverpool se amadurecessem como músicos.

E George, adepto da religião hindu, usava essa influência em sua música, tocando até cítara. O rapaz que, quietinho, tocava sua guitarra solo na primeira fase dos Beatles, mostrava que era um artista ímpar como ímpares eram os outros membros do grupo, que em 1970 tiveram que desfazer a banda porque o nome Beatles estava pequeno demais para a individualidade musical de seus integrantes.

George ancorou sua carreira solo no folk rock e seus discos quase sempre continham convidados, incluindo Elton John e Steve Winwood, entre outros. Até Ringo Starr tocou em vários discos solo de Harrison. Desde os anos 80, fez parcerias com Jeff Lynne e com ele integrou a banda folk Travelling Wilburys, com Tom Petty, Bob Dylan e, a princípio, Roy Orbison (ele morreu pouco depois) e dizem que até Del Shannon foi convidado para participar, mas ele recusou.

No final da carreira, ele entrosou artisticamente com o ex-Rolling Stones Bill Wyman e com o ex-Traffic Jim Capaldi, que apresentou ao ex-beatle a canção "Ana Júlia", do grupo Los Hermanos, que lembrava o que os Beatles faziam em 1965, com a diferença que seus músicos estavam tão barbudos quanto os britânicos na fase 1969-1970.

Harrison já estava com a voz cada vez mais frágil, mas parecia tranquilo e resignado. Até que anunciou à sua família, a esposa Olivia Harrison e o filho Dhani (que também toca guitarra), que não se sentia mais bem de saúde e, muito fraco, acabou morrendo em sua casa, em Los Angeles.

Aliás, foi irônica curiosidade dos Beatles terem virado ídolos mundiais quando visitaram os EUA, porque foi este o país do falecimento de John Lennon e George Harrison, os autores da lendária "Cry for a Shadow".

Atualmente, Martin Scorcese está envolvido na produção de um documentário sobre o ex-beatle, intitulado Living in the Material World, ainda em finalização.

domingo, 27 de novembro de 2011

BLOGUE SURGE EM PROTESTO CONTRA DESSERVIÇOS DA TRANSMIL



Quem se indigna com os serviços prestados pela Turismo Trans1000, de Mesquita (RJ) possui agora um blogue dedicado a esse protesto.

Este blogue é o FORA TRANSMIL. Com o lema "Porque ninguém aguenta mais", o sítio mostrará irregularidades cometidas pela empresa, além de apresentar foto-montagens com ônibus de outras empresas que deveriam operar no lugar da Transmil.

No blogue, aliás, a Transportes Blanco, favorita para as linhas do setor Mesquita para o Centro do Rio, já possui uma galeria de fotos.

A atualização é semanal e o blogue ainda conta com um linque para o abaixo-assinado virtual, que pede a saída da Transmil, pelo menos, nas linhas destinadas ao Centro carioca, como 003 Nilópolis / Passeio e 005 Mesquita / Praça Mauá.

O blogue pede que mais usuários sejam seguidores e assinem o abaixo-assinado virtual, que será divulgado para o Ministério Público.

O endereço é http://foratrans1000.blogspot.com/.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CINEMA BRASILEIRO DESPERDIÇA POTENCIAL HISTORIOGRÁFICO



O cinema brasileiro perde uma boa oportunidade de relembrar a memória oculta de nossa cultura e apresentá-la às novas gerações.

Boa parte da produção dramatúrgica ou documentarista do nosso cinema se perde na reafirmação do mesmo brega-popularesco que nem saiu de cena, embora se desgaste seriamente. Zezé di Camargo & Luciano, Waldick Soriano, Tati Quebra-Barraco, Frank Aguiar, Valesca Popozuda, Leandro & Leonardo e Banda Calypso nem precisavam ser relançados no cinema, já que eles estão no establishment da grande mídia. E relembrá-los, pra quê?

Enquanto isso, não se resgata, por exemplo, a memória de nossa televisão. Muito do acervo televisivo dos anos 50 e 60 se perdeu em incêndios e regravações, e mesmo históricos programas como Wilson em Si Monal e a participação de Leila Diniz em novelas só se conhece praticamente através de relatos registrados em livros.

Não há uma reconstituição, uma relembrança, do histórico televisivo do passado. Seria uma garimpagem ótima e nos traria à atualidade nomes lendários como Don Rossé Cavaca, Silveira Sampaio e a experiência de Sérgio Porto como apresentador de televisão.

E eram tempos em que a cultura era valorizada, e não deturpada e descaraterizada pela mediocrização pseudo-moderna e pseudo-popular. Tempos que vão até além dos manjados festivais da canção ou telenovelas, porque a televisão da década de 1960 é muito rica para se restringir a esses exemplos facilmente repetidos.

Era uma televisão mais instigante, e relembrá-la talvez oferecesse subsídios para pensarmos a televisão de amanhã, já que a mediocrização televisiva dos anos 90 - suporte visual para os ídolos brega-popularescos - cresceu tanto que hoje atinge até a TV por assinatura.

Em vez de usar o cinema para reafirmar os mesmos ídolos medíocres de hoje, deveriam-se resgatar verdadeiros valores e fatos culturais, e precisamos dessa garimpagem, porque há muito vivemos numa democracia, mas nos falta aquela cultura forte e vibrante que existia antes do golpe de 1964.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NEW ORDER VOLTA COM GILLIAN GILBERT MAS SEM PETER HOOK



O New Order voltou para algumas apresentações e anunciou que se apresentará em São Paulo no evento de dance music UMF, em dezembro.

Isso não significa, no entanto, que a rixa que os dois integrantes principais, Bernard Sumner e Stephen Morris, com o ex-baixista Peter Hook, tenha se resolvido. Pelo contrário, Hook reclama da apropriação do nome New Order e ainda disse que a volta do grupo não passa de uma armação caça-níqueis.

No entanto, o grupo voltou para se apresentar em prol do amigo e produtor de concertos Michael Shamberg que, gravemente doente, precisa pagar tratamento médico. Mas certamente há também o prazer do grupo de tocar junto, e da lamentação pela divergência com Hook.

A grande diferença é que a tecladista e guitarrista Gillian Gilbert, depois de tanto tempo cuidando da filha, se juntou à banda do marido Stephen, somando-se à formação que chegou a gravar disco com o nome de Bad Lieutenant.

A formação então é a seguinte: Stephen Morris (bateria), Bernard Sumner (vocal, guitarra), Gillian Gilbert (teclado, guitarra), Phil Cunningham (guitarra, teclado), Tom Chapman (baixo).

Em entrevista recente, Gillian definiu a fase como o começo de algo novo. Algumas músicas do set do New Order serão tocadas com outros arranjos. Ela prometeu que o grupo trará surpresas, mas descartou que vá gravar um novo álbum.

Por outro lado, há um novo disco do New Order composto por Sumner, Morris e Hook. As brigas com o baixista impedem que o disco seja finalizado, até porque Hook é um músico peculiar e figura crucial nos arranjos do grupo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

JULIE DELPY DIRIGE FILME SOBRE VOCALISTA DO THE CLASH



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A belíssima e encantadora atriz, roteirista, produtora e diretora francesa Julie Delpy (que continua supergracinha aos 42 anos), assumiu a missão de dirigir um filme baseado na vida de Joe Strummer, uma das grandes figuras do punk rock de todos os tempos.

Julie Delpy dirige filme sobre vocalista do The Clash

Do Portal Terra

A atriz francesa Julie Delpy (Antes do Pôr-do-Sol) vai dirigir a cinebiografia do vocalista do The Clash, Joe Strummer, de acordo com o site da revista norte-americana Variety. O longa, produzido por Simon Halfon, vai se chamar The Right Profile, nome de uma música de London Calling, o clássico disco do Clash de 1979.

Ainda não há muitas informações sobre a trama, mas o filme deve focar o período em que Strummer se ausentou da vida pública, pouco antes do lançamento do disco Combat Rock, em 1982. Um dos grandes ícones do punk britânico, Strummer morreu em dezembro de 2002, um mês antes de entrar para o Rock N' Roll Hall Of Fame com o Clash.

