sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A CRISE DOS 'REALITY SHOWS'



Nota-se que a crise dos reality shows no Brasil é algo que já começa a saltar aos olhos. O programa A Fazenda da TV Record, assim como o Big Brother Brasil, da Globo, amargam quedas de audiência que se agravam a cada ano.

A péssima qualidade dos programas, baseados em conflitos banais, curtições vazias e dramas repetitivos, tudo aparentemente sem roteiro mas manobrado pelo tendenciosismo da direção, anda afastando muitos espectadores, e mesmo aqueles fanáticos começam a ser mal vistos pelo desperdício que defendem nesse lazer sem serventia.

A ideia de colocar anônimos ou famosos à beira do ostracismo para participar desses programas parecia boa, mas isso se tornou uma forma de permitir o triunfo da mediocridade de certas celebridades.

É o que se vê no caso dos ex-BBBs, que não fazem outra coisa senão aparecer em noitadas. Isso se torna cansativo e repetitivo e, na medida em que isso se torna insistente, da mesma forma torna-se até irritante.

Semanas atrás, quando parecíamos estar livres da exibição gratuita dos ex-integrantes do Big Brother Brasil, lá voltaram eles com sua overdose de noitadas narcisistas.

Parece que todos eles têm o mesmo empresário, porque eles reapareceram na mesma época, provavelmente pagos para aparecer nessas noitadas, a título de bons cachês. O tendenciosismo é tal que até houve até mesmo o divórcio de Flávia Viana e o fim do namoro de Maria Melilo. Tudo para o bem das noitadas e pelo mercadão editorial de fotos "sensuais".

Mas até as grosserias de A Fazenda, às custas de alguns integrantes brega-popularescos, como Compadre Washington e Valesca Popozuda, mostram que mesmo os famosos de segundo escalão não fariam falta alguma se sucumbissem ao ostracismo.

Tudo isso exaltando o vazio, o superficial, o banal, o vulgar. É o triunfo do supérfluo sobre o essencial, da mediocridade sobre a sensatez. Há quem goste. Mas há muito mais gente que não gosta e que gostaria de ver, no lugar desses "riélites", coisas muito mais importantes e edificantes.

O país muda, apesar da raivinha fácil dos troleiros de plantão, que até agora não sabem que a década de 90 acabou faz tempo. A caravana terá que passar de qualquer maneira, e isso significa o desgaste natural das baixarias televisivas que certos intelectuais festivos tentam inutilmente salvar e manter com suas monografias, crônicas e documentários.

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