terça-feira, 25 de outubro de 2011

LIVRO SOBRE FLUMINENSE FM TERÁ EDIÇÃO COMEMORATIVA E PODE VIRAR FILME



A Rádio Fluminense FM, que faria 30 anos de existência em março do próximo ano, terá mais uma edição do livro A Onda Maldita, além da possibilidade de ser adaptada para o cinema, sob direção de Cacá Diegues.

A notícia surge no momento em que o radialismo rock, depois de duas décadas na Idade das Trevas - quando o filão se resumiu à fórmula duvidosa das rádios pop com vitrolão roqueiro - , renasce impulsionado pelas informações na Internet, que fazem o jovem roqueiro autêntico deixar de se contentar com o feijão-com-arroz "pópiroque".

A realidade radiofônica de hoje é completamente diferente. Para o bem e para o mal. O rádio melhorou em tecnologia, mas caiu em qualidade. A segmentação radiofônica transformou-se em palavra morta para anunciante dormir.

O "Aemão de FM" aumenta seu potencial jabazeiro "comprando" audiência em táxis, portarias e estabelecimentos comerciais. Rádios popularescas desalojam até emissoras de pop adulto mais criativas. A erosão cultural do rádio FM só começa a se resolver com a anunciada entrada da Kiss FM paulista no dial do Grande Rio, colocando a região de Niterói mais uma vez no mapa do radialismo rock, depois da digital Rocknet e da Venenosa FM tentarem a herança da niteroiense Flu FM.

Atualmente o espaço de sintonia da Fluminense FM está ocupado pelo Aemão noticioso da Band News Fluminense. Ironicamente, a Band News - cujo âncora Ricardo Boechat havia sido patrão de Luiz Antônio Mello - sobrevive com o mesmo nível baixo de audiência que a Fluminense FM enfrentou na fase decadente de 1991-1994. E sobretudo quando o jornalismo do Grupo Bandeirantes de Comunicação é arranhado com a proteção dada a figuras que fizeram comentários reacionários, como Bóris Casoy e Rafinha Bastos.

Resta torcer para que a Kiss FM monte um escritório em Niterói e que a lembrança da Fluminense FM inspire as atuais gerações que investem no radialismo rock, para que não caiam nas tentações que queimaram muitas rádios de rock, verdadeiras e falsas, no decorrer da década de 90 e do começo do século XXI.

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