Atualmente, Delpy trabalha em 2 Dias em Nova York, com Chris Rock, sequência para seu filme 2 Dias em Paris (2007). Ela também está envolvida com o terceiro filme da série Antes do Amanhecer/Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater, como roteirista e atriz.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ANANDA APPLE E FIONA APPLE: "MAÇÃ" SEM VULGARIDADE



Enquanto temos uma funqueira chamada Mulher-Maçã, que, nos seus ataques de pedantismo, disse que o falecido Steve Jobs era "gênio de muitas modernidades" e pretende usar o mestre Cândido Portinari para "cobrir" sua vulgaridade siliconada, outras mulheres com sobrenome de maçã passam muito longe dessa grosseria tão pretensiosa.

Vemos o caso da jornalista de TV Ananda Apple, que, curiosamente, já tem 50 anos e continua exibindo sua beleza meiga e graciosa que a faz parecer bem mais jovem do que é atualmente. Ananda, mulher de todos os sonhos, atualmente está solteiríssima, com duas filhas gêmeas, e sua personalidade admiravelmente doce se destaca pelo seu conhecimento de flores.

Outra peculiaridade de Ananda é o fato dela ser fã dos Beatles. Já dá para saber que o sobrenome artístico da bela repórter se deve ao selo fonográfico que os Beatles criaram durante sua segunda fase, a Apple Records.

E já que falamos de música, outra que se destaca por sua beleza deslumbrante e pela inteligência é a cantora Fiona Apple, de 34 anos. Nascida apenas quatro dias e uns muitos quilômetros longe de Maria Rita Mariano, Fiona deve ter um mapa astral com muito em comum. Afinal, Fiona e Maria Rita são cantoras que se sobressaem na sua geração, com ótimos referenciais culturais e notável talento.

E Fiona, então, é até mais "difícil". Mesmo seus primeiros sucessos de 1996 do álbum de estreia Tidal passam longe do comercialismo e a cantora e pianista assimila influências de folk, jazz, soul e até rock clássico. Com intervalos relativamente longos entre um álbum e outro, seu quarto álbum está para sair este mês.

Fiona foi estuprada na infância, chegou a sofrer de anorexia e teve problemas com a Sony Music por conta de sua música pouco convencional, o que fez com que o álbum Extraordinary Machine fosse regravado com outro produtor.

A versão original desse disco de 2005 foi rejeitada pelos executivos da Sony por ser musicalmente "difícil". Jon Brion foi o produtor original e o disco estava ameaçado de nunca ser lançado, até que os fãs da cantora lançaram a campanha Free Fiona para garantir o lançamento do mesmo. Mas os executivos exigiram como condição sua regravação com outro produtor, e o disco foi lançado nesta forma.

Já o álbum original permanece inédito, e a princípio Fiona expressou interesse em finalizá-lo com Brion, mas nenhuma notícia a mais foi dada a respeito.

Estas duas mulheres, sim, que usam o 'sobrenome Maçã' para mostrar inteligência e cultura para o público.

TAÍS ARAÚJO E LEANDRA LEAL TERIAM USADO BANDA CALYPSO PARA GANHAR PAPEL EM NOVELA


LEANDRA LEAL - "Adesão" à Banda Calypso destoa do perfil intelectualizado da atriz e pode ter sido feita em troca de papel em novela.

A "espontânea" aparição das atrizes Leandra Leal e Taís Araújo numa apresentação da Banda Calypso pode ter sido um mero compromisso contratual.

A aparição coincide com a escalação das duas para a próxima novela das 19 horas da TV Globo, Marias do Lar, já em fase de produção. Leandra Leal e Taís Araújo serão duas das três protagonistas da novela.

Usar atores para "apoiar" eventos do brega-popularesco, através de parcerias contratuais com a mídia e com os patrocinadores, é uma medida que anda decaindo, já que ultimamente micaretas e vaquejadas preferem alugar ex-BBBs hoje para economizar gastos. Mas a medida apenas tornou-se rara, e a Banda Calypso, tudo indica, foi apenas um trampolim para duas atrizes ganharem papéis de protagonistas numa nova novela.

A medida consiste em atores e atrizes fingirem ser fãs da mediocridade musical do brega-popularesco, em troca de algum bom papel de novela ou como um acordo contratual para se ascender na carreira profissional em geral. Muitas vezes um "baile funk" é até um "pistolão" para a atriz tal ganhar um comercial de cosméticos na TV, que pode até ser transmitido no exterior (em Portugal, pelo menos).

Sabe-se que Leandra Leal é muito culta para aderir, de verdade, a um grupo de forró-brega que é claramente risível e, musicalmente, não deve ser levado a sério.

CIDADÃ LAMENTA TER DEIXADO DE FUMAR. LAMENTÁVEL É ELA



Dias atrás, estava eu e meu irmão Marcelo numa filial de uma rede de supermercados em Niterói quando ele ouviu uma mulher dizer para uma amiga que lamentava ter deixado de fumar, declarando que foi obrigada.

Não bastasse isso, ela comentou com a amiga que adorava fumar e continuava achando que fumar é uma coisa boa. "Infelizmente, tive que deixar de fumar, pois fumar é tão bom...", foi o que ela disse, sendo mais claro.

Isso é que é lamentável. Como é que alguém pode achar o ato de fumar maravilhoso? Será que ela não sabe o quanto é trabalhoso, depois de tantos anos de fumo, alguém fazer uma violenta e inútil quimioterapia para combater um já avançado câncer no pulmão?

O "delicioso" ato de fumar provoca tosse, enfraquece o organismo, envelhece rapidamente. Dá para perceber que, em muitos casos, as ninfetas lindas com beleza de contos de fadas, ao fumarem compulsivamente se tornam, quando chegam aos 40 anos, tão feias quanto bruxas velhas. Mesmo quando não chegam a tanto, dá para perceber no entanto que a degradação física é inevitável.

Nota zero para a ex-fumante que continua com saudades desse inútil veneno portátil.

domingo, 20 de novembro de 2011

BREGAS E NEO-BREGAS TINHAM PRECONCEITO COM A MPB



Os cantores bregas e neo-bregas normalmente são definidos como "vítimas de preconceito", "injustiçados" e "discriminados", e muitos acham que eles sempre quiseram algum lugar ao sol da Música Popular Brasileira.

Essa impressão, no entanto, é falsa e movida a campanhas midiáticas mais recentes. Na verdade, os próprios ídolos bregas e neo-bregas é que são os preconceituosos e, durante muito tempo, sempre viram a MPB autêntica com desdém e discriminação, como se fosse algo inalcançável, inatingível ou simplesmente não fosse da sua competência.

Alguns desses ídolos até começaram, antes de gravar seus primeiros discos, como crooners de MPB, mas sempre ouviram nos bastidores que fazer MPB não garantia sucesso, que MPB era coisa de granfino, de socialite, de professor universitário, de conservatório de música.

"MPB é coisa de bacana", "MPB não enche barriga", "Fazer MPB é muito chato", "MPB não faz minha cabeça", eram as declarações mais comuns, nos bastidores dos ídolos bregas e neo-bregas.

Em 1990, quando não havia a Internet pelo menos como conhecemos, os ídolos brega-popularescos que faziam sucesso, com seus fraquíssimos arremedos de sambas, música caipira e baião muito mal tocados e mal feitos, seguiam alegremente desprezando a MPB que paralelamente se divulgava em rádios especializadas, às vezes aparecendo uma vez e outra numa trilha sonora de novela.

Eram praticamente dois mundos isolados. Um é a MPB aberta às influências de raiz e às novidades estrangeiras, livre, leve e solta, marcada pelas melodias, pelas informações musicais, pelo talento natural de seus artistas. Outro é o brega-popularesco troncho, caricato, risível e medíocre, que só a bebedeira de muita cerveja e aguardente podem fazer suas músicas serem "mais digestíveis".

Mas, de repente, veio a Internet em 1997 e as possibilidades que esse novo meio de comunicação abre para o grande público fariam com que este se desviasse dos sucessos comerciais do brega-popularesco radiofônico.

Imagine se um jovem da periferia passa a entrar em contato com a verdadeira música brasileira, os verdadeiros sambistas, sanfoneiros e violeiros e deixe de lado os músicos de araque que ouvia no rádio sete anos antes.

