sábado, 8 de outubro de 2011

"FUNK" NA NOVELA DEPRECIA IMAGEM DA ESCOLA PÚBLICA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O lobby do "funk carioca" é tão violento que envolve a velha grande mídia, mas tem a cara-de-pau de dizer que não tem espaço na mesma. É muita demagogia, muita mentira, que os "ativistas" funqueiros fazem. Um conhecido DJ de "funk" chegou a dizer que queria substituir as redações escolares pelas letras de "funk" e, pasmem, muitos educadores ingênuos aplaudiram. Daqui a pouco, os funqueiros vão dizer que o "funk" substitui a Educação e serão ovacionados. O Febeapá continua.

Depois os dirigentes funqueiros vão para a Caros Amigos dizer que "não é bem assim" e tentar "explicar" as besteiras que seus semelhantes disseram. Quanto ao texto abaixo, ele se refere à personagem Solange, da novela Fina Estampa, da Rede Globo.

Novela global denigre ainda mais imagem da escola pública

Por Marcos Niemeyer - Blogue Cararejadas & Ejaculadas

>> As novelas exibidas pela Rede Globo extrapolam os limites toleráveis diante da falta de senso crítico da maioria de seus telespectadores. Passívos e incapazes de assistir algo aproveitável – se é que existe nos canais abertos – não abrem mão, porém, de comprar em prestações a se perder de vista imensos televisores de tela plana ou LCD que vão exibir em suas casas o lixo exposto diariamente via satélite.

Um dos piores exemplos nesta reta final do ano tem sido protagonizado em “Fina Estampa”, onde uma jovem que tenta ser atriz interpreta com rebolados provocantes até a “boca da garrafa” a descartável figura periférica de funkeira.

O enredo mostra a garota como integrante de uma família problemática, o pai truculento e de um passado turbulento bate na esposa e castiga a filha com severos castigos e palavras rasteiras.

POPOZÃO

Para denegrir ainda mais a imagem da escola pública – com professores mal pagos, violência, ensino deficiente, etc – a personagem tem aparecido de uniforme escolar em cenas rebolando o “escapamento” e soltando a voz de matraca num funk cuja letra enaltece o “popozão” e dá risadas das notas baixas no boletim escolar.

No capítulo da última terça-feira (4), enquanto a sujeita berrava “Não sou boa no estudo/levo zero em quase tudo/ reprovada no provão tirei dez no popozão”, a mãe, interpretada por uma outra fazedeira de novela vibrava, orgulhosa, por conta do “talento” nato da cria.

CASO DE POLÍCIA

Como a Globo manda nas autoridades e faz o que bem entende, é praticamente impossível o Brasil ficar livre de algo tão nocivo e degradante. Em nome da liberdade de expressão, a mídia – sobretudo a televisiva – presta um desserviço ao país com seus programas toscos, cretinos e abomináveis.

No caso específico da emissora carioca, que vive a enaltecer o que existe de pior na música, seus conceitos só devem revistos quando uma atriz de seus quadros for esquartejada por traficantes em algum baile funk na periferia do Rio. Esses eventos, aliás, só terminam em pancadaria e tiroteio. É caso de polícia!

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