terça-feira, 13 de setembro de 2011

MISS UNIVERSO E A VERDADEIRA MODERNIDADE FEMININA



A vencedora do concurso Miss Universo 2011, a angolana Leila Lopes, tornou-se um exemplo do que significa a mulher moderna no mundo inteiro.

Os concursos de miss haviam perdido o glamour na medida em que mostravam uma beleza artificial e padronizada das candidatas e até das favoritas, sobretudo pela manipulação estética de botox, silicones e outros artifícios.

Mas a vitória de Leila foi a vitória de uma reação justa daqueles que protestam contra a beleza forjada das falsas belas e elegeram a angolana que, pela foto acima, demonstra que possui uma beleza natural, que encanta por sua beleza e por sua sofisticação.

Leila, além disso, contraria os interesses racistas da "pureza racial" e estes, certamente, preferiam uma loura ou morena cheia de botox do que uma negra naturalmente bela. Nada contra louras ou morenas, há muitas delas que encantam, e muito, mas no concurso Miss Universo 2011 as candidatas negras se destacaram pela beleza graciosa e natural.

Quanto ao contexto brasileiro, Leila dá uma lição para um ideal machista da "mulher de plástico", das popozudas de corpo inchado e comportamento grotesco, vulgar e personalidade temperamental, verdadeiros brucutus de saia (ou melhor, de shortinho).

Da mesma forma, também é uma lição para o mercado das modelos anoréxicas, do abuso das plásticas (que, a princípio, são também válidas, mas quando se vê até adolescentes usando botox, é sinal que algo está errado), da ditadura da beleza padronizada. Só falta o mercado da moda criar mulheres-BRT de três metros e meio, mulheres-gigantes que possam render comentários elogiosos dos tecnocratas de plantão.

Por isso mesmo, a graciosa e formosa Leilinha teve uma vitória merecida. É uma vitória das nações lusófonas, uma vitória das mulheres verdadeiramente belas, das negras batalhadoras, enfim, uma vitória da coerência e da espontaneidade.

Parabéns, Leila, pela vitória. E boa sorte na sua carreira!!

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