Certamente, para esses supostos artistas da velha mídia, é o fim. Daí que, logo em 1998, a gente via os mesmos breganejos, sambregas, axézeiros e forrozeiros-bregas que esnobavam a MPB começaram a participar de tributos aos mesmos artistas de MPB autêntica que os neo-bregas de 1990 (e alguns emergentes de 1995-1997 que seguiam a mesma linha) achavam que "era coisa de bacana".

E aí vieram covers, duetos, discos ao vivo que, aos montes, eram feitos para encaixar alguma música do cancioneiro antes desprezado pelos neo-bregas. E aí os músicos e cantores foram duramente criticados por jornalistas e intelectuais, que os viam uma vulgaridade musical midiática sem precedentes e que expressava a mediocridade cultural que acomodava as classes populares.

Com a reação intelectual, os ídolos neo-bregas viram outro obstáculo. Se eles, por causa da Internet, corriam o risco de serem preteridos por artistas de melhor qualidade, com a crítica eles corriam o risco de serem desmoralizados mais e mais. E o que a indústria do entretenimento fez? Comprou uma parcela da intelectualidade para defender esses ídolos mercadológicos.

E aí, da noite para o dia vieram cientistas sociais e críticos musicais que passaram a fazer elogios aos bregas e neo-bregas de 20, 40 anos atrás. Criaram um discurso sofisticado para definir a mediocridade cultural como "grande coisa". A pretexto de lotarem plateias, alguns intelectuais chegaram, por provocação, a dizer que esses ídolos bregas e neo-bregas eram "a verdadeira MPB", só porque atraíam facilmente o grande público.

Era um discurso tendencioso e cheio de inverdades, que buscava uma associação artificial, meio parasita, dos bregas e neobregas à MPB autêntica. Um discurso feito por documentários, resenhas, artigos e monografias que se servia dos mais recentes recursos de retórica textual, embora seu conteúdo esteja longe de ser considerado realmente objetivo.

Afinal, tudo isso não é mais do que uma "roupagem científica" do discurso publicitário, como se quisesse dizer "Compre o disco do grupo Malícia & Chamego" e "Vá ao show da dupla Zé Cretino & Idiota" de uma forma diferente.

O que essa intelectualidade trabalha em seus discursos é algo que não dá para ser descrito em breves textos. Mas o discurso tendencioso, tomado de apelos sentimentais e até ataques sutis a quem critica esses ídolos - de vez em quando até um Pedro Alexandre Sanches é tomado por surtos "urubólogos" - , acabou funcionando mercadologicamente, e muita gente acreditou que os bregas e neo-bregas de outrora sempre estiveram integrados à MPB autêntica.

A memória curta permite essas manobras. Mas quem acompanhou o passado sabe que o brega-popularesco sempre atuou em desprezo à MPB. Só depois, para sobreviver, apelou por sua ajuda, como aquelas pessoas esnobes que só recorrem à alguém quando estão a perder vantagens.

Só que o tempo mostrou que os brega-popularescos prolongaram tempo demais no sucesso, graças a essa manobra. E cada vez mais mostraram sua mediocridade quando se concentraram mais em álbuns ao vivo lançados um atrás do outro. E associá-los à MPB não foi uma boa ideia, porque a comparação entre bregas e neo-bregas com a MPB autêntica sempre mostra alguma vantagem para esta última.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

POLÍCIA REABRE CASO DA MORTE DE NATALIE WOOD



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A belíssima atriz de Amor Sublime Amor se foi há trinta anos, e o triste fato será lembrado no dia 29 de novembro próximo. Ela faleceu em circunstâncias misteriosas, com apenas 43 anos de idade.

Numa de suas últimas entrevistas, em 1979, ela falava que tinha muitos projetos para a década seguinte, que não conseguiu realizar. Seu último filme, Projeto Brainstorm, foi lançado postumamente, em 1983. Pena. Ela hoje seria uma bela senhora de 73 anos...

Polícia reabre caso da morte de Natalie Wood

Da Agência Effe - Portal R7

Há 30 anos, atriz foi encontrada morta nas águas do Oceano Pacífico

A Polícia de Los Angeles informou nesta quinta-feira (17) que reabriu, 30 anos depois, a investigação da morte da atriz Natalie Wood, protagonista de Amor, Sublime Amor.

O porta-voz do governador do condado de Los Angeles, Steve Whitmore, destacou que a Polícia recebeu nova informação do caso, mas sem fornecer mais dados, afirmou o canal de televisão Fox. A expectativa é que um detetive realize uma entrevista coletiva na qual pedirá ao público que qualquer informação adicional sobre o caso seja repassada às autoridades.

A atriz de 43 anos foi encontrada morta nas águas do Oceano Pacífico, em um fato que foi considerado acidental, mas que causou polêmica na época. O corpo da atriz apareceu flutuando nas proximidades da ilha de Catalina, na Califórnia, onde passava um fim de semana ao lado de seu marido, o ator Robert Wagner, e seu companheiro de filmagem, Christopher Walken.

As autoridades, que determinaram que a atriz bebeu demais antes de sua morte, concluíram que tudo foi um acidente quando Natalie caiu nas águas do Pacífico enquanto tentava saltar a um bote de borracha atado ao iate onde viajavam.

Apesar da conclusão policial, começaram a circular rumores de suicídio ou assassinato e teorias sobre uma possível briga com seu marido antes de cair na água, motivada por uma suposta crise de ciúmes de Wagner pela amizade da atriz com Walken.

Famosa por suas atuações em Amor, Sublime Amor, Esplendor na Relva e Rastros de Ódio, Natalie começou a trabalhar em Hollywood quando era apenas uma menina. Em comunicado enviado à revista TMZ, o representante de Robert Wagner disse que "embora a família Wagner não tenha recebido notícias do condado de Los Angeles sobre este assunto, apoiam totalmente os esforços do departamento".

O DIVÓRCIO DE DEMI MOORE E ASHTON KUTCHER



Relações movidas pelo amor são livres e de tal forma que, em certos casos, se dissolvem com mais facilidade do que outros, movidos pela conveniência, que mais parecem contratos longevos de muitos anos, principalmente se o marido for um empresário ou um profissional liberal.

Embora Demi Moore seja uma mulher estonteante, belíssima e de uma beleza sensualíssima, a separação dela do ator Ashton Kutcher, no momento em Two and a Half Men (Dois Homens e Meio) mais pede uma reflexão do que uma comemoração.

Afinal, Ashton é um ator admirável, de um grande talento, e, apesar da comédia ser seu carro-chefe, ele havia atuado de forma excelente no filme de ficção científica The Butterfly Effect (Efeito Borboleta).

Lançado pelo seriado That 70's Show, que teve também a deliciosa Mila Kunis, ele havia feito par romântico com várias outras atrizes, como Zoe Saldaña, Cameron Diaz, Natalie Portman e até a saudosíssima Brittany Murphy, sua "esposa" no filme Just Married (Recém-Casados), de 2002. Brittany, por sinal, havia sido namorada dele na vida real.

Outra namorada que ele teve também foi a atriz de American Pie 2 e do seriado Mad Men, January Jones, que, apesar de ter um filho recém-nascido, atualmente está solteiríssima.

Ashton esteve casado com Demi desde 2005. E Demi havia passado por outros dois casamentos, o primeiro com o pouco conhecido músico Freddie Moore (de onde vem o sobrenome artístico da atriz) e o segundo, mais longo, com Bruce Willis, com três filhas, entre elas a atriz Rumer Willis. Bruce já tem outra esposa, mas é muito amigo da ex-mulher, e chegou a dar uma bronca em Ashton quando soube que ele havia traído Demi.

Nos últimos meses Ashton e Demi estavam se desentendendo. Ela chegou até a deixar de segui-lo no Twitter, cuja conta de Ashton é conhecida pelo maior número de seguidores. E eu, obviamente, sou um deles, na minha conta do presente blogue O Kylocyclo.

A relação, antes marcada por uma surpreendente jovialidade e cumplicidade, havia caído na rotina e Ashton, diante das novas e grandes oportunidades de atuação, acabou vendo na vida de casado um fardo, e parecia ver em novas relações amorosas uma grande novidade.

