terça-feira, 30 de agosto de 2011

CARTUNISTA DO RJ SE INSPIRA EM REBELIÕES ÁRABES


UMA DAS CHARGES DE CARLOS LATUFF SOBRE A SITUAÇÃO DO ORIENTE MÉDIO

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Pude conhecer pessoalmente Carlos Latuff no encontro de blogueiros progressistas do Rio de Janeiro, no ano passado. Ele é uma pessoa simples, mas de uma brilhante visão de mundo. Suas charges têm um padrão internacional e ele chama a atenção não só pela qualidade de seus desenhos, como também pelo tom de crítica, às vezes dramático, outras de um irônico senso de humor.

Ele também é fã de transporte ferroviário, e tem um blogue especializado no assunto, Ferrovias do Brasil. Já fotografou estações ferroviárias para o sítio Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralph Menucchi Giesbrecht.

Aqui vemos uma entrevista que Latuff deu para o portal Terra Notícias:

Cartunista do Rio de Janeiro se inspira em rebeliões árabes

Do Portal Terra Notícias

Suas charges são afiadas, ousadas e um espinho na carne para líderes autoritários cambaleantes do mundo árabe - e um presente para os manifestantes que protestam. Tudo isso tendo como improvável origem um apartamento no Rio de Janeiro. Carlos Latuff, um esquerdista de 42 anos cujo único vínculo com o Oriente Médio é um avô libanês que ele nunca conheceu, se tornou um herói da "Primavera Árabe" com desenhos satíricos que ajudaram a inspirar as revoltas.

Ele só precisou de sua caneta, uma paixão pelas lutas da região e uma conta no Twitter, que ele utiliza para publicar suas charges. Começando com o levante na Tunísia em dezembro, o trabalho de Latuff vem sendo baixado na internet por líderes dos protestos e estampado em camisetas usadas em protestos do Egito à Líbia e ao Barein, tornando-se um emblema satírico da indignação popular.

Em uma delas, uma bota de cano longo representando o governo da Síria pisa em uma mão onde está escrito "liberdade". Em outra, um homem representando a Justiça sob o governo militar do Egito segura uma balança cheia de manifestantes presos. Latuff disse que soube pela primeira vez que suas charges estavam tendo impacto quando, ao assistir à TV, viu-os estampados em cartazes no momento em que as manifestações se espalhavam pelo Egito, em 25 de janeiro, somente dois dias depois de ele as ter distribuído na Internet.

"Aquilo me deu a certeza de que meu trabalho era útil", disse Latuff à Reuters. "Não são as plataformas sociais que fazem as revoluções. É o povo. Twitter, Facebook, assim como uma câmera ou coquetéis molotov, são apenas instrumentos, equipamentos". Latuff não cobra por seu trabalho e diz que doa os desenhos para destacar as injustiças e mostrar sua solidariedade contra o autoritarismo mundialmente.

Suas únicas visitas ao Oriente Médio foram em 1999 e 2009, quando esteve nos territórios palestinos ocupados por Israel e, depois, em campos de refugiados palestinos na Jordânia e Líbano. Foi o suficiente, diz ele, para lhe fazer entender que as dinâmicas da opressão na região eram semelhantes àquelas das favelas cheias de violência no Rio.

"A miséria é a mesma em qualquer país", disse ele. "A única diferença (nos campos) era que as mulheres tinham as cabeças cobertas, a escrita era em árabe e os homens com armas eram militantes, não traficantes de drogas". A incursão de Latuff no mundo dividido do Oriente Médio fez com que ele ficasse repleto de inimigos, bem como amigos. Seu trabalho mostrando a brutalidade do Exército de Israel em relação aos palestinos - uma charge compara soldados com alemães nazistas ¿ atraiu acusações de antissemitismo, o que ele nega fortemente.

Muitos de seus desenhos ainda têm como foco o Egito, onde os poderes de emergência dados aos militares ainda continuam em vigor seis meses depois da derrubada de Hosni Mubarak. Uma charge traz uma cobra aparecendo por trás de uma mulher sentada diante de um computador - uma referência à recente prisão da ativista Asmaa Mahfouz por "insultar" os militares em um comentário no Twitter. Ela foi posteriormente liberada pelos militares. "A maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo agora no Egito - como Mubarak deixou o governo, elas pensam que eles têm democracia, mas isso não é verdade", disse Latuff.

domingo, 28 de agosto de 2011

ANA PAULA ARAÚJO ESTÁ SOLTEIRA!!!!



Sim, e essa notícia já tem um certo tempinho. A jornalista da Rede Globo, Ana Paula Araújo - e que começou na extinta TV Manchete - , está solteira, como mostra a mão esquerda da beldade, já sem o anel na mão esquerda.

Ela ainda estava casada com um empresário quando houve a cobertura da operação policial na região da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, mas hoje a deliciosa jornalista, famosa pelos seus lábios sensuais e pelo corpão escultural, está livre, leve e solta.

É uma daquelas notícias nem sempre comuns, num país como o Brasil, onde raramente se vê moças de qualidade ficarem solteiras. Que a bela Aninha seja bem vinda na volta ao "mercado".

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A CRISE DOS 'REALITY SHOWS'



Nota-se que a crise dos reality shows no Brasil é algo que já começa a saltar aos olhos. O programa A Fazenda da TV Record, assim como o Big Brother Brasil, da Globo, amargam quedas de audiência que se agravam a cada ano.

A péssima qualidade dos programas, baseados em conflitos banais, curtições vazias e dramas repetitivos, tudo aparentemente sem roteiro mas manobrado pelo tendenciosismo da direção, anda afastando muitos espectadores, e mesmo aqueles fanáticos começam a ser mal vistos pelo desperdício que defendem nesse lazer sem serventia.

