sexta-feira, 21 de outubro de 2011

TRANSMIL AGONIZANTE EM LINHAS PARA MESQUITA



A aparente "melhoria" da Turismo Trans1000, através da compra de cerca de 20 velhos ônibus da Neobus Mega IV 2006, lote desse mesmo ano - mais antigos, portanto, que parte dos carros da Marcopolo Senior Midi que foram substituídos, os últimos comprados "zero" pela empresa em 2007 - , não se reflete nas linhas longas com ar condicionado para o centro do Rio de Janeiro.

A pior parte ficou, aliás, com as linhas destinadas à sede da empresa, a cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. São as linhas para Mesquita as mais maltratadas pela empresa, que já tem uma frota bastante velha, com vários ônibus sucateados.

Isso porque, não bastassem os ônibus bastante velhos, vários com ar condicionado enguiçado ou defeituoso - e, quando funciona, ainda está sujo, enferrujado e cheio de micróbios nocivos à saúde dos passageiros - , os carros para Mesquita não são muitos.

Pesquisas feitas nos dias úteis comprovaram que, num trecho entre o começo da Av. Rodrigues Alves, na Praça Mauá, até o Trevo das Margaridas, em Irajá, apenas três carros da Transmil para Mesquita são vistos, em média, somando todas as linhas que vão de Mesquita ao centro carioca: 478 Mesquita / Central, 479B Mesquita / Praça Mauá (Parador) e 005 Mesquita / Praça Mauá (Expresso).

"PEIXE GRANDE" - Isso é muito grave, mas o estranho é o conformismo da opinião pública - sobretudo de uma minoria "influente" de busólogos - em relação aos desmandos da Transmil. A coisa parece ser até mais séria do que a Transmil de Uberaba (MG), que tinha suas irregularidades mas teve sua concessão cassada.

Mas, ao que tudo indica, a Transmil da Baixada Fluminense possui um "peixe grande" por trás, já que a empresa, conhecida por suas inúmeras e humilhantes irregularidades, nunca perde concessões, nunca é punida, nada ocorre contra ela.

Pelo contrário, as autoridades deixam a Transmil enganar a população com paliativos - como os "micrões" recém-adquiridos vendidos a preço de banana por uma Pavunense "amarrada" pela paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro - , deixam que suas linhas tenham pouquíssimos carros e o povo que aguente essa empresa.

Talvez isso ocorra porque não saiu algum jogador de futebol de fama internacional de Mesquita ou Nilópolis, o que permite que a sofrida população das duas cidades seja tratada com um simples gado na hora de usar ônibus para o Rio de Janeiro. E até agora NENHUM ônibus adaptado para deficientes se encontra na frota da Transmil.



O VERDADEIRO "MELHORAL" - Enquanto uma meia-dúzia de busólogos "donos da verdade" comemora a humilhante aquisição de "micrões" da Turismo Trans1000, em parte destinados à linha 481 Nilópolis x Melhoral, o verdadeiro Melhoral é visto nos carros longos de outra empresa de Mesquita, a Viação Nossa Senhora da Penha.

A NS Penha não tem ônibus com ar condicionado e opera linhas da Baixada Fluminense (Nova Iguaçu, Nilópolis e Belford Roxo) destinadas somente ao subúrbio carioca, sobretudo Zona Norte. Mas possui um ritmo ágil de renovação de frota e suas linhas contam sempre com muitos carros, o que diminui o tempo de espera das mesmas.

Aparentemente, os carros mais novos da NS Penha são do mesmo modelo Neobus Mega IV dos "novos carros" da Transmil. Mas há uma grande diferença entre eles: os da NS Penha são mais longos, adaptados para deficientes físicos e ainda dispõem de poltronas que, embora não reclináveis, são altas, permitindo o repouso do passageiro mais exausto.

Existem também carros mais curtos do mesmo modelo, mas os mais recentes da NS Penha são mesmo alongados. Os bancos se assemelham aos que a Auto Viação Jabour - do mesmo grupo empresarial da Penha - possui nos seus carros com ar, o que significa uma grande vantagem.
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BILHETE ÚNICO - Os carros da Turismo Trans1000 costumam ter demanda baixa. Só quando não há outro jeito os passageiros têm que pegar os ônibus velhos da empresa. Com o bilhete único, a situação até se agravou para a empresa, porque quem mora em Nilópolis e Mesquita prefere pegar ônibus de outras empresas para outros bairros cariocas e dali pegam outras empresas para estes municípios.

A Transmil deveria, pelo menos, reduzir sua área de atuação para linhas internas da Baixada Fluminense. A empresa mostrou não ter fôlego para linhas longas, sobretudo a 003 Nilópolis / Passeio, que chega ao calcanhar da Zona Sul, no comecinho da Glória. A grande dificuldade de adquirir carros semi-novos demonstra isso.

A petição que pede a saída da Transmil das linhas para o Centro do Rio continua. Seu endereço é
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

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