Evidentemente, o fim do casamento de Demi Moore e Ashton Kutcher causa o mesmo impacto que o fim do R. E. M.. E mostra o quanto relações espontâneas são livres até na hora de se acabarem.

Por outro lado, isso nos põe a pensar o que é que faz com que o casamento de Salma Hayek com o sisudo e feio empresário François-Henry Pinaut continue firme. Talvez seja porque o prazo de tal consórcio ainda não se expirou.

EM CRISE, BREGA-POPULARESCO AGORA USA EX-BBB'S PARA SE PROMOVER


EX-BBB RODRIGO NUM TRIO ELÉTRICO, DURANTE UMA MICARETA.

Sofrendo o começo de uma séria crise, a música brega-popularesca, que antes alugava jovens atores de TV em ascensão para fazer propaganda de seus eventos, agora conta apenas com a participação de ex-integrantes do Big Brother Brasil para sua promoção.

O desgaste do brega-popularesco torna-se notório com os recentes episódios vividos pelos seus ídolos, inclusive crises e tensões, tragédias ou quase tragédias.

Até pouco tempo atrás, havia o auge dos ídolos bregas e neo-bregas na mídia, que ameaçavam até mesmo colocar a MPB no ostracismo. Só para se ter uma ideia, enquanto cantores neo-bregas (de "sertanejo" e "pagode romântico") pegavam carona até em eventos como o Samba Social Clube (MPB FM) e Viola Minha Viola (TV Cultura), cantando repertório alheio, nomes como Milton Nascimento e Djavan pareciam condenados ao esquecimento do grande público.

Com a gradual reabilitação da MPB, em que pese o patrulhamento da intelectualidade elitista - representada, sobretudo, pelo crítico Pedro Alexandre Sanches - que quer que o brega-popularesco continue hegemônico na cultura brasileira, os ídolos brega-popularescos, não mais podendo convencer com os sucessivos CDs e DVDs ao vivo que gravam ano após ano, vivem o impasse de um sucesso comercial que não volta mais.

E isso tem causa e efeito no mercado. As rádios FM perecem rapidamente, trocam de donos constantemente e sofrem o mercado perverso da Aemização e do proselitismo religioso. O comércio pirata de CDs até aumentou a visibilidade dos ídolos brega-popularescos em detrimento da MPB autêntica, mas não lhes trouxe dinheiro para sustentar suas carreiras.

Para agravar, a velha mídia que representava a arena segura dos ídolos brega-popularescos está em crise de credibilidade, mas por outro lado também não convenceu a manobra dos mesmos ídolos que aparecem no Domingão do Faustão ou no Caldeirão do Huck venderem a falsa imagem de "discriminados pela mídia" para voltarem ao sucesso. E a ação de troleiros na Internet defendendo neuroticamente os ídolos bregas e neo-bregas só prejudica a imagem publicitária deles, associados a fãs ou assessores violentos.

Com esse quadro, a indústria do brega-popularesco, movida por micaretas, vaquejadas, "bailes funk", "aparelhagens" e outros eventos similares, antes tinha dinheiro para comprar atores em ascensão e até a fazer combinações contratuais com redes de televisão. A atriz tal, se quisesse ser protagonista da nova novela das nove ou fazer comercial de cosméticos, teria que defender o "funk carioca" ou ir a uma micareta ou vaquejada.

Mas como isso também não funcionou, agora o mercadão popularesco, com menos recursos financeiros, têm que recrutar os ex-integrantes do Big Brother Brasil, que topam qualquer parada para aparecerem.

Além do mais, muitos atores jovens, hoje em dia, evitam se associar ao brega-popularesco, porque pega mal, ainda que haja outros que aderem a ele abertamente. Mas estes se tornam cada vez menos comuns e cada vez mais visados, e a coisa torna-se cada vez mais tendenciosa e lamentável.

Por outro lado, a mediocridade da maioria dos ex-BBB se encaixa muito bem na mediocridade espetacular dos ídolos neo-bregas que se promovem nesses eventos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESCRITOR MILLÔR FERNANDES TEVE ALTA NO RIO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O veterano humorista Millôr Fernandes é conhecido pelos mais velhos como o Emanuel Vão Gogo da coluna Pif-Paf de O Cruzeiro, além de ter fundado a revista homônima à coluna e ter participado da fundação do Pasquim. Mas ele também é autor e tradutor de peças teatrais, traduziu até uma letra em inglês de Renato Russo ("Feedback Song for a Dying Friend") e continua em atividade (só interrompida com seu problema de saúde), está em alta hospitalar depois de cinco meses.

Escritor Millôr Fernandes teve alta no Rio

Do Portal R7

O escritor Millôr Fernandes teve sua alta anunciada pelo Twitter do escritor hoje. Millôr foi internado no dia 7 de fevereiro na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. No dia 28 de fevereiro foi transferido para outra clínica.

No Twitter, a mensagem foi "A Equipe do saite (sic) feliz: Depois de 5 meses de internação, Millôr teve alta e foi para casa".

Aos 87 anos, o também desenhista, dramaturgo e humorista divulga seus trabalhos pela internet. Na rede de microblogs, ele possui mais de 316 mil seguidores.

Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim e publicou dezenas de livros.

A NOTA DE PETER GABRIEL PEDINDO DESCULPAS AO INCIDENTE DO SWU



Depois da briga envolvendo as equipes técnicas de Peter Gabriel e do Ultraje a Rigor e da irritação eventual de Roger Rocha Moreira, a situação talvez venha no futuro a se resolver e as rixas se apagarem com o tempo.

No fundo, a culpa não está nos intérpretes em si e talvez nem das equipes técnicas, mas na organização do festival SWU, ou melhor, na sua desorganização. A agenda tumultuada criou um conflito de horários e isso foi que causou a briga entre os técnicos do cantor inglês e do grupo paulista.

A moral da história é que, de fato, Ultraje a Rigor foi injustiçado no SWU, mas nem de longe Peter Gabriel pode ser considerado o vilão da história, apesar dos clamores emocionais do momento. E Peter, sabemos, é uma pessoa altruísta e um artista equilibrado, e ele divulgou uma nota pedindo desculpas ao incidente.

"Eu fiquei sabendo nesta manhã que houve um problema entre a minha equipe e a equipe do Ultraje a Rigor no festival SWU, a qual resultou na intervenção do meu produtor que desligou os amplificadores da banda. Eu lamento profundamente esse acontecimento e liguei para o Roger Moreira para me desculpar diretamente com ele e a banda. Eu acredito fortemente que todos os artistas devem ser tratados com igualdade e respeito e eu estou muito chateado por nós termos falhado em fazer isso na noite passada".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TÉCNICOS DE PETER GABRIEL E ULTRAJE A RIGOR ENTRAM EM CONFLITO



Um atraso de horário de apresentação foi o motivo da briga entre os técnicos das equipes do grupo Ultraje a Rigor e do cantor Peter Gabriel, no Festival SWU, em Paulínia, no interior de São Paulo.

Os dois intérpretes estavam na escalação do palco Consciência do evento, e a chuva causou o atraso de duas horas de apresentação da banda de Roger Rocha Moreira. Com um set de músicas já elaborado, o Ultraje a Rigor estava ainda no palco quando houve uma discussão com a equipe técnica de Peter Gabriel que incluiu empurra-empurra e socos, envolvendo o irmão do vocalista, Ricardo Moreira, e depois tendo a intervenção do próprio Roger.

Tudo isso se deu por conta de muita desorganização. A apresentação da banda Tedeschi Truck Band foi antecipada e as apresentações do Ultraje a Rigor e do cantor do Soundgarden, Chris Cornell, foram colocadas no mesmo palco Consciência. Peter Gabriel se apresentaria mais tarde, mas sua equipe técnica queria que o Ultraje só tocasse no palco durante meia hora, o que provocou a confusão.

Roger fez no palco comentários que geraram mal-entendido. "O Chris Cornell é nosso roadie", disse, no final da música Zoraide, o que causou um clima de tensão nos fãs do cantor grunge, achando que o Ultraje iria "atropelar" o horário de Cornell. Mas Roger, na sua conta do Twitter, pediu desculpas, dizendo que seu comentário se devia à semelhança do roadie do grupo paulista com o cantor do Soundgarden.