A ideia de colocar anônimos ou famosos à beira do ostracismo para participar desses programas parecia boa, mas isso se tornou uma forma de permitir o triunfo da mediocridade de certas celebridades.

É o que se vê no caso dos ex-BBBs, que não fazem outra coisa senão aparecer em noitadas. Isso se torna cansativo e repetitivo e, na medida em que isso se torna insistente, da mesma forma torna-se até irritante.

Semanas atrás, quando parecíamos estar livres da exibição gratuita dos ex-integrantes do Big Brother Brasil, lá voltaram eles com sua overdose de noitadas narcisistas.

Parece que todos eles têm o mesmo empresário, porque eles reapareceram na mesma época, provavelmente pagos para aparecer nessas noitadas, a título de bons cachês. O tendenciosismo é tal que até houve até mesmo o divórcio de Flávia Viana e o fim do namoro de Maria Melilo. Tudo para o bem das noitadas e pelo mercadão editorial de fotos "sensuais".

Mas até as grosserias de A Fazenda, às custas de alguns integrantes brega-popularescos, como Compadre Washington e Valesca Popozuda, mostram que mesmo os famosos de segundo escalão não fariam falta alguma se sucumbissem ao ostracismo.

Tudo isso exaltando o vazio, o superficial, o banal, o vulgar. É o triunfo do supérfluo sobre o essencial, da mediocridade sobre a sensatez. Há quem goste. Mas há muito mais gente que não gosta e que gostaria de ver, no lugar desses "riélites", coisas muito mais importantes e edificantes.

O país muda, apesar da raivinha fácil dos troleiros de plantão, que até agora não sabem que a década de 90 acabou faz tempo. A caravana terá que passar de qualquer maneira, e isso significa o desgaste natural das baixarias televisivas que certos intelectuais festivos tentam inutilmente salvar e manter com suas monografias, crônicas e documentários.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PASTELARIA DO CAMPO DE SÃO BENTO DEVERIA DIVERSIFICAR PRODUTOS


PASTELARIA DO CAMPO DE SÃO BENTO FICA AO LADO DA PISTA DE PATINAÇÃO.

A evolução da economia faz com que certos negócios tenham que se ampliar e diversificar. E, na medida em que se precisa estimular as opções de lazer nas cidades, o comércio deve acompanhar as tendências.

É o caso do Campo de São Bento, em Niterói, que cada vez mais precisa aquecer suas frequências, sobretudo nas tardes de sábado, que até são movimentadas, mas deveriam ter maior movimento.

Aliás, reclama-se que as tardes ensolaradas de sábados em Niterói ainda são muito frouxas, o calçadão de Icaraí não apresenta o mesmo alto astral de manhã, enquanto vários infelizes preferem o sedentarismo alcoólico e o supérfluo da TV aberta.

Pois a pastelaria que fica no Campo de São Bento, junto ao acesso da Rua Gavião Peixoto, deveria diversificar um pouco mais seus produtos. É curioso que o pastel convencional que lá se vende tem até como um dos sabores o recheio de frango com queijo Catupiry. Mas a pastelaria não vende pastéis de forno que são a massa mais típica para esse sabor.

Além do mais, quando se fecha a feira de artesanato, lá pelas 13 horas, a demanda dos pastéis de forno fica praticamente órfã. O que a pastelaria que permanece às tardes no Campo de São Bento deve fazer é, além do simples pastel frito, vender também coxinhas, pastéis de forno, pequenos doces e também refrescos além de refrigerantes e caldos de cana.

É a alma do negócio. O lazer das tardes de sábado deve ser ampliado, estimulado e isso influi até na venda de produtos, mesmo lanches. A sugestão feita para a pastelaria do Campo de São Bento nem de longe pode ser vista como uma despesa, mas um investimento que só fará crescer e estabilizar a demanda. E garantir até lucros maiores ao negócio, com a diversificação de seus produtos.

A freguesia agradecerá, com certeza.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

TRANSMIL DECEPCIONA COM CARROS SEMI-NOVOS E CURTOS


MELHORAL OU PIORAL? - UM DOS VINTE "NOVOS" CARROS COMPRADOS PELA TURISMO TRANSMIL.

A tão anunciada "renovação" de frota da empresa Turismo Trans1000, de Mesquita (RJ), na Baixada Fluminense, foi um grande fiasco.

Dos prometidos "40 carros 0km" anunciados duas vezes, em novembro do ano passado e fevereiro último, nada se cumpriu. Em vez disso, vieram apenas 20 carros usados e curtos da Neobus Mega IV adquiridos da Viação Pavunense.

Todos esses "novos carros" substituíram os midi-buses e micros que circulavam nas linhas internas da Baixada. Alguns midis eram os últimos carros inéditos comprados pela empresa e foram vendidos para pagar as gigantescas dívidas financeiras da mesma.

A Transmil continua problemática. Apesar da relativa reparação nos carros longos da empresa, ela demonstra não ter fôlego para servir linhas para a Central, Praça Mauá e mesmo Passeio, encostadinho na Glória.

Mesmo na linha 003 Nilópolis / Passeio - a tal linha que vai no calcanhar da Zona Sul carioca - nota-se ônibus dotados de ar condicionado circulando com janelas abertas, indicando mau funcionamento ou simplesmente não-funcionamento do referido aparelho.

Mas a pior linha das mais longas da empresa é a 005 Nilópolis / Praça Mauá, que também roda com ônibus com ar desligado, com motorista fazendo função de cobrador e outros defeitos dramáticos, incluindo pneus carecas.

