quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TEM GENTE QUE OUVE RÁDIO COM O UMBIGO



Tem gente que se esconde por trás de meros prenomes para defender posturas que só interessam ao empresariado. É como a pequena demanda que defende a Aemização das FMs (ou seja, FMs com roupagem de AM na programação), uma minoria barulhenta e que se acha dona da razão.

É uma minoria que não enche um estádio de futebol de quinta categoria, em partidas da série D do Brasileirão, mas costuma exercer supremacia nos pontos de vista nas comunidades, fóruns e colunas de rádio na imprensa e na Internet. Tudo porque seus pontos de vista, se não têm interesse público, agradam em cheio os barões da grande mídia que investem em rádios.

São os chamados "Fanáticos Modulados" que pouco importam em ser minoria. Afinal, eles parecem ouvir rádio com os umbigos, como se quisessem dizer "O Ibope sou eu, se eu ouço a FM tal, ela está sempre em primeiro lugar".

Vejam a pérola, publicada na coluna do amigo Marcelo Delfino no portal TVs do RJ, que um tal de Eduardo escreveu:

"Se tem a FM, pra quê a AM?

Não entendo isso!!! dividir o investimento em duas rádios, quando se pode fazer melhor com apenas uma???

Quem aqui ainda escuta rádio AM? meu aparelho de rádio nem tem mais a faixa do AM!!!!"

Puro desrespeito com a memória do rádio. O ideal é que ele defendesse o rádio AM e a melhoria de seu sinal - bem mais vantajoso que o de FM, porque a Frequência Modulada tem limites técnicos de alcance seu raio de transmissão - , e não a Aemização do rádio FM.

Certamente "Eduardo" não sabe que o "Aemão de FM" anda tomando a maior surra no mercado por causa da concorrência da Internet e da TV paga. Talvez até o comentário de "Eduardo" seja uma dor-de-cotovelo de algum radialista ou amigo de um profissional de rádio FM.

O que se sabe é que a concorrência da Internet e da TV paga anda tirando o sono de muitos gerentes das FMs com roupagem de AM, que estão arrancando os cabelos com o Ibope decadente de suas emissoras, cuja queda livre obriga as emissoras a "alugar" sintonias em botequins, bancas de jornal e até feiras-livres para não ficarem "no vewrmelho".

Vamos ver se, com a anunciada chegada do DAB (Digital Audio Broadcasting), que especialistas já definem como o "rádio AM passado a limpo", com som digital e interatividade, os futuros viúvos do "Aemão de FM" vão continuar mantendo suas convicções.

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