Mas, quanto a Peter Gabriel, o cantor inglês escreveu no seu perfil do Twitter pedindo desculpas ao Ultraje a Rigor. Roger, irritado, não aceitou, se referindo ao cantor com um palavrão e ainda pondo em dúvida o ativismo sócio-cultural do ex-Genesis.

Vários roqueiros brasileiros foram solidários ao Ultraje, e no Twitter vários internautas se lembraram da sina dos músicos brasileiros serem deixados em segundo plano pelas organizações de eventos musicais.

domingo, 13 de novembro de 2011

ZOE SALDAÑA ESTÁ SOLTEIRA!!!



Outra nova solteira do pedaço é a estonteante mulata Zoe Saldaña, dos filmes A Família da Noiva, Terminal, Avatar e da nova versão de Star Trek.

A ultracharmosa atriz, famosa também por sua voz docemente sexy, terminou seu noivado com Keith Britton, condição que durava um ano. A separação foi amigável.

Isso lembra o caso de outra solteira, a atriz Camila Pitanga, cuja beleza mulata, a exemplo de Zoe, expressa uma sensualidade meiga e altamente graciosa. Uau (novamente)!

HOLLY MARIE COMBS ESTÁ SOLTEIRA!!!



Num ano em que Shannen Doherty se casou pela terceira vez e Alyssa Milano curte seu primeiro filho no segundo e atual casamento, e Rose McGowan segue sua vida de solteira com eventuais namorados, outra atriz do seriado Charmed anunciou que está solteira novamente.

Pois é a bela, deliciosa e supergracinha Holly Marie Combs, que fez a Piper e como Alyssa Milano integrava a equipe de produtores do seriado, extinto há algum tempo. Ela estava casada com David Donoho desde 2004 e tem três filhos da relação. O casamento havia sido realizado no Dia de São Valentino, 14 de fevereiro, o "dia dos namorados" dos EUA e já era o segundo da atriz, que foi casada antes com Bryan Travis Smith entre 1993 e 1997.

Holly, que hoje integra o elenco de Pretty Little Liars - cujo destaque é a beleza igualmente estonteante de Lucy Hale - , alegou diferenças inconciliáveis com David.

Bom, que Holly Marie Combs seja bem vinda à nova vida de solteira. Uau!

sábado, 12 de novembro de 2011

O COLAPSO ANUNCIADO DA CULTURA POP MUNDIAL



Deborah Harry, a bela vocalista do Blondie, afirmou recentemente sua preocupação com o download de CDs que anda prejudicando o mercado fonográfico mundial. A declaração de Debbie parece conservadora, mas tem um quê de sensatez, e nos faz pensar sobre os rumos que a indústria fonográfica está traçando nos últimos 20 anos.

Na verdade, a indústria fonográfica partiu para uma rota suicida a partir dos anos 90. Com discos cobrados a preços caros, e com uma lógica extremamente mercadológica, a indústria fonográfica envelheceu comandada por executivos que não tinham a menor vocação para entenderem a arte e a cultura.

Nesse sentido, tem muita razão André Midani, ex-executivo da Warner, que disse que os antigos executivos fonográficos, do contrário dos atuais, possuíam profundo amor à música, por mais que pensassem também em lucros.

É só ver o que era o pop comercial dos anos 1960. Tinha jabá, pressão de executivos e tudo. Mas era dotado de boas melodias e os músicos e cantores envolvidos tinham que ter considerável talento musical. Talvez estivessem longe de ser geniais, mas havia alguns que chegavam perto disso.

Hoje o que vemos é a derrocada da chamada música pop como um todo. E isso ocorreu por inúmeros processos. A cada vez mais executivos musicais que não entendem de música aumentaram seu poder. E contratavam gente que não sabia cantar e tentava cantar, gente que não sabia compor e tentava compor.

Junta-se toda a ganância dos executivos fonográficos e o que vemos: o fim do mercado regular de discos de vinil, nos anos 90, o download gratuito de músicas devido ao preço caro de CDs e a queda vertiginosa da qualidade musical nos últimos anos. E agora se anuncia a extinção dos CDs no final do próximo ano.

E há ainda o encolhimento das chamadas "grandes irmãs", que agora tem como novo episódio a anunciada aquisição da inglesa EMI pela Universal Music, enquanto as antigas CBS e RCA estão juntas na Sony Music e há a Warner Music.

Por outro lado, o comercialismo em muitos selos fonográficos emergentes impõe a discussão sobre põem em xeque a ideia generalizada de que todo selo fonográfico pequeno ou médio que não tenha escritório em Nova York seja necessariamente "gravadora independente". Muitos selos "pequenos" possuem a mesma mentalidade gananciosa das gravadoras grandes, o rótulo de "independente" não lhes faz sentido algum, porque ideologicamente nada têm a ver.

De repente, coisas banais como Bee Gees e Whitney Houston passaram a ser consideradas "geniais", diante daquele ditado "em terra de cego...". O banal de vinte anos atrás passa a se vender como "sofisticado", diante da queda da qualidade musical do chamado "pop médio", cuja "diva" atual é uma Lady Gaga que nada faz senão se autopromover com escândalos e muito visual, em detrimento de uma música fraca sem muita expressividade.

Embora eu tenha feito muitos downloads de CDs, dou razão a Debbie Harry, porque eu mesmo sinto falta daqueles tempos em que se ia para as lojas de discos e se olhava uma variedade de títulos e intérpretes. Hoje essas lojas estão em maioria falidas, os intérpretes não conseguem sustentar suas carreiras, e não se está falando em mercenarismo.

O mercenarismo não está em nomes como Blondie, um grupo herdeiro do punk novaiorquino, mas nos executivos de gravadoras e editoras. Mas vemos a batalha que tem de grupos musicais que precisam sustentar suas carreiras, porque fazer uma simples apresentação musical gera custos, assim como gravar discos e outras atividades.

Além disso, a ganância empresarial e editorial suga muito do dinheiro arrecadado pelos intérpretes e compositores. E é essa ganância que, insensível ao público, extingue primeiro os vinis, e agora quer extinguir os CDs, por pura frescura tecnocrática. Foi preciso uma campanha midiática, incluindo filmes juvenis e clipes musicais, para o vinil voltar, pelo menos num outro contexto.

Agora, com o fim do CD e sua substituição por faixas de MP3 vendidas a atacado ou varejo, a cultura pop poderá entrar em colapso. No Brasil, onde vemos a queda de qualidade da cultura popular pelo brega-popularesco - que se desgasta seriamente, mas ainda impera no mercado - e o fim do CD poderá criar um violento impasse para nossa cultura, já castigada pelo entretenimento brega, piegas e vulgar.

O fim do CD é uma das piores notícias dos últimos meses. Talvez a pior notícia do ano. Ela se deu para tentar conter a pirataria de CDs, desvalorizando o produto. Mas o golpe que os executivos fonográficos imaginam dar aos pirateiros será um golpe contra os próprios executivos, isolados em seus escritórios e sem qualquer visão do que é cultura ou arte.

Além disso, as consequências serão imprevisíveis. Poderá até haver uma reação. Vamos ver no que vai dar esse fim dos CDs.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BREGA-POPULARESCO "COMPRA" INTELECTUAIS



Um empresário do entretenimento fala para seu produtor assistente:

- Cara, os nossos ídolos da 'cultura popular' de mercado não estão fazendo sucesso como há alguns anos atrás. Eles já começam a encalhar até em sebos. E agora?

- Pois é, chefe. - disse o produtor. - Eu sei de uma solução.

- Qual é a solução, me diz, porque os ídolos já estão falidos. Não posso mais aumentar o jabá nas FMs, cada vez menos elas tocam música, e além do mais é um tal de igreja isso comprar, rede aquilo comprar, que não dá para estabelecer um esquema de jabá por longo prazo.

- A gente pode subornar os intelectuais para elogiar nossos ídolos. Eles voltam ao estrelato fácil, fácil.

- Mas como assim? Todo mundo sabe que essa música que nós trabalhamos nada tem de intelectualizada, no fundo ela é uma grande bobagem feita para o otário do povão consumir.

- Eu sei, chefe. Mas já bolei todo o discurso base. Digo que nossos ídolos estão sendo vítimas de preconceito e aí eu peço para os intelectuais trabalharem a tese que quiserem.

