sábado, 20 de agosto de 2011

COMERCIAL DA VOLKSWAGEN COMETE INCOERÊNCIA


A BANDA INGLESA QUEEN, NA ÉPOCA DE "BOHEMIAN RAPSODY" - Freddie Mercury (abaixo, à direita) não usava bigode.

Há 50 anos atrás, o lema do comercial da Volkswagen era "O bom senso em automóvel". Pois a marca alemã, na sua filial brasileira, jogou o bom senso ao escanteio e cometeu uma incoerência no comercial de seu modelo especial para o Rock In Rio.

O comercial mostra quatro jovens dentro do carro ouvindo um trecho de "Bohemian Rapsody", um clássico da banda inglesa Queen - do cantor Freddie Mercury, que fará 20 anos de falecimento em novembro próximo - , naquele trecho em que a parte operística precede um trecho mais roqueiro.

Sabe-se que a música é uma longa canção gravada em 1975, com Freddie ao piano, quase toda uma balada que, no meio, se converte num trecho operístico até se transformar num rock pesado que, depois, se transforma numa balada que vai até o fim. Foi popularizada pelo filme Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne's World), comédia juvenil dos anos 90.

Pois no comercial da Volkswagen, os jovens aparecem com um bigode postiço que se move ao som da música. O bigode é uma alusão ao visual que marcou a carreira do cantor africano radicalizado na Inglaterra, um dos mais carismáticos frontman da primeira edição do Rock In Rio, em 1985. E que, em 1982, fez a plateia toda cantar sozinha um trecho de "Love Of My Life", consolidando a popularidade da banda no Brasil.

Só que, na época de "Bohemian Rapsody", Freddie Mercury tinha um outro visual, usando cabelo comprido e cara limpa, que era justamente o visual que ele tinha quando o Queen estava em seus primeiros anos de carreira. Depois, em 1979, Freddie cortou o cabelo. Só nos anos 80 é que ele passou a usar bigode.

Não bastasse o comercial não ter muita graça, houve essa incoerência. Ainda que seja um problema pequeno, não é bom brincar com a memória curta das pessoas.

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