Na última quarta-feira (17/08), notou-se na Av. Brasil, uma das principais do Rio de Janeiro, pelo menos quatro ou cinco carros da Transmil com ar condicionado desligado, e um deles estava com lataria levemente amassada e outro com pintura velha, com o branco gelo quase tendo cor de lodo.

Os "novos" carros da Transmil não representam que a empresa esteja pronta para dar a volta por cima. Até porque a "festejada" compra conta com alguns pontos negativos.

Primeiro, porque são ônibus com pouco mais de cinco anos de fabricação. Segundo, porque são muito curtos (seu comprimento é comparável a um micrão tipo os que se usava para Santa Teresa, no Rio). Terceiro, porque não contam com elevador e área para deficientes. Aliás, até agora NENHUM ônibus da Transmil conta com acesso para deficientes físicos.

Seria muito bom que a Transmil vendesse suas linhas mais longas para outras empresas. Ficar no faz-de-conta esperando da empresa grandes melhorias, para depois virem os mesmos carros de segunda (desde que mais curtos) ou terceira mãos é brincar com a paciência dos passageiros de Nilópolis e Mesquita, que preferem usar outros ônibus para irem a seus destinos, aproveitando o uso do Bilhete Único.

Continua valendo a petição destinada a tirar a Transmil das linhas para o Centro do Rio, e cabe a você, caro leitor, participar e chamar mais gente para fazer o mesmo.

domingo, 21 de agosto de 2011

O KYLOCYCLO E MINGAU DE AÇO RECEBERÃO COMENTÁRIOS NO TWITTER



A partir de hoje, os blogues O Kylocyclo e Mingau de Aço deixarão de receber comentários no Blogger e passarão a receber comentários no Twitter respectivo de cada um.

Será uma forma do comentarista poder ser lido por um número maior de pessoas que frequenta a famosa rede social virtual. Só é preciso economizar os comentários, ou dividi-los em frases curtas de até 140 dígitos e lançá-las aos poucos, em cada vez.

Mesmo assim, essa nova fase interativa mostra-se mais vantajosa, porque é no Twitter que muitos debates públicos estão sendo feitos. Não devemos superestimar as redes sociais, mas o Twitter hoje exerce sua função de fórum virtual, sendo o espaço usado por vários sítios da Internet para a publicação de comentários dos internautas.

Esperamos vocês em @okylocyclo e @mingaudeaco!! Felicidades a todos!!

CHRISTIANE TORLONI PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Ultimamente, cada vez mais cresce o uso de camisas para dentro de calças, bermudas e saias entre as mulheres.

O uso de tops, ou seja, blusas curtas, é benvindo, mas o uso banalizado e abusivo, até no inverno ou em situações como entrevistas de emprego, desgastou o traje, que ainda esteve a serviço da vulgaridade das musas "boazudas", o que desgastou ainda mais e mais.

Sem falar que tornou-se muito comum muitas mulheres puxando suas camisas para baixo para esconder a barriga, incomodadas com as blusas curtas que compraram por puro modismo, ou talvez por algum apelo perdido de sedução.

Isso não é reclamação de moralista, é fato e se observa nas ruas de qualquer cidade. As mulheres agora usam blusas e camisas grandes e enfiadas para dentro de saias, calças e bermudas. E não é só uma questão de work shirts, western shirts nem de roupas de inverno. Mesmo no verão isso acontece.

E não são só as casadas que aderiram ao traje. Aqui vemos a hoje solteira Christiane Torloni, atriz de Fina Estampa, usando esse traje, numa combinação que não deixa de exprimir sensualidade, mas não apela para o "erotismo na marra" das musas vulgares.

Chris sempre usou esse tipo de traje, até quando era casada. E, como vemos nessa foto, ela está sexy e mostra suas belas formas - vale lembrar que ela tem 54 anos - , numa surpreendente beleza. Ela equilibra sensualidade e charme, e seduz de forma explícita, mas sem exibicionismos.

sábado, 20 de agosto de 2011

COMERCIAL DA VOLKSWAGEN COMETE INCOERÊNCIA


A BANDA INGLESA QUEEN, NA ÉPOCA DE "BOHEMIAN RAPSODY" - Freddie Mercury (abaixo, à direita) não usava bigode.

Há 50 anos atrás, o lema do comercial da Volkswagen era "O bom senso em automóvel". Pois a marca alemã, na sua filial brasileira, jogou o bom senso ao escanteio e cometeu uma incoerência no comercial de seu modelo especial para o Rock In Rio.

O comercial mostra quatro jovens dentro do carro ouvindo um trecho de "Bohemian Rapsody", um clássico da banda inglesa Queen - do cantor Freddie Mercury, que fará 20 anos de falecimento em novembro próximo - , naquele trecho em que a parte operística precede um trecho mais roqueiro.

Sabe-se que a música é uma longa canção gravada em 1975, com Freddie ao piano, quase toda uma balada que, no meio, se converte num trecho operístico até se transformar num rock pesado que, depois, se transforma numa balada que vai até o fim. Foi popularizada pelo filme Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne's World), comédia juvenil dos anos 90.

Pois no comercial da Volkswagen, os jovens aparecem com um bigode postiço que se move ao som da música. O bigode é uma alusão ao visual que marcou a carreira do cantor africano radicalizado na Inglaterra, um dos mais carismáticos frontman da primeira edição do Rock In Rio, em 1985. E que, em 1982, fez a plateia toda cantar sozinha um trecho de "Love Of My Life", consolidando a popularidade da banda no Brasil.