- Como assim?

- Ora, a gente financia as monografias deles, a gente paga por fora tudo que for bolsa de pós-graduação. A gente "compra" toda a intelectualidade, como quem compra um gado. Aí vai todo mundo defender os interesses da gente.

- Isso é muito genial. Mas você não acha que eles podem desconfiar?

- Que... Eles esperam verbas de pesquisa do governo que não vem. Vai você jogar dinheiro nas universidades, todo mundo vai falar dos nossos ídolos como se fossem a cultura da periferia.

- Ah, cultura da periferia. Mas que expressão é essa?

- Conversei com um sociólogo e ele disse que pegou o termo "periferia" da teoria de FHC. O ex-presidente, sabe. Só que não vamos espalhar isso, não, a intelectualidade aderiu ao PT. Para tentar sugar verbas federais, ainda que não sejam as de pesquisas.

- Hmmm! Mas não estou entendendo como esses intelectuais vão trabalhar a promoção publicitária de nossos ídolos.

- Eles têm o discurso nas mãos. Têm as cartas na manga. Sabe aquele grupo de forró eletrônico que o senhor inventou há 15 anos, recrutando uns pobres coitados?

- Hã.

- Pois é, a gente pode relançar ele encomendando a um sociólogo a escrever um livro. Pode ser até um cara do departamento de informática de uma FGV!

- Nossa!

- Ele vai construir um discurso que compare o grupo de forró eletrônico a um cenário desses que chamam de underground.

- Ande o quê?

- Underground, palavra de gringo, chefe! Diz que é subterrâneo, que é aquele artista que tenta fazer sucesso mas não consegue.

- Aí o intelectual vai criar um discurso que enfia tudo que for comparação. Sabe comparar o nosso grupo de forró eletrônico às rebeliões culturais de Nova York dos anos 60? Aquele discurso todo cheio de livros consultados, cheio de comparação preciosa. Você nem vai conhecer mais o grupo de forró eletrônico depois que você ler o livro ou monografia.

- Mas aquele cantor Rodinelson, da banda de forró eletrônico, não tem onde cair morto. Ele não tem a menor noção do que é política.

- Pois é, mas o cientista social vai trabalhá-lo como se fosse um misto de guerrilheiro bolchevique...

- Bolche o quê?

- Bolchevique, é como os intelectuais chamam a turma dos sindicatos, por exemplo. Do movimento estudantil, aquela galera que faz greve, faz passeata, ocupa prédios.

- Ah, sim. Espécie de arruaceiros organizados.

- Isso.

- Mas isso não vai causar problema com nossos ídolos? A gente vai dar uma trabalheira para relançar aqueles funkeiros MC Bobão, além de ser difícil promover o Batalhão das Canhãozudas.

- Não, do jeito que os intelectuais trabalharão, não terá problema. A juventude moderna adora esses bolcheviques. E esse MC Bobão, autor da "Melô do Cheira-Cheira", já está sendo trabalhado como se fosse um batalhador da periferia, é tido quase como um revolucionário rebelde.

- Como assim? O MC Bobão tem voz de fuinha, não tinha mesmo um grande futuro pela frente.

- Mas tem, chefe, o antropólogo até lançou o MC Bobão como se fosse um militante cultural, o cara tá até fazendo trainée de ciência política, vai fazer carreira de ativista...

- Hmmm.

- E tem mais, a vocalista do Batalhão das Canhãozudas, Melissa Canhãozuda, já teve todo o discurso trabalhado pelo antropólogo. Imagine só que habilidade. A Canhãozuda só lava umas poucas roupas por semana e brinca com a afilhada e o antropólogo escreveu que ela foi lavadeira, babá e doméstica.

- Legal. E aí ela dá uma de batalhadora. Bom marketing! E o marido dela?

- Olha, eu já botei ele para morar num bairro classe média de Teresina. Financiei o divórcio da Canhãozuda, indenizei o marido dela com 20 salários mínimos mais as despesas de viagem, mudança e compra do apartamento, porque a gente precisa ter a Canhãozuda solteira para manter a carreira, sabe como é.

- Sei.

- A Canhãozuda precisa ser símbolo sexual, e enquanto a gente trabalha tudo isso, fabricando uma imagem de "encalhada" para a moça...

- E olha que ela já fez muito homenzão dos subúrbios brigarem com ela a facadas.

- Pois é. Aí enquanto a gente cria um mito de "encalhada" para a Canhãozuda, o antropólogo inventa que ela, por ter lavado roupa, cuidado da afilhada e rompido com o marido, é uma "lavadeira, babá e doméstica que virou feminista".

- Bingo. Assim a gente ganha mais dinheiro. E os sertanejos, a gente pode promover?

- Fica difícil. Tem grandes fazendeiros por trás. Mas a gente trabalha os funkeiros, forrozeiros eletrônicos e pagodeiros românticos que estão à beira do ostracismo. Vai dar certo. A intelectualidade está toda comprada pela gente. Tudo virou não uma panelinha, mas um panelaço.

- Legal. É assim que a gente vai faturar mais e mais. Já dá para eu comprar umas dez grandes fazendas de mil hectares no interior de São Paulo e Paraná. E você vai ser meu sócio, combinado?

- Combinado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

R.E.M. E A CONSCIÊNCIA DO FIM



É duro ver que um grupo talentoso e íntegro como o R. E. M. declara que está definitivamente extinto, com seus integrantes dizendo até que o ato foi uma libertação.

Descaso com os fãs? Evidentemente, não. O R. E. M. é que deu ponto final às suas atividades porque se achou com a missão cumprida. Simplesmente tudo o que seus integrantes tiveram por missão fazer já foi feito. E isso já estava anunciado pela "contagem regressiva" dos discos gravados nos anos 80.

Mas isso é uma grande lição para a vida. De fato o R. E. M. deu início às suas atividades, em 1980, já pensando um dia em acabar, mas produzindo músicas, discos e apresentações como uma forma de atividade enquanto eles se interessavam em fazê-las. E ver que o grupo se extinguiu sem conflitos ou tragédias - mesmo o ex-baterista Bill Berry sobreviveu ao aneurisma e, mesmo vivendo em sua fazenda, continua muito amigo dos ex-parceiros mas sempre amigos - é, por incrível que pareça, algo gratificante.

Isso porque o grupo é bastante sincero nesta posição. Simplesmente a inspiração de seguir a carreira acabou e seus integrantes passaram a ter outros projetos pessoais. Isso desaponta os fãs, é verdade, mas é a vida. E a gente fica pensando na comparação entre o fim do R. E. M. e o prolongamento desnecessário dessa "cultura popular" do brega-popularesco.

Aí vai uma grande diferença. Duplas breganejas que ameaçam acabar e até seus pais ordenam que não, isso sem falar da "pressão" das fãs. Se um grupo de sambrega "some" por dois anos, já é "catastrófico". Como nos respectivos casos de Zezé di Camargo & Luciano e Exaltasamba.

As popozudas, então, ultrapassando a marca dos 35 anos fazendo a mesma coisa, a mesma mesmice de "mostrar demais" seus corpos inflados, que, de tanto exibidos, não têm a menor graça. E a cada dia "musas" como Valesca Popozuda, Solange Gomes, Mulher Melão e Mulher Melancia se tornam as menos desejadas do país, por insistirem na mesma mesmice pasmaceira de suas "sensualidades" falsas, grotescas e entediantes.

O brega-popularesco, que deveria ter-se encerrado em 2002, teve a infeliz ideia de usar o pretexto de "vítima de preconceito" para continuar hegemônico no mercado do entretenimento brasileiro. Não têm a menor noção de quando vai acabar, e olha que seu fôlego sempre foi pequeno, seu sucesso já é coisa do passado e seus ídolos e celebridades não sabem.

Não dá para perseguir 1990 como se fosse 2020. Há dez anos a turma de 1990-1997 que "animou" a axé-music, o breganejo e o sambrega não tem um grande sucesso nas rádios. O último grande sucesso de Ivete Sangalo, por exemplo, "Sorte Grande (Poeira)", foi há quase dez anos.

