domingo, 30 de outubro de 2011

METRÔ RIO DESCONHECE QUEM REALMENTE FAZ POLUIÇÃO SONORA



Infeliz é a propaganda lançada pelo Metrô Rio sobre o uso de fones de ouvidos, acusando os roqueiros de praticarem poluição sonora.

É uma visão bastante preconceituosa, além de uma gritante falta de informação de quem fez o roteiro dessa estória em quadrinhos divulgada no informe publicitário.

Pois o público de rock é justamente o que menos pratica poluição sonora, apesar da visão distorcida e estereotipada que recebe o público do gênero. Sobretudo depois de uma década inteira com a ridícula Rádio Cidade e sua visão de "cultura rock" digna dos porões do DOI-CODI.

O fã de rock autêntico, hoje, está muito distante daquele "pestinha" que ouve rock pesado para se espernear pela cama e gritar feito um interno de hospício. O fã de rock autêntico é intelectualizado, ponderado e sabe muito bem que outras pessoas querem sossego. Portanto, é o que mais modera na hora de utilizar seus aparelhos de som.

Quem pratica poluição sonora, por outro lado, são justamente os fãs dos ritmos como axé-music e "pagode romântico", além do "funk carioca", que no entanto são vistos como "comportados" e "responsáveis". Principalmente os funqueiros, paranoicos em ver o seu estilo como "unanimidade" entre toda a multidão. Eles são os que justamente fazem poluição sonora, até de forma abusiva, como os "bailes funk" que acontecem madrugada adentro, queiram ou não queiram seus vizinhos.

Mas também a "informativa" e "divertida" programação das "rádios AM em FM" (Rádio Globo, Tupi, Band News etc), sobretudo durante as transmissões esportivas, é que mais expressam poluição sonora, em muitos casos praticada durante a noite, com o mais completo desprezo à necessidade das pessoas de ter um pouco de sossego.

Todavia, em se tratando de um Estado e uma cidade governados por um governador e prefeito totalmente insensíveis ao interesse e segurança públicos - eles deixam morrer gente nos hospitais, bondes e até em restaurantes com depósito ilegal de gás - , dá para compreender mesmo o sentido de "cidadania" descrito neste texto.

Um sentido completamente fora da realidade.

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