Só que, na época de "Bohemian Rapsody", Freddie Mercury tinha um outro visual, usando cabelo comprido e cara limpa, que era justamente o visual que ele tinha quando o Queen estava em seus primeiros anos de carreira. Depois, em 1979, Freddie cortou o cabelo. Só nos anos 80 é que ele passou a usar bigode.

Não bastasse o comercial não ter muita graça, houve essa incoerência. Ainda que seja um problema pequeno, não é bom brincar com a memória curta das pessoas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

EM CRISE, MTV DEMITE 46 FUNCIONÁRIOS E PRECISA SE REENCONTRAR



Muitas vezes, se reinventar demais nem sempre dá certo. A MTV Brasil até tentou se reinventar e renovar, mas chega um ponto em que, quando se vai longe demais, se perde o caminho.

Recentemente, a MTV Brasil demitiu 46 funcionários de seu quadro profissional. A emissora ultimamente não consegue ter o mesmo destaque de antes. Já não lidera o mercado de videoclipes, agora que o YouTube se tornou o espaço de amostra de muitos deles.

Mergulhada em reality shows estrangeiros e no insípido Rock & Gol - no fundo um cruzamento de Galvão Bueno com Pânico na TV e que de rock só tem o nome - , a MTV Brasil também ficou antiquada quando insistia em gírias já batidas e desgastadas como "galera" e "balada" (esta última, aliás, virou gíria de fofoqueiro ou de clubber viciado).

É certo que havia um certo exagero na fase áurea da MTV Brasil quando a rede tentava vender uma imagem de "edifício-garagem", tentando ancorar uma cultura alternativa que mais parecia vir de comédias norte-americanas dos anos 90.

Fazendo permutas com a rádio pseudo-roqueira 89 FM, a MTV, na pretensão de querer fomentar uma cultura underground sustentável, acabou criando condições para a estereotipada moda "emo", filhote dos acessos "jovempânicos" das ditas "rádios rock".

Até que o humor recente da MTV Brasil parecia uma promessa de renovar o fôlego da emissora. Ideias novas não faltam. Marcelo Adnet seria o homem-chave, com o 15 Minutos e o Furfles esbanjando boas piadas em situações hilárias.

Mas Adnet rompeu com o parceiro Kyabbo e substituiu por outro sem graça, e o Furfles virou Comédia MTV, que se tornou mais convencional - entenda-se no atual sentido dos CQCs e Pânicos da vida - , e vendeu sua alma até para a horrenda Gaiola das Popozudas, já que o grupo funqueiro foi usado naquele tipo de paródia "do bem" que marcou as atrações brega-popularescas do Casseta & Planeta.

Resta esperarmos que a MTV Brasil tente uma nova reinvenção. De fato, muitos profissionais têm mesmo que sair da emissora, que não tem mais sequer a dupla Marina Person e Léo Madeira do Top Top, hoje respectivamente na TV Cultura e Canal Futura. Afinal, a vida é assim, e muitas pessoas querem ampliar e diversificar suas experiências, é o direito delas.

Mas é preciso que haja um equilíbrio entre o desejo de renovação e a estabilidade de sua imagem, e isso a MTV até é capaz de fazer, mas precisa se reencontrar no seu caminho. Sobretudo numa época em que qualquer novo cantor, por pior que seja, começa a fazer sucesso jogando seu videozinho na sua conta do YouTube.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

KISS FM JÁ PREPARA PROGRAMAÇÃO NO RJ



A Kiss FM pretende ser mesmo uma rádio de rock séria no Grande Rio. Tanto que está se preparando para isso. Seus estúdios no RJ já estão sendo construídos, já foram divulgadas ofertas de emprego e são solicitadas aos voluntários pesquisas sobre o que os ouvintes de rock querem da emissora.

O cardápio musical será estruturalmente inspirado na extinta Antena Um carioca, só que dentro do contexto do rock. Ou seja, muito rock antigo será tocado na programação, mas o rock contemporâneo nem de longe será menosprezado.

A prioridade será no rock de qualidade, seja novo ou antigo. É certo que algum som mais comercial será inserido na lista, pois foi o som que marcou muitos roqueiros de primeira viagem nos anos 90.

Afinal, a própria Kiss FM matriz, de São Paulo, já expressahttp://www.blogger.com/img/blank.gif esta fase de transição, entre a idade das trevas das rádios "pop rock" - que de "rock" só tinham a palavra em fonte Haettenschweiler no logotipo, isso quando não havia vinhetas com um cara falando "wrock" como se estivesse arrotando - e a era da Internet de hoje, cuja abrangência sem igual de informações sobre música favorece a garimpagem e já estimulou até mesmo a volta de muitos grupos de rock antigos que foram extintos.http://www.blogger.com/img/blank.gif

O próprio Marcelo Delfino, amigo e co-responsável pelo blogue da Kiss, define esta fase da emissora como "Escola do Rock", em alusão ao filme protagonizado por Jack Black (sósia do saudoso Big Boy da Eldo Pop) e que teve também a hoje estonteante Miranda Cosgrove no elenco.

Portanto, quem estiver interessado em dar sugestões sobre a programação, nada como acessar o linque de contato da Kiss FM paulista.

Maiores detalhes podem ser divulgados pelo blogue da Kiss FM feito por mim e por Marcelo Delfino, embora ele não seja a página oficial da emissora. A página oficial está no endereço http:://www.kissfm.com.br.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"RÁDIOS AM" EM FM ESTARIAM USANDO SINTONIAS COLETIVAS PARA DISFARÇAR BAIXA AUDIÊNCIA


ATÉ LOJAS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO ADERIRAM AO JABACULÊ NÃO-MUSICAL DAS ATUAIS EMISSORAS FM.