Ela e nomes como Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé di Camargo & Luciano, Banda Calypso, DJ Marlboro, Calcinha Preta e tantos outros ficam apenas "enrolando" seus fãs com discos ao vivo ou com pontuais músicas de trabalho que não ficam na história, e que são meramente sombra de seus antigos sucessos.

A coisa chegou ao nível patético de uma dupla medíocre como César Menotti & Fabiano lançar uma coletânea de vários discos ao vivo, que já são um revival do revival de uma dupla que não é mais do que um one hit wonder totalmente dispensável, clone do Bruno & Marrone que já gerou outro clone, Jorge & Mateus. Todos eles não fazem a menor falta.

A arrogância desses "artistas", como o temperamentalismo das musas "boazudas" - que Joaquim Ferreira dos Santos usou, como eufemismo, o termo "geração coxão" - , que contagia seus fãs e adeptos (sobretudo os cabos anselmos de miniatura que são os trollers ou troleiros) na sua intolerância verborrágica, mostra o quanto ninguém tem consciência do fim, quando ele está próximo.

Isso acaba atraindo os infortúnios que os ídolos brega-popularescos enfrentam nos últimos meses. Quedas de palcos, doenças graves, brigas internas, acidentes de carro, surtos nervosos no avião, socos em cunhadas, morte de membros na equipe técnica. Avisos de um crepúsculo de músicos e celebridades pouco inspirados e sem qualquer grande missão para a humanidade - descontado o consumismo e a vaidade de fãs fanáticos - e que, pelo menos, poderia ter consciência de que são a expressão de uma época que não é a de hoje, como os "pragmáticos" anos 90.

Afinal, fica constrangedor que esses ídolos persistam na carreira com sucessão de álbuns ao vivo, com repertório claramente revivalista, que contrasta violentamente com a imagem pretensa de "artistas da atualidade" que tentam trabalhar a todo custo na mídia.

Passados seus dois anos de uns parcos sucessos inéditos, esses "artistas" investem em álbuns ao vivo, para comemorar qualquer coisa, da primeira apresentação ao vivo em São Paulo aos 25 anos de carreira (comemorados com apenas 15 anos de existência, em vários casos), do especial de programa de TV ao CD comemorativo dos cinco anos do filho do vocalista.

Da mesma forma, será humilhante ver Solange Gomes e Valesca Popozuda fazendo aos 50 anos a mesma coisa de hoje. Sempre mostrando seus glúteos e peitos siliconados, sua arrogância pseudo-sensual, que faz a gente sentir saudade de tempos em que as "boazudas" eram mais simpáticas, menos grotescas fisicamente, menos temperamentais e, quando o tempo passava, elas sumiam de cena quando deixavam de dar conta do recado.

Toda desculpa e todo tendenciosismo ocorrem para que esses verdadeiros "malas" do entretenimento continuem e continuem em evidência, principalmente quando deixam de dar conta do recado. E não se fala em relação aos fanáticos, para os quais até espirro de breganejo é mensagem de sabedoria. Fala-se, isso sim, dessa baixa importância dessas celebridades supérfluas, disfarçada pelo marketing obsessivo, compulsivo e persistente, que nos faz entediar dessa turma toda, mas o tédio não os convence a saírem de cena quando a situação pedir.

Daí que vemos o quanto o brega-popularesco não tem vida. É um cativeiro artístico-cultural da velha grande mídia. Nada há de autêntico, de vibrante. É tudo apenas mercado, marketing, além do fascismo digital dos troleiros. Que, com seu temperamentalismo, só contribuem para a má fama dos ídolos que defendem. E isso só é mais um infortúnio para a carreira deles, porque cabeça quente demais dá em pé frio.

Gostaríamos de ver ídolos brega-popularescos se aposentando quando não conseguem mais produzir novos sucessos, em vez de gravar repetidos discos ao vivo auto-reverentes que só se diferem na ordem de músicas ou em algum cover oportunista inserido. Gostaríamos de ver popozudas se aposentando, casando com empresários e vivendo no interior do Brasil.

Só que eles são expressão de uma sociedade sem referências. Uma sociedade de crise de valores, sem passado, com um presente prepotente que se impõe como dono do futuro. Um futuro que é arrogantemente ordenado pela fauna brega-popularesca a ser um simples plágio do presente.

Certamente os ídolos e musas brega-popularescos não possuem a humildade de Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry, que, com toda a simpatia, pede desculpas aos fãs dizendo que sua missão chegou ao fim.

E, mesmo assim, três boas inéditas esperam serem ouvidas pelos fãs do R. E. M. na coletânea que fechará a carreira desse importante grupo de Athens, Georgia, EUA. E, em que pese a saudade que o R. E. M. irá causar, a gente agradece ao grupo pelos 31 anos em que estiveram juntos.

domingo, 6 de novembro de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ NÃO CHEGARÁ A 20 ANOS


VERDUN E MATIAS IGUAIZINHOS - Visual padronizado não traz vantagens reais para os passageiros.

O texto em questão pode parecer um absurdo hoje, mas pensando a longo prazo, verá que faz um bom sentido.

Pois o que se anuncia é que é muito pouco provável que a padronização visual adotada nos ônibus do Rio de Janeiro irá durar os vinte anos previstos para os consórcios. A medida pode até estar sendo tolerada pela maioria da população, mas apoio ela não recebe mesmo.

A medida, comprovadamente, está mostrando as desvantagens do visual igualzinho de várias empresas, que confunde os passageiros que não podem mais reconhecer os ônibus de longe. Além disso, também não há a menor graça "rachar" uma mesma empresa de ônibus em dois consórcios, o que aumenta ainda mais a confusão.

A medida só "prevalece" hoje porque, em nossa política, ainda vivemos a herança do regime militar e dos aliados civis que, tempos atrás, constituíram no grupo político que sustentou os governos Collor e FHC.

É bom deixar claro que o pai da "padronização visual" nos ônibus brasileiros, Jaime Lerner, é ideologicamente herdeiro do regime militar e se formou na UFPR do reitor e depois ministro de Castelo Branco, Suplicy de Lacerda, artífice de medidas que revoltaram o movimento estudantil.

A medida, arbitrária e feita à revelia da população, da padronização visual dos ônibus cariocas, só satisfaz uma minoria de busólogos que ficou com o privilégio exclusivo de reconhecer a "diferença" de uma Verdun e uma City Rio, de uma Braso Lisboa e uma Real, de uma Bangu e uma Campo Grande. A medida criou uma espécie de joguinho para esses arautos da vaidade pessoal sobre rodas.

Vale lembrar, todavia, que nem todos os busólogos que fotografam ônibus com visual padronizado estejam realmente a favor da medida. Há muitos contra que, mesmo assim, fotografam ônibus padronizados pela simples função de informar. Se nem o designer Armando Villela (Villela Design), em que pese ter bolado as padronizações visuais para Belo Horizonte, Vitória e Manaus, apoia a padronização visual, muitos busólogos também não apoiam.

Um desses busólogos, com muitos anos de experiência, como protesto decidiu trocar os dados de empresas de ônibus por causa do visual padronizado num sítio virtual de ônibus. Colocando o número correto do carro, o busólogo no entanto dá o crédito diferente de empresa, para protestar. Como, por exemplo, creditar um carro da Viação Andorinha com o nome da empresa mudado para Rio Rotas.

A arrogância de busólogos-pelegos, autoridades e tecnocratas do transporte, certamente, não irá acreditar neste texto, achando que o que vai acontecer é só a "mudança de design" na padronização visual. Mas, do jeito que a opinião pública hoje evolui, em que uma multiplicidade de questões diversas da sociedade são difundidas e discutidas amplamente, é bom se prepararem para quando a causa deles perder totalmente o sentido.

Ninguém imaginava, por exemplo, em 1994, que o grupo político de Fernando Henrique Cardoso perderia todas em 2010. Fale em 1997 que FH e seus aliados não iriam ficar no Planalto em 2010, e você logo receberia um comentário agressivo de um internauta irritado, que muito provavelmente perguntaria em que planeta você vive.

Fernando Henrique Cardoso deixou a Plataforma P-36 da Petrobras sofrer uma tragédia, chamou os aposentados de "vagabundos", e aparentemente "ganhou todas" em 2000. Certamente achando que sobreviveria vitorioso em 2014, ano dos 20 anos do Plano Real, em que tudo parecia indicar o triunfo "definitivo" do grupo demotucano.

