quinta-feira, 1 de setembro de 2011

GRUPO POLÍTICO DO PMDB CARIOCA FAZ DESCASO COM O TRANSPORTE



Bonde sem manutenção que se envolve em trágico acidente.

Funcionário da campanha Lei Seca dirigindo bêbado e atropelando quatro pessoas (e ainda matando uma).

Trem descarrilhando em horário movimentado.

Empresa de ônibus da cidade de Mesquita que só tem carros velhos e compra usados ruins.

Poucas medidas para reprimir o transporte ilegal por vans (e ainda deixam que possíveis envolvidos matem uma juíza).


Esse é o transporte fluminense, seja no âmbito do município do Rio de Janeiro, seja no âmbito do Estado. Mais preocupado em promover a irritante e anti-popular padronização visual dos ônibus do RJ, a única coisa que as autoridades fizeram foi praticamente "comprar" um "lote" de busólogos para ficar aplaudindo, que nem claque de auditório, tudo que o grupo de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho fazem de bom (ou de ruim?).

Para conhecer pessoalmente as celebridades esportivas em 2014 e 2016, vale contrariar o interesse público e bajular a padronização visual que, colocando empresas diferentes com um mesmo visual, confunde e irrita os passageiros que têm que decuplicar suas atenções para não pegar um ônibus errado, pois agora, por exemplo, uma Vila Real para Marechal Hermes e uma Paranapuan para Ribeira possuem exatamente a mesma pintura. Assim como um City Rio para a Penha e um Verdun para o Méier.

Isso mostra o quanto a "aventura" politiqueira, das medidas mirabolantes e pseudo-modernas vale muito mais do que o interesse público. Pior é que as autoridades falam em "interesse público", em "bem estar da população" e "defesa da cidadania", mas isso tudo soa discurso de palanque.

Eu fiquei estarrecido quando, na quarta-feira passada, fui com meu pai para o Lins de Vasconcelos, e peguei a (antes) tradicional Matias - agora completamente camuflada com o fardamento do consórcio Internorte - com seus carros da Marcopolo Torino 2007 (lote de 2008) sacolejando feito caminhão de entulho.

Os ônibus só estavam limpos, mas a má conservação dá conta de como uma "dublê de empresa estatal" (a SMTR, ou "Viação Cidade do Rio de Janeiro") bancada por empresas particulares - reduzidas a "sócias" de consórcios e sem qualquer identidade visual própria que facilite o reconhecimento pelo passageiro - pode fazer até mesmo com boas empresas, que acabam decaindo o serviço pelas pressões da verdadeira chefona do negócio, a Secretaria Municipal de Transportes.

Especialistas até duvidam que esse modelo de transporte, e mesmo a padronização visual que causa dor de cabeça nos passageiros, vá mesmo durar 20 anos ou mais. Seus prejuízos já começam a ser notados com certa evidência pela população.

Até mesmo a irritação de busólogos pelegos sobre tal realidade - que eles tentam desmentir, à custa até de xingações e desaforos tipo "tenho nojo do que você escreve" - só faz a realidade se tornar mais evidente, pois o problema não está só no transporte carioca, mas também de uma "panelinha" de busólogos que se preocupam em arrogantemente defender a padronização visual nos fóruns privativos do Orkut.

Essa busologia pelega acha-se uma "unanimidade" dentro de sua "maçonaria" digital no Orkut, mas demonstra seu nervosismo na medida em que seus membros, no fundo, são obrigados a admitir que suas opiniões não coincidem com as do povo, que já sente muita saudade da diversidade visual que alegrava muito as ruas do Rio de Janeiro.

E o grupo político de Paes e Cabral Filho está pouco se lixando com o povo carioca. O que eles pensam é criar um RJ para turista ver e investidor aplicar dinheiro. De resto, o povo tem que se virar. Seja para os bombeiros ganharem baixos salários, para os cidadãos encontrarem a morte num bonde danificado ou para os passageiros de ônibus quebrarem as cabeças para diferenciar um Acari da Matias, um Real da Braso Lisboa, um Pégaso da Bangu etc, na hora de esperar um ônibus.

Este é o descaso das autoridades, que só fazem falar.

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