A cada dia mostra-se que a associação exclusivista do jabaculê radiofônico à programação musical é uma tese bastante superada e antiquada.

A prática de jabaculê, a chamada corrupção radiofônica, pelo contrário, cada vez mais mostra-se maior quando o rádio FM não investe em programação musical.

Só as jornadas esportivas, por exemplo, já possuem um esquema jabazeiro mil vezes maior, fazendo o antigo jabaculê musical parecer brincadeira de criança.

O rádio FM passa por um desgaste até bem mais acelerado do que o rádio AM, e sua crise apenas é omitida ou desmentida por radiófilos pelegos, ou mesmo por certos colunistas que se atrelam aos interesses empresariais.

A ganância empresarial e a concentração de grupos de poder midiático teria sido responsável pela extinção do rádio AM em outros países e pela decadência forçada que faz o rádio AM atual ser refém da Frequência Modulada. E, como numa operação de sequestro, se as "rádios AM" em FM se derem mal em audiência, é a Amplitude Modulada que é sacrificada. Vide o caso da CBN de Brasília, pouco mais de dez anos atrás.

Mas a crise que há um tempo acontece no rádio AM - com os empresários radiofônicos simplesmente recusando sua ampliação, pois em outros Estados o espaço de sintonia parou em até menos de dez emissoras - repete-se de forma muito mais acelerada nas FMs.

A cada dia a "programação AM" transmitida em FM perde milhares de ouvintes a cada ano. A adesão de uma nova emissora não consegue refletir em aumento de audiência, mas na pulverização da audiência já existente, pois, se havia duas FMs do porte com, por exemplo, 4200 ouvintes numa grande cidade, havendo quatro FMs haverá os mesmos 4200 que, em parte, serão redistribuídos nas novas emissoras.

Para disfarçar a baixíssima audiência, em queda livre e acelerada, as rádios FM hoje partem para o que os bastidores radiofônicos chamam de "audiência de aluguel".

São ambientes de frequência coletiva, que variam das portarias de prédios até lojas de varejo, passando por táxis, botequins ou mesmo lojas de material de construção, que por conta de algum "benefício", são aconselhados por produtores de FM para sintonizar as emissoras sobretudo em horários estratégicos, como certos programas noticiosos ou de variedades, mas principalmente durante transmissões de partidas esportivas.

JABÁ COM DENDÊ - Em Salvador, há muito essa prática de jabaculê é feita. Há casos de produtores de rádio FM prometendo pagar até as contas de luz e água e o fornecimento de bebidas de um botequim que sintonizar, em altíssimos volumes, a emissora em questão durante as transmissões de futebol.

Mas geralmente a coisa funciona da seguinte forma: produtores procuram estabelecimentos comerciais ou sindicatos e, mediante algum "favor", aconselham seus profissionais a sintonizarem as emissoras diante de multidões que utilizam de seus serviços.

Dessa maneira, os sindicatos de taxistas, por exemplo, são "aconselhados" a indicar uma parcela de profissionais que sintonizará uma emissora FM "Aemizada" em dado horário (sobretudo durante partidas de futebol transmitidas pela mesma), seja mediante pagamento em dinheiro, seja mediante outras transações.

A manobra é feita para que, através de ambientes de frequência coletiva, as rádios deem falsa impressão de que possuem grande audiência. Calcula-se, por exemplo, a média de fregueses do taxista, dono de botequim, restaurante, vendedor de materiais de construção etc e, através desse número usa-se a chamada "tática do fumante": "o que eu sintonizo quem está do meu lado é ouvinte".

Assim, sintonias individuais são "anabolizadas" pela audiência involuntária de pessoas que apenas estão no lugar onde a rádio é sintonizada. E, no caso dos porteiros de prédios, o cálculo é inflado pelo número de moradores.

Daí que uma rádio que normalmente nunca passa de 3500 a 4300 em cidades com vários milhões de habitantes passa a ter uma "audiência" até 20 vezes maior do que a real. Pouco importando se 80 ou 90% dos "ouvintes" apenas "ouve" a emissora porque se encontra no lugar onde esta é sintonizada.

Na capital baiana, a Salvador FM chegou a premiar um sindicato de taxistas - na época controlado por um pelego - com um programa matinal como prêmio pela sintonia da programação Aemizada da emissora do ruralista Marcos Medrado.

Não obstante, a sintonia arranjada também ganha verniz de "contratos publicitários". A Rádio Metrópole FM - do "Sílvio Berlusconi" baiano Mário Kertèsz - chegou a negociar com as Lojas Americanas do Shopping Iguatemi para sintonizar as transmissões esportivas na seção de CDs (?!) da loja. Já a Rádio Transamérica de Salvador preferiu usar uma papelaria do Salvador Shopping para fazer o mesmo.

O verniz publicitário envolve procedimentos legais como abatimento de custos de veiculação de comerciais na rádio. A loja que sintonizar a rádio recebe desconto na veiculação de seus anúncios na emissora. Mas a prática tem seu sentido de jabaculê na medida em que tenta forçar a todo custo a audiência de uma rádio, muitas vezes irritando os fregueses.

Aliás, constantemente, estimula-se até mesmo a poluição sonora durante as transmissões esportivas. Neste caso a própria imprensa escrita se atrela ao esquema, restringindo o sentido de "poluição sonora" a rodas de pagode ou cultos religiosos.

No entanto, sabemos que as vozes rápidas e gritadas de locutores esportivos, em alto volume, irritam tanto os ouvidos dos cidadãos quanto o som do voo de marimbondos. Sobretudo quando partidas chegam a iniciar a partir de 22 horas em dias de semana, quando o solitário ouvinte da FM não sossega sequer meia-hora depois do fim de jogo, incomodando os vizinhos que precisam acordar muito cedo para irem à escola ou ao trabalho.

sábado, 13 de agosto de 2011

MADUREIRA E CASCADURA NÃO TÊM ÔNIBUS PARA COPACABANA


NA DÉCADA DE 70, CHEGOU A EXISTIR UMA LINHA 457 LIGANDO VILA VALQUEIRE A COPACABANA, PASSANDO POR MADUREIRA E CASCADURA.

O descaso das autoridades do transporte coletivo - que apelaram para a decadente e desnecessária padronização visual dos ônibus cariocas - faz com que determinados ramais de ônibus, bastante necessários e funcionais, no entanto não sejam adotados em novas linhas de ônibus.

Não dá para entender por que bairros importantes como Madureira e Cascadura não conseguem mais ter um ramal de ônibus para Copacabana e Ipanema. Até tiveram uma chance de ligação por ônibus na década de 70, mas inexplicavelmente, acabou.

Trata-se da antiga linha 457 Vila Valqueire / Copacabana, sem a menor relação com a 457 atual, a não ser pela coincidência de percurso pelo Méier e pelo Túnel Santa Bárbara e pelo fato de se destinar a Copacabana (a atual 457 vai até Ipanema).

Operada pela Transportes Uruguai, a linha passava pelo Campinho e daí por Madureira e Cascadura. Era uma linha funcional, mas inexplicavelmente foi extinta, num dos casos absurdos de linhas funcionais extintas.

A 442 Lins / Urca, pelo menos, teve sua extinção justificada pelo elitismo dos moradores da Urca, que não queriam "farofeiros" no bairro. Uma extinção justificada pelo preconceito, injusta e discriminatória, mas dotada de algum motivo, por cruel que seja.

Já a antiga 457 nem motivo real de extinção foi feito. Apenas a desculpa de "não ser rentável", provavelmente. A atual 457 Abolição / General Osório é funcional à sua maneira, como disse o amigo Marcelo Delfino, porque a Abolição já possui uma demanda forte à parte. O que deveria ser feito é uma outra linha que viesse de, pelo menos, Cascadura.

Até agora, Madureira e Cascadura só vão para a Zona Sul através da linha 755 Cascadura / Gávea, que pega apenas um pedaço do Leblon. Mas para Copacabana e Cascadura, até agora, nada de linha direta.

Mas a recente criação de uma variante tola da 457, Abolição / Praia de Botafogo - teria sentido se a prefeitura carioca tivesse criado uma variante da 298 Acari / Castelo para a Praia de Botafogo, podendo até ter nome curioso: "Fazenda Botafogo / Botafogo" - , só mostra o quanto as autoridades agem diante da ligação Zona Norte-Zona Sul por ônibus: com descaso ou paliativos.

Pois é uma mentalidade que é capaz de criar muitas linhas da Central para a Zona Sul, mas é ainda indiferente à ligação de Madureira e Cascadura para Copacabana e Ipanema. Demanda para as duas duplas de bairros não falta, e, com a máxima certeza, é muito grande.

Ela se dissolve pelo transporte intermediário por trens, metrô ou mais de um ônibus, mas de fato existe uma demanda fortíssima que mora ou trabalha em Cascadura e Madureira e que trabalha ou mora em Copacabana e Ipanema.

É uma demanda que, aliás, nem tem muito dinheiro assim para pagar quatro ônibus por dia, e, dependendo do salário, nem o Bilhete Único consegue compensar os grandes gastos por transporte.

Portanto, cabe às autoridades pensarem em implantar a ligação direta, por ônibus, de Madureira e Cascadura para Copacabana e Ipanema. O Rio de Janeiro agradecerá.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SIN CITY E HAPPY FEET TERÃO NOVAS SEQUÊNCIAS


BRITTANY MURPHY ATUOU EM SIN CITY E FEZ DUBLAGEM EM HAPPY FEET. MAS, FALECIDA EM 2009, ESTÁ AUSENTE NAS SUAS SEQUÊNCIAS.

Ambas as equipes de produção do filme Sin City e da animação Happy Feet afirmaram que cada produção terá nova sequência a partir do final deste ano.

Happy Feet 2, continuação da história de um pinguim dançante, tem estreia prevista para novembro próximo.

Sin City 2, continuação de Sin City - por sua vez uma adaptação da história em quadrinhos de Frank Miller, que participa da adaptação cinematográfica como roteirista e diretor - está em finalização de roteiro e começará suas filmagens a partir do final deste ano.

A curiosidade das duas produções foi a presença, nos primeiros longas, da admirável atriz Brittany Murphy, falecida prematuramente em dezembro de 2009.

Em Happy Feet, ela fez a voz da personagem Gloria. Além disso, Brittany também participou da trilha sonora, através das versões de "Boogie Wonderland", do Earth Wind & Fire, e "Somebody To Love", do Queen, gravadas por ela, que foi também cantora e possuiu uma belíssima voz.

Já em Sin City, Brittany participou do episódio The Big Cat Kill (traduzido como "A Grande Matança"), fazendo a personagem Shellie.

Certamente os produtores das duas obras se lembrarão da doce e talentosa Brittany, obviamente ausente nas duas produções, mas presente em nossa memória pelo seu talento, pela sua simpatia e doçura e pela sua capacidade intuitiva de expressar sua vocação de atriz, cantora, compositora, produtora e dubladora. Além do mais, Brittany também marcou por ter sido lindíssima.

Valeu, Britt!!

domingo, 7 de agosto de 2011

LIÇÕES DE VIDA



Certa vez, me contaram um fato que ocorreu com um rapaz que usava muito Internet para disparar comentários agressivos contra quem não pensa como ele.

Um certo internauta fica neuroticamente digitando todos os dias contra um blogue cujos textos não agradam a ele.

Perdendo tempo para rebater tudo aquilo que ele não gosta, o internauta lança mão de xingações e até de palavrões, achando que irá irritar o blogueiro e triunfar na sua trolagem.

Certa vez, o internauta, parecendo estar sozinho, digita um texto feroz contra o blogueiro, com todas as xingações de "seu patético" e alguns palavrões de ordem.

Mas enquanto ele escreve este texto, chegam de surpresa vários colegas dele, três rapazes e uma garota que o internauta enfezado estava a fim. Todos, simpáticos, falando para ele:

- E aí, fulano? Tudo bem? Como está aí na Internet?

- Deixa eu ver o que você está escrevendo, gatinho? - diz a garota, que, lendo a mensagem, logo pergunta, estarrecida. - Peraí, você está escrevendo o quê?

- Você está mandando quem ir para a "m..."? Que história é essa? - pergunta um amigo.

- Você fica o tempo inteiro na Internet só para mandar fulano "tomar no...", é?

- Mas, mas - diz o internauta, assustado. - Não é só isso que eu faço. Eu vejo também a página do Pânico na TV, de outros programas de televisão, gosto de rir e estar informado, sabe como é...

- Você só fica perdendo o tempo usando a Internet para esculhambar os outros. Não usa a Internet a seu favor, usa sempre contra os outros. - diz a garota. - Olha, eu gostaria muito de conhecer você, mas eu esperava que você, pelo menos, fosse um pouquinho mais simpático.

- Mas eu sou, garota... Você nem me conhece ainda, eu sou gentil... - tenta desculpar o internauta.

- Gentil nada! Sabe de uma coisa? Você é um grosso, quer que todo mundo pense igual a você, só manda baixaria para os outros. - diz a garota.

- Provavelmente o blogueiro não deve ser grosseiro ou desbocado como você. - diz um dos rapazes da turma.

- Me desculpe, mas se alguém pode ser patético, esse alguém é você, que fica mandando palavrão para quem não tem a mesma opinião que a sua. - diz o terceiro rapaz.

- Se você criar um blogue, certamente a única coisa que você vai fazer é desmoralizar gratuitamente esse blogueiro. - diz, indignada, a garota.

- Se você acha que está cheio de moral xingando as pessoas e soltando palavrão, já dá para perceber o "tipo de amigo" que você será conosco. - diz um terceiro rapaz da turma.

- Mas eu sou amigo, eu é que não gosto que as pessoas escrevam questionando o sucesso de meus ídolos, questionando aquilo que eu gosto e acredito... - tenta argumentar o internauta.

- Ah, tá, mui amigo. - diz um dos colegas do rapaz. - Pois a gente vai dar a prova de amizade que você merece. Nós vamos embora. Adeus! Ninguém aqui quer perder tempo com alguém que usa a Internet para dizer que os que não pensam como você são patéticos.

E a turma, que antes queria passar uns minutos com o internauta, se afastou dele. A fama de desbocado e grosseiro do internauta se espalhou, e o que parecia uma coragem triunfante de disparar mensagens agressivas, se tornou, a cada dia, um sentimento de vergonha.

Por sorte, o blogueiro em questão não publicou as mensagens do internauta. Se publicasse, as reações dos demais internautas seriam bem piores. E o internauta agressivo estaria arrependido daquilo que havia escrito.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BOB DYLAN E JACK WHITE GRAVAM INÉDITAS DE HANK WILLIAMS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Inéditas do cantor e compositor country Hank Williams foram encontradas e, transformadas em músicas, irão compor um tributo de vários artistas ao músico falecido em 1953 e considerado um dos mais criativos do gênero. Bob Dylan gravou uma das músicas junto ao ex-White Stripes Jack White.

Dylan e Jack White gravam músicas inéditas de Hank Williams

Do Portal Terra

Jack White e Bob Dylan estão entre os músicos que vão contribuir com gravações em homenagem à lenda da música country, Hank Williams, morto em 1953. As informações são do site New Music Express.

O projeto se chama The Lost Notebooks of Hank Williams e reúne uma série de músicas do compositor que nunca foram ouvidas, encontradas em uma pasta de couro depois de sua morte.

As letras incabadas e as ideias que estavam nesta pasta foram transformadas em músicas por 13 artistas, incluindo Norah Jonas, Sheryl Crow, Merle Haggard, Alan Jackson e Patty Loveless. O lançamento está marcado para 3 de outubro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PNBL MANTÉM A EXCLUSÃO DIGITAL



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: As pressões das operadoras de telecomunicações, sobretudo as operadoras de TV por assinatura que agora oferecem "Internet rápida", mas já sem exibir as esnobes propagandas que comparavam a "nossa" Internet a corredores de fórmula 1 (quando a realidade mostrava uma Internet "rápida" mais lerda do que até mesmo o imaginável na pior das hipóteses), fazem com que o acesso à rede virtual de computadores seja, para as classes populares, bastante oneroso. Infelizmente, o Plano Nacional de Banda Larga não atendeu às expectativas e o projeto ficou brando demais para atender os interesses dos empresários da telefonia e telecomunicações.

PNBL mantém a exclusão digital

Por Pedro Caribé - Observatório do Direito à Comunicação - Reproduzido também no Blog do Miro

A banda larga popular busca atenuar o principal problema apontado pelos brasileiros para acessar a rede mundial de computadores: o preço. Porém o valor de R$ 35,00 no plano mensal domiciliar ainda é rejeitado por 44% da população, na maioria entre a classes C, D, E. Dessa forma, o pacote lançado pelo governo deve alterar pouco o fato de 52% país jamais ter navegado na rede.

Os números apontados são do estudo TIC Domicílios, publicado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), que utiliza como fonte de informações o Censo Demográfico Brasileiro (Censo, 2000) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD, 2009). A avaliação que a questão econômica é predominante para exclusão digital é confirmada pelo coordenador de projetos de pesquisa do Cetic.br, Juliano Cappi: "De acordo com nossos resultados, a principal a barreira é o custo, tanto no acesso ao computador, quanto a internet".

A classe C tende a ser a aquela com maior quantidade de pessoas que se adequará a internet com assinatura mensal de R$ 35,00, anunciada no dia 30 de junho pelo governo federal. Na pesquisa 76% dessa parcela da população não tem internet na residência e alega a falta de dinheiro como impecílio primordial, com 53%. Contudo, 61% da classe C não está disposta a pagar mais de R$ 30,00 pelo serviço. Sem internet no domicílio, as lan houses continuam a representar parcela significativa entre aqueles que acessam a rede na classe C, 41%.

Já os beneficiários do principal programa social da presidenta Dilma Rousseff, Brasil sem Miséria, continuarão em dificuldades para ter acesso à rede, mesmo com o novo pacote de R$ 35,00. Nas classes D-E a maioria tem renda familiar inferior a um salário mínimo (R$ 510,00) e 81% jamais acessou a internet. Neste segmento 53% não demonstrou interesse em pagar qualquer valor para ter acesso à banda larga.

O estímulo do governo a internet domiciliar é compreendida de forma positiva por Juliana Cappi: "A comodidade contribui para ser usuário mais assíduo. Por mais que tenha a lan house, o acesso domiciliar, em geral, promove frequência de uso mais elevada, melhora a capacitação, impacta o uso das ferramentas e demais atividades."

Política social

Porém, além do valor tarifário, outro fator é apontado de forma redundante para exclusão digital no país: falta de habilidade com o computador e internet. Juliano Cappi aponta que muitos dos membros das Classes C, D, E não demonstram interesse em pagar ou utilizar centros públicos porque não têm noção da importância e/ou não teve mecanismos educacionais para lidar com essas tecnologias.

Já o técnico do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), João Maria Oliveira, atesta que o recente acordo firmado pelo governo dá ritmo muito confortável as empresas de telecomunicação: "Talvez seja um ritmo que não seja para sociedade brasileira".

Para ele, o plano expansão deveria ser associado a questões maiores da sociedade: "O acesso a internet possibilita mais pessoas se incluindo de forma mais rápida. Deveria ser atrelado a saúde, educação, segurança. Segundo o Banco Mundial, a cada dez pontos no aumento do acesso, aumenta 1,38% do PIB".

Juliano Cappi endossa a necessidade de articular com as políticas de educação e centro públicos de acesso: "As pessoas precisam ter noção dos perigos, problemas, responsabilidades. Ou se faz isso através da educação ou de telecentros, para as pessoas terem orientação no uso".

Segunda categoria

A pesquisa do Cetic.Br aponta que entre aqueles que acessam a internet, os membros das classes C,D,E já utilizam menos os instrumentos oferecidos, entre os quais: governo e comércio eletrônico, lazer, comunicação e educação. Tal desnivelamento tem origem, em grande medida, nos entraves para acessar páginas que demandam maior qualidade na conexão dos usuários, já que no mesmo estudo 37% dos entrevistados afirmam ter como maior dificuldade de usar a rede o fato de ter páginas pesadas.

No pacote lançado pelo governo tais disparidades devem se perpetuar, já que o usuário terá mensalmente 1 Mbps de velocidade e download sob limite de 300 Mbps/mês na banda larga fixa e 150 Mbps/mês na móvel. O técnico do IPEA explana que isso vai impactar na utilização de ferramentas de vídeo, imagem, voz: "Quando limita [o tráfego], cria-se o usuário de segunda categoria."

Universalização

O único serviço tratado como público nas telecomunicações, a telefonia fixa, findou recentemente um plano de universalização. Segundo João Maria perdeu-se a oportunidade de relacionar com as metas de internet, e não há impeditivos legais: "Dizem que a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) não permite, mas onde está dizendo isso? Bastava ter adequação na regulação via Anatel, o governo tem condições de promover a modernização desse segmento".

Ao invés de debater aumento dos orelhões ou redução das tarifas, Oliveira aponta que o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) deveria ter uma mudança de paradigma: "Tratamos como a voz fosse o mais importante, no nosso modelo, a voz é tarifada pelo tempo e distância, quando não deveria ser mais o parâmetro, e sim o transporte de dados, no qual voz é apenas um elemento". Para ele as empresas já trabalham sob essa nova lógica ao utilizar a estrutura da telefonia fixa para o transporte de dados.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NEY MATOGROSSO, UM JOVEM DE 70 ANOS



Hoje o cantor Ney Matogrosso faz 70 anos, em plena atividade. Um dos nomes que adaptaram o espírito jovial dos anos 60 para a MPB, Ney deu muitas e preciosas contribuições para a Música Popular Brasileira, como intérprete de voz inigualável e um domínio de palco peculiar. E continua dando novas contribuições, com desenvoltura e simplicidade.

Além disso, Ney também fez sua contribuição para o rock brasileiro como vocalista dos Secos & Molhados, que, diz a lenda, teria influenciado os integrantes do grupo de rock Kiss a usarem maquiagem.

Parabéns, Ney, e longa vida e carreira. Feliz aniversário!