A ditadura militar que tentou "padronizar" os corações e mentes dos brasileiros durou 21 anos achando que ultrapassaria a barreira do século. Fale para os generais, em 1969, que a ditadura militar encerraria em 1985 e você seria preso e torturado, para não dizer morto e jogado na vala como carne podre.

A Folha de São Paulo, ícone da imprensa reacionária, tentou "padronizar" a opinião pública com o Projeto Folha, em 1984, com Otávio Frias Filho acreditando ser ele mesmo um Moisés moderno, no sentido de definir os mandamentos da humanidade brasileira. A FSP parecia ter uma reputação inabalável, quase que um totem impresso. Mas hoje a reputação do jornal paulista se encontra seriamente abalada, até nos tribunais.

Mas fale para algum chefão da Folha, em 1994, que o jornal seria parodiado por uma dupla de humoristas, que o periódico seria visto como reacionário e o nome "Folha" faria um trocadilho maldoso com a palavra "falha" e a resposta mais provável será esta: "Não sei do que você está falando. A Folha é a imprensa na mais alta definição. Somos a vanguarda do futuro, não creio que cometamos grandes erros".

As coisas mudam, e o que se vê, nas ruas, é o fracasso de todo um modelo de transporte coletivo do qual a padronização visual é seu carro-chefe. Nas ruas cariocas, o que se vê são ônibus facilmente enguiçados, carros semi-novos mal-conservados, ônibus circulando com lataria amassada, males que se vê até mesmo em empresas antes respeitáveis como Real, Matias, Pégaso e Lourdes.

Não é invenção, não. Basta dar um passeio de ônibus nas principais avenidas e ver que isso nem de longe é papo furado. Já vi lataria amassada anteontem em carros como 53648 (Campo Grande), 58080 (Lourdes) e 27509 (Vila Isabel). Já vi carros da Matias, Lourdes e Real chacoalhando feito carro de entulho, carros que nem chegam a ter três anos de fabricação.

Os passageiros também quebram a cabeça agora para ver se não pegam ônibus errado. Seria no mínimo cinismo e cara-de-pau achar que isso vai durar 20 anos ou mais ou que vai resolver com paliativos sem necessidade. Não vai.

A padronização visual é uma medida que se desgasta. Ela é herança da ditadura militar, cujos herdeiros civis (a ditadura também teve apoio de parte da sociedade civil) até hoje estão no poder, que queria ver o Estado controlando politicamente o transporte coletivo.

Essa lógica do transporte coletivo, tecnocrática e autoritária, se vende como "nova" mas se trata de algo velho e antiquado, até porque seus responsáveis se encontram no auge do poder político e técnico.

Talvez a medida se segure até 2016, com muitos artifícios como abrigos futuristas e compras tendenciosas de carros novos, com direito a festinhas e alarde na imprensa. Mas é muito difícil que, com o amadurecimento da opinião pública, cada vez mais avançando no senso crítico, a gente veja ônibus cariocas com visual padronizado daqui a 20 anos. Até lá, todas as suas desvantagens serão reconhecidas e todos os paliativos testados em vão.

O futuro se mostrou, desde que a humanidade é humanidade, que não é o plágio do presente e que pode transformar em castelos de areia ideias dominantes que parecem sólidas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O QUE É A PRETENSÃO, O QUE É A DESPRETENSÃO...



A bebida láctea Life se autodenomina "iogurte". Mas sua péssima qualidade indica uma bebida mal-preparada, um soro de leite de segunda categoria misturado com solução em pó com sabor artificial de fruta. Um horror que nada lembra um iogurte para beber, nem de longe.




Já a bebida láctea Energia Natural Selita não se define como um iogurte. Mas seu excelente sabor e seu preparo cuidadoso que inclui o excelente leite da companhia capixaba até chegam bem perto de um autêntico iogurte para beber, só que menos cremoso que o iogurte comum.

Isso é que é pretensão e despretensão.

Uma bebida ruim que se autodefine como iogurte mas que não tem sabor de iogurte nem de coisa parecida ou próxima. Isso é pretensão.

E uma bebida excelente que se recusa a ser conhecida como iogurte, mas seu sabor e sua qualidade se equiparam ao de um iogurte de excelente qualidade. Isso é despretensão.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O VANDALISMO COMO FALSA REBELDIA CONTRA A MÍDIA



Ontem, durante uma reportagem ao vivo no Jornal Hoje, da Rede Globo, a belíssima repórter Monalisa Perrone tomou um grande susto, depois que dois jovens correram atrás dela e a empurraram, um deles tentando falar alguma bobagem na TV.

Certamente, o episódio, que é um desrespeito natural a uma profissional competente - nem todos os jornalistas da mídia conservadora são incompetentes, vários deles são bons profissionais e apenas cumprem seu trabalho - , gerou exageros de dois lados.

A pseudo-esquerda histérica, de "socialistas" com QI demotucano, comemoraram o episódio como um "valente protesto" contra a velha grande mídia que, no fundo, admiram e seguem, mas, como alguém que quer se jogar sobre a plateia, dizem abominar de forma grotesca e caricatural.

Sobretudo muitos troleiros de Internet, reaças de carteirinha, pequenos-burgueses que defendem o brega-popularesco pelo puro complexo de nunca terem visto uma comunidade pobre realmente de perto, eles devem falar, como "Cabos Anselmos" emo-funqueiros, que "é isso mesmo, vamos derrubar essa m... de Globo!".

Já a direita creditou o episódio como um "terrorismo" contra o que entendem como "liberdade de imprensa". Criam todo um dramalhão e até promovem a imagem de pretensos mártires dos seus empregados, mas no fundo os despreza como uma massa proletária "inferior".

Em ambos os casos, reina a hipocrisia pseudo-heróica, diante de um ato que não foi mais do que um vandalismo de puro mau gosto. Principalmente quando se noticia sobre a quimioterapia do presidente Lula, uma notícia que, independente de posições ideológicas, se refere a uma situação delicada.

A oposição à grande mídia certamente atrai oportunistas e vândalos. Como há muito arruaceiro (em boa parte pelego) que se infiltra em manifestações sociais para fazer bagunça, desordem e vandalismo.

Mas a verdadeira oposição midiática, ainda que seja enérgica, não deve chegar a esse ponto de assustar uma repórter em plantão, ainda que seja a pretexto de "estragar" o trabalho de veículos midiáticos relacionados à oposição a Lula.

Semana passada, uma manifestação de estudantes da USP se recusaram a receber repórteres da Globo. Eles protestavam contra a prisão de três colegas acusados de envolvimento com drogas. Neste caso, a medida, ainda que enérgica e aparentemente antipática, foi equilibrada. Os estudantes sabiam do que estavam fazendo, e sabiam da distorção que a Globo poderia fazer do movimento deles, contra a grotesca atuação da polícia de São Paulo no campus.

Portanto, é muito diferente do vandalismo contra a repórter, que só diverte os pseudo-esquerdistas mais grosseiros, que por puro oportunismo dizem apoiar tudo que for esquerda, pouco se importando se é a Hidrelétrica de Belo Monte ou a regulação da mídia, fazem um apoio quase robótico e caricatural, sem reflexão crítica, sem aparente discordância. No fundo discordam de tudo, mas precisam dar a impressão de que são "modernos" e estão com a "maioria".

Também a direita não pode se aproveitar disso para clamar uma "liberdade" que não tem. Porque também não há a diferença entre os vândalos que derrubam uma repórter e os vândalos de uma revista como Veja que querem derrubar os movimentos sociais. Ou um William Waack que derruba a soberania nacional se transformando em um informante da CIA.

Se os dois idiotas que apareceram no Jornal Hoje queriam ser considerados "heróis do combate à grande mídia", erraram feio, porque não cometeram mais do que uma gafe. Mas se a grande mídia queria se passar por "trágica vítima" do episódio, também errou feio, porque o incidente apenas atrapalhou, de forma aberrante e desrespeitosa, o digno trabalho de uma profissional.

Daria no mesmo se a repórter atacada fosse, por exemplo, de